Cena para 8 citas

Estou enojado com esse trecho do livro "A Classe média no espelho", do Jessé Souza. Não que eu não soubesse que isso acontecia, mas não imaginava que era tão "normalizado" assim.

2020.10.27 17:29 cidopina Estou enojado com esse trecho do livro "A Classe média no espelho", do Jessé Souza. Não que eu não soubesse que isso acontecia, mas não imaginava que era tão "normalizado" assim.

Sérgio: o CEO de um banco explica como se compra o mundo

Sérgio não é um CEO qualquer. Muito inteligente, culto, leitor de psicanálise nas horas vagas – a mulher é psicóloga –, ele é dessas pessoas que têm prazer numa sinceridade desconcertante. Sérgio tinha plena consciência de quem era e do que fazia. Se no passado teve algum problema com isso, agora não deixava transparecer nenhum incômodo.

Desde a adolescência, ele era grande amigo de João Carlos. Filho de banqueiros, havia acumulado fortuna própria na década de 1990, durante o governo de FHC, administrando fundos de investimento estrangeiros que ganharam uma grana preta com as privatizações levadas a cabo no período. Segundo Sérgio, João Carlos começou como um hábil representante de bancos estrangeiros e abriu inúmeras portas de investimento para os parceiros por meio de suas relações nos meios financeiros paulistanos, bem como no poder político e no Poder Judiciário, tanto em Brasília como em São Paulo. Lucrou tanto se utilizando do dinheiro alheio que fundou o próprio banco.

Nessa época, Sérgio frequentava uma faculdade de Direito nos Estados Unidos. Depois passou um ano em Londres, estudando finanças e ciência política e, por indicação de amigos do pai, estagiando num escritório que lidava com o mercado financeiro. Morou também em Sevilha, na Espanha, onde descobriu sua área jurídica de predileção: o direito administrativo.

No início dos anos 2000, quando voltou ao Brasil depois de quatro anos de pós-graduação no exterior, com pouco mais de 30 anos, o amigo João Carlos já era um multimilionário por “esforço próprio” e apenas naquele ano tinha ganhado mais dinheiro do que o pai durante toda a vida. Como o negócio do banco – aliás, o de todos os bancos hoje em dia – dependia da intersecção entre mercado e Estado, João precisava de alguém de confiança para cuidar da parte jurídica, antes terceirizada em diversos escritórios. Sérgio recebeu então carta branca para montar sua equipe de trabalho. Hoje o departamento jurídico é o centro nervoso do banco, com tudo passando pelas mãos de Sérgio, e ocupa um andar inteiro de um prédio moderno, decorado com luxo e bom gosto.

Quando lhe perguntei qual era seu trabalho, Sérgio não titubeou.

O João é o gênio, sabe onde estão o dinheiro e as oportunidades, pensa nisso o tempo todo. Eu só faço comprar as pessoas necessárias para que as coisas aconteçam como ele quer. Não fui eu que inventei o mundo como ele é, só procuro sobreviver da melhor maneira possível. O mais importante no Direito é conhecer os meandros da linha cinzenta entre o legal e o ilegal. Meu trabalho é expandir ao máximo a margem da legalidade a serviço dos interesses do banco.

Como já existe toda uma legalidade paralela que cuida dos interesses do setor financeiro, meu trabalho é fazer com que o nosso banco fique com o melhor pedaço da torta. Nossa equipe tem mais de vinte advogados escolhidos a dedo e bem pagos. Mas eles fazem o ramerrão do trabalho jurídico. O dia a dia. Eu faço os contatos com juízes, políticos e jornalistas e cuido dos clientes estrangeiros. Com o serviço jurídico, no sentido tradicional, meu trabalho não tem nada a ver. É mais gestão de clientes, dar a eles o que querem, dizer o que querem ouvir, beber o que eles querem beber e ser discreto e sóbrio em tudo.

E o que eles querem?

Aqui em São Paulo o que move tudo é o dinheiro e todo mundo quer viver bem. As pessoas são compradas com dinheiro vivo e com depósitos em paraísos fiscais criados para isso. A gente sabe fazer bem feito. Sem deixar rastro. A cidade é toda comprada, não se iluda, toda licitação pública e todo negócio lucrativo, sem exceção, é repartido e negociado.

Todo mundo tem um preço. Até hoje não conheci quem não tivesse. E para todo negócio é necessário uma informação privilegiada aqui, um amigo no Banco Central ali, uma sentença comprada ali ou a influência de um ministro em Brasília acolá.

Além da compra direta, em dinheiro vivo ou depósito no exterior, a gente tem que paparicar constantemente os caras. Uma forma eficaz são os presentes constantes, sem a expectativa imediata de contrafavores. Isso gera simpatia. Às vezes você ganha até um “amigo”.

Todo mundo adora vinhos caros, e as mulheres desses caras adoram essas bolsas que custam 50, 60 mil reais. Se é alguém com conhecimentos técnicos, você pode promover seminários e palestras, e pagar muito além do que se paga nesse tipo de mercado. Para cada tipo de cliente e de gente existe um jeito mais conveniente de comprar sem parecer que está comprando.

Não fazemos isso em troca de um serviço concreto. Isso é muito importante. O que construímos é um círculo de amigos. Temos uma lista grande de pessoas que simplesmente presenteamos no aniversário e em diversas outras ocasiões, ano após ano. Presentes bons e caros. Não economizamos nisso. Aí, quando você precisa, pode contar com a boa vontade do cara. Isso é o que chamo de criar relações de confiança.

E o pagamento direto por serviços específicos?

Obviamente isso também existe. Aí pagamos em paraísos fiscais, por meio de transferências sucessivas entre dezenas de empresas de fachada, de tal modo que nem Sherlock Holmes consegue refazer o caminho original.

Hoje em dia existem meios ainda mais eficazes de eliminar os riscos, mas este é nosso pulo do gato, e não posso lhe contar. Mas não fica rastro, posso assegurar. Esta, afinal, é a nossa mercadoria: a segurança no investimento. E, sendo um banco, tudo fica mais fácil. Não é só no caso do nosso banco: todos os bancos, inclusive os maiores, fazem a mesma coisa.

A mina de ouro de qualquer banco comercial ou de investimento é o Banco Central. Ali só entra gente nossa. E o país é gerido a partir do Banco Central, que decide tudo de importante na economia. É lá que a zona cinzenta entre legalidade e ilegalidade define a vida de todos. Isso não aparece em nenhum jornal.

Podemos fazer qualquer tipo de especulação com o câmbio, como nos swaps cambiais, por exemplo. Se der errado, o Banco Central cobre o prejuízo. Não existe negócio melhor. Se der errado, o famoso Erário paga a conta. Quem controla toda a economia somos nós e a nosso favor, o Congresso nem apita sobre isso. Quando, muito eventualmente, decide sobre algo, apenas assina o que nós mandamos, essa é verdade que ninguém conhece porque não sai em nenhuma TV.

Claro que tudo é justificado como mecanismo de combate à inflação, e não para enriquecer os ricos. Para quem vê isso tudo funcionar a partir de dentro, como no meu caso, é até engraçado.

Essa é a estrutura legalizada pela opacidade do Banco Central e da dívida pública. Mas e os negócios ilegais mesmo?

Não existe negócio que não seja intermediado por um banco, seja legal ou ilegal. Essa história de operador e doleiro é coisa da Lava Jato e da imprensa para desviar a atenção da participação dos agentes financeiros. Os bancos são completamente blindados porque inventaram um meio infalível de distribuir dinheiro para quem já tem muito poder e dinheiro. Falam de todo mundo menos de nós, que comandamos tudo.

Para mim, aí é que está o poder real, o poder do dinheiro. Na verdade, são os bancos os operadores e os doleiros, e todo o dinheiro sai de bancos, seja dinheiro limpo – na realidade, sempre dinheiro que foi tornado limpo –, seja dinheiro sujo. A não ser que você fabrique dinheiro em casa.

Aliás, parte do lucro dos bancos vem de lavar dinheiro e intermediar transações. Mas o grosso da grana vem do Banco Central, das remunerações de sobras de caixa – que são ilegais, mas sobre as quais ninguém diz nada –, das operações de swap cambial, dos títulos da dívida – enfim, o Banco Central é nossa mãe. É tudo escancarado, mesmo com inflação zero e o país na ruína.

Nosso lucro é legal, ou seja, legalizado, já que somos intocáveis e ninguém se mete conosco. Boa parte dos juízes e ministros de tribunais superiores, como todo mundo no meio sabe, advogam por interposta pessoa, e nós somos os principais clientes de alguns e de quem paga melhor. São os bancos que pagam as eleições do Congresso quase inteiro. Aí você pode legalizar qualquer coisa, qualquer papel sujo que a gente mande ao Congresso os caras assinam. Nesse contexto, onde se pode tudo, as operações abertamente ilegais são uma parte menor dos lucros, mas obviamente existem.

Se ninguém imprime notas de dinheiro no quintal, é óbvio que todo o dinheiro, inclusive todo dinheiro sujo, vem dos bancos, que retiram parte do seu lucro real intermediando essas relações e lavando esse dinheiro. Os bancos controlam o que você vai fazer com o dinheiro e todo dinheiro pode ser rastreado.

Toda transferência bancária tem um chip e, se você quiser saber de onde o dinheiro vem, dá para saber. Inclusive nas transações internacionais. Se a transferência é em dólar, tudo passa por Nova York e recebe um número. Mas ninguém quer saber, essa é a verdade. Como os bancos mandam na imprensa, nos juízes e nos políticos, a intermediação de todo dinheiro ilegal jamais é denunciada. E se for denunciar, você é que acaba preso. Isso eu garanto.

Como funciona mandar dinheiro para propinas no exterior, por exemplo, para comprar gente em Angola, na companhia de petróleo?

Você liga para o presidente de um banco [e cita, testando minha reação, o nome do presidente de um grande banco] e pergunta qual a comissão dele para fazer remessa.

“Assim, na cara de pau?”, pergunto. “E como você acha que funciona?”, indaga Sérgio, rindo e se divertindo com minha surpresa.

Lembra daquelas malas do Geddel? Como você acha que aquele dinheiro chegou naquele apartamento? Dinheiro não dá em árvore. Quem tem a possibilidade de fazer o dinheiro circular de um lugar para outro são os bancos, mais ninguém.

Não há nenhum caso de corrupção em que o dinheiro não venha de um banco. Ou seja, os bancos são os intermediários, sempre. A imprensa nunca toca nisso porque é tabu. Afinal, a imprensa é nossa.

Como assim?

Vou lhe contar um caso. Assim que cheguei no banco, o João Carlos estava com problemas com um jornalista, metido a investigador, que publicava todo dia uma notinha chata sobre negócios nossos aqui em São Paulo. O João ofereceu milhões ao cara para apoiar projetos dele se aliviasse a pressão, mas o cara não aceitou. Foi um caso raro, pois era uma grana e tanto na época. O que fizemos? Compramos o jornal, um dos maiores do Brasil, e demitimos o fulano.

Agora decidimos o que sai ou não, pois somos os donos do jornal. Não precisamos pedir nada a ninguém. O jornal é literalmente nosso. Toda a imprensa hoje em dia é assim, de um modo ou de outro. Ou eles devem os olhos da cara aos bancos ou os bancos são os donos diretamente. Por isso não sai nada na imprensa contra os bancos. A imprensa é toda nossa: televisão, jornais, internet, o que você pensar.

E com os políticos e os juízes, como funciona?

Com os políticos você paga a eleição do cara e o que sobrar, se sobrar, porque toda eleição é mais cara do que se imagina de início, ele embolsa. Aí cobramos e montamos a agenda do cara. Ou então pagamos por serviço, como expliquei, normalmente uma parte em dinheiro vivo e outra em depósito sigiloso. Às vezes, num caso ou outro mais complicado, que precisa ser resolvido para os negócios andarem, você faz um depósito no exterior para vários ao mesmo tempo.

A coisa funciona do mesmo modo em Brasília e em São Paulo, e com todos os partidos políticos. Aquilo que aquele maluco da Odebrecht fez, ao criar um departamento de propina, todo banco tem, é como os negócios andam, não tem outro jeito. Mas a gente não deixa rastro como fizeram esses malucos. Ninguém é “santo” [referindo-se à suposta alcunha de Alckmin no livro da Odebrecht], pode acreditar.

E com o Poder Judiciário?

Com os juízes os presentes funcionam que é uma beleza. O cara termina incorporando ao salário – afinal, é a mania deles. A coisa que mais irrita um juiz é saber que um advogado ganha muito mais do que ele. Na verdade, quando o advogado é muito rico, pode ter certeza que também enfia a mão na merda. Como advogado, para enriquecer de verdade, você tem que saber comprar promotores e juízes, além de advogados de outras empresas, para que escolham o seu escritório quando houver necessidade. A Lava Jato está cheia disso. Cansei de ver um colega fodendo o outro para depois ficar com a conta da empresa. Talento muita gente tem, mas construir um círculo de poder e dinheiro e saber gerir isso, mesclando cuidado e ousadia, poucos sabem.

É por saberem disso que muitos juízes ficam putos com o dinheiro que os caras ganham. Sempre acham que merecem ganhar ainda mais do que os advogados mais bem pagos, porque os riscos maiores seriam deles, e não dos advogados. Mas a verdade, e todo mundo sabe, é que a maior punição que um juiz recebe é aposentadoria compulsória, e mesmo para chegar a isso tem que aprontar um monte e fazer muito mal feito.

E como vocês recompensam os juízes?

É um pouco diferente, porque os caras são muito vaidosos, alguns se acham intelectuais. Quando o cara é muito vaidoso, o melhor método é pagar uma palestra com 100, 200 ou 300 mil reais, e ainda faz o cara se convencer de que é por sua cultura jurídica. Ou fazemos seminários internacionais com grandes jornais e revistas comentando e fotografando – aí eles piram. Nesse meio, você tem que saber comprar a vaidade dos caras, fazer com que se sintam mais importantes do que são. Ou então compramos diretamente a sentença.

Você pergunta o preço da sentença e paga, assim, na cara de pau?

“Como você acha que funciona?”, retruca Sérgio, sempre se divertindo muito por estar dando aulas de sociologia prática da vida real.

Vou lhe contar um caso que vai fazer você entender como tudo funciona. O João queria abrir uma casa noturna em Florianópolis, só para se divertir. O diabo é que encasquetou de construir a boate num lugar que era área de proteção ambiental, o MP [Ministério Público] local encrencou e a história virou uma pendenga judicial. Aí tive que ir lá para acertar com o juiz. Quando deixei tudo combinado, o João mandou uma loura – que foi favorita dele durante um tempo e depois passou a trabalhar com a gente, dessas muito bonitas e de 1,80 de altura, como só tem no Sul – levar, numa bolsa grande dessas de marca, um milhão de reais, misturando reais e dólares.

A ordem do João foi mais ou menos assim: “Põe aquele vestido vermelho justinho da Armani que te dei, entrega a mala e faz o juiz feliz.” O fulano passou um fim de semana com a loura, ficou com o dinheiro e a mala, e o João construiu a boate bem onde queria. É assim que funciona com o Judiciário.

Mas não foi uma experiência agradável, vou confessar, já que a moça foi humilhada de um modo meio violento. Fomos ela e eu levar a mala com dinheiro vivo para o juiz. Começamos a discutir o modus operandi jurídico do caso com o juiz e mais dois auxiliares na própria sala do juiz, depois do expediente.

Betina, era assim que a moça se chamava, era estudante de Direito e de vez em quando arriscava um palpite sobre o caso. A certa altura, o juiz se irritou e disse que ela não era advogada, mas puta, e estava ali para outro serviço. Na mesma hora, botou o pau para fora, na minha presença e de outros dois, e mandou a moça chupar.

Depois mandou que fizesse o mesmo com os dois funcionários. Em seguida entra um terceiro assistente, todos obviamente de confiança do juiz e de sua equipe “privada”. Ao ver a moça ainda de joelhos e já com o belo vestido meio rasgado, lança um olhar entre divertido e intrigado à cena, e então o juiz o interpela: “Quer também?” Ato contínuo, a moça cumpre pela quarta vez o mesmo ritual. Esse pessoal adora um abuso, quase tanto quanto dinheiro.

As mulheres sempre participam desse jogo?

Nem todo mundo gosta de misturar putaria e trabalho, mas se você for carente e cair nessa, está fodido. Aí fica na mão mesmo. E o diabo é que o que mais existe é gente carente afetivamente, que sem perceber cai nessa armadilha. Eu, por exemplo, não participo. Como tenho mulher parceira, não tenho este tipo de carência. Não digo que não tenha participado uma vez ou outra, nesses quase 20 anos em que trabalho aqui, mas não é a minha praia.

Mas tem muitos que gostam. Os estrangeiros, por exemplo, adoram. Passei um ano em Londres trabalhando como estagiário na área jurídica do mercado financeiro e lá a putaria é mais pesada. Onde tem muito dinheiro tem muita putaria. Pesada mesmo, todo tipo de coisa que você for capaz de imaginar. Tipo alugar castelo do século XVII para um fim de semana com muita droga e muita festa para todo tipo de gosto.

Afinal, todas as máfias do mundo estão por lá, russos, árabes, africanos, brasileiros. Londres é uma grande lavanderia atrás da fachada da realeza. Comparados com eles, somos amadores. Mas o João sabe fazer esse jogo, não é nenhum amador. Por exemplo, para funcionar, não pode parecer putaria barata, e o João é um gênio nesse jogo.

Outro dia tivemos um cara, um norueguês, da companhia de petróleo deles. O cara sabe tudo de prospecção de petróleo. O João se encarregou pessoalmente de armar a festa. Ele tem uma ilha em Angra só para isso, com heliporto e um iate lindo. Tudo encoberto pela mata atlântica, privacidade total. É um fim de semana de sonho.

A gente tem de 15 a 20 mulheres lindas, que podemos chamar a qualquer hora, algumas ganham presentes caros todos os meses, outras a gente paga mesmo, e nenhuma delas você diria que é puta. São lindas, elegantes, sabem conversar, usam roupas caras, se comportam e não destoam em nenhum ambiente. Algumas você deve conhecer, aparecem na internet, mas isso eu não posso contar. O norueguês, por exemplo, ficou tão louco que queria levar uma delas para a Noruega.

O João aproveita e chama ainda um juiz, um político, um amigo do mercado ou um procurador mais chegado, chama também alguns daqui do banco mesmo, que sabem criar o ambiente mais relaxado e agradável possível, tudo para criar um clima de festa normal. O segredo é forjar “amizades”. Às vezes montamos negócios inteiros com todos os interessados participando, mas sem parecer negócio, como se fossem amigos se divertindo.

Você tem que saber misturar e montar para parecer diversão entre os “parça”, entende? Lá as meninas sabem fazer o trabalho do melhor modo possível. Tudo parece a coisa mais natural do mundo, como uma festa normal e animada entre conhecidos. Nisso de criar uma relação de confiança, o João é impagável. Eu só faço o meio de campo. O astro é ele.

E cabe a você comprar as pessoas para os negócios andarem?

Quem existe neste mundo que não é comprado de alguma forma? Comprar alguém bem comprado não envolve só dinheiro. Você tem que comprar uma relação de confiança. Sem isso, todo o dinheiro do mundo não conta. E isso é um talento.

João costuma dizer que quem manda no Brasil, a elite, não soma mais do que 800 pessoas, e que ele e eu conhecemos cada uma delas. Dessas 800 pessoas, 600 estão em São Paulo, 100 em Brasília e 100 no resto do Brasil. Temos uma relação excelente com boa parte desse pessoal, e diria que, com pelo menos umas 100 dessas 800 pessoas, temos uma relação de confiança construída ao longo dos anos.

Um banco, como qualquer empresa, vive de oportunidades de negócios que a conjuntura econômica e política cria. Se você é realmente um bom empresário, não pode ficar apenas esperando que a oportunidade surja com a conjuntura, pois aí vai ter muitos rivais e concorrentes.

Um bom empresário ou banqueiro é o que percebe a oportunidade quando ela aparece. Mas se você é muito bom, melhor que os outros, como no caso do João, então você tem que fazer com que a oportunidade aconteça só para você ou que você possa aproveitá-la antes dos outros.

Este é o segredo do nosso negócio. Se deixa passar uma janela de oportunidade, você não é bom no que faz. Mas nós somos muito bons no que fazemos. Nós criamos a oportunidade de tal modo que ela caia no nosso colo. Para isso servem as relações de confiança cultivadas ao longo dos anos.
submitted by cidopina to brasil [link] [comments]


2020.10.13 16:49 Sr-Xande Amigos y amigas de reddit ¿Cuál fue su peor experiencia con una cita a ciegas?

Comienzo con la mía, en el trabajo siempre me fastidian por estar soltero, hasta el punto en que me convertí en un meme en la oficina, en especial me fastidiaba una chica de contabilidad que siempre se ofrecía para presentarme a alguien, la insistencia era tan molesta que al final cedí
Me pasó el número de una amiga y concordamos encontraron es un restaurante, cuando ella llega veo que trae a sus dos hijos para cenar con nosotros, lo peor de todo es que ni siquiera era madre soltera, durante toda la cita se la paso en el celular chateando con su esposo y quejándose sobre la "juventud de hoy en día", me molesto el hecho de que no solo el hecho de que mi compañera me había mentido, sino que también me hizo perder dinero haciéndome pagar por la cena que tomaron su hijos junto con el postre que no era exactamente barato.
Al final de la "cita" ella me dice:
Me divertí mucho, deberíamos salir en otra ocasión, te dejo mi numero.
Sobra decir que nunca nos volvimos a ver, después de eso insulte a mi compañera y ella tuvo el descaro de decir:
No es mi culpa que seas aburrido, si la cita fue mala es culpa tuya.
Así fue una de mis experiencias y aún tengo varias.
submitted by Sr-Xande to AskRedditespanol [link] [comments]


2020.10.05 05:43 ArgenCoso Tilingos


Por Arturo Jauretche
CONFIRMADO me propuso este tema. Pensé entonces que era la oportunidad para ofrecer una respuesta, entre las muchas que pueden articularse, a un interrogante que plantea José Luis de Imaz en Los que mandan; "¿Por qué, no obstante su peso económico, su rol en la modernización, y haber sido innovadores tecnológicos, los empresarios no pesan en la vida del país?".
O pesan al revés. Este es el caso de ciertos tipos de grupos económicos capitalistas, adscriptos a la política de la Sociedad Rural, ya consolidados dentro del viejo sistema agro-importador, que prefieren un mercado interno pobre en condiciones de monopolio a un mercado en crecimiento en condiciones de competencia, como los que apoyaron la política de contención del progreso en las Juntas Reguladoras de la Década Infame. Sólo que éstos sí saben lo que quieren.
Pero no voy a hablar de economía, sino del tema propuesto; de la forma en que la tilinguería impone sus pautas, y cómo ellas están perturbando el desarrollo de la inteligencia nacional y sus impulsos creadores.
Y ésta es cosa de que debe tomar cuenta también el político militante, si es que no sabe que el comité ha muerto definitivamente. Porque los estados de opinión, entre los cuales tiene importancia fundamental el slogan que surge de la cuestión de los status, pesan mucho más que una recluta que sólo vale para las elecciones internas.
En el Espasa Calpe se lee tilingo: "Argentinismo: Insustancial, ligero, que habla muchas tonterías". Segovia, en su Diccionario de Argentinismo", expresa: "Dícese de la persona simple y ligera que suele hablar muchas tonterías".
Los paisanos, de un tipo así, dicen; "Hombre sin fundamento".
Don Hipólito -desde luego, Yrigoyen es el Hipólito por antonomasia- decía "palangana". Supongo a esta expresión tradicional y fundada en la poca cosa y mucho ruido de la enlosada al caer retumbante.
Usted lo conoce al tilingo. Y si no lo conoce, ahí lo tiene al lado, en esta mesa de un café céntrico donde se han sentado cuatro o cinco tipos con portafolios. Algún día habrá que escribir la historia del hombre del portafolio. Hubo la etapa de la posguerra con los "ingenieri" italianos recién llegados que escondían bajo el cuero -con una sugestión de planos y patentes de invención- el sandwich de milanesa del almuerzo. Ahora es posible que el portafolio contenga la cuarenta y cinco persuasiva, o la concluyente tartamuda portátil.
Pero esos que están en la mesa de al lado sólo llevan allí sueños, proyectos, hipotéticas transacciones. Andan a la búsqueda de enganchar algo, intermediar en alguna operación cualquiera para ganar una comisión, y muchas veces intermediando entre intermediarios. Generalmente se ayudan con el teléfono de un amigo que tiene escritorio y al que han pedido permiso para que les "dejen dicho". Ese teléfono, la mesa del café y el portafolio constituyen su establecimiento comercial.
Mientras llega "el asunto*', hablan de fútbol, de carreras, de política, de economía.
Cuando tocan estos dos temas últimos, nunca faltará quien diga: "Lo que pasa es que los obreros no producen". Ahí está el tilingo. No se le ha ocurrido averiguar qué es lo que él produce y qué producen todos ellos, puntas sueltas, mallas erradas en la enorme red de intermediación que es Buenos Aires.
Que un tipo que no produce diga, en una reunión de tipos que no producen, que no producen los únicos que producen algo, es tilinguería. En esto de producir, tenemos muchos productores rurales por el estilo que creen que la condición de productor la da la propiedad de una estancia, unos breeches y unas botas de polo, que viven en la ciudad -"porque mi señora dice que hay que educar a los chicos"- y dan una vuelta por el campo cada quince días. Productores rurales son los que trabajan y producen en el campo, que pueden ser patrones o peones, pero no los que no intervienen en la producción sino como propietarios, y que son rentistas aunque no arrienden. Estos también son de los que dicen que los "obreros" no producen. Y ya no desde la posición marginal del tipo del portafolio, sino empinándose como "fuerza viva" sobre la que descansa la economía del país.
Inevitablemente, éstos y otros representantes de la tilinguería son los que, ante la menor dificultad, califican al país: "Este país . de m...", colocándose fuera del mistao a los efectos de la adjetivación. Y la verdad es que el país lo único que tiene de eso son ellos: los tilingos.
El racismo es otra forma frecuente de la tilinguería.
La tilinguería racista no es de ahora y tiene la tradición histórica de todo el liberalismo. Su padre más conocido es Sarmiento, y ese racismo está contenido implícitamente en el pueril dilema de "civilización y barbarie". Todo lo respetable es del Norte de Europa, y lo intolerable, español o americano, mayormente si mestizo. De allí la imagen del mundo distribuido por la enseñanza y todos los medios de formación de la inteligencia que han manejado la superestructura cultural del país.
Recuerdo que cuando cayó Frondizi, uno de esos tilingos racistas me dijo, en medio de su euforia: -¡Por fin cayó el italiano! Se quedó un poco perplejo cuando yo le contesté: -¡Sí!, lo volteó Poggi.
Muchos estábamos enfrentados a Frondizi; pero es bueno que no nos confundan con estos otros que al margen de la realidad argentina, tan italiana en el presidente como en el general que lo volteó, sólo se guiaban por los esquemas de su tilinguería.
Ernesto Sábato, con buen humor, pero tal vez respirando por la herida, ha dicho en Sobre héroes y tumbas más o menos lo siguiente: "Más vale descender de un chanchero de Bayona llamado Vignau, que de un profesor de filosofía napolitano". La cita me chocó en mi trasfondo tilingo (fui a la misma escuela y leí la misma literatura) porque tengo una abuela bearnesa también Vignau, tal vez más que por lo de Bayona, por lo de chanchero (vuelvo a recordar que fui a la misma escuela, etcétera).
La verdad que ni el presidente ni el general son italianos. Simplemente son argentinos de esta Argentina real que los liberales apuraron cortando las raíces.
Pero la idea liberal o sarmientina no era ésa. Ella tenía, y tiene, una escala de valores raciales que se identifican por los apellidos cuando son extranjeros. Arriba están los nórdicos -con escandinavos, anglosajones y germánicos-; después siguen los franceses; y después los bearneses y los vascos; más abajo los españoles y los italianos, y al último, muy lejos, los turcos y los judíos. Cuando yo era chiquilín nunca oí nombrar a un inglés -que generalmente era irlandés, pero la diferencia era muy sutil para entonces- sin decir "Don", aunque estuviera "mamao hasta las patas". El francés, a veces, ligaba el Don; y en ocasiones, el vasco. Jamás el español, que era "gallego de...", lo mismo que el italiano "gringo de...". ¡Para qué hablar del turco y del ruso.'
En La condición del extranjero en América, Sarmiento parece revisar sus tesis sobre la inmigración. Pero no nos engañemos: se sintió defraudado por la misma porque vino del Mediodía de Europa. El hubiera querido una inmigración de arquetipos, y los arquetipos son los que estaban en lo alto de su escalera antiamericana y antiespañola.
Afortunadamente fracasó, y eso es lo que nos ha salvado como nación. En algún lugar he recordado las palabras de Hornero Manzi cuando me dijo: -Lo que nos ha salvado es la actitud del italiano y el turco, que en lugar de proponerse como arquetipos, propusieron como tal al gaucho; así, en el ridículo del cocoliche se nacionalizaron en lugar de desnacionalizarnos. Sólo falta imaginar lo que hubiera ocurrido si las pampas y las aldeas se hubieran poblado de los ejemplares arquetipos deseados por ese racismo, con la actitud de obsecuencia de las generaciones liberales para todo lo foráneo.
Ya se ha dicho que esa tilinguería racista viene de lejos.
Pero se acentúa cuando se producen cambios sociales. Entonces, la tilinguería se exacerba en una peyorativa actitud racista. Pasó con el acceso al poder del radicalismo. Los tilingos de entonces cargaron el acento sobre los apellidos italianos de la nueva promoción política suscitada con el ascenso de la clase media: la pequeña burguesía inmigratoria y los doctores de primera napa nacional.
La oposición conservadora adoptó un aire peyorativo que se tradujo en toda una literatura política, que fue del periódico -La Mañana y La Fronda, sucesivamente, fueron sus expresiones más calificadas- hasta el discurso parlamentario. Se jugaba, por ejemplo, con la equívoca significación de algunos apellidos; así, la triple fórmula Coulom-Coulin-Culacciatti, que integraba, con la igual finalidad peyorativa hacia los criollos desconocidos, don Julio del C. Moreno -un personaje riojano- completaba el ridículo en la imagen anal. Hasta cuando el apellido era patricio se lo modificaba para ponerlo a tono: así, padeciendo Yrigoyen de un posible mal de las vías urinarias, el doctor Meabe, su médico de cabecera, se convertía en el doctor Meabene para adecuarlo a la cita siguiente que era la de un correligionario de la 3a Don Plácido Meo.
En realidad, para los que lo escribían no se trataba de otra cosa que de un recurso humorístico. Pero para el tilingo de entonces el fundamento más real, el que más invocaba, el que más jugaba, era ese de los "gringos", Y lo de "gringos" sólo jugaba para los descendientes de inmigrantes provenientes del Mediodía de Europa. No para los otros.
Pasó mucha agua bajo los puentes, y vino otro movimiento multitudinario: el de 1945. Ya los gringos se habían incorporado y su presencia política no lesionaba a la tilinguería, no sé si es porque de las nuevas promociones ascendentes habían salido también promociones de tilingos. Sólo así puede explicarse que un hijo de italianos -Sammartino- haya hablado despectivamente de los "negros" al referirse al "aluvión zoológico", en una caracterización evidentemente racial y peyorativa, cuando aún estaba fresca la tinta que lo había calificado a él también peyorativamente.
Que "el gringuito" de unos pocos años atrás se sienta vieja clase frente a los descendientes de los conquistadores en la confrontación de sus apellidos no revela simplemente que "el gringuito" se ha incorporado a la tilinguería. Lo grave es que se ha frustrado como guarango. Y la guaranguería es la espontaneidad de las nuevas clases, de las promociones que irrumpen con cada ascenso de la sociedad, porque los dos grandes movimientos populares del siglo -el de 1914-16 y el de 1943-45- han sido la expresión de eso: de ascensos masivos.
No corresponde aquí desentrañar las raíces económico-sociales de los dos hechos históricos; ni siquiera la coincidencia con las dos guerras mundiales que nos aislaron de los países arquetipos en una neutralidad intolerable para los tilingos, pero que dio las bases para una consolidación propia.
Usted puede hacer un fácil test. Yo lo he hecho.
Sé que un fulano se ha gastado 15 millones de pesos en un departamento de la Avenida del Libertador. Nos encontramos y le adivino la intención de informarme de su compra, como corresponde al guarango. Pero yo quiero saber si está frustrado como tal y lo madrugo diciéndole antes de que me dé la noticia:
-Estoy muy afligido por un amigo que se ha gastado más de 10 millones en un departamento de la Avenida del Libertador... -¿Y por qué se aflige? -me pregunta inquieto. Le contesto: -Y... porque la Avenida del Libertador no es "bien"... -Pero entonces..., ¿qué es "bien"? -pregunta desesperado. -"Bien" es de la plaza San Martín hasta la Recoleta, de Santa Fe al Bajo. Y dentro de ese radio. "bien", "muy bien", el codo aristocrático de Arroyo, como dice Mallea: Juncal, Guido, Parera. . .
Le veo en la cara al hombre que está desesperado. Y entonces, lo remato: -La Avenida del Libertador es como tener un leopardo de tapicería sobre el respaldo del asiento trasero del coche.
El leopardo lo tiró a la vuelta. Del departamento no sé.
Pienso que lo hecho es una crueldad, pero la investigación "científica" es así... cruel como la vivisección.
Yo quería saber si el hombre era un burgués con toda la barba o un tímido burguesito en camino de terminar en tilingo. El que es verdaderamente burgués sigue adelante, cumple su gusto, se realiza con la arrogancia del vencedor y compra en la Avenida del Libertador, precisamente porque es caro, porque acredita su victoria y la prestigia ante los burgueses. Si quiere barrio, compra; y si quiere apellido y mujer distinguida, compra también. Podría citar casos. Pero no se achica, se disminuye; no se acomoda a los esquemas y limitaciones de los tilingos.
De aquí que mientras en Europa y en Estados Unidos un banquero o un industrial miran a un ganadero como un "juntabosta", aquí el ganadero lo mira por arriba del hombro al empresario. Y el empresario, que quiere ser "bien", se ve obligado a comprar estancia, a tener cabaña -así sea de perros-, porque sólo por la Rural, y tal vez por el Kennel Club, puede lograr ascenso social que apetece.
Lógicamente esta burguesía, desde que imita a la vieja clase, se somete a todas sus normas y, por consecuencia, también en política. Ese sometimiento y esa adhesión a las viejas clases -incongruente económicamente- no sólo se ejerce verticalmente. También horizontalmente, cuando contemplamos la geografía social del país.
Así, los titulares de los intereses vitivinícolas de Cuyo y los tabacaleros, azucareros y fruticultores del Norte, que necesitan un mercado interno de alto poder de compra -es decir, que el Litoral desarrolle una política de alto nivel de vida-, están ligados políticamente a los conservadores del Litoral, gobernados por cabañeros e invernadores cuya tendencia es producir a bajo costo en un mercado de poco poder adquisitivo para cumplir la función asignada en la división internacional del trabajo como abastecedores ultramarinos de las metrópolis.
Esta incongruencia es difícil de explicar, pero no son ajenos a ella el prestigio social del Litoral y la incapacidad burguesa de los del interior en los respectivos grupos patronales. Esta gente de Cuyo y del Norte es muchas veces portadora de apellidos españoles de abolengo arribeño, de mucho mayor cotización histórica que los abajeños del puerto. Pero queriendo asimilarse a la alta clase del puerto se han sometido a las normas políticas e ideológicas de los principales. De "bien" provincianos, quieren ser "bien" en la Capital. ¿Cómo extrañar entonces que los guarangos frustrados del Litoral se hagan tilingos, si la misma tilinguería la padecen muchos aristocráticos descendientes de la Conquista por el Perú?
La tilinguería cotiza una marca de vino, un tabaco, un pomelo, o una palta, muy por debajo de un toro lleno de medallas. Se entra muy bien en la alta sociedad llevando de la rienda al toro, pero es difícil mostrando una botella de vino por lujosa que sea la etiqueta, por más sugestiones de chateau que evoque, tanto en la presentación como en la exquisita calidad del producto.
A un cuarto de siglo de la entrada del país al capitalismo, debemos recordar que el capitalismo naciente en la Argentina fue ajeno en sus hombres al hecho histórico que lo provocaba, produciéndose la paradoja de que le correspondiese a la clase obrera abrir la etapa del desarrollo económico burgués. Más aún: la nueva burguesía sigue aún incapacitada para jugar su papel, y es precisamente porque en la medida que asciende, pierde conciencia de su propia realidad para hacer suya la imagen de importancia que le presenta el tilingo. Se queda en el "medio pelo" y, rechazando el triunfo burgués, se adecúa al remedo, a la imitación de la alta clase con la que cree tomar contacto cuando se acomoda a la imagen de alta sociedad que le brindan los declasados.
Hubo un tiempo en que los venidos a menos económica y socialmente se jactaban de ser un pequeño sector domiciliado en el "Palacio de los Patos" de la calle Ugarteche. Ahora se han multiplicado. desde detrás de la Recoleta hasta San Fernando, a lo largo de las vías del Central Argentino. (Lo designo así porque la nueva nominación ferroviaria es completamente tilinga, aunque la hayan hecho los guarangos, lo que prueba que, en esta materia, todos tenemos tejado de vidrio.)
Landrú ha identificado perfectamente los personajes describiendo en el "gordi" y el "mersa" la oposición tilinguería-guaranguería. El botellero próspero, con su Valiant resplandeciente, es feliz echándole soda al vino de marca, ocupando las mesas de los restaurantes caros, hablando fuerte de lo que dijo-"su señora", mientras "cena".
Está en el camino de constituir una burguesía. Todavía no tiene conciencia de que constituye un sector de la sociedad correspondiente a una etapa de la economía, y no ha alcanzado a comprender la correspondencia de sus intereses personales con los intereses de su grupo. Hijo de sus aptitudes capitalistas -aunque muchas veces también más de la inflación que de su capacidad, o de equívocas actividades comerciales-, está en el camino de constituir una burguesía. Pero en el momento de definirse como burgués y adquirir la psicología correspondiente, nota el contraste de sus gustos y normas con lo que es "bien".
Desde que se ha mudado al barrio Norte, desde Gerli o Quilmes, y la "señora" ha olvidado la batea deslumbrada por la máquina de lavar, ha hecho nuevos contactos que le dan la idea de una meta social que tiene que alcanzar. Comienza él también a añorar la época en que "el servicio daba gusto" y en que el obrero -el "negro"- se mantenía "donde debe estar". Olvida de inmediato que es precisamente ese cambio el padre de su prosperidad y de su posibilidad de acceso a niveles más altos. Más aún. que el mantenimiento de ese cambio y su profundización es su única garantía. Quiere dejar de ser "mersa" y sólo logra ser "gordi". E inmediatamente tiene el complejo político del "gordi", a quien comienza a imitar.
Y comienza a imitar a una imitación, tomando por modelo las malas copias. Porque la tilinguería constituida por las "gordis" no es ni remotamente la alta clase a la que cree aproximarse.
Desde la época en que los declasados se refugiaban en la calle Ugarteche, todo el "Norte" liminar se ha llenado de falsos declasados. Se ha constituido un sector social entero que vive en la convención de que "todo tiempo pasado fue mejor" en aquella "Jauja" retrospectiva -"cuando la tía Leonor tenía Lando"-; de miles de familias que se aterran al recuerdo de un ascendiente que figuró algo en la segunda y la tercera línea de los amanuenses de la oligarquía, Descendientes de militares -un oficio generalmente despreciado por la alta clase-, de secretarios de juzgados, directores de oficinas, bancarios pueblerinos y hasta de conscriptos de Curu-malal, se han construido imaginativamente un pasado señoril que tratan de revivir en una vida forzada que absorbe casi todos sus recursos en gastos de representación.
Revista Confirmado
submitted by ArgenCoso to RepublicaArgentina [link] [comments]


2020.09.28 04:06 elementrix_26 Perra engaño a mi tío y toda su familia, ahora no tiene en que caerse muerta.

Cabe decir que esto no me paso a mi sino a mi tío.
Mi tío llamado josé fue un tío por parte de mi padre en otra ciudad de mi país, siempre fue una persona tranquila, alegre y muy independiente, así que se mudo junto a sus padre y sus hermanos a la capital y allí terminó la universidad como arquitecto. Estuvo dos años trabajando aquí mientras aprendía inglés( pues no dominaba el idioma perfectamente) y en ese lapso conocía a alguien en el trabajo que llamaremos Karen( o perra codiciosa e infiel, como quieran). Después de dominar el idioma a la perfección y de ahorrar mucho dinero decidió mudarse con karen a estados unidos en New York y allí residió 3 años, y luego aparece su primo( y mi tío) llamado Manuel quien era una persona un tanto perezosa y mentirosa, luego de presentarse como es debido Manuel presento a su novia a la cual llamaremos Ana( que era ingeniera) Ellos salieron en varias citas dobles e incluso hicieron pijamada en la casa de mi tío José, él admitió que hubo gran química entre karen y Manuel. Luego Jose noto algo extraño en Karen, pues paraba mucho tiempo afuera en la calle, se volvió más fría y exigente (una vez le pidió que le comprara un coche de lujo y el accedió pues la amaba) y se volvió mas irritante( e de decir que mi familia la conocía a ella y a Ana). Entonces pasó lo inevitable, una vez mi tía tenia su tableta que estaba conectada a su Messenger y ella lo dejaba en la casa para que no se la robaran, entonces una vez ella estaba Trabajando y mi tío salido mas temprano del trabajo así que fue al supermercado y comprar comestibles para hacerle una cena a tía (pues precisamente ese día era su aniversario) pero al llamarla la perra esta le dijo que llegaría muy tarde pues tenía mucho trabajo, entonces mi tío escuchó como algo vibraba, entonces encontró la tableta y esta no tenia contraseña así que la abrió y encontró los mensajes que ella y Manuel tenían, en ellos se mandaban mensajes eróticos y como se burlaban de sus respectivas parejas y al parecer por lo que leyó ya se habían encontrado varias veces y los mensajes de ese día eran así: Karen: Si si, ya voy a nuestro "rincón del escondite" para nuestro apasionado encuentro. Manuel: y que hay del idiota de Jose. Karen: Ese baboso es muy estúpido para que se diera cuenta de lo que pasaba. Manuel: Es igual de ingenua que mi novia. Karen: Creerás que él me quiso hacer una cena para este día, ni me acordaba de este día hasta que me escribió. Manuel: Jaja, ese idiota, incluso yo soy mas hombre que el. Karen: Jaja si, y nuestros encuentros lo han demostrado. Manuel: a cambio Ana es estúpida, sus pechos son diminutos y casi que lo hacemos pienso que lo estoy haciendo con un hombre. Karen: Ahí y ni me hagas empezar con Jose, apenas me complace con ese amiguito tan corto que tiene, no es como tu. Manuel: Ya estoy impaciente para verte y ver que otra cosa te compro el ingenuo de josé: Karen: Recientemente me compro un auto de lujo, el que vimos en la revista: Manuel: Oh, vaya sí que te ama y que mas regalos te a dado. Karen: Pues, collares, anillos, pulseras y otros lujos. Manuel: Pues Ana a mi me dio Mas relojes caros nuevos y actualmente quiero que me compre una motocicleta. Después de eso mi tío quedo destrozado, llamo a Ana y le dijo todo, Ana vino a su casa y los dos lloraron, al principio quisieron confrontarlos, pero a Jose se le ocurrió algo mejor. La Venganza: Este plan fue muy elaborado y tardío( duro casi un año), y fue así: Los dos comenzaron a aprender otro idioma en secreto e incluso los dos se fueron a Portugal y se quedaron hay un mes, conociendo la ciudad y aprendiendo el idioma. Mientras Karen y Manuel se revolcaban en la Cama de Jose( lo supo por que antes de iré puso cámaras escondidas) y en ese mes los dos conocieron mejor y una chispa nacida del dolor se convirtió en amor para los dos. Luego regresaron a New York y Jose comenzó a notar que el dinero de su cuenta bancaria tanto compartida como de ahorros estaba desapareciendo así que puso todo el dinero sobrante en otra cuenta.
Cambió todas sus cuentas y tarjetas y se compró otro celular del cual Karen no sabía e incluso secretamente puso en venta en su departamento y le pidió a su jefe unas vacaciones y transferimiento a Washintong.
Ana hizo lo mismo y ambos estaban listos.
En sus vacaciones ambos sugirieron a sus respectivas parejas un viaje a Portugal y al principio se negaron (Pues ambos no sabían nada de Portugués) pero luego de decirles que ellos hablaban portugués accedieron.
Reservaron un vuelo Lisboa y luego del vuelo reservaron un lujoso hotel.
en unos de esos días fueron a un lujoso restaurante a comer, según mi tío Jose Pidieron y comieron de los mas caro, y luego mi tío hizo la actuación del "no tengo efectivo y voy a sacar dinero del banco" y Ana lo acompaño, luego regresaron al hotel y empacaron cosas vaciaron sus maletas para llevarse los regalos que ellos les habían comprado y pagaron una cuarta parte del precio total(para que el resto la pagaron ellos).
Luego accedieron a sus cuentas y les quitaron el dinero que ellos les habían sacado sin su permiso(que era mucho), luego Jose regaló su celular antiguo a un extraño de por ahí y regresaron a estados unidos e informar a nuestra familia y a la de Ana todo lo que pasó, nuestra familia tanto con la de Ana y Karen estaba indignada y decidieron cortar lazos con ellos.
Luego una vez un primo mientras se "acariciaba" encontró en una pagina XXX el vídeo que estaba en el teléfono de jose de Karen y Manuel manteniendo relaciones sexuales.
En cuanto a Manuel Fue desheredado por nuestro abuelo y tío y ahora es solo una deshonra para nuestra familia y en cuanto a Karen por el vídeo fue despedida de su trabajo y nadie mas quiso contratarla y su madre y familia la rechaza, y tuvieron que pagar todos los costos del hotel y el restaurante, solo ´por amistades comunes sabemos que ellos intentaron regresar pero al darse cuenta por Internet que el departamento de mi tío donde vivía fue vendido se quedó en Portugal, un país en donde ella no entiende un carajo de que hablan y sin dinero, trabajo y familia con Manuel(quien creo que la dejo al mes)
Mientras tanto Jose y Ana se mudaron a Washintog, se casaron y tuvieron cuatro hijos
un niño y tres niñas( y son trillizas) y solo se que ahora viven felices.
Pdta. Si quieren que cuente cuando Karen lo quiso demandar por paternidad(si quedo embarazada) o Cuando Manuel regreso a Estados Unidos.
submitted by elementrix_26 to padresconderecho [link] [comments]


2020.09.17 22:57 Sespez 2 años viviendo con una Karen, el comienzo de un infierno

Cast: Yo, mi hermano, la Karen, Abuela
Personajes secundarios: Mamá y Papá

Bueno, esta historia es algo bastante larga, trataré de contar los detalles mas importantes y no desviarme tanto.

Cuando mi hermano y yo teníamos 17 años estábamos a punto de empezar la Universidad y estabamos bastante desesperanzados, pues las carreras que queríamos solo se podían estudiar fuera de la ciudad y mis padres no podían costearse estudios foráneos, así que las opciones que nos daban era que mi hermano estudiase Comunicación y yo Arquitectura (como si eso fuese mas barato). mi hermano quería estudiar Letras y yo Artes.
Mi papá tiene dos hermanos, y la Karen en cuestión es su hermana. Karen vivía en la ciudad donde podíamos estudiar nuestro sueño y nos ofreció irnos a vivir con ella, no tendríamos que preocuparnos por comida ni renta, ni nada mas que nuestros propios estudios, habló con nuestros padres y quedó decidido. Presentamos exámen y mi hermano si quedó en la uni pero yo no, asi que el se fue y a mi me ofrecieron irme para tomar cursos de pintura, ya que en mi carrera debes presentar un examen de habilidad ademas del examen de ingreso. Total que no me fui por pasar mas tiempo con un novio que tenia que de todas formas terminé con él un mes después de iniciar los cursos. Lo sé, mis decisiones a esa edad (ya 18) fueron muy malas. Me fui a inicios del año siguiente y tome un curso de 4 meses para volver a presentar el examen (sería en Mayo). Recuerdo que mi relación con mis padres nunca había sido buena y al irme no mejoró. Cuando llegué al depa donde vivia mi tía, mi hermano ya llevaba un semestre cursado y se lo veía bien a mi parecer, pero el infierno comenzó al día siguiente de llegar. Por alguna razón mi hermano se echó un desodorante que a la Karen (asmática) le hacía mal. y me empezó a regañar a mi (mas que regañar, hablar con gritos, reclamos) sin saber si había sido yo.
Mis cursos eran martes y miercoles, asi que el resto de la semana no hacía mucho. Mi hermano tenía clases todos los dias, lo normal. Karen decidió que teníamos que ir a "ayudarla" al trabajo todos los dias sin importar que quisieramos hacer otras actividades. Nosotros nunca lo dudamos, nos convenció de que al ayudarla ella nos ayudabamos nosotros a tener una mejor calidad de vida o alguna mierda por el estilo. Todos los dias, todo el día en mi caso. Había dias que por "ayudarla" salía tarde a mis cursos y llegaba con el tiempo al límite, se lo hacía saber pero me culpaba por no apurarme en el trabajo. Cabe recalcar que era una Godín (trabajadora burocratica) y esa "ayuda" era hacerle todo, desde pasarle impresiones de la copiadora de la oficina, escribirle los oficios, hacerle TODO. Nuestra "paga" era basicamente vivir comodamente, lo que nos había ofrecido hacia meses.
Nosotros nunca nos atrevíamos a decir nuestras inconformidades por dos razones:
Toda nuestra vida sufrimos abuso emocional y psicologico por parte de nuestros padres y físico por parte de nuestro padre. Asi que para poner límites, aprender a decir que no, defendernos y en general ser humanos funcionales, no servíamos.
La otra razon es que si le decíamos a mi tía que algo no nos gustaba nos culpaba por ello, en vez de aceptar que no queríamos ir todos los dias al trabajo como ella nos habia manipulado para creer que era una obligacion, decia que ya que eramos 3 habia que ayudarnos entre todos. Pero esa ayuda entre todos era solo para las cosas que le convenian, o sea, beneficios propios como el trabajo o la casa. Eramos sus sirvientes, si ella quería una hamburguesa a la 1 de la madrugada teníamos que salir a esa hora a algún local abierto y comprarsela, pero para esto nos preguntaba primero si teníamos hambre, y aún si no teníamos tanta teníamos que salir a comprarle. viviamos en una zona algo cara y concurrida de locales de comida y comerciales en general. Tambien barríamos, lavábamos los trastes y, aqui se pone la cosa mas turbia, teníamos que dormirnos a la hora que ella se dormía porque habia una sola cama. Como digo, la zona era cara pero donde rentaba era casa de otra tía que le cobraba barato, y el lugar era muy pequeño. Entonces teníamos que darle masaje TODAS LAS NOCHES para que ella se durmiera, o cantarle, o cosas por el estilo para que la Reina Malvada se sintiera amada, porque era un ser tan vil y asqueroso que todas las personas que se acercaban terminaban alejandose porque no la soportaban, y esto lo viviriamos tiempo después.
Una de esas noches, ella creyó que yo estaba dormido y paso su mano por mi área genital. Yo nunca dije nada. Tiempo despues me enteraría que a mi hermano le hizo lo mismo.

tratare de ser breve desde ahora porque si no me alargaré mucho, solo queria dar una introduccion a cómo era su dinámica de abuso y manipulación.

Mi abuelo murió poco antes de que yo entrara a la Uni en Agosto, y esto hizo estallar la relación de por sí poco estable que tenía Karen con mi papá. Pues un dinero del seguro de vida de mi abuelito que estaba a nombre de Karen mi padre lo tomó con ayuda de mi abuelita para arreglarle su dentadura, que no es nada barato, ésto hizo entrar en colera a la maldita Karen e hizo todo lo posible para hacer quedar mal a mi padre frente a la familia. Mi abuelita se había quedado practicamente sola y, aprovechando que para esas fechas ya nos habiamos mudado a un lugar mas amplio, Karen decidió llevarse a mi abuelita a nuestro nuevo "hogar". Esto significó una nueva etapa en el infierno que era vivir con la idiota. Si bien habiamos accedido a ayudarla con el cuidado de mi abuela, nunca nos imaginamos que nos iba a dejar a cargo tambien de sus citas con el médico, lo cual era un lío porque el proceso de cambio de hospital estaba complicandose por falta de documentos. Tambien me hizo a mi responsable de retirar su pensión, lo cual tambien era un proceso porque ese dinero era de la pensión de mi abuelito y para autenticar su identidad necesitaba registrar sus huellas en el banco, y para colmo sus huellas casi no se leían, asi que para ese entonces yo me encargaba de lo siguiente:
Hacer el café de la mañana, darle un aperitivo previo el desayuno a mi abuelita, poner la mesa, barrer, sacar la basura, calentar el desayuno a mi abuelita, tender la cama de Karen, ayudarla a escoger su vestuario para su nuevo trabajo (ahora ganaba mas pues era subdirectora de otra institución pública), llamarle a su chofer (el cual no era su chofer, era conductor de la institución) para que viniera por ella cada mañana, lavar los trastes de la comida, de la cena, atenderla cuando llegaba del trabajo, hacerle junto a mi hermano sus trabajos, ayudarla en los eventos públicos que hubiera por parte de su trabajo (cargar cosas, participar, ponernos de tapete). Se preguntarán cómo manejaba mis tiempos para cumplirle sus caprichos y cumplir con mi universidad. No lo hacía, mis calificaciones están del asco porque descuide mis estudios y en general mi persona por cumplirle a ella. Mi horario era super random, de que algunos días entraba hasta las 12 y otros ni siquiera tenía clases, por eso podía disponer mas de mí y menos de mi hermano, que tenía un horario estricto de 8 a 2 o 3 de la tarde. No podía hacer actividades por mi cuenta porque la Gorda Malvada necesitaba "mas ayuda" en su nuevo trabajo. Y los masajes obligatorios que cada vez eran menos seguido.
Otro detalle que se me olvidó mencionar fue que ella fumaba marihuana. Mucho, y yo me dejé arrastrar por ese gusto que se convirtió en adicción.
Mi vida era un asco, me veía mal, me sentía mal, mis niveles de ansiedad y depresión estaban al tope, no cumplia con la escuela y me estaba atrasando. En tercer semestre de la carrera reprobé casi todas mis materias, nunca le dije. Sumado a eso el estado mental de la Karen estaba mal, ella siempre fue inestable y nos gritaba, nos decía obscenidades, ofendía a mis padres ahora sus nuevos enemigos cada que podía, a mi hermano le recriminaba haber entrado a un club de teatro porque así tenía menos tiempo para cumplirle sus caprichos. Nos decía que mis padres nunca podrían pagarnos un departamento por lo pobres que son y que cómo podiamos ser tan malagradecidos con la unica persona que nos ayudaba y "amaba" A mi abuela también la trataba así, y lo sigue haciendo. Un día ibamos a ir al cine temprano y nos dijo que la despertaramos, así que nos levantamos muy temprano a dejar la casa limpia, hicimos un poco de ruido aunque tratamos de no hacerlo para respetar su sueño y se levantó hecha un diablo a regañarnos por haberla despertado. Otro día se enojó por no despertarla temprano porque al parecer tenía unas cosas que hacer en la mañana. Cada que se enojaba nos decía que estaría mejor sola, que eramos lo peor de lo peor y que ahora entendía por qué nuestros padres nos trataban así.
Ella sabía del abuso que viviamos con nuestros padres y se aprovechó de nuestra "nobleza" (incapacidad de decir que no) para tenernos de sirvientes. Yo lloraba casi todo el tiempo porque sentía que estaba solo en el mundo, le llamaba a mi mamá por teléfono cada tanto solo para llorar con ella. Me escudaba en la marihuana para olvidarme de esos problemas, pero para los que fuman marihuana saben que estar en un estado mental así y fumar marihuana solo resulta en malas experiencias.
La situación en general era muy mala, llegó un punto en que no sabía si hacer o no algo de cierta forma por miedo a que se enojara. Esa era mi vida, miedo, ansiedad, odio interno, y mucha ira, ansiedad por las bajas calificaciones y sentirme tan mal por no poder mejorar... Estaba mal. Mi hermano tampoco estaba mejor, pero al menos su horario le permitia irse de la casa temprano e inventar cualquier excusa para llegar mas tarde. Nuestro cuarto era un asco, un verdadero asco, que no le deseo a nadie, ni siquiera teníamos camas, dormíamos encima de cojines de sillón cubiertos de sábanas, la Karen nos prometía cada tanto que pronto nos compraría camas, pero nunca lo hacía. Y eso que además del alto sueldo que recibía, se lo habían aumentado.
Ni siquiera teníamos el valor de decirle a mis padres todo esto porque también nos había manipulado para creer que las cosas que sucedían en la casa se quedaban en la casa.
Todo acabó cuando yo tuve el valor, no se de dónde salió, un día simplemente dije "es suficiente" y decidí salirme de ahí, hablé con mi hermano, luego hablamos con nuestros padres, con quienes ya nos habíamos arreglado un poco, y decidieron que podían destinar cierto dinero a un lugar mas o menos bien para vivir, así que sólo faltaba encontrar sitio. Esto fue un problema nuevo, pues no encontrabamos el valor para decirle a la Karen que nos íbamos. Cuando se lo dijimos, hubo discusión y yo solté la sopa, le dije que era una abusiva y nosotros habiamos ido a estudiar, no a ser sus sirvientes. Nos dijo que no podíamos agarrar agua ni comida del refrigerador. Al siguiente día tomé todas mis cosas y me fui a casa de una amiga que me había ofrecido asilo.
A principios de este año conseguimos un nuevo depa, donde viviamos solo nosotros dos, y aunque ha sido un proceso horrible el dejar esos traumas, sobrellevar el PTSD y la adicción a la marihuana y arreglar la relación con nuestros padre, puedo decir que soy muy feliz, por la situación de la pandemia estamos en casa de nuestros padres y las cosas van bien, arreglamos un espacio para tomar clases y hacer tarea, mi gata tuvo gatitos y mi Chochita (asi le digo a mi gatita, es que está rechoncha) me hace la vida muy alegre con sus travesuras y amor, el semestre acaba de iniciar y estoy mas que listo para mejorar mis notas y desempeñarme bien en lo que hago. Tengo el amor de mis padres y mi hermano, mis amigos y no puedo pedir mas. Al final creo que, aunque fue un golpe terriblemente duro, necesitaba pasar por todo eso para ser la persona quien soy ahora, y quien estoy trabajando por ser. Recientemente salí del closet como no binarie y mis padres me apoyan, cosa que nunca habría podido hacer viviendo con Karen pues es una lgbtfóbica de lo peor, diciendo que apoya y es de mente abierta pero teniendo comentarios bien desinformados e ignorantes.
No se que clase de monstruo tuvo que traumatizar a esa asquerosa basura humana para resultar así, pero los traumas solo se superan con voluntad y/o yendo a terapia. Uno mismo se permite situaciones desagradables, y es muy importante aprender a discernir entre lo que quieres en tu vida y lo que no. Espero que nadie pase por nada así, y si lo hacen, que pronto salgan de esa situación porque las personas con derecho son horribles, tenía tiempo viendo videos de Voz de Reddit en Youtube y no había caído en la cuenta de que también fui victima de una persona con derecho.
submitted by Sespez to padresconderecho [link] [comments]


2020.09.12 04:45 3103113162 Los blood howlers invaden Tinder (Creepypasta)

https://preview.redd.it/ykt1yiebrmm51.jpg?width=192&format=pjpg&auto=webp&s=8f3ea018aa2127f472d9b45e3231e9ddb0bc1971
Desde ya hace un tiempo he visto un comportamiento extraño con usuarios de Tinder, una aplicación de citas. En mi investigación. El primer dato que saltó a la luz, fue el de personas que vociferaban a todo pulmón sobre que en este espacio, no estabamos solos.
Lo siguiente que descubrí, fue sobre los que decían que estábamos en peligro de ponernos expuestos en la aplicación al vernos con otros que no conocíamos, y no tanto por el hecho de que pueda ser alguien fingiendo su identidad, sino, por encontrarnos con alguien que simplemente estaba fuera de nuestros entendimientos.
Es así como me puse en contacto con unos de estos usuarios, quien me dijo una vez y cito tal cual: “Finalmente en el momento más esperado por ambos, la cena, es que vi sus ojos envueltos en un color rojizo incandescente, además de un hambre incontrolable no por la comida, sino por mí. Obviamente ese era el momento más incomodo para ambos, es claro que en algún momento la tendría que llevar a mi casa, ¿pero tú crees que me aventuré a hacer eso?, claro que no, esa tipa no era normal”. Esto me ayudó a recobrar mi sentido de razón, al saber que estaba yendo por buen camino, pero…, me dejó también envuelto en muchas dudas. Por otra parte, debo de reconocer que varios de mis conejillos de indias no tuvieron la misma suerte…, o la misma destreza, eso no importa, desaparecieron justo después de agendar sus citas.
Mas sin embargo, ¿Qué puedes obtener de verdaderamente valioso cuando no te pones en situación y contexto real como para poder anexar tus teorías tratando de convertirlas en verdades o quizás en doctrinas?
Sí, lo intenté por mí mismo, y mi pellejo sufrió las consecuencias, esto acompañado por la absoluta conclusión, de que entre nosotros, hay entes buscándonos en Tinder, ¿suena loco no lo crees? Yo diría que no son tan malévolos y fríos, pero cuando el hambre llama, nos podemos convertir en verdaderos monstruos. Esa noche, recuerdo, solo fui salvado por el tren del subterráneo, quizás confundí a mi perseguidora entre mezclándome entre tanta gente.
Pero por haberme salvado a mí, herido, supe como muy cerca de donde dejé a mi cita, un callejón cercano al subterráneo de trenes, un cuerpo fue encontrado totalmente devorado por…, otro humano, pues los patrones de dentaduras humanas no se ocultaron en la carne y los huesos. Pienso que mi cita; o mejor dicho mi blood howler, no pudo soportar que su presa se escapara así que decidió irse por otra carnada.
De ser así, deseo en no haberme convertido en un blanco para estas criaturas.
submitted by 3103113162 to HistoriasdeTerror [link] [comments]


2020.09.07 22:54 jeffersonfsteelflex pense vs pensaba vs crei vs creia

First of all, excuse my lack of accent marks (I still cannot figure out how to put them when typing). Second of all, I have a question with the past tense form (both preterite and imperfect) for the verbs creer and pensar. I thought I had it down when to use each verb (creer meaning more "to believe" and pensar "to think") but the past tense is tripping me up a lot, not only for their relative meanings but also when to use imperfect vs preterite.
  1. First, I'll talk about pensar vs creer in the general past tense:
Ok so I've seen an example where a person says something along the lines of "pense (again, excuse lack of accent marks) que vi un aguila." But here's what I don't get. I thought pensar almost meant more to ponder or think about, for example: "estoy pensando en que comer para la cena," but in the example with el aguila, to me, creer seems like a better fit for the sentence. "Crei que vi un aguila," so I believed I saw an eagle (but I didn't). Not, "I thought of an eagle or pondered an eagle." Are pensar and creer more interchangeable than I thought? Other examples where creer seem like a better option than pensar are sentences like "pensaba (switch with creia) que el dinero era lo mas importante en la vida, "Pense que tuviste una cita con el medico," "Pensaba que tus padres vivian en China"

  1. Ok, now I'm going to talk about preterite vs. imperfect with these "thinking verbs"
Alright I obviously know the general rules of preterite vs imperfect, and I feel like I generally know how to "feel out" which sentences should naturally occur in one tense or the other. But these "thinking verbs" are giving me extra trouble because it's hard to apply the pret./imperf. rules to them in English. In one of the examples which I saw on a Spanish translation website above, "Pensaba que tus padres vivian en China," I just don't understand how that would be imperfect. Sure, it's not really a specific point in time where someone thought that, but saying something like "pense (or crei) que tus padres vivian en China" still just feels or seems right to me I can't explain it. Would someone please help me?

I apologize for the long post and I REALLY appreciate the help guys.
submitted by jeffersonfsteelflex to Spanish [link] [comments]


2020.08.23 07:31 altovaliriano GRRM entra com processo para reaver direitos de filmagem de 'O Troca-Peles'

A novela 'O Troca-Peles' é uma obra de terror originalmente publicada em 1988 que, na síntese publicada no portal Gelo & Fogo, conta a história da "investigadora Randi Wade, que busca, depois de muitos anos, resolver o estranho assassinato de seu pai e uma série de outros, onde as vítimas são deixadas sem pele".
Segundo informações do The Hollywood Reporter, George entrou com um processo para reaver os direitos audiovisuais da obra, vendidos à produtora Mike the Pike em 2009 e subsequetemente à Blackstone Manor. As produtoras tinham 5 anos para filmar, mas não realizou o projeto e, no fim do prazo, diante da perspectiva de ver os direitos voltarem à mão de Martin, a Blackstone gravou apenas algumas cenas com elenco e equipe muito pequenos.
Martin alega que a jogada da produtora teve a únicas intenção de privá-lo injustamente de seus direitos. Werthead informa que uma jogada semelhante havia sido feito contra Robert Jordan pelos direitos de filmagem de A Roda do Tempo, o que levou à produtora que não cumpriu sua parte do acordo ter conseguido um acordo extrajudicial que lhes garantiu participação na atual adaptação sendo feita pela Sony/Amazon Prime).
O advogado de Martin ainda afirma que a medida judicial só foi tentada porque a produtora havia ameaçado processar GRRM se ele tentasse usufruir dos direitos, mesmo que agora após o prazo de 5 anos. Diz-se que a produtora alega ter cumprido suas obrigações e agora tem direito perpétuos sobre a adaptação audiovisual da obra.
Werthead opina que o caso Martin vs Blackstone não parece que vai ter o mesmo fim daquele envolvendo A Roda do Tempo, pois, se por um lado GRRM hoje tem poder financeiro para bater de frente com a produtora, por outro as alegações lhe soam como indicando que já há outros interessados nos direitos de 'O Troca-Peles' (Werthead cita a HBO como potencial interessada).
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.07.30 08:05 Environmental_Lie_37 El vestido blanco

Una amiga mía de la Universidad se iba a casar con su novio de 6 años. Ya conocía bien a la familia de su novio, pero siempre que iba a reuniones familiares, regresaba con una historia rara sobre su suegra. Pensaba que la odiaba en secreto. Mi amiga es muy linda y tímida así que nunca tuvo el valor de confrontarla.
Por ejemplo, mi amiga es vegetariana. Su novio le recordó a su mamá que preparara algo que ella pudiera comer en la cena de navidad. La suegra terminó poniéndole carne hasta en la ensalada. Mi amiga tuvo que comer el único platillo que ella llevó y agua. Además, la suegra pasó toda la noche diciendo que era una maleducada por no comer la cena que había preparado.
Bueno, volvamos a la historia. Mientras planeaban la boda hubo muchas discusiones con la suegra acerca de pequeños detalles sobre la boda. La suegra terminó llorando y molestándose muchas veces.
Una noche antes de la boda yo recibo un mensaje de mi amiga diciéndome que tiene un mal presentimiento. Le dije que solo eran los nervios pre-ceremonia. ¡Qué mal estaba yo!
Al siguiente día, nos arreglamos todas juntas, nos maquillamos, nos pusimos nuestros vestidos de damas y nos peinamos. La novia hace un comentario de que no ha visto a su suegra en todo el día y que no fue a la cita de maquillaje y peinado. Alerta roja.
Media hora después, mientras le ayudábamos a la novia a ponerse el vestido, adivinen quien llega. Sí, la suegra. Muy cansada de subir las escaleras (no esta en forma), pero toda maquillada y peinada y usando un vestido color, no crema, no beige, BLANCO como la nieve. Era evidente que el vestido era de novia. Después escuchamos que lo compró en una tienda de vestidos de novia. Un vestido de satin con cola y ajustado a sus medidas. O sea que es algo que llevaba planeado desde hace tiempo.
La novia empezó a llorar y nosotras corrimos a la suegra del cuarto. Tratamos de consolarla y arreglarle el maquillaje y yo le prometí que ese vestido no iba a salir en ninguna foto de la boda. Ella me miró directamente a los ojos y asintió. Comienza la venganza.
Corrí a la recepción y rápidamente encontré al que trabajaba en el bar. Le pagué veinte dólares por una botella de vino tinto. Abrí la botella y me serví un vaso hasta el tope. Me tomé unos tragos para prepararme y salí al área donde estaban tomando las fotos.
Hice contacto visual con la novia y otra vez asintió con la cabeza en modo de aprobación. Saco mi celular y empiezo a "leer un mensaje de texto" mientras camino directamente hacia la suegra. Ups! Choco con ella y derramo el vino tinto sobre todo el frente del vestido.
Hizo una cara de que me iba a matar. Empezó a gritar y amenazar que me iba a demandar. Las personas de alrededor tuvieron que sujetarla porque quería golpearme. Eventualmente, pasó de gritar a llorar y tirarse al suelo haciendo un berrinche. Después de un rato, todos se cansaron y salieron a tomar las fotos.
La suegra terminó cambiándose de vestido por uno verde oscuro muy corto y escotado. Ya que se tuvo que ir a cambiar, se perdió todas las fotos. Toda la noche me miraba de manera horrible y le contó a todos de como la ataqué con vino. No me importó. Fue una boda hermosa y la novia me llevó a un día completo de spa para agradecerme unas semanas después.
submitted by Environmental_Lie_37 to u/Environmental_Lie_37 [link] [comments]


2020.07.17 01:22 noat45 Encuentra a la mujer que te amará a través de tu transformación personal

La mujer que te aceptará como un trabajo en proceso y verá la grandeza que hay en ti
Soy una persona emprendedora y un artista quien constantemente está tratando de mejorar y lograr algo conmigo mismo, se puede decir que sigo mi propio camino pero aún estoy a miles de horizontes alejado de donde verdad quisiera estar, así que estoy consciente de que salir y encontrar a una maravillosa mujer que esté conmigo será algo muy complicado.
Tratar de explicarles a ellas sobre lo que estoy haciendo con mi tiempo y lo que estoy tratando de conseguir se vuelve agotador; y al final, algunas mujeres no lo entienden y deciden buscar a sujetos con mayor estabilidad quienes ya hayan logrado algo o haber dejado su huella en el mundo.
Entonces… ¿Cómo a encontrar a la mujer que no solo apreciará todo el trabajo que estás haciendo por tan poca recompensa o, mejor aún, entiende por todo lo que estás pasando? ¿Cómo encuentras un amor real y duradero cuando estás aprendiendo, creciendo y en el proceso de convertirte en la persona que quieres ser? Bueno, puedes estar seguro que vas a hallar al tipo de chica que te amará a través de todo ese esfuerzo que estas poniendo en ti mismo.

Pero ¿Quién es está mujer exactamente?
Es el tipo de mujer cuyo encanto radica en sus detalles y en las muchas maneras en como ella expresa su cariño. Estos detalles son sutiles, tales como su habilidad para entender, aceptar y dar soporte a quien es un trabajo en proceso. Porqué el éxito no se hace en una noche porque sabe que para lograrlo se requiere de una gran cantidad de tiempo y esfuerzo en algún punto del tiempo.
Este tipo de mujer es única y especial, porque ella es como una talentosa exploradora o una jueza experta que tiene la habilidad de juzgar a las personas de manera adecuada. Ella es capaz de ver el potencial y salir con ese potencial.
Ella no necesita que seas “EL HOMBRE” o que seas el sujeto que consigue el acceso VIP en los mejores bares de la zona. Ella está perfectamente bien permaneciendo a tu lado, sosteniendo tu mano, cuidando tu espalda y brindando el apoyo que necesitas justo en ese momento.
Ella no necesita un sujeto influyente que aumente su reputación social solo por salir con él. De hecho, ella es feliz de pagar la cuenta cuando te encuentras en una pésima situación financiera haciendo bromas con el mesero sobre ser la “sugar mommy” de la noche.
Ella entiende tu proceso y sabe exactamente cuánto esfuerzo haces para lograr ser la mejor versión de ti mismo, mejor aún, ella quiere ayudarte a que lo seas en cada forma en que le sea posible apoyarte.
Ella es el tipo de mujer que está al corriente de las cosas, una adepta a entender a las personas y su modo de vida, ella tiene muchas capas y es capaz de verlas en otros.
No solo mira al mundo en la apariencia, va más allá; con un ojo investigador y acepta la complejidad de este. Es una persona real, genuina, y no se estanca con las cualidades de poder, dinero y estatus. Ella es capaz de tomar grandes decisiones con las cuales ayuda y se asocia con el tipo correcto de personas.
No se queda atrapada o fascinada por las apariencias de sujetos que presumen sus posesiones para atraer mujeres, desprecia este tipo de interacciones por pensar que salir con personas no es un intercambio hueco que pudiera ser manejado como una especie de negocio. Esto se debe a que este tipo de mujeres han crecido valiéndose de sí mismas. Ella ha crecido para ser una persona fuerte, capaz de conseguir su propio espacio en el mundo. Por esta razón es deseable, real y más importante: ella entiende el conflicto interno que debes afrontar para hacerte un nombre por ti mismo.

Ahora el proceso ¡¡¡ESA GRAN PARTE!!!
Esta mujer entiende el proceso por el que estás pasando para volverte éxitos. Ella entiende y respeta tu proceso porque ella pasó por lo mismo. Esta mujer quiere ser exitosa tanto como tú. Esta mujer quiere a alguien dispuesta a compartir el mundo y no solo la mitad de los ingresos de un hogar o el premio que debe mostrar en cada fiesta.
Ella aprecia todo el trabajo que estás poniendo para llegar a donde quieres. No solo eso, ofrece soluciones, ideas, estrategias para ayudarte a llegar ahí y la cosa más importante: ella te da el espacio que necesitas para trabajar en tus cosas. Ella dice “Bebé, estoy ocupada también, haz lo que tengas que hacer y estaremos juntos cuando este resuelto” No hay subtexto pasivo-agresivo, nada que te distraiga. Ella no necesita atención 24/7, está perfectamente bien solo escuchando las divagaciones de tu día ya sean problemas o triunfos.
Eso te da espacio para hacer crecer tu relacione hasta el punto en que ambos puedan trabajar en el desarrollo personal de cada uno, incluso florecer como personas. Esto lo hace la mejor animadora del mundo pero dotada con la sabiduría necesaria.
[...]
Mis amigos siempre dicen “solo piensa en todas las chicas que tendrás una vez te vuelvas súper exitoso” Ellos dirán que te vuelvas un monje dedicado al trabajo y que no podrás lograr todo hasta que hayas hecho tu fortuna o logrado algún nivel de notoriedad que incremente tu valor en el mercado de las citas. Pero discrepo, no creo que debas renunciar a las mujeres solo porque a duras penas puedas pagar una cena decente o comprarles una bebida en el bar.
Debes encontrar a la mujer que te ame por quien eres ahora, te respete y admire por la persona en que estás tratando de convertirte. Tu no quieres una chica que solo conozca la versión refinada y pulida de ti después de haber pasado por todo el sudor, sangre y lágrimas que significó eso.
Encuentra una mujer que esté dispuesta a hacer el viaje contigo. El tipo de mujer que estará a tu lado cuando alcances tus metas. Cuando revises tu lista de quehacer y mientras luchas cada día para ser el tipo correcto de hombre. Encuentra al tipo de mujer que te amará cuando estés alrededor del precipicio y te motive a ser la mejor versión de ti mismo, por aquella mujer que estará contigo a través del tiempo, ella es el tipo más especial de mujer.

Este post es una traducción a manos del usuario Noat. El autor original es Jaime Rea publicado originalmente en la página "The Good Men Project" el 2 de noviembre del 2015. El link aquí y créditos al autor:

https://goodmenproject.com/featured-content/find-the-woman-who-will-love-you-through-your-struggles-hesaid/


Si este post tiene repercusión haré mas traducciones de está pagina a futuro
submitted by noat45 to masculism [link] [comments]


2020.06.09 01:19 born-to-ill Differences between the national cultures of the Americas and views of culture

I read a post in this sub earlier that brought this to mind. It was one of the many US Latino posts talking about how they were raised in the culture of their parents county.
I noticed a trend in US Latinos saying this, and US Americans in general saying that the US doesn’t have a culture or is an amalgamation of different cultures, and that we “represent” the world in cultures, and began thinking that this in a roundabout way, is something of a form of American exceptionalism. By that, I mean that people maintain that we’re unique because “only the US has such a wide variety of people of different cultures”; When, what I find in reality is all slightly different flavors of estadounidense.
Sociology understands culture as the languages, customs, beliefs, rules, arts, knowledge, and collective identities and memories developed by members of all social groups that make their social environments meaningful. https://www.asanet.org/topics/culture
Some reduction of culture that I’ve seen Redditors engage in is reduction of it to culinary traditions, and language. (i.e. I always ate Mexican food at home so I’m Mexican or we spoke Spanish at home so I’m Latin American)
Speaking as someone who lived in the US and Mexico, as well as Japan and the UAE for a time, I find these viewpoints overly simplistic in viewing what culture is.
A typical child of Latinos living in the US, such as myself, is not exposed to a number of things even if they have close ties. (I know that I didn’t until I began attending school in Mexico)
Ex:
Individualidad: Los americanos están motivados desde una edad temprana para ser independientes y desarrollar sus propios objetivos en la vida. No se les acostumbra a depender (demasiado) de otros, incluidos sus amigos, maestros o padres.
Arduo trabajo y logros: A los estadounidenses les encanta competir con ellos mismos y con los demás. Tienden a estar altamente orientados hacia el progreso y el éxito. Se sienten bien cuando rompen sus propios récords en la escuela, el atletismo u otro tipo de competencia académica o profesional.
Privacidad: A los estadounidenses les gusta la privacidad y disfrutan del tiempo a solas. Los visitantes de otros países encontrarán abiertas las oficinas y hogares de los estadounidenses, pero sus pensamientos se consideran privados.
En Estados Unidos, es inapropiado visitar a una persona sin avisarle de ante mano. Se puede considerar irrespetuoso a menos que sea una emergencia. No es aconsejable llamar a nadie por la noche, especialmente si hay niños en casa.
Igualdad: «Todos somos creados iguales» es un ideal estadounidense que casi todas las personas en Estados Unidos defienden y significa que todos en el país, tanto hombres como mujeres de todas las etnias y todos los grupos culturales, tienen los mismos derechos.
La falta de uso de un título que denota autoridad entre las personas en Estados Unidos es un ejemplo de igualdad. Los títulos, como «señor» y «señora» se usan rara vez. Es común llamar a gerentes, directores, presidentes e incluso maestros (profesores) por su primer nombre.
Tiempo: Llegar a tiempo es imperativo en Estados Unidos. Los estadounidenses se enorgullecen de ser puntuales y aprovechar al máximo su tiempo.
Puede ser en la escuela, el trabajo, las citas o la cena, llegar a tiempo es una señal de respetar el tiempo de otras personas. La mayoría de los estadounidenses se disculpará si llegan tarde a alguna parte.
Por ejemplo, en la escuela, se alienta a los estudiantes a llegar siempre a tiempo, y se les penaliza si llegan tarde a clases. También se espera que los maestros lleguen a tiempo. Los estudiantes en la mayoría de las universidades tienen permiso institucional para abandonar el aula si su instructor llega entre 15 y 20 minutos tarde.
Informalidad: El estilo de vida de los estadounidenses es generalmente informal, puedes ver a los estudiantes en clase vestidos con pantalones cortos y camisetas. Los instructores masculinos rara vez usan corbatas y algunos de ellos incluso pueden usar jeans. Las instructoras usan pantalones y zapatos cómodos para caminar.
Los saludos y las despedidas suelen ser breves, informales y amables. Los estudiantes pueden saludarse con un simple «Hola», «¿Cómo estás?» o «¿Qué pasa?». Las despedidas pueden ser tan breves como: «Nos vemos», «Tómatelo con calma» o «Ven en algún momento». Las amistades también son casuales; Los estadounidenses parecen comenzar y terminar fácilmente las amistades.
https://abasto.com/consejos/diferencias-culturales-hispanos/
Now, this is a broad description, but I find it somewhat accurate. The kids that I see visiting from the US have some similar characteristics.
1.) Poor command of Spanish that they don’t realize. By this, I mean use of unintentional Spanglish, poor grammar, and weird phrasing. “No hace sentido.” “Haiga” “Ansina” or just straight up replacing the spanish phrase with English “los ‘incidental expenses’ instead of ‘los gastos imprevistos’” or even by the use of filler words like “uhhhhh” instead of “esteeee”
2.) Perceived rudeness: not addressing people properly, not using titles, deviating from expected social behavior. Like, doing business, it’s more appropriate for me, when meeting someone, to sit down and chat for a good while before discussion of what the meeting was for. Also being overly direct, asking someone “why were you late?” or direct airing of problems in front of people. Also goes for simply saying shit like “is the ice in drink you gave me safe to drink?” Like, yeah, they wouldn’t have given it to you if it was fucking poison.
3.) dressing like a slob: US Americans tend to wear athletic gear everywhere, even to dinner, and that’s not gonna cut it in a lot of places.
4.) challenge of authority: the teacher-student relationship is way different, in the US students like to challenge a teachers decision or complain directly, I don’t find that to be the case elsewhere.
5.) race: US has weird views on race, if you grew up here you probably Internalized it somewhat.
https://www.psychologytoday.com/us/blog/looking-in-the-cultural-mirro201508/the-american-discussion-race-is-ethnocentric?amp
I see this particularly when talking about social issues. Or claiming that Latin America is racist for C, Y, or Z reasons.
Americans are accused of believing “Aren’t we great? Do as we do!” In reality, they are far more likely to say, “We think the American way is great; we assume you want to be like us, but, if you don’t, that’s really not our concern.”
https://www.pewresearch.org/2006/05/09/the-problem-of-american-exceptionalism/
All of this goes to my point that the US DOES have a very real national culture, and although you don’t see it when you live here, it’s pretty visible looking in from the outside. If you’ve been here long enough, you pick up a lot of these traits and behaviors, which go far beyond the “I eat tortillas so I’m not a gringo” viewpoints I see.
What are y’all’s thoughts on this? What cultural behaviors are unique to your countries?
Hofstede’s cultural dimensions is an interesting way to describe the differences, and how an individual might act in light of the culture they grew up in.
https://www.hofstede-insights.com/country-comparison/mexico,the-usa/
submitted by born-to-ill to asklatinamerica [link] [comments]


2020.05.23 01:36 Arquiubo ¿Cómo descubriste que eras asexual?

No fue fácil. Me llamo Jennifer y desde que era adolescente nunca me han interesado los chicos. Tengo 23 años y pues recuerdo que en la secundaria no me interesaban los chicos, o sea, uno de puberto/adolescente no se pone a pensar: "oye, pues es que igual no te gustan los chicos, si no las chicas". No, al menos no en mi "época" por así decirlo, no es como que ya sea súper adulta pero no sé cómo decirlo. El punto es que yo siento que antes hablar de la homosexualidad no era tan común como ahora. Quizá exagero pero bueeeeno. El punto es que yo no podía pensar eso. Porque no tenía la cultura. Entonces yo pensaba "¿por qué no me puedo fijar en los chicos?" "¿Por qué mis amigas me dicen que les parece atractivo ese chico? Cuando a mí solo se me hace...equis" Y yo le decía a mi mamá "mamá es que no me gustan los chicos, pero tampoco las chicas, no te asustes" Y ella me decía "es que todavía estás muy pequeña para eso" Y sí. Esa fue una perfecta excusa que use hasta la universidad .-. Jajajajaja. Porque seguían sin gustarme los chicoooooos. En ningún sentido. No despertaba en mí el deseo sexual. Que después supe que la gente tiene e.e wtf. Una amiga una vez me dijo "sí we, es que empiezas a sentir como ganas de coger, de follar, como que algo en ti existe que te pone caliente, y pues sientes ese impulso" y me quedé de "¡QUÉ!" “¡Mentira!” “¿Cómo que lo sientes? Que chingadoooos”. Nooooo. Le dije que no mamara xD Y ella de "weyyy siiii que pedo contigo". Y pues yo estaba neta bien confundida. Y luego así pasó mucho tiempo hasta que en la uni ya más LGBT informada, me dije "¿y si no me gustan los chicos? Por eso no siento ese impulso que dicen" Y fue cuando me dije "entonces soy lesbiana". Y pues me puse a platicar con amigas que se me hacían bonitas y que acaba como de conocer. Invité una a una cita. Le compré hasta una rosa. Le pagué la cena. Todo bien romanticoooo. Estaba bien hermosa esa chica. Y esa chica se veía que igual quería conmigo. Y entonces ya, acabó la cita, la fui a dejar a su casa. Regresé a la mía, me metí a mi cuarto y neta juro que dije "¿qué chingados acabo de hacer?" Jajajajaja ¡no sentí nada! Aaagghhh. Solo ilusioné a esa tipa. En seguida le mandé mensaje y le dije que pensé que me gustaba pero que me di cuenta que no en esta cita y ella se sacó súper de pedo porque todo parecía indicar que nos habíamos llevado súper bien. Y pues siiii. yo me divertí mucho, pero fue como salir con otra amiga y pues ya, se enojó con justa razón. Neta todo lo que hice fue con indicios de salir como pareja en un futuro. Aunque nunca la besé o tomé de la mano. Solo salimos a una cita normal. Pero yo le di una rosa y le invité cosas. Era súper obvio que eso se ve que estás flirteando ¿o me equivoco? y pues obvio no soy un robot. Conozco que esas cosas hacen los novios y así. Entonces me dije "pues lo hago yo igual" Y luego les contaba a mis amigos que hice eso y me decían "es que no era la indicada, por eso no te gustó, ya llegará la indicada, no te preocupes". ¡PERO ES QUE ESE ERA EL MALDITO PROBLEMA! Que ellos siempre, SIEMPRE me hablaban como si A FUERZAS en un futuro yo debía encontrar a alguien. Cuando en realidad a mí no me importaba. A nadie, NADIE, en serio NADIE se le podía ocurrir decirme "pues es que quizá no te gusta nadie y nunca te va a gustar nadie y eso está bien" Porque en esta sociedad todo mundo normaliza que todos los seres humanos buscan estar con alguien siempre. ¡POR QUE SON ASÍ! Y yo estaba tonta. Obvio tampoco se me ocurría pensar eso a mí. Es como antes. Que las mamás y las tías le decían a las hijas "cuando seas grande te vas a casar y vas a tener hijos". O el típico "cuando tengas hijos vas a entenderlo". Ese "CUANDO TENGAS HIJOS". Es como dar por HECHO que vas a tener hijos. Como súper normalizarlo. Y weeeey. Recuerdo que me decían eso de niña mi mamá y mis tías. De que cuando me embarazara me iba a doler el parto. Y yo neta de niña, de 7 años, neta juro que contaba con mis dedos cuantos años me faltaban para embarazarme porque NO QUERÍA. Porque me daba miedo que me doliera. Pero es que neta a nadie se le pudo ocurrir decirme: "pero si no quieres embarazarte está bien”. ¿Por qué son asiiiii? Yo de niña no tenía la capacidad de pensar por mí misma que también existe esa posibilidad. Los adultos estereotipan taaanto. Al menos cuando yo era niña me decían lo que iba a pasar. “Te vas a casar, con un hombre, te vas a enamorar, te vas a embarazar, vas a formar tu familia” AAAHHHH. Y luego en la prepa era igual. "Te vas a enamorar", "Ya llegará alguien" "Es que no era el indicado". Yo rodeada de todos esos consejos por más de 20 años. ¡No jodas! …y entonces. Ufff. Llegó alguien. Que me dijo: "oye ¿y si eres asexual?". Fue gracias a ese alguien que yo dije "¿qué chingados es eso?" Jajajaja. Lo google. Leí el significado y pueeees, al principio como cualquier closetero de antaño me dije: "Nah... que?" Jajajaja. Eso no existe. Nadie es asexual. ¿Qué mamadas son esas? ¿Qué acaso me reproduzco por mitosis o qué? XD ...Yo en la actualidad soy estudiante de medicina. Llevé clases de psiquiatría y psicología. Entonces le pregunté al doctor que nos daba clase que qué onda con la gente que era asexual. Y me dijo que esa mamada no existe .-. Y luegoooo conocí a ese personaje que se llama “Torombolo”. O en inglés “Jughead”. Es de la serie de cómics de Archie. Bueno, yo soy fan de los cómics desde la prepa y me gusta coleccionarlos. Entonces hace unos 3 años que salieron los comics de Archie en México y pues los empecé a comprar. Ahí andaba leyendo yo bien feliz. Y que de la nada un personaje le dice a Torombolo: "ugh, es que tu no lo entenderías Torombolo, tú eres asexual" y yo me quedé de: “Ah!!!!!?????” Jajajajjaja. Y en todos los números del cómic tratan la asexualidad se Torombolo, ¿adivinen cómo? COMO ALGO NORMAL. Como algo que existe y ya. Y pues mientras leía los cómics me sentía tan pero tan identificada con TODO. Todo lo que hacia Torombolo YO LO HACÍA. Que no le gustara que lo tocaran y se apartaba o se hacía a un lado, que se ponía celoso cuando su mejor amigo Archie salía con chicas pero no porque estuviera enamorado de Archie. Jajajaja Es muy bonito cuando encuentras a un personaje con el que te identificas. Nunca había podido identificarme con alguien. Tanto que lloré leyendo los cómics de Torombolo. Tardé 20 años... 20 años en salir del "clóset asexual". Tengo 23. No llevo mucho sabiendo ahora firmemente que soy asexual. Y ahora por fin puedo decirlo con ORGULLO. 😏
submitted by Arquiubo to aaaaaaacccccccce [link] [comments]


2020.05.23 01:34 Arquiubo ¿Cómo descubriste que eras asexual?

No fue fácil. Me llamo Jennifer y desde que era adolescente nunca me han interesado los chicos. Tengo 23 años y pues recuerdo que en la secundaria no me interesaban los chicos, o sea, uno de puberto/adolescente no se pone a pensar: "oye, pues es que igual no te gustan los chicos, si no las chicas". No, al menos no en mi "época" por así decirlo, no es como que ya sea súper adulta pero no sé cómo decirlo. El punto es que yo siento que antes hablar de la homosexualidad no era tan común como ahora. Quizá exagero pero bueeeeno. El punto es que yo no podía pensar eso. Porque no tenía la cultura. Entonces yo pensaba "¿por qué no me puedo fijar en los chicos?" "¿Por qué mis amigas me dicen que les parece atractivo ese chico? Cuando a mí solo se me hace...equis" Y yo le decía a mi mamá "mamá es que no me gustan los chicos, pero tampoco las chicas, no te asustes" Y ella me decía "es que todavía estás muy pequeña para eso" Y sí. Esa fue una perfecta excusa que use hasta la universidad .-. Jajajajaja. Porque seguían sin gustarme los chicoooooos. En ningún sentido. No despertaba en mí el deseo sexual. Que después supe que la gente tiene e.e wtf. Una amiga una vez me dijo "sí we, es que empiezas a sentir como ganas de coger, de follar, como que algo en ti existe que te pone caliente, y pues sientes ese impulso" y me quedé de "¡QUÉ!" “¡Mentira!” “¿Cómo que lo sientes? Que chingadoooos”. Nooooo. Le dije que no mamara xD Y ella de "weyyy siiii que pedo contigo". Y pues yo estaba neta bien confundida. Y luego así pasó mucho tiempo hasta que en la uni ya más LGBT informada, me dije "¿y si no me gustan los chicos? Por eso no siento ese impulso que dicen" Y fue cuando me dije "entonces soy lesbiana". Y pues me puse a platicar con amigas que se me hacían bonitas y que acaba como de conocer. Invité una a una cita. Le compré hasta una rosa. Le pagué la cena. Todo bien romanticoooo. Estaba bien hermosa esa chica. Y esa chica se veía que igual quería conmigo. Y entonces ya, acabó la cita, la fui a dejar a su casa. Regresé a la mía, me metí a mi cuarto y neta juro que dije "¿qué chingados acabo de hacer?" Jajajajaja ¡no sentí nada! Aaagghhh. Solo ilusioné a esa tipa. En seguida le mandé mensaje y le dije que pensé que me gustaba pero que me di cuenta que no en esta cita y ella se sacó súper de pedo porque todo parecía indicar que nos habíamos llevado súper bien. Y pues siiii. yo me divertí mucho, pero fue como salir con otra amiga y pues ya, se enojó con justa razón. Neta todo lo que hice fue con indicios de salir como pareja en un futuro. Aunque nunca la besé o tomé de la mano. Solo salimos a una cita normal. Pero yo le di una rosa y le invité cosas. Era súper obvio que eso se ve que estás flirteando ¿o me equivoco? y pues obvio no soy un robot. Conozco que esas cosas hacen los novios y así. Entonces me dije "pues lo hago yo igual" Y luego les contaba a mis amigos que hice eso y me decían "es que no era la indicada, por eso no te gustó, ya llegará la indicada, no te preocupes". ¡PERO ES QUE ESE ERA EL MALDITO PROBLEMA! Que ellos siempre, SIEMPRE me hablaban como si A FUERZAS en un futuro yo debía encontrar a alguien. Cuando en realidad a mí no me importaba. A nadie, NADIE, en serio NADIE se le podía ocurrir decirme "pues es que quizá no te gusta nadie y nunca te va a gustar nadie y eso está bien" Porque en esta sociedad todo mundo normaliza que todos los seres humanos buscan estar con alguien siempre. ¡POR QUE SON ASÍ! Y yo estaba tonta. Obvio tampoco se me ocurría pensar eso a mí. Es como antes. Que las mamás y las tías le decían a las hijas "cuando seas grande te vas a casar y vas a tener hijos". O el típico "cuando tengas hijos vas a entenderlo". Ese "CUANDO TENGAS HIJOS". Es como dar por HECHO que vas a tener hijos. Como súper normalizarlo. Y weeeey. Recuerdo que me decían eso de niña mi mamá y mis tías. De que cuando me embarazara me iba a doler el parto. Y yo neta de niña, de 7 años, neta juro que contaba con mis dedos cuantos años me faltaban para embarazarme porque NO QUERÍA. Porque me daba miedo que me doliera. Pero es que neta a nadie se le pudo ocurrir decirme: "pero si no quieres embarazarte está bien”. ¿Por qué son asiiiii? Yo de niña no tenía la capacidad de pensar por mí misma que también existe esa posibilidad. Los adultos estereotipan taaanto. Al menos cuando yo era niña me decían lo que iba a pasar. “Te vas a casar, con un hombre, te vas a enamorar, te vas a embarazar, vas a formar tu familia” AAAHHHH. Y luego en la prepa era igual. "Te vas a enamorar", "Ya llegará alguien" "Es que no era el indicado". Yo rodeada de todos esos consejos por más de 20 años. ¡No jodas! …y entonces. Ufff. Llegó alguien. Que me dijo: "oye ¿y si eres asexual?". Fue gracias a ese alguien que yo dije "¿qué chingados es eso?" Jajajaja. Lo google. Leí el significado y pueeees, al principio como cualquier closetero de antaño me dije: "Nah... que?" Jajajaja. Eso no existe. Nadie es asexual. ¿Qué mamadas son esas? ¿Qué acaso me reproduzco por mitosis o qué? XD ...Yo en la actualidad soy estudiante de medicina. Llevé clases de psiquiatría y psicología. Entonces le pregunté al doctor que nos daba clase que qué onda con la gente que era asexual. Y me dijo que esa mamada no existe .-. Y luegoooo conocí a ese personaje que se llama “Torombolo”. O en inglés “Jughead”. Es de la serie de cómics de Archie. Bueno, yo soy fan de los cómics desde la prepa y me gusta coleccionarlos. Entonces hace unos 3 años que salieron los comics de Archie en México y pues los empecé a comprar. Ahí andaba leyendo yo bien feliz. Y que de la nada un personaje le dice a Torombolo: "ugh, es que tu no lo entenderías Torombolo, tú eres asexual" y yo me quedé de: “Ah!!!!!?????” Jajajajjaja. Y en todos los números del cómic tratan la asexualidad se Torombolo, ¿adivinen cómo? COMO ALGO NORMAL. Como algo que existe y ya. Y pues mientras leía los cómics me sentía tan pero tan identificada con TODO. Todo lo que hacia Torombolo YO LO HACÍA. Que no le gustara que lo tocaran y se apartaba o se hacía a un lado, que se ponía celoso cuando su mejor amigo Archie salía con chicas pero no porque estuviera enamorado de Archie. Jajajaja Es muy bonito cuando encuentras a un personaje con el que te identificas. Nunca había podido identificarme con alguien. Tanto que lloré leyendo los cómics de Torombolo. Tardé 20 años... 20 años en salir del "clóset asexual". Tengo 23. No llevo mucho sabiendo ahora firmemente que soy asexual. Y ahora por fin puedo decirlo con ORGULLO. 😏
Me gustaría mucho más que hubiera info de la asexualidad para que las nuevas generaciones no se queden tanto tiempo en el clóset que es feo tener que aparentar y terminar saliendo con alguien a una cita porque eso es lo que te dicen que es lo correcto y normal, así que si quieren compartir la publicación estaría cool.
submitted by Arquiubo to asexuality [link] [comments]


2020.05.20 09:09 TopoOfGames No Karen my money is for mi pc not for a date with your husband

Sorry i from Argentina and i speak in my idom natal.
K-Karen
Me- me
MM- my madre
N- Norbert.

Lo voy a intentar resumir pero todo esto fue antes del covid y todo durante una semana.
K: *toca la puerta* Hola mi cielo, ¿puedo pasar para retirar la ropa? (mi madre reúne ropa para niños de calle y despumes los dona, K es la que lleva las bolsas con ropa)
Me- si, pasa pasa ( yo estaba viendo vídeos en mi ps4 sobre hardwear)
MM- Hola K, ya te ayudo a subir las cosas espera un segundo nomas.
K- Ok (K ve que habla de precio en dolares) ay ¿esas cosas no están muy caras?
Me- Si pero ya solo me faltan los gastos principales el CPU y la GPU,
K- ah y ¿no me podes prestar un poco de ese dinero?
Me- ¿para?
K- quiero hacerle un regalito a mi hija.
Me- Ok solo devuelve me mas dependiendo en cuando me lo devuelvas.
K- *toma el dinero y ayuda a mi madre*
2 idas después de que K no me de ni un centavo hablo con ella.
Me- * Toco la puerta* abre el esposo de karen* Hola X ¿esta K?
X- si ya la llamo.
K- Si¿ que paso?
Me- No me devolviste el dinero K y ya cobraste ayer.
K-si espera que te lo traigo casi me olvido (K no es ese tipo de personas, aun se acuerda cuando para el 15 de su hija fui con medias que no combinaban con los zapatos) *K me trae solo $200* (le di casi $1000)
Me- K te di casi 1000 esto no es ni la mitad.
K dice "bueno no te enojes el resto lo use para una pequeña cena con mi marido y como solo te pedí para el regalo es justo que me quede con lo que sobra"
Me- No, no es así, tienes que darme todo el dinero mas unos pocos $20/$50 por el "préstamo".
K- Pero no afecta en nada, tienes para esas plays y juegos que son caros no te faltaran estos $1000.
Me- K dame el dinero. K- Te dije que lo gaste* procede a sacar una factura tenia unos $200 en bebidas, $500 en comida y casi $500 en un " hot services and room with tv ;).*
Me- * penes en averiguar y invitar a "salir" con la hija de K* (eramos amigos pero su madre no quería pensar que un chico puede ser un amigo.
Luego de 2 dais de planear K se ofrece a gentilmente salir con nosotros. ( O SALGO YO O NADIE SALE ¿OK? ASÍ QUE YO TAMBIÉN IRÉ.
Sinceramente K pidió mucha comida elaborada, en cambio yo y su hija no pasábamos de los $25 dolares, termino la "cita" y K devuelta dice, amablemente y con voz de argel. Bueno... ¿Pagas tu entones?
Me- No K solo pagare por lo mio y un pequeño porcentaje de la propina.
K- " NO NOS PUEDES HACER ESO TU TIENES DINERO Y NOSOTRAS NO APARTE ERES UN CABALLERO, TIENES QUE PAGAR TODO TU."
Me- K te preste dinero y ni un dolar fue para un regalito para X
K- SI PERO ERA SOLO PARA UNA COSA PEQUEÑA NO ES TANTO, ¿NO TIENES DINERO PARA JUEGOS? USA ESE DINERO ¿O ES MAS IMPORTANTE QUE MI HIJA?
Fueron 10 min de una K enojada porque no quería pagar su factura de $240. Cuando se rindio nos fuimos pero K estaba callada y no me dirijia la mirada.
Solo paso un dia para que K obligue a que MM le pague sus $240 porque yo era mala influencia y nada caballeroso ah y se metio a la casa a la fuerza, queriendo tomar todos mis ahorros y mi consola con tv y todo.
¿ se acuerdan de N? bueno el es el mj amigo de MM aparte de ser policial.
¿como termina? K No tiene permitido relacionarse conmigo-tiene que pagarme $2400 y ella lo mas cómico que dij en el juicio fue "no es justo que no pueda co*er con mi marido pero tenga que aguantar a ese chico mal educado con dinero para plays y juegos"
Gracias K
submitted by TopoOfGames to FuckYouKaren [link] [comments]


2020.05.15 06:47 DanteNathanael Nelkenherz: parte 1/2

NELKENHERZ


Las escaleras están frescas con heridas mientras sube escalón a escalón, poco a poco la obscuridad esclareciendo en sus viñetas oculares, volviendo a respirar con tranquilidad. Y aunque presentemente se encuentre solo, en su corazón lleva la compañía de todo el mundo.
La encuentra limpiando claveles en el estanque del jardín. Se pone de puntitas y trata de evadir las recientes flores y frutos caídos de las jacarandas que cubren la casa de la extraña lluvia tardía. Las obscuras ramas dibujan hipotrocoides en el aíre. Gorriones con la cabeza rojiza surfean el flujo etéreo que pasea sobre la ciudad, hacía el moribundo sol, la niebla ascendente pintada más y más de naranja en el horizonte hasta esfumarse en espirales concéntricos. . . . Pero antes de llegar a ella, ve la suavidad y lentitud con la que lava cada pétalo—del rojo pasan al rosa dentro del agua. A su lado apenas queda un par. Acercándose un poco más, las pieles de los irregulares pétalos revelan haber sido artificialmente teñidos con un rojo escarlata. Lentamente, todavía de puntitas, la abraza por detrás, un beso en la mejilla, un silencioso “ya estoy en casa, cuéntame.”
Termina de lavar los últimos claveles, los amarra en un ramo con la liga de su cabello, exdorado y cayendo en gravedad disminuida, seguramente por la presión atmosférica, y por fin le deja ver sus ojos, su mirada decaída. Una serie de jalones cardiacos le hacen instantáneamente besarle la frente y abrazarla. Pequeñas aglomeraciones de tristeza liquida empiezan a bajar por sus mejillas. Ambos se paran al mismo tiempo, petricor acercándose cada vez más. Deja que ella tome el ramo. Lo sostiene cerca de su pecho, manchando su azul uniforme. Caminan hacía la puerta trasera, entrando silenciosamente a casa.
La luz permanece apagada. A través del estudio hay veladoras que él empieza a encender, mientras ella regresa del almacén con un jarro acampanado de vidrio. Dentro de él coloca las flores, agua y unas cuantas lágrimas. Cuando la ultima veladora ha sido despertada, el pequeño cofre, Cuauhxicalco—que le sorprende aún funcioné después de tanto tiempo, especialmente al ser su primer proyecto de carpintería, regalo de su primer aniversario—ya descansa en sus blancas y temblorosas manos. Se acerca y le desabrocha el pequeño collar de oro del cual pende una pequeña llave con las letras vanvda en el cuerpo de esta, que ahora va clink, clink, para abrir y revelar múltiples chalchihuites, jades y serpentinas. De su bolsillo saca 3 jades. Las lágrimas dentro de él no pueden ser contenidas por mucho más tiempo, pero da su todo para seguir mirando en silencio. Ella toma un pétalo de clavel y envuelve una de las piedritas en él. Tan pronto como introduce las tres piedritas se deja caer, él apenas si la alcanza.
La sienta en el sillón de vinilo negro, su favorito, en la esquina del estudio. Toma otra silla y se sienta frente a ella. Después de un minuto, comienza a hablar.
“No fueron 3.”
“Oh. Gracias a Dios. . . .” La tristeza viene ahora a ser reemplazada por curiosidad. “¿Entonces por qué pusiste tres piedritas dentro del cofre?”
La lluvia llega al techo sobre sus cabezas. Su pequeño entra a la habitación, buscando a sus padres, extrañado de no haber escuchado el usual tumulto en la puerta delantera.
“Cuando me llamaste y dijiste que quizás tardarías un poco más, no pensé que fuera tan grave, Cariño.”
Las manitas del pequeño toman otra silla y la arrastra hasta quedar entre ellos. Despeja el cabello de sus ojos y se amarra su casi dorado cabello con una liga que siempre lleva en la muñeca. Su mirada revela entender lo que está pasando. Coloca una de sus manitas de porcelana en la pierna de mamá y la otra en la pierna de papá, y asiente gravemente, pidiendo que continúe.
Und ich gehör dir nicht zu.
Beide klagen wir nun.
¿Dijiste algo, Preciosa?” dice mientras pasea su trapo de derecha a izquierda sobre la blanca superficie moteada del mostrador, dejando un rastro húmedo—susurros narcolépticos de caracol. “¿Has estado leyendo tus poemarios de nuevo?”
“¡Yia! Pfugeljin.”
“¿Vögelchen?” una pequeña risa. “¿Y ahora por qué soy una pequeña ave? ¿Qué hice ahora?”
“Eeeees—“ acercándose hacía él, hasta dejarse caer sobre sus hombros, rodeándolo con sus suaves y cansados brazos, recostando su cabeza en palpitante pecho de su amado, para continuar “—porque eres el que me lleva al cielo en tus alas.”
Las ultimas tormentas han dejado de caer, aunque el hombre del clima, Don Eladio, alias “Hieladio,”avisó de un frente frío que llegaría del Norte por la tarde. El un poco oxidado gallo de los vientos, siempre anunciando en sutil canción la víspera del amanecer sobre el letrero de la florería, Nelkenherz en grandes letras serif rojas sobre un fondo blanco, avisa que el viento se acerca no desde el Norte, pero del Este.
En el encuadre se puede ver la parte baja del letrero de la tienda, del cual cuelgan cuatro bulbos geométricos, uno parpadeando, a punto de morir; ambos ventanales llenos de flores por detrás. Y la gran puerta de cristal-madera obscura, de la cual sale jovial, suelta y sonriendo naturalmente a quien pase Maxine Boan. La florería le pertenece a ella y a su esposo, Kelvin Antares. Las piernas del lucero de la calle Aloe se mueven de un lado para otro por debajo de su danzante vestido mientras recoge las restantes mesas que por la mañana estaban llenas de amapolas, lirios, petunias, girasoles, rosas, margaritas, geranios, hortensias, petunias, begonias, gitanillas, azucenas, nomeolvides y claveles—los primeros del año. La cámara no puede captar muy bien todo el rango de colores por la mañana, pero ya que es tarde, bajo la luz monótona, nublada, saturada, ella brilla en el centro de la película.
Un pequeño beep avisa que ya ha terminado de grabar. La guarda dentro de los tantos bultos de su chaqueta y se levanta de la silla frente a la florería. Todos esperan ya la lluvia, pero no viene . . . espera pacientemente en las alturas para dejarse caer.
La cita es alas 19:30, en la entrada a la Posada del Sol.
Realmente no sabe lo que está haciendo. Un amigo le había recomendado trabajar con Tomas Villacorta Jr. Desde hace un año. Era un trabajo simple como este: ir y tomar video de un grupo de amigos que siempre se reunía cerca de Plaza San Pedro. Cuando la noche caía, bajo el manto matrimonial del sol y la luna, de las estrellas y el smog, se acercaban más, pagándole a alguien en la iglesia para subir a la azotea, al Hospital Juárez. Allí llevaban un tipo de ritual para comunicarse con la Planchada. Habiendo contactado previamente a la Quemada unos días antes, que había revelado el nombre de aquel malvado italiano, pidiendo que le hicieran pagar por lo que hizo, pues así lo quería la Tierra.
“Deste gafe ni la Llorona sabe. Su crimen castigado verlo he. ¿Encontréis vosotros a V.? Diz que Planchada en vida fuera duno de su cuna amante.”
“¿Eulalia ‘La Planchada’ del Hospital Juárez?”
“Con ella averar.”
Así que lo hicieron. . . . Un poco.
La Planchada estaba demasiado cansada después de la pandemia que ocurrió hace unos años. Los pacientes necesitaban demasiada atención. Incluso tuvo que ir de paso a otros hospitales para suplir con la carga a los enfermeros espectrales que allí laboraban. En sus aventuras fuera del Juárez se encontró a varios fragmentos del alma de Nightingale trabajando horas extra. Historias fueron intercambiadas y pronto Eulalia se dio a conocer en todo el mundo fantasmal benigno. (Algunos dicen que incluso el maligno, pues se apareció el fantasma de un criminal, herido, una noche en la explanada del Juárez. Eulalia lo curo y lo cuidó sin dirigirle la palabra.) Esto hizo que se arreglara de nuevo el cabello y lavara sus ropas, por lo que cuando finalmente apareció, casi no la reconocieron. Era 12 de mayo. Se sentó con ellos.
Eulalia reveló el nombre de aquel muchacho que la engaño, dejándola atrás, sola. Huyendo con aquella que finalmente llamaría esposa . . . Teodoro V.
Los chicos desaparecieron uno a uno después de eso. Él nunca lo supo.
Pero el dinero escaseaba, y el trabajo del magnate transnacional era demasiado fácil como para que pagara $10000 . . . solamente por filmar por una semana a una reconocida pareja que vendía flores y nunca daño a nadie. Demonios, incluso él mismo había ido a comprarle flores ahí a ella . . . a ella . . . varias veces. . . . ¿Qué podría pasar?
En las puertas de la Posada del Sol lo esperaba un agente vestido de basurero—es eso . . . sí, dice “prohibido penetrar a personas no autorizadas:” nice—naranja como el metro, como el cuerpo de una pluma, estoico, llenando botes despintados y oxidados de una cantidad exagerada de basura para un disfraz. Le hizo una señal de que echará el instrumento en la basura.
Bajo la acera, dando la mejor impresión de desinterés que pudiera, y aventó todo junto dentro del bote de basura orgánica. El hombre le maldijo.
Antes de llegar a casa, por curiosidad pasó de nuevo por la florería. Maxine ya había recogido todo y se encontraba dentro. En su mano una taza que al beber de ella empeñaba sus lentes. Kelvin estaba terminando de merodear en la caja, un último click antes de acercarse a Maxine, quien instantáneamente sonríe viéndole a los ojos . . . ¿fue eso una patada? No puede ver muy bien desde ahí.
Recuerda que todavía lleva puesta el arrugado disfraz, desparramándose a los lados como una masa viscosa dejada mucho tiempo sobre la mesa. Se la quitó y la desechó en el cubo más cercano. Finalmente se arma de valor para ir a saludar a la pareja, que ya van un paso afuera de la florería. El cielo aún está gris, pero ni el viento ni la lluvia tienen la presencia que se esperaba. Cuando Kelvin apaga las luces, todos los colores de la calle Aloe se dispersan a los vientos como motas de polvo. Ni una herida traería un poco de color de vuelta.
“¡Memo!” salta Maxine. Su negro cabello lacio se alza y cae lentamente en ritmo con su vestido, resaltando la luminosidad de sus dientes, rodeados de un rojo natural. Se acuerda de ella. “¿Cómo has estado? Hace mucho que no pasas por la tienda. ¿Las cosas siguen mal?”
“Si. . . . No la he vuelto a ver desde el invierno. Navidad fue la última vez que estuvimos verdaderamente juntos, desde ahí he estado estático. No sé si—“
“Memo,” interrumpe Kelvin.
“Señor,” haciendo un pequeño saludo japones, sincero y automático, con los ojos fijos en el suelo.
“Me pareces un excelente chico, Memo. Desde que venías a comprarle ramos personalizados, desde la primera hasta la penúltima vez que entraste en esta tienda, pude ver en tus ojos cuanto la amabas. Ah, no solo en tus ojos, todo tu ser rebosaba de amor, de energía.” Una pequeña pausa, sus pupilas brillantes, buscando qué decir, le dan la vuelta al mundo.
“Es repentino,” voltea a ver a su esposo, que le da el si con la cabeza. “¿No gustarías acompañarnos un poco a la casa? Me gustaría saber qué está pasando contigo y con . . . ella.”
“No se preocupe, puede nombrarla.”
“—con Claire.”
“Por supuesto, no tengo nada más que hacer por hoy.”
Después de 5 calles y 2 vueltas, subiendo las escaleras verdeas, las que si tienen barandal, llegan a una grandiosa reja que tiene las letras A&B en la cúspide, sobre las cuales descansa una corona de flores. Todo el trabajo de hierro parece estar hecho a base de gigantes flores petrificadas.
Guillermo mira su reloj . . . se le hunde el pecho. Ya es un poco tarde, pero ya no hay una razón por la cual llegar a casa lo antes posible. Comprará la cena en el camino de vuelta . . . y una botella de ron.
Adentro va Maxine, luego Guillermo y finalmente Kelvin, quien cierra la puerta tras de sí. Dentro de los umbrales de la casa, Guillermo puede ver claramente una distinción entre aquel lugar y el mundo exterior. Todo huele a paz, el peligro ya no sabe en su boca. ¿Es esto lo que es un hogar? Su pecho se hunde todavía más. Trata de que los recuerdos de un futuro imposible ahora no le llenen los ojos, desbordando todo aquello que no dice, el dique de su escasa seguridad llevado a un punto crítico. La humedad derrumbándose lentamente sobre su cara lo llevará de nuevo a la orilla del mar donde la conoció. Sabe que cada vez que lo hace, la brisa de barre su corazón con bruma algún día lo convertirá completamente en un bloque de sal, uno que todas las empresas que lucran con la insoportable inaceptabilidad de una partida, esperando en los valles emocionales donde la obscuridad es más densa, más pesada, que se pega a la piel, exprimirle todo hasta convertirle en un fantasma que recurre a la pornografía, el alcoholismo, la putería, para seguir huyendo . . . pero nunca podrá huir de nada. Y lo sabe. La promesa de amanecer en otro día más brillante, apenas consciente, con la boca seca y una resaca, siempre termina por llevarlo a un día todavía mas obscuro, donde el sol sigue brillando igual pero lo siente cada vez menos. Los horizontes a los que quiere llegar son solo los bordes de su tumba, y cada vez que cierra los ojos, la única luz que hubo en su vida, la única que dejó entrar, va rondando en el laberinto de su tragedia, sin parpadear . . . ni sus parpados lo protegen de notar su ausencia. . . .
. . . y Maxine lo abraza sin dudar. Finalmente llora. Kelvin entra para preparar la sala.
En los lapsos que puede abrir los ojos, un poco distorsionadas por el mas acuoso, puede ver muchas flores y cajas, cajas grandes, apiladas por doquier.
Maxine lo sienta a su lado en el sillón más largo, dando de frente a la apenas usada chimenea. “Deja salir todo,” le dice.
Kelvin cena solo. Deja preparados otros 2 platos y sube a realizar una llamada. Aún cuando Guillermo ya ha dejado de llorar, La voz, con un tono de emoción igual al que cuando empezó, puede oírse todavía.
“Así que eso paso. . . .”
“Ya han pasado tantos días y todavía la extraño.”
“No importa,” Maxine con una sonrisa. “La verdad solo la extrañas porque le daba estabilidad a tu vida. Desde que se fue, nada ha sido lo mismo—¿cierto?—pero no tiene que serlo. Las cosas deben de mejorar. Y todo, especialmente el amor, se da de forma natural. Me contaste que incluso has rechazado a algunas personas por ella. Bueno, me parece que es porque crees que no eres digno de nadie, le tienes miedo a demostrarle a otras personas lo que realmente eres. Pero dime, ¿te has sentido mejor por rechazarlas? Quizás sientas que estás siendo responsable al no entrar en una relación, pero, querido, no lo estás siendo. Vales muchísimo como para que sigas huyendo de tomar responsabilidad de ti mismo, Sabes que tu corazón quiere amar, pero lo único que haces cuando se presenta ese amor es huir, llenándote la cabeza de mil cosas. No retrases lo inevitable, no quiero que te hagas daño.
“Pero ah, hermoso, mírate. Realmente mírate. Estás así por alguien que ya no está. Tu amor es muy grande. Tiene una fuerza inmensa. Ocúpalo en ti mismo y en alguien que realmente quiera lo mejor para ti. Quizás pienses que no es así, pero encontrarás a alguien que te ame, que pueda ver a través de todo lo que escondes, directo al tesoro de tu alma. Y ni tu pasado ni tus miedos le van a importar, por que está ahí no solo para amarte, también para enseñarte todas las cosas que hay por amar en ti: cuando la veas sonreír, cuando le haya contado a alguien de ti y al presentártelos digan ‘¡Memo! es un placer conocerte,’ cuando duerma tranquilamente en tu pecho y te diga con toda seguridad que tú eres lo que ella quiere. Y cuando menos te des cuenta, tu corazón habrá sanado, y ella te tratará igual, pero ahora estará aliviada de que puedes por fin verte como ella te ha visto desde el principio. Y no es que no vea toda la obscuridad en tu corazón, no es que sea ciega a ella, a veces, cuando no la veas, tendrá miedo, pero sus ojos brillarán de nuevo, pues sabe que eres realmente aquél que brilla por debajo de toda esa obscuridad.”
Antes de que la sonrisa de Memo se transformara en llanto, Kelvin baja al fin, sus pasos resonando en la escalera, pues baja dando brinquitos.
“¿Ya?” le pregunta a Maxine. Ella asienta. “Bueno, toma,” le dice a Guillermo, alargando el teléfono del cual ya cuelga una pila portátil.
“Amm . . . ¿yo?”
“¿Quién más, campeón?”
“Ah, uhhh, ahhhh . . . okay . . .” se pega el teléfono a la oreja. “¿Bueno?”
“Holaaa, ¿Memo?” Al oír aquella voz, el corazón de Guillermo empieza a latir de otra manera, no con ansiedad, pero con emoción.
“S-s-¿si?”
“Un placer Memo. Me llamo Eurus y—“
“¿Crees que estará bien? Eurus lleva mucho tiempo queriendo conocerlo.”
“Lo hará. Nuestra niña es la mejor.”
Cuando bajan de nuevo, la llamada todavía sigue su curso.
“—si solamente la buscas cuando estás triste, no la amas. Definitivamente extrañas la seguridad que te daba. Es más fácil regresar a lo que eras antes, porque así ya nadie podrá juzgarte por lo que eres realmente, temes abrirte con alguien más, porque como dijo mamá, crees que no te amaran. Bueno, Cariño, la realidad es que muchos y muchas te han amado, pero en tu necedad, has cerrado la puerta por un amor oxidado, que ya ni es cenizas, es carne muerta, y te vas a pudrir con ella si sigues aferrado.”
Al llegar a casa, ya muy de madrugada, Guillermo. . . . Bueno, la conclusión lógica entonces es que realmente amas a quien buscas cuando estás feliz, ¿no? . . . Guillermo estaba muy feliz. Y no podía dejar de pensar en Eurus.
. . .
submitted by DanteNathanael to DanteNathanael [link] [comments]


2020.03.06 03:56 altovaliriano A glorificação da guerra e o sonho de Dunk

Em uma “segunda de SSM”, eu tratei sobre uma entrevista que o jornal britânico The Guardian fez com Martin. No final do artigo, o jornalista relata que perguntou a Martin qual era sua cena favorita nos livros e recebeu uma resposta inesperada:
Com isso em mente, ele tem uma cena favorita em que sentiu a escrita realmente acertou em cheio? Eu perguntei plenamente esperando que ele mencionaria um dos momentos mais famosos, como o Casamento Vermelho, por exemplo, ou a morte chocante de Ned Stark no primeiro livro.
Houve uma longa pausa antes que a resposta surpreendente chegasse. “Lembro que houve um discurso que um septão [a versão westerosi de um padre] faz a Brienne sobre homens quebrados e como eles se quebram. Eu sempre fiquei muito satisfeito em ter escrito aquilo”.
O discurso em questão é um pesado e longo monólogo do Septão Meribald dá em O Festim dos Corvos, no 5º capítulo de Brienne. Podrick pergunta se desertores e foras-da-lei de equivalem e Brienne responde laconicamente, mas Septão Meribald dá um resposta longa sobre como os desertores são o resultado da destruição que a guerra dos nobres causa na vida dos plebeus.
A quem conhece um pouco do pensamento de GRRM, a resposta ao jornalista apenas parece refletir sua posição pessoal anti-guerra que permeia toda sua obra, desde a primeira história que vendeu profissionalmente, “O Herói”. Em As Crônicas de Gelo e Fogo, o autor expõe o tempo todo as consequências catastróficas da guerra, tanto para o lado vitorioso quanto para o perdedor.
Inclusive, existe um longo e excelente texto escrito por um expert em armas nucleares que demonstra como Martin se inspirou nestes dispositivos de destruição em massa para criar os dragões de seu mundo e todo o jogo político ao redor de quem vai dominá-los. O fato de alguém conseguir puxar tantos paralelos entre armas nucleares e dragões dá uma pista do tom antiguerra de ASOIAF, além de mostrar o quanto ser baby-boomer influencia na visão de mundo de GRRM.
Como era natural de se esperar, os contos de Dunk e Egg não escapam a este tipo de abordagem. Porém, aqui Martin preferiu manifestar o tema de forma onírica.
Em um recente tópico aqui no valiria, eu tentei explorar as razões que fizeram com que GRRM nos contasse sobre a viagem de Dunk e Egg à Dorne, quando ele parece ter mudado de ideia sobre qual seria o enredo da história sucessora de O Cavaleiro Andante.
Dentre várias razões que apontei para a manutenção da jornada dornesa nos flashbacks de Dunk, eu especulei que a história da morte de Castanha serve como mote para o sonho de Dunk, pois essa história revela como inocentes podem morrer por decisões estúpidas de seus senhores. Mas eu gostaria de acrescentar que inocentes e votos de cavaleiro também morrem quando cavaleiros põem o cumprimento dos deveres para com seus senhores acima de proteger os fracos.
Este é o sentido do sonho de Dunk, emanado do sentimento anti-guerra de Martin, conforme analisarei a seguir.

Um cavaleiro antes de uma espada juramentada

De fato, desde o primeiro treinamento dos plebeus que obedeceram ao chamado de Sor Eustace para a guerra contra a Rohanne fica claro que eles não teriam qualquer chance contra os cavaleiros da viúva.
Quando Dunk afirma que a necessidade de mandar todos a morte por um disputa tão pequena é uma escolha que não cabe a eles, Egg responde com uma alegoria à lição de Sor Arlan, de não dar nomes a cavalos para evitar sofrer quando eles morrem:
– Isso não é você nem sou eu quem vai dizer – Dunk respondeu. – É dever de todos eles ir para a guerra quando Sor Eustace os convoca... e morrer, se necessário.
– Então não devíamos ter dado nomes para eles, sor. Isso só vai tornar a dor mais difícil para nós quando morrerem.
(A Espada Juramentada)
De fato, é incrível a quantidade de parágrafos que GRRM leva descrevendo o processo de “batismo” dos camponeses que tinham nomes iguais. A princípio, eu não entendi porque Martin achou que isso era importante, até que eu comecei a decodificar o sonho de Dunk.
Essencialmente, o que aconteceu com Castanha nas areias de Dorne é o mesmo que está acontecendo em Pousoveloz antes de Dunk começar a pensar em uma saída pacífica para o impasse entre Osgrey e Webber. O sonho é a forma como Dunk, um homem de lealdade inquestionável e raciocínio lento, começa a perceber as consequências da obediência cega que tem prestado a Sor Eustace.

O Prólogo de um sonho

Antes de passarmos à análise do sonho, um pequeno parágrafo precisa ser examinado. Quando Dunk se deita para dormir, ele lembra dos eventos do torneio de Vaufreixo, especialmente das tragédias que ocorreram naquele dia:
Supostamente, estrelas cadentes traziam boa sorte, então ele pediu para Tanselle pintar uma em seu escudo. Mas Vaufreixo trouxera tudo menos sorte para ele. Antes que o torneio acabasse, ele quase perdera uma mão e um pé, e três bons homens perderam a vida. Ganhei um escudeiro, no entanto. Egg estava comigo quando deixei Vaufreixo. E essa foi a única coisa boa de tudo o que aconteceu.
Esperava que nenhuma estrela caísse naquela noite.
(A Espada Juramentada)
Estes pensamentos antes do sonho provavelmente é o que desperta a memória de Dunk e faz com que Baelor e Valarr surjam em seu sonho. Contudo, Dunk cita que três pessoas morreram naquele dia, mas Valarr não era era uma delas.
Essa distinção é importante para entendermos como o subconsciente de Dunk parece estar funcionando durante o sonho. Como veremos a seguir.

Decodificando

Vamos analisar o sonho na íntegra.
Havia montanhas vermelhas a distância e areias brancas sob seus pés. Dunk estava cavando, enfiando uma pá no solo seco e quente e jogando a fina areia branca por sobre os ombros. Estava fazendo um buraco. Um túmulo, pensou, um túmulo para a esperança. Um trio de cavaleiros dorneses estava parado observando e zombando dele em voz baixa. Mais além, comerciantes esperavam com suas mulas, carroças e trenós de areia. Queriam ir embora, mas não partiriam até que ele enterrasse Castanha. Ele não deixaria seu velho amigo para as cobras, escorpiões e cães da areia.
Aqui Martin estabelece a cena, mas eu quero comentar especificamente as partes em negrito.
Aqueles que lembrarem do que realmente aconteceu no enterro de Castanha, devem desde já estranhar os comerciantes esperando Dunk enterrar o cavalo.
Eu não entendi a parte do túmulo à esperança quando li a primeira vez. Mas agora que sabemos que Castanha está sendo usada como alegoria às vítimas das guerras caprichosas dos nobres e à lealdade cega de seus cavaleiros, seu significado fica evidente.
Dunk está pessoalmente cavando um túmulo para os mais fracos, as pessoas que um cavaleiro jura proteger. As pessoas que viram valor nele quando ele enfrentou Aerion por Tanselle. E ao virar as costas para elas, Dunk se torna um cavaleiro hipócrita, como os demais.
Quanto aos três cavaleiros dorneses, a seguir veremos que eles não são os cavaleiros dorneses que estavam com Dunk, mas Sor Arlan, Baelor Quebralanças e Valarr. Martin preferiu apresenta-los aos poucos durante o sonho, por isso suas identidades não são reveladas nesse momento.
Por outro lado, quem lembrar dos detalhes do enterro de Castanha, saberá que não foi assim que os cavaleiros dorneses se portaram.
O castrado morrera de sede, na longa travessia entre o Passo do Príncipe e Vaith, com Egg em suas costas. Suas patas dianteiras pareciam ter se dobrado sob ele e o cavalo ajoelhou, rolou de lado e morreu. Sua carcaça estava ao lado do buraco. Já estava dura. Logo começaria a feder.
Esta realmente parece ter sido a forma como Castanha morreu. Mesmo que valha a pena debater se Martin não está criando um paralelo entre a sede que matou o cavalo e a seca que levaria a morte dos plebeus, me parece que essa parte só está aí para estabelecer o pano de fundo do acontecimento.
Dunk chorava enquanto cavava, para diversão dos cavaleiros dorneses.
Água é preciosa para se desperdiçar – um deles disse. – Não devia desperdiçá-la, sor.
O outro riu e disse:
– Por que está chorando? Era só um cavalo, e bem feio.
Castanha, Dunk pensou enquanto cavava, o nome dele era Castanha, e ele me levou nas costas por anos e nunca empacou ou mordeu. O velho castrado parecia uma coisa lamentável ao lado dos corcéis de areia lustrosos que os dorneses cavalgavam, com suas cabeças elegantes, pescoços longos e crinas se agitando, mas Castanha dera tudo o que podia dar.
É notável perceber que dois dos “cavaleiros” dão mais valor a água do que a Castanha, assim como Eustace (e Rohanne) do que a vida dos plebeus. Contudo, estes “cavaleiros” montam cavalos melhores do que um velho castrado, indicando que eles são de uma estirpe acima da pequena nobreza (como veremos a seguir).
– Chorando por um castrado de costas arqueadas? – Sor Arlan disse, em sua voz de velho. – Ora, rapaz, você nunca chorou por mim, que o colocou sobre as costas dele. – Deu uma risadinha, para mostrar que não queria causar mal com a censura. – Esse é Dunk, o pateta, cabeça-dura como uma muralha de castelo.
– Ele não derrubou lágrimas por mim tampouco – disse Baelor Quebra-Lança, do túmulo. – Embora eu fosse seu príncipe, a esperança de Westeros. Os deuses nunca pretenderam que eu morresse tão jovem.
– Meu pai tinha só trinta e nove anos – lembrou o Príncipe Valarr. – Tinha tudo para ser um grande rei, o maior desde Aegon, o Dragão. – Olhou para Dunk com frios olhos azuis. – Por que os deuses o levariam e deixariam você? – O Jovem Príncipe tinha o cabelo castanho-claro do pai, mas uma mecha loura-prateada o atravessava.
Vocês estão mortos, Dunk queria gritar, vocês três estão mortos, por que não me deixam em paz? Sor Arlan morrera de um resfriado, o Príncipe Baelor, de um golpe dado pelo irmão durante o julgamento de sete de Dunk, e seu filho Valarr, durante a Grande Praga daPrimavera. Não tenho culpa por esse. Estávamos em Dorne, nem mesmo ficamos sabendo.
Sor Arlan é o terceiro cavaleiro, mas o primeiro que vimos ser revelado. Depois, Baelor e, por fim, Valarr. Isso ocorre porque foi nesta ordem que eles morreram, e é a ordem inversa de suas idades.
Enquanto a fala de Valarr é uma repetição quase idêntica do último diálogo entre Dunk e o príncipe (até mesmo as descrições), as falas de Sor Arlan e Baelor se concentram no fato de que Dunk não havia chorado a morte deles, mas agora chorava a morte de um cavalo.
A razão para isso é porque Dunk não foi responsável pelas mortes de nenhum dos três, nem mesmo a de Baelor Quebralanças (ao menos não totalmente). Mas ele foi responsável pela morte de Castanha.
No caso de Valarr, o próprio Dunk não vê culpa sua.
Sor Arlan morreu de um resfriado e os pensamentos de Dunk foram de que “ele teve uma vida longa” e “Devia estar mais perto dos sessenta do que dos cinquenta anos, e quantos homens podem dizer isso? Pelo menos vivera para ver outra primavera” (O Cavaleiro Andante). Portanto, salvo por sentimentalismo, Dunk não havia porque achar que tinha culpa na morte do velho.
Já o Príncipe Baelor entrou no Julgamento dos Setes por conta própria, sem que Dunk sequer cogitasse convidá-lo e para a total surpresa dos Targaryen na equipe dos acusadores. Então, objetivamente não há culpa real de Dunk. Ele não tinha uma escolha real.
Entretanto, mesmo que Dunk sinta-se a culpado, ele sabe que só poderia ser responsável por uma parcela. De fato, como o próprio cavaleiro admite, ele divide o fardo com Maekar: “Você o acertou com a maça, senhor, mas foi por mim que o Príncipe Baelor morreu. Então eu o matei tanto quanto o senhor” (O Cavaleiro Andante).
Contudo, Castanha morreu exclusivamente porque Dunk estava caprichosamente correndo atrás de uma mulher em uma das regiões mais inóspitas dos Sete Reinos.
– Você é louco – o velho disse para ele. – Não vamos cavar nenhum buraco para você quando se matar com essa tolice. Nas areias profundas, um homem deve estocar sua água.
Vá embora, Sor Duncan – Valarr disse. – Vá embora.
A mensagem aqui é bem direta: sacrificar os plebeus em nome do dever como espada juramentada era teimosia inútil, uma “guerra estúpida” como alegara Egg, pois ninguém realmente ligaria se ele morresse ou vivesse.
Egg o ajudava a cavar. O garoto não tinha pá, só as mãos, e a areia voltava para o túmulo tão rápido quanto eles a tiravam. Era como tentar cavar um buraco no mar. Tenho que continuar cavando, Dunk disse a si mesmo, embora suas costas e ombros doessem com o esforço. Tenho que enterrá-lo profundo o bastante para que os cães de areia não o encontrem. Tenho que...
– ... morrer? – perguntou Grande Rob, o simplório, do fundo do túmulo. Deitado ali, tão quieto e frio, com uma ferida vermelha irregular escancarando sua barriga, ele não parecia tão grande.
Dunk parou e o encarou.
– Você não está morto. Você está dormindo no porão. – Olhou para Sor Arlan, em busca de ajuda. – Diga para ele, sor – pediu. – Diga para ele sair do túmulo.
A primeira menção a Egg no sonho é como ajudante de Dunk na missão inútil, o que reflete a última discussão que teve com o escudeiro, na qual conseguiu sua obediência na base da rispidez.
Porém, no meio da tarefa, há a primeira indicação clara de que o ocorrido com Castanha serve de alegoria à situação atual, na qual Dunk está colocando inocentes em perigo ao convoca-los, treiná-los e ficar em negação sobre suas chances.
Até mesmo Sor Bennis, o Marrom, está mais desperto para isto do que Dunk. É claro que o cavaleiro marrom não queria mais trabalho, porém suas atitudes estavam mais voltadas a evitar um banho de sangue do que as tomadas por Dunk.
Com efeito, o cavaleiro não só era contrário a levar a notícia da represa a Sor Eustace, como também não se enganava quanto às chances dos camponeses que estava treinando.
Dunk estava em tamanha negação, que mesmo ao ver Grande Rob mortalmente ferido no buraco em que estava cavando, virtualmente perguntando a Dunk “Tenho que morrer?”, o cavaleiro ainda pediu auxílio a Sor Arlan, seu carinhoso mentor, aquele que lhe ensinou sobre os deveres de uma espada juramentada, que atestasse que nada de errado estava ocorrendo.
Só que não era Sor Arlan de Centarbor que estava parado perto dele, mas Sor Bennis do Escudo Marrom. O cavaleiro marrom só gargalhou.
– Dunk, pateta – disse –, destripar é algo lento, certamente. Mas nunca conheci um homem que viveu com as entranhas penduradas. – Uma espuma vermelha borbulhou em seus lábios. Ele se virou e cuspiu, e as areias brancas beberam tudo.
Buco estava parado atrás dele com uma flecha no olho, chorando lentas lágrimas vermelhas. E lá estava Wat Molhado também, a cabeça cortada quase na metade, com o velho Lem e Pate olho-vermelho e todo o resto. Todos tinham mastigado folhamarga com Bennis, Dunk pensou de início, mas então percebeu que era sangue escorrendo por suas bocas. Mortos, pensou, todos mortos, e o cavaleiro marrom zurrava.
– Sim, melhor se manter ocupado. Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca.
Porém, no lugar de Sor Arlan estava Sor Bennis. Isto é o sinal de que não havia lição de honra a ser aprendida, só a realidade nua e crua finalmente se mostrando a Dunk.
Todos morreriam na guerra e tudo seria absorvido e justificado por ela. Até mesmo pessoas que Dunk julgava estarem fora do alcance do conflito, como Egg.
A pá escorregou das mãos de Dunk.
– Egg – gritou –, fuja! Temos que fugir! – Mas as areias escorregavam sob seus pés. Quando o garoto tentou se precipitar para fora do buraco, tudo desmoronou. Dunk viu as areias cobrirem Egg, enterrando-o enquanto ele abria a boca para gritar. Tentou abrir caminho até o escudeiro, mas as areias erguiam-se por todos os lados, puxando-o para o túmulo, enchendo sua boca, seu nariz, seus olhos...
Apesar da alegoria, o sonho aqui mostra bem claramente que a indolência de Dunk levaria todos para dentro do túmulo que Dunk estava escavando para aqueles que morreram porque ele fechou os olhos.
A mensagem anti-guerra que parece estar subjacente aqui é a de que o cumprimento cego do dever não absolve ninguém da responsabilidade pelos mortos, e o conflito atinge a todos indiscriminadamente. E as consequências nefastas da guerra estão por todo nas terras Osgrey. Seja nas vilas ou nas amoreiras.

O epílogo de um sonho

Para finalizar, é preciso analisar o que realmente aconteceu durante o enterro de Castanha.
A primeira coisa a entender é que Dunk não chorou e não houve enterro nenhum:
Nunca chorei. Posso ter tido vontade, mas nunca chorei. Ele tentara enterrar o cavalo também, mas os dorneses não esperaram.
Porém, a lição que Dunk ouviu de um dos cavaleiros dorneses era relativa ao ciclo da vida e a aceitação de que os animais carniceiros que viriam cear da carne de Castanha estavam protegendo a sua própria prole:
– Cães de areia precisam alimentar seus filhotes – um dos cavaleiros dorneses dissera para ele enquanto o ajudava a tirar a sela e os arreios do castrado. – A carne dele vai alimentar os cães ou as areias. Em um ano, seus ossos estarão totalmente limpos. Isso é Dorne, meu amigo.
A partir desta mensagem é que Dunk, já acordado, faz uma nova reflexão sobre as eventuais mortes dos plebeus. Porém, nem mesmo nesta nova meditação Dunk é capaz de achar significado algum para que os novos soldados de Osgrey percam suas vidas:
Ao lembrar-se daquilo, Dunk não pôde deixar de se perguntar quem se alimentaria das carnes de Wat, Wat e Wat. Talvez haja peixes xadrezes no Riacho Xadrez.
Encerrada a questão no plano onírico e no plano racional, não surpreende que Dunk tenha, logo depois do treinamento, perguntando a Sor Osgrey por uma alternativa.
Uma espada juramentada deve serviço e obediência ao seu suserano, mas isso é loucura.

submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.01.29 20:44 FanFan13 ¿Cuál es la diferencia entre Escort o Prostituta ?

En la mayoría de los países, una acompañante, por ejemplo unas escorts en ecuador y una prostituta son entidades diferentes con formas de trabajo completamente distintas que podrían llevar a la persecución de una y a la ausencia de cargos para la otra. Sin embargo, algunos estados pueden considerar a un acompañante como lo mismo que a una prostituta y pueden acusar a la persona de delitos similares a los de la trabajadora del sexo sin importar el tiempo que la persona trabaje como acompañante.
¿Qué es una escort?
En muchas circunstancias, un acompañante es un artista o un compañero de alguien que contrata sus servicios. El acompañante no necesita o incluso tener sexo disponible a cambio de un pago. El entretenimiento usualmente es a través del tiempo y la compañía del día, la semana o el mes. La persona que trabaja como acompañante puede proporcionar servicios de provocación que no se extienden al sexo. Además, el acompañante no suele vender sexo como parte de los servicios, incluso si la noche puede terminar con esto entre las dos o más partes. Este trabajador normalmente da algo más a través de un pago como una cita, alguien con quien pasar el tiempo o que le proporcione intelectual
La diferencia en los servicios
Mientras que el acompañante proporciona tiempo para el pago, el objetivo principal de la prostituta es adquirir dinero para el sexo. La prostituta no suele tener otros servicios a la venta y ni siquiera puede ofrecer otra cosa que no sea sexo. La forma de pago para el acompañante es generalmente dinero, pero puede aceptar algo más. El acompañante también acompañará al cliente a eventos de entretenimiento como una ópera, a un club o a una cena. La prostituta sólo prestará servicios sexuales de alguna forma en base a la cantidad de dinero que el cliente pagará.
La diferencia en la escort como persona
Por lo general, un acompañante trabaja para lograr dos objetivos al mismo tiempo. Estos incluyen la adquisición de fondos para los servicios prestados al cliente y para asegurar que el cliente reciba satisfacción por los servicios prestados. El acompañante quiere complacer a la otra parte con su presencia, incluso si es sólo para conversar por la noche. La necesidad de hacer algo de carácter sexual no tiene por qué entrar en la situación a menos que ambas partes estén de acuerdo en tener relaciones sexuales consensuadas. Sin embargo, el acompañante quiere repetir el negocio o la publicidad boca a boca asegurando la satisfacción del cliente. Esto a menudo requiere una táctica muy diferente.
La diferencia en la prostituta como persona
El objetivo principal de la prostituta es recibir dinero rápidamente y satisfacer al mayor número de clientes posible para adquirir esta compensación. Algunos pueden tener una adicción a las drogas o al alcohol que es un drenaje constante de fondos. Otras no tendrán otra personalidad que la de atraer al cliente al intercambio de dinero por sexo. En la mayoría de las interacciones, la prostituta no proporciona nada más que gratificación sexual. En raros casos, la prostituta puede besar u ofrecer conversación. Otra diferencia importante es que la trabajadora del sexo puede no tomar precauciones y podría propagar enfermedades de transmisión sexual. El acompañante puede ni siquiera ofrecer sexo, pero normalmente evitará esta acción practicando alguna forma de sexo seguro.
Diferencias por ley
Generalmente, cualquier prostitución que ocurra en cualquier estado que no sea Nevada es ilegal. La persona que provee los servicios está cometiendo un crimen junto con cualquier cliente que compre estos servicios. Sin embargo, la escolta no puede cometer ningún crimen cuando provee otros servicios que no incluyan el sexo. El intercambio de dinero no es específicamente para el sexo, y la escolta a menudo pasa por alto estos asuntos legales a través de tecnicismos. Los acompañantes a menudo también trabajan desde una casa o un hotel y pueden usar diferentes lugares para entretener a los huéspedes que pueden no tener nada que ver con un intercambio de dinero por servicios sexuales.
Las diferencias entre estos dos tipos de trabajadores también pueden cambiar los posibles cargos que puedan surgir de la aplicación de la ley. A un acompañante no se le suele pillar solicitando a alguien servicios sexuales a cambio de dinero o vendiendo sexo a cambio de una compensación. Además, un acompañante puede utilizar Internet u otras aplicaciones móviles para contactar con clientes en los que la mayoría de las prostitutas trabajan en la calle o intentan atraer a otros en persona.
Defensa legal como acompañante o prostituta
La persona acusada de participación en la prostitución o de ser acompañante puede necesitar contratar un abogado para defenderse de los cargos penales. El abogado tendrá que explicar la diferencia y cómo el acusado no fue parte de un delito sexual en el estado o que la evidencia es inválida de alguna manera.
submitted by FanFan13 to u/FanFan13 [link] [comments]


2020.01.26 17:44 Pipoco45 7

C90 Remix (Letra/Lyrics)
Ouh! C90, C90, llegando al party en la C90 C90, C90, llegando al party en la C90 Ya voy de volada, mami, ponte buena Tengo un par de phillies pa’ quemar con ella Muéveme ese booty como sabes, nena ‘Toy prendiendo el suelo (¿Qué?, ¿qué?, ¿qué?) Ouh! C90, C90, llegando al party en la C90 C90, C90, llegando al party en la C90 Ya voy de volada, mami, ponte buena Tengo un par de phillies pa’ quemar con ella (Yah) Muéveme ese booty como sabes, nena ‘Toy prendiendo el suelo con la C90 (Ey) Uh (Ui-ui-ui), ce-ce-ce (Ce) John C se aparece en la C90 Hizo mucho ruido, toda la gente atenta Mucha salsa encima, sorry, no está a la venta Cuando yo empecé no tenía ni pa’ la renta Ahora me cago de risa cuando hago las cuentas Alto matemático y ni me había dado cuenta, ey Flow que ostenta, ey, ah, incrementa, wow Fresco, Mentos, menta, ey, lo mueve en cámara lenta Pará, pará, pará, pará Se-se corre la voz y to’ nos reconocen El party se puso, los cuerpos transpiran, no, brrr (Cuidadito) Pispea, los miro como ellos me miran, okey Flexin’ como hasta la sei’ Se me tiran como de a sei’ Wacho, ‘toy coronado como rey, ey Okey, yo lleno la maleta casi completa, la gente inquieta Todos calladito’ porque a papi respetan No por movilidad me prestaron la C90, que- Ouh! C90, C90, llegando al party en la C90 (Ui-ui-ui) C90, C90, llegando al party en la C90 Ya voy de volada, mami, ponte buena Tengo un par de phillies pa’ quemar con ella Muéveme ese booty como sabes, nena ‘Toy prendiendo el suelo con la C90 (Eh, eh, eh, eh) Mi amigo con un Criptón pero yo voy con la C- Cuatro turras que me siguen, en dos una Wave La poli’ me pregunta pero yo no lo sé La droga la tomamos, sino revíseme Paso con la moto, pero agarra la cartera Señora, yo no robo, me explota la billetera Yo vengo de barrio por eso es que tengo tierra Pero nos hicimo’ grande’ y nos pegamos como sea, oh, babe C90, C90, corro al lado del XTZ Se lo inventan, te lo cuentan Ya no le’ creo, son Cenicienta Yo internacional como Trueno, eh Nos espera John C en el aeropuerto, uh Que quieren matarme como a Lennon Fumando con Bhavi, no me entero Y ahora le pica, como le pica No me complica, kush en el pica’ Llamé a tu chica, se comunica Pide una cita, que se repita Ah, ah, ah, ah Cuando paso me la llevo de butaca Voy con la campera volando como una capa El porro en la media y en la mochila mi paca, jaja Ouh! C90, C90, llegando al party en la C90 C90, C90, llegando al party en la C90 Ya voy de volada, mami, ponte buena Tengo un par de phillies pa’ quemar con ella Muéveme ese booty como sabes, nena ‘Toy prendiendo el suelo con la C90 (Ey) Ey, ando en la C-No-ven-ta Tu-Tucumán te lo cuen-ta Doscientos concier-to’ en venta, y Toda la grada se fue, yah, con-, ey, -ten-ta, bro’, ah Ey, no me toque’ la bocina Que con el John C soy el John, John Cena One night four tarimas Sácame este flow que lo tengo encima Estuve en México, también en Lima Cuando yo aparezco se te cambia el clima La poli’ me para porque estoy en China Haciendo wheelie llegué a la cima, ja Sh*t, ustede’ hablando cosa’ que ni son En la moto me fui pa’ la casa de mi son Haciendo más ruido que en la Harley Davidson Ah, yeh, Trueno te piso Bro, que te piso, pium, paramédico Neo, Bhavi, Trueno, épico John C, C90 se picó Ouh C90, C90, llegando al party en la C90 C90, C90, llegando al party en la C90 Ya voy de volada, mami, ponte buena Tengo un par de phillies pa’ quemar con ella Mueveme ese booty como sabes nena ‘Toy prendiendo el suelo con la C90 Ando sin un peso, lo que tengo es s3x0 Pa’ darle candela, si quiere, la beso Me quedo tranquilo, negro, lo asimilo Vivir como quiero siempre fue mi estilo No importa si falta, si debo, no tengo Me fijo mañana cómo es que lo arreglo Trabajo de día, de noche la brego Igual tiro un tema y capaz que me pego De nuevo ‘tamo’ acá, no me importa na’ Dice que quiere matarme, yo le digo: “Amor y paz” No somos iguales, no puede ni comparar Los que ‘tamo’ ya sonando y los que quieren figurar Cuando arranco el maquinón, nena, pierdes el control Ella me dice “mi amor”, yo le canto mi canción Ando sin papele’ esquivando los zorro’ Los guacho’ del barrio me hacen el coro No pueden bajarme, manito, no lloro No pueden llegarme si estoy en el podio A mi nena le gusta la vida mala Me pide que lo prenda, lo quema, no deja nada Cuando me mira riendo la quiero comer completa Nena, súbete a la nave, la clave, la C90 Ouh C90, C90, llegando al party en la C90 C90, C90, llegando al party en la C90 Ya voy de volada, mami, ponte buena Tengo un par de phillies pa’ quemar con ella Mueveme ese booty como sabes nena ‘Toy prendiendo el suelo con la C90 Yeah John C, mami Trueno, Bhavi, Neo Yeah, this is the remix Jarana boys C nove-, C nove-, C90 C nove-, C nove-, C90 C nove-, C nove-, C90 Neo, Bhavi, Trueno, épico John C, C90 se picó
submitted by Pipoco45 to 1through10 [link] [comments]


2019.12.09 09:41 HeavyAmbition9 El Diario (me gustaria saber lo que peinsan de esta historia)

Mi hermana solía amar su diario, podías verla al final del día después de la cena, escribir y escribir en el con una sonrisa que daba de mejilla a mejilla, un día lo inevitable paso, el diario que tenia había llegado a su fin, mi hermana le rogó a nuestra madre que le consiguiese una nuevo a lo cual mi madre accedió.Ese mismo día durante la cena haciendo platica con mi familia mi hermana comento lo orgullosa que se había sentido de haber llenado su primer diario, mis padres felices de tal suceso, le hicieron saber lo orgullosos que estaban de ella. Un poco después de la cena mi padre subió al cuarto de mi hermana para darle la gran noticia de que le había conseguido un nuevo diario, mi padre se para en el marco de mi puerta y me pide que ya me vaya a dormir ya que ya era esa hora inevitable del día dijo con una pequeña carcajada y apago la luz.Pasaron los días, una mañana por pura curiosidad le pregunte a mi padre de donde había sacado ese tal diario que mi hermana adoraba tanto, a lo que mi padre respondió"oh ese diario lo compre hace anos en un viaje a Italia, lo compre en una casa de empeño de segunda mano y ciertamente me llamo la atención la cubierta negra de cuero", con esa respuesta fue suficiente para satisfacer mi curiosidad, tome mis cosas y me fui a la escuela; mi hermana y yo asistíamos a la misma escuela así que rápidamente note que no fue ese día a clases.Al llegar a casa le preguntar a mi madre que había pasado con mi hermana a lo cual me comento que se había despertado con una terrible jaqueca y algo de fiebre. Sinceramente no eramos muy unidos mi hermana y yo pero, tampoco era tan malo como para no ir a verla, al llegar a su cuarto mire a mi hermana escribiendo, me acerque y me sente al borde de su cama y le pregunte que como se sentía a lo cual la única respuesta que obtuve fue un leve suspiro o mas bien, sonó como si tratara de hablar pero ninguna palabra saliera de su boca, honestamente no le tome importancia y lo tome como para dejarla seguir escribiendo paz, me retire y fui a mi cuarto a seguir con mi día.2 días pasaron y mi hermana seguía igual o peor, fiebre y aun no había dicho una palabra, mi familia asustada agendaron una cita con el médico, lamentablemente solo había citas para el día siguiente; esa misma noche me desperté de un salto al escuchar un grito desgarrador, de esos gritos que te hielan la sangre, el grito provenía del cuarto de mi hermana, mi padre corrió hacia su cuarto abriendo la puerta de golpe, a los pocos segundos se escucho un grito de mi padre pero este llevaba agonía y tristeza en el, corrí al cuarto de mi hermana junto con mi madre y al pararme en el marco de la puerta, mi cuerpo se paralizo, el tiempo se congelo, sentí un gran nudo en mi garganta.Sobre la cama estaba el cuerpo de mi hermana sentada y recargándose sobre una almohada de la misma manera como recargaba sus peluches sobre la almohada después de tender su cama, y su cuello estaba torcido de tal manera que su frente daba hacia la cabecera de su cama y sus piernas extendían hacia nuestra dirección, era como sacado de una película de miedo; alguien o algo le había torcido su cuello de una manera inhumana.El día de el funeral al llegar a casa decidí subir a mi cuarto, mientras me dirigía a el, voltee hacia el cuarto de mi ya difunta hermana sin motivo alguno, no había razón alguna, solo lo hice y fue así que note su diario negro sobre la cama, de nuevo por ninguna razón en particular, fui lo tome y decidí llevarlo conmigo. Sentado sobre mi cama, la curiosidad se apoderó de mi y comenze a leerlo, mi cuerpo se estremeció al leer lo que contenía el pequeño diario, en cada una de sus páginas leía la misma pregunta, la cual decía: ¿quieres ver detrás de ti?, esta se repetía cientos de veces por pagina, de pronto sentí una presencia detrás de mi, pude sentir algo que puedo jurar se sentía como cabello rozar mi oreja, cabe recalcar que yo solía tener el pelo muy corto, así que sabia que aquel cabello que sentí no era el mío, poco después pude sentir una presencia acercarse a mi oreja seguido de un susurro que era cálido pero escalofriante a la vez, el cual e susurró:¿quieres ver que hay detrás de ti?.
submitted by HeavyAmbition9 to Miedo [link] [comments]


2019.11.27 09:15 HeavyAmbition9 Creepypasta- El Diario de mi hermana (Me gustaria saber lo que peinsan de este creepypasta)

Mi hermana solía amar su diario, podías verla al final del día después de la cena, escribir y escribir en el con una sonrisa que daba de mejilla a mejilla, un día lo inevitable paso, el diario que tenia había llegado a su fin, mi hermana le rogó a nuestra madre que le consiguiese una nuevo a lo cual mi madre accedió.Ese mismo día durante la cena haciendo platica con mi familia mi hermana comento lo orgullosa que se había sentido de haber llenado su primer diario, mis padres felices de tal suceso, le hicieron saber lo orgullosos que estaban de ella. Un poco después de la cena mi padre subió al cuarto de mi hermana para darle la gran noticia de que le había conseguido un nuevo diario, mi padre se para en el marco de mi puerta y me pide que ya me vaya a dormir ya que ya era esa hora inevitable del día dijo con una pequeña carcajada y apago la luz.Pasaron los días, una mañana por pura curiosidad le pregunte a mi padre de donde había sacado ese tal diario que mi hermana adoraba tanto, a lo que mi padre respondió"oh ese diario lo compre hace anos en un viaje a Italia, lo compre en una casa de empeño de segunda mano y ciertamente me llamo la atención la cubierta negra de cuero", con esa respuesta fue suficiente para satisfacer mi curiosidad, tome mis cosas y me fui a la escuela; mi hermana y yo asistíamos a la misma escuela así que rápidamente note que no fue ese día a clases.Al llegar a casa le preguntar a mi madre que había pasado con mi hermana a lo cual me comento que se había despertado con una terrible jaqueca y algo de fiebre. Sinceramente no eramos muy unidos mi hermana y yo pero, tampoco era tan malo como para no ir a verla, al llegar a su cuarto mire a mi hermana escribiendo, me acerque y me sente al borde de su cama y le pregunte que como se sentía a lo cual la única respuesta que obtuve fue un leve suspiro o mas bien, sonó como si tratara de hablar pero ninguna palabra saliera de su boca, honestamente no le tome importancia y lo tome como para dejarla seguir escribiendo paz, me retire y fui a mi cuarto a seguir con mi día.2 días pasaron y mi hermana seguía igual o peor, fiebre y aun no había dicho una palabra, mi familia asustada agendaron una cita con el médico, lamentablemente solo había citas para el día siguiente; esa misma noche me desperté de un salto al escuchar un grito desgarrador, de esos gritos que te hielan la sangre, el grito provenía del cuarto de mi hermana, mi padre corrió hacia su cuarto abriendo la puerta de golpe, a los pocos segundos se escucho un grito de mi padre pero este llevaba agonía y tristeza en el, corrí al cuarto de mi hermana junto con mi madre y al pararme en el marco de la puerta, mi cuerpo se paralizo, el tiempo se congelo, sentí un gran nudo en mi garganta.Sobre la cama estaba el cuerpo de mi hermana sentada y recargándose sobre una almohada de la misma manera como recargaba sus peluches sobre la almohada después de tender su cama, y su cuello estaba torcido de tal manera que su frente daba hacia la cabecera de su cama y sus piernas extendían hacia nuestra dirección, era como sacado de una película de miedo; alguien o algo le había torcido su cuello de una manera inhumana.El día de el funeral al llegar a casa decidí subir a mi cuarto, mientras me dirigía a el, voltee hacia el cuarto de mi ya difunta hermana sin motivo alguno, no había razón alguna, solo lo hice y fue así que note su diario negro sobre la cama, de nuevo por ninguna razón en particular, fui lo tome y decidí llevarlo conmigo. Sentado sobre mi cama, la curiosidad se apoderó de mi y comenze a leerlo, mi cuerpo se estremeció al leer lo que contenía el pequeño diario, en cada una de sus páginas leía la misma pregunta, la cual decía: ¿quieres ver detrás de ti?, esta se repetía cientos de veces por pagina, de pronto sentí una presencia detrás de mi, pude sentir algo que puedo jurar se sentía como cabello rozar mi oreja, cabe recalcar que yo solía tener el pelo muy corto, así que sabia que aquel cabello que sentí no era el mío, poco después pude sentir una presencia acercarse a mi oreja seguido de un susurro que era cálido pero escalofriante a la vez, el cual e susurró:¿quieres ver que hay detrás de ti?.
submitted by HeavyAmbition9 to creepypasta [link] [comments]


2019.11.05 10:36 Davidemagx Historias del Kiosco 24 Hs (Tres)

Necesito dormir, hice 16 horas de corrido hoy por cubrir a una compañera que tuvo un accidente...

La llamada me llegó alrededor de las 15:30, tenía media cara hundida en la almohada, lo escuché por poco y di el manotazo a los libros apilados que me hacen las veces de mesita al lado de la cama para agarrar el celular apenas con los dedos. Muy torpemente lo acerqué al oído y dije "¿Mmm?", la voz de mi jefe me recibió con un "Chango ¿Me vas a decir que estabas durmiendo?"
- ¿Qué te parece que puedo estar haciendo después de laburarte toda la madrugada?
- No sé, ¿no probaste estar con una mina?
- ¿Tu señora?
- Concha de tu madre... Escuchá, hubo un accidente con el convoy hoy y Carla no va a hacer su turno...
- Entonces ¿pasa el convoy, se accidentan y Carla falta al laburo? Cualquier excusa para faltar.
- No, pelotudo, la chocaron a ella. Por eso no va a venir.
- Ah... Perdón... Bueno. Voy en 20', de paso me contas lo del accidente.
Llegué al kiosco media hora después y mi jefe estaba sentado en la mesa que tenemos armada adentro. Hacía calor afuera, demasiado para ésta época del año, así que se había puesto cómodo con una cerveza que ya iba por la mitad y que tuvo la gentileza de servirme en un vaso plástico tan pronto me vio entrar. Lo tomé y dije "No está mal para desayuno..." y me acerqué hasta el exhibidor donde están los alfajores y agarré un triple de chocolate.
- Descontame luego. - le dije.
- No te hagas drama... - dijo y miró por la ventana a la calle desierta. - Una de las camionetas se desvió del convoy hoy a la mañana, aceleró como para pasar a las demás y no alcanzó a frenar llegando a la esquina de los chinos. Carla estaba cruzando la calle en moto y la agarró en la rueda trasera. Está bien ella, quebrada, pero fuera de otro peligro. Ya está enyesada en su casa. La camioneta fue a parar contra un árbol en la vereda de enfrente y... - miró a la calle otra vez - ahí lo vimos bajar...
- ¿A quién? ¿El chofer? Hasta ahora que me contas esto creía y estaba convencido de que las controlaban por satélite... Bueno, ¿y a dónde está el tipo? Lo tienen preso, me imagino...
- No, se escapó. No dió tiempo de nada. Se bajó de la camioneta y salió corriendo pero...-
- No se habrá ido muy lejos si anda a pie. Como si pudiera esconderse, hay que buscar la cara extranjera y listo.- lo interrumpí.
- Dejame terminar, chango. Salió corriendo muy rápido, a lo Speedy Gonzalez. Los que alcanzaron a verlo de cerca dijeron que era todo negro, cabezón y flaco. Que parecía una sombra larga.
- Una sombra larga, ajá... - Dije tratando de asociar la descripción con algún ente que hubiese visto ya. No había visto nada igual antes.
- Bueno... Me voy a dormir la siesta... - dijo Hugo, mi jefe, y tomando lo que quedaba de cerveza de un solo trago se levantó. - Perdón que te haya hecho venir. Por el doble turno te voy a pagar el triple, sé que estás cansado. Le digo a mi señora que te traiga la cena esta noche. Cuidate chango. - y salió por la puerta sin esperar respuesta.
No voy a aburrirlos con los detalles de la tarde, aburrida y lenta para mi gusto. La rutina ordinaria se siente pesada para el que no acostumbra a tratarla o en mi caso, no estoy acostumbrado a tratar con clientes normales. El único alivio que tuve en ese horario me llegó cerca de las 19:25 cuando vi a Berto saliendo del baño caminando en dos patas, con un sobrecito de Tang de naranja - mango apretado en la axila derecha. Llevaba las patas delanteras echas una copa a la altura del hocico, me llevo un instante darme cuenta de lo que estaba haciendo, se estaba metiendo el jugo como si fuese de la pura mientras casualmente salía al patio por la puerta de atrás, sin prestarme la menor atención. "Mi dosis de normalidad" pensé en ese momento.

Para las 2 de la madrugada estaba a dos tragos de café de alcanzar la velocidad de la luz, en lo que era una mezcla de agotamiento y estados alterados por el exceso de cafeína. Si me hubiese dado un ataque cardíaco entonces habría estado seguro de que sólo se trataba de una corazonada. Tenía tanto Dolca encima que de todas maneras mi cuerpo se habría negado a morir y no, nadie me batió el docla.
Había limpiado el piso dos veces, llenado las heladeras y freezers por encima de sus capacidades normales y pasado el trapo a todos los chocolates y paquetes de galletitas en las exhibidoras de manera que no tenía más qué hacer y las opciones se agotaban rápido. Netflix y Youtube fallaban en mantenerme despierto, no había un alma en la calle, todo estaba tranquilo. De hecho, muy tranquilo... Era raro. No, se sentía raro, como si me estuvieran observando desde afuera. Una mirada intensa capaz de penetrar el vidrio grueso de la ventana, de hecho al mirar por ella vi que la noche era más oscura de lo normal, que las luces no la cortaban y me sentí como atrapado en un cajón. Empecé a agitarme, a respirar hondo mientras una sensación repentina de puro terror me sobrevino salida de la nada. No entendía por qué o qué podría causarlo, después de las cosas que había visto esto era enteramente nuevo. Había maldad en el aire, demasiada como para poder ser tangible, transpiraba por cada poro y temblores se apoderaron de mi cuerpo. Estaba entumecido de pánico y no podía quitar la vista de la ventana, ví entonces la extensión de una extremidad salir desde la oscuridad. Lo que emergió desafiaba completamente todo el sentido de razón que tenía construído hasta entonces, lo que es decir mucho si tienen en cuenta mis experiencias cotidianas en éste lugar. Era alto, dos metros y algo con facilidad, cuerpo delgado, los brazos terminaban en puntas redondeadas y no tenía piés o al menos eran iguales a los brazos, la cabeza era desproporcionadamente grande. Circular, enorme, como un chupetín excepto que en vez de palito negro era todo oscuro y en vez de estar hecho de caramelo estaba hecho de maldad absoluta. Era un... Un... Un hombre palo... ¿Vieron esos dibujos o animaciones con hombrecitos hechos de palitos? Como los que hacíamos cuando éramos chicos al estar aburridos en clase. Así.
Dió un paso hacia adelante y me dí cuenta, tenía abierta la puerta y no había manera de que llegara a cerrarla antes de que lo tuviera adentro... Reformulando no había forma de que yo llegara a cerrar la puerta antes de que... ¿entrara al local? Comencé a moverme forzando cada fibra del cuerpo para salir del estado en el que estaba, tarea que no me resultó nada sencilla, muy despacito como para que no se diera cuenta de lo que estaba por suceder. Logré moverme un paso cuando volví a sentir que me miraba y al ver por la ventana el hombrecito estaba quieto, mirándome fijo a los ojos, ¿cómo sabía yo que me estaba mirando fijo a los ojos? no sé, lo sentí. No tenía ojos por ninguna parte y aún así estaba viéndome directamente a los ojos. Penetrándome... Reformulando otra vez, ¿atravesandome? con la vista! Supe que el sabía lo que estaba por hacer, peor aún, yo sabía que él sabía que yo sabía que él sabía que yo también sabía. Corrí hasta la puerta y por la periferia de mi visión lo ví correr a una velocidad tal que parecía una distorsión. Tres zancadas llegué a dar y quedar frente a la puerta pero me lo encontré de golpe y moviéndose a como una tren bala en dirección a mi, creí que iba a ser mi final, no vi mi vida pasar frente a mis ojos pero sí apreté en asterisco para no desgraciarme de miedo, puse las manos en frente para recibir el impacto y ¡Bam! El desgraciado se dió la cabeza como venía con el marco de la puerta, escupiendo un pedazo de papel de donde la boca debería haber estado, que aterrizó entre mis pies. El hombrecito completó medio giro en el aire y cayó al suelo con fuerza. Inmediatamente me sentí mejor después de eso, tomé el papelito. Escrito en imprenta y con mayúscula decía "D'oh!"

Lentamente se puso de pié y me miró. Otro papel salió de su boca, esta vez me lo alcanzó él, decía "¡Aquí viene el dolor!" y se refregaba la cabeza donde se golpeó.
- ¿Estás citando a Carlito de Carlito's Way? - pregunté y otro papel salió de él, me lo alcanzó gentilmente.
" Sí, sensei!"
- ¿Karate kid? - dije y aún otro papel salió.
"Sí, sensei!" otra vez.
- Entonces... No hablás y te comunicas con estos papelitos. De eso puedo darme cuenta... - el hombre se puso de pié sin dejar de refregarse la cabeza. -... ¿qué sos? no había visto uno como vos antes. - pregunté. Otro papel.
"¡Soy tu padre!"
- Star Wars. te afectó el golpe parece...
"Sin daño cerebra-bra-bra-bra-bra"
- Homero Simpson cuando se arrancó el chip. ¿Hablás en citas entonces?
"Sí, sensei!"
- Bárbaro... - pausé por un segundo. - ¿Me vas a matar? -
"¿Matarte? No quiero matarte..."
- ¿Entonces a qué viniste?
"Haz el amor y no la guerra."
- ¡Epa! No me gustó nada ahí. ¿Venís a violarme?
"No Lisa, no estoy comiendo sapos"
- ¿Ah?
"¡Nooo!"
- ¿Darth Vader en el episodio III?
"¡Simón!"
- ¿De donde carajo sacas las citas?
"Usamos la red mundial de redes."
- Me estás jodiendo... Optimus Prime en Transformers. ¿Y no podías aprender a hablar bien?
"La educación hace al sabio un poco más sabio, pero hace al idiota infinitamente más peligroso."
- No tengo idea de cómo interpretar eso... ¿Y de donde carajo salen tantos papeles? ¿Sos un robot, una impresora? ¿Qué sos? - tras unos segundos tres papeles salieron de el hombre palo respondiendo por separado cada pregunta,
" Bueno, pues , no se...mmm"
"No me pregunten quién soy ni me pidan que siga siendo el mismo." y,
"Lo siento, mis respuestas son limitadas. Debes hacer las preguntas correctas."
- Ok... Evidentemente no vamos a ir a ningún lado con el ping pong. Decime al menos qué querés acá, conmigo...
"Hay que unirse, no para estar juntos, sino para hacer algo juntos."
- De verdad necesitas mejorar tus respuestas. ¿Y ahora, qué hacemos?
"Hay cosas que hay que hacer y las haces y no hablas nunca de ellas."
- Sabés, citando a El Padrino das la vibra de mafioso... - antes de que pudiera formular otra pregunta o decir algo, un nuevo papelito
"Volveré, Bennett", decía. No podía no reconocer una línea de Comando así que sólo pude responder con lo que correspondía, - Te estaré esperando, John. - y así como así se alejó a la misma velocidad con que inicialmente había querido entrar. Sí oí el ruido de algunos tachos de basura desparramarse a la distancia y alguna alarma de auto, como si se los hubiese llevado puestos. Vi el montón de papeles que tenía en la mano, los hice un bollo y tan pronto abrí los dedos recobraron su forma original sin exhibir una sola arruga o marca. Bueno, no era papel, después de unas horas se desintegraron sin dejar rastro.
Cuestioné si era sano para mi salud mental seguir con éstas cosas, quizás debería tratar de salir de acá y llevarme mi depresión a un lugar más normal... Al final me venció el sueño, y honestamente también la curiosidad. Volví al escritorio y empecé a tipear ésto. Me dormí cuando iba por la mitad y me desperté cuando escuché a Berto cantar Kilómetro 11 en guaraní a todo pulmón, usando el escobillón como guitarra.
"Aní nde pochi Angha che ndivé Desengaño ité Manté arekó Che aká tavi Angyha oiku´á Nde rejhe kuñá Che upeicha aikó..."
Puedo cerrar la noche con ésto, de verdad necesito dormir.
submitted by Davidemagx to ArgentinaFantastica [link] [comments]


2019.10.29 21:57 ucjw Un diario en Noruega expone cómo la Watchtower mintió sobre el trato a los expulsados

Primera página
Páginas 6-7
Página 8, incluida la defensa de la Watchtower
Carta de opinión escrita por un ex-anciano
Artículo completo en Noruego

Ex-Testigo: Lavado de cerebro en los los testigos de Jehová

Resumen: Jan Frode Nilsen estaba tan molesto que le costaba respirar cuando leyó lo que el liderazgo de los testigos de Jehová escribió al gobernador del condado.
Xueqi Pang.
"El liderazgo de los testigos de Jehová miente y pisotea descaradamente a miles de testigos que han perdido a sus familias. Escriben que los lazos familiares siguen siendo normales, pero saben que es mentira. Entonces siento en mis huesos que no puedo permanecer en silencio", dice Jan Frode Nilsen (42), nacido en el seno de una familia de testigos de Jehová y miembro desde hace más de 35 años. Por primera vez se presenta con su experiencia con su nombre completo.
Habla de su infancia caracterizada por deberes, reglas estrictas y, no menos importante, por el miedo constante a ser condenado al ostracismo.
'No podía dormir' Siento una llama dentro de mí, que no puedo permitir que esta respuesta de los testigos de Jehová pase sin respuesta". No podía respirar hasta que le envié mi propia carta al Gobernador del Condado.
Este verano, Vårt Land escribió que los testigos de Jehová expulsan a los miembros que votan en las elecciones políticas. El ministro de Fe y Vida, Kjell Ingolf Ropstad (KrF), pidió al gobernador del condado que considerara el apoyo estatal a los testigos de Jehová basándose en la controvertida práctica de que, en caso de renuncia o expulsión, hay varias historias de que los miembros de la familia, que todavía están en la congregación, rompen el contacto con el "apóstata".
En una declaración al gobernador del condado de Oslo y Viken, los testigos de Jehová creen que esto no es cierto. Respondieron a las autoridades:
"Si un miembro de nuestro grupo religioso decide participar en una elección política votando, los testigos de Jehová lo verán como la persona que ha decidido abandonar la comunidad religiosa. Además, él o ella también puede hablar e interactuar con la familia más cercana como de costumbre".
Experiencia propia. "El liderazgo de los testigos de Jehová blanquea la doctrina de la expulsión y pretende que no existe", dice Jan Frode Nilsen.
Cree que los Testigos de Jehová omitieron la realidad de la situación al Gobernador del Condado y que la comunidad religiosa ha proporcionado información falsa para asegurarse de que sigan recibiendo ayuda estatal.
"Nadie quiere prohibir a los testigos de Jehová. Se trata de amenazar su ayuda estatal porque condenan al ostracismo a la gente, y en su intento de conseguir el dinero, mienten sobre su propia doctrina", dice.
Usted ha compartido activamente muchos artículos críticos sobre la comunidad religiosa en Internet. ¿Campañas contra los testigos de Jehová?
"No me opongo a los testigos de Jehová, muchas personas que amo siguen siendo testigos. Estoy a favor de la información y la iluminación pública. Si son condenados al ostracismo y cortan el contacto con sus propios hijos, entonces tienen que ser considerados responsables de ello. La gente necesita saber la verdad."
Nilsen conoce a muchos ex-testigos con experiencias similares a las suyas.
"Siento que también hablo en nombre de los Testigos. Muchos de ellos siguen la doctrina del rechazo porque sienten que es una prueba importante de su lealtad a Jehová. Conozco a muchos Testigos de Jehová que realmente lloran la pérdida de sus seres queridos, pero lo hacen porque La Atalaya se lo pide", dice.
Bautismo para un Testigo. Los padres de Jan Frode Nilsen se convirtieron a la comunidad religiosa en la década de 1960. A los 17 años de edad, fue bautizado para ser testigo pleno de Jehová.
Nilsen nunca llegó a ir a los entrenamientos de fútbol porque se enfrentaron a las reuniones en el Salón del Reino. La familia no celebra cumpleaños ni otros días festivos: "Se esperaba que todos los Testigos de Jehová activos asistieran a las reuniones del Salón del Reino tres veces por semana", dice.
Según Nilsen, a los testigos de Jehová no se les permite beber demasiado, fumar o tener relaciones sexuales antes del matrimonio.
A medida que fue creciendo, tuvo que seguir más reglas y cumplir más expectativas. Cuando era niño, no sentía que se destacaba. Estaba jugando con los otros en la calle. Eso cambió cuando llegó a la adolescencia. Ser joven, lleno de hormonas y tener tantas reglas lo desafió a él y a muchos otros jóvenes de la congregación.
Exclusión. Según su experiencia, el castigo por infringir las normas es brutal. Te arriesgas a ser expulsado.
El sitio web de los Testigos contiene información sobre cómo se espera que una familia trate a un miembro expulsado. Un video muestra cómo una mujer es expulsada porque tuvo relaciones sexuales antes del matrimonio.
"Todo el mundo conoce a alguien que ha sido expulsado. Así que el miedo a hacer algo malo es constante. La mayoría de las personas expulsadas son personas que han estado haciendo algo que los testigos de Jehová creen que es pecado", dice Jan Frode Nilsen.
También es un deber reportar las infracciones de otras personas. Si no, te arriesgas a enfrentar el mismo castigo, según él.
"Ser expulsado significa que su familia no podrá tener contacto con usted. La instrucción es que si un miembro de la familia expulsado llama, la llamada debe ser rechazada. Los expulsados deben sentir que no son parte de la comunidad, así que eventualmente quieren regresar", afirma Nilsen.
Las dudas crecieron. Comenzó a cuestionar la teología ya en la adolescencia. Poco a poco las dudas fueron creciendo. Y dejó de predicar de puerta en puerta por su propia iniciativa.
"Descubrir la realidad fuera de los testigos de Jehová fue como despertar. Los testigos de Jehová lo consumen todo. Escriben que tienen la verdad con mayúscula", dice, comparando la experiencia con la película The Matrix, donde el protagonista se despierta de una realidad artificial controlada por computadoras.
Situación de rehén Se sentó en el bote durante mucho tiempo. Pero cuando tuvo hijos, todo se aclaró. Hoy en día, sigue siendo un miembro registrado de la comunidad de fe. Los testigos de Jehová reciben subvenciones estatales anuales para sus miembros. Que a pesar de no haber asistido al Salón del Reino durante cinco años.
"Si tengo que irme, seré tratado como un paria y rechazado. No hay una salida honorable. Han construido una situación de rehenes", dice.
Jan Frode conoce a muchos que también intentan desvanecerse en lugar de romper directamente con la familia.
Mientras estén registrados como miembros oficiales de los Testigos de Jehová, los miembros de la familia pueden mantenerse en contacto. No se sabe cuántos son "miembros pasivos" de la comunidad religiosa.
Nada más que perder En los últimos diez años ha sido cada vez más abierto sobre sus experiencias como testigo. Entre otras cosas, se le ha permitido ser entrevistado anónimamente por varios medios de comunicación, periódicos y televisión.
Un día de otoño de este año, alguien descubrió su cuenta de Twitter en la que ha compartido comentarios críticos con los testigos de Jehová. A continuación, los mensajes de texto marcan la casilla - uno por uno los miembros de la familia se ponen en contacto con él.
"Me enfrentaron con los mensajes de Twitter. Varios escribieron que deben y van a entrar en contacto conmigo".
¿Cómo te sentiste cuando leíste los mensajes de texto de tu familia? Entonces me sentí aliviado."

Carta de respuesta de los testigos de Jehová al gobernador del condado:

Jan Frode Nilsen responde a la respuesta oficial de los testigos de Jehová al gobernador del condado. Aquí hay extractos de la carta:
"Si un miembro de nuestra comunidad religiosa decide participar en una elección política votando, los testigos de Jehová lo verán como la persona que ha decidido abandonar la comunidad religiosa. Por lo tanto, se hará una breve declaración en la congregación que dice: "[El nombre de la persona] ya no es uno de los testigos de Jehová". Pero la persona es bienvenida a asistir a los servicios religiosos, a sentarse donde quiera en el Salón del Reino y a participar en el canto de himnos religiosos. Además, él o ella también puede hablar e interactuar con los miembros de la familia cercana como de costumbre (la única restricción religiosa es discutir asuntos de naturaleza espiritual / religiosa)".

Los testigos de Jehová no están de acuerdo con la crítica

Respuesta: Los líderes de los Testigos de Jehová de Noruega no responderán a las acusaciones de Jan Frode Nilsen, sino que se referirán a un libro que ellos mismos han publicado.
Vårt Land ha pedido al grupo religioso que responda a una serie de preguntas en relación con la afirmación de Jan Frode Nilsen de que hablan en falso en una declaración al Gobernador del Condado.
En un breve correo electrónico a Vårt Land, su portavoz, Dag-Erik Kristoffersen, escribe que no quieren hacer comentarios sobre las afirmaciones de Nilsen, salvo que "están totalmente en desacuerdo con lo que se afirma".
Dicho antes Kristoffersen escribe que no han escrito nada al Gobernador del Condado que no haya sido mencionado previamente en sus escritos.
En la declaración a la oficina del Gobernador del Condado, la comunidad religiosa afirma que un Testigo que usa su derecho al voto es expulsado por la congregación, pero que todavía puede llevarse bien con su familia como de costumbre.
Es un encubrimiento de la doctrina de la expulsión, cree el ex miembro Jan Frode Nilsen. Dice que en realidad, la familia tiene que romper todo contacto con el expulsado, como un paria.
Refiriéndose a su propio libro En el correo electrónico a Vårt Land, los testigos de Jehová se refieren al libro Keep Yourself in God's Love, una de las publicaciones del grupo de fe. Dice que los testigos de Jehová no deben asociarse con los expulsados. En el capítulo sobre la expulsión: "Cómo tratar a una persona expulsada", dice:
"No lo recibimos en sus casas ni le saludamos. Porque el que le saluda es partícipe de sus malas obras. No tenemos compañerismo espiritual o social con los que no tienen compañerismo".
La declaración de la opinión escrita:
Los líderes de los testigos de Jehová se felicitan a sí mismos por tener la verdad
No se esfuerzan por negar sus propias creencias y enseñanzas a las autoridades cuando pueden ser de beneficio financiero para la fe. La realidad es otra muy distinta.
Testigos de Jehová Niels P. (signos de escritor bajo seudónimo) Ex "Anciano" y "Pionero".
En la Convención de Verano de 2016 de los Testigos de Jehová sobre el tema "Permanece fiel a Jehová", hubo al menos dos cosas en el programa que los participantes ciertamente notaron: Un video drama de nueve minutos de duración que muestra cómo una pareja de padres echó a su hija cuando fue expulsada de la congregación. Y una entrevista con una niña que decidió cortar su conexión con un hermano mayor cuando dejó la congregación.
Exactamente el mismo programa fue presentado en miles de lugares en cientos de idiomas en todo el mundo en 2016 - todos con el mismo video, pero con un joven local en cada lugar que fue puesto como un "buen ejemplo" porque eran "leales a Jehová", el Dios de la Biblia.
Un motivo claro. Sólo tres años después, la alta dirección de los Testigos de Jehová en Noruega escribió una carta a las autoridades noruegas, aparentemente aboliendo las normas de exclusión, que han existido durante más de 60 años. De hecho, los testigos de Jehová han practicado la "exclusión" u "ostracismo" en su forma actual casi continuamente desde 1952, con un endurecimiento adicional a partir de 1981.
Su motivo es muy claro: quieren mantener las ayudas estatales.
Extracto de la carta. He recibido una copia de la carta, entregada por el Gobernador del Condado de Oslo y Viken, y cito:
"Si un miembro de nuestra comunidad religiosa decide participar en una elección política votando, los testigos de Jehová lo verán como la persona que ha decidido abandonar la comunidad religiosa. Por lo tanto, se dará una breve información en la congregación que dice lo siguiente: "[El nombre de la persona] ya no es uno de los testigos de Jehová". Pero la persona es bienvenida a asistir a los servicios religiosos, sentarse donde quiera en el Salón del Reino. Además, él o ella también puede hablar e interactuar con la familia más cercana normalmente (la única restricción religiosa es discutir asuntos de naturaleza espiritual / religiosa)".
Y además: "Esperamos que de lo que se dice en esta carta quede claro que respetamos plenamente el derecho fundamental de una persona a tomar una decisión sobre la neutralidad política, y que los Testigos de Jehová no ejerzan de ninguna manera presión o intimidación para intimidar a alguien para que no vote"."La carta está fechada el 18 de octubre de 2019 y firmada por Kåre Sæterhaug, miembro de la sucursal escandinava de Holbæk, Dinamarca, y Dag-Erik Kristoffersen, portavoz de los Testigos de Jehová en Noruega.
Lectura perturbadora. Para cualquier testigo de Jehová, esta es una lectura espantosa. Todos los miembros de los Testigos de Jehová saben perfectamente lo que le sucede a una persona cuyo nombre se lee en voz alta a la congregación: Desde el momento en que se lee a la congregación, estás espiritualmente muerto, expulsado, un paria. Tu hermano ya no irá a un partido de fútbol contigo, tu hermana ya no te invitará a una cerveza, es el final de las cenas familiares. Y los viejos amigos pasarán junto a ti en la tienda sin saludarte. Ellos harán esto porque dice en la Torre de Vigilancia que deben tratarte así.
Si a usted, como excluido, le gustaría seguir asistiendo a las reuniones en el Salón del Reino, algo que probablemente sea bienvenido, sólo los ancianos designados le darán la bienvenida. Se espera que usted entre en la sala justo antes de que comience la reunión y salga de la sala tan pronto como se termine con los cantos y la oración. Tampoco tiene sentido quedarse más tiempo en la habitación, porque de todos modos nadie quiere hablar con usted. Sin embargo, si usted asiste regularmente a estas reuniones por un período que va desde unos meses hasta un año, puede solicitar la readmisión en la congregación. Luego tienes que tener otra reunión con los tres hermanos mayores que te expulsaron, y convencerlos de que te arrepientes sinceramente del "mal" que has hecho -por ejemplo, votaste en las elecciones anteriores- y prometes no volver a hacerlo nunca más. Si ellos aceptan esto, usted puede volver a ser Testigo de Jehová y recuperar una relación cálida y buena con sus amigos y parientes.
Los líderes saben mejor que nadie. Pero Sæterhaug y Kristoffersen no mencionaron esto en la carta al Consejo del Condado, que nadie quiere hablar con una persona expulsada que asiste a las reuniones en el Salón del Reino. Además, afirmaron que un expulsado "puede hablar y socializar con su familia inmediata como de costumbre". Y agregaron: "La única restricción religiosa es discutir temas de naturaleza espiritual / religiosa". Bueno, si ese fuera el caso, muchas personas expulsadas también podrían haber aprendido a vivir con ello. Uno puede estar de acuerdo en dejar que ciertas cuestiones yazcan por el bien de la paz. Pero la realidad es muy diferente, y es mi afirmación que Sæterhaug y Kristoffersen lo saben muy bien.
Familias de luto. En realidad, miles de familias nuevas cada año se ven afectadas por el gran dolor de la expulsión de un miembro de la familia por parte de la congregación. Personalmente conozco muchas historias desgarradoras en las que los padres han cortado su conexión con sus hijos durante décadas simplemente porque los niños han encontrado una fe diferente, porque quieren vivir de una manera diferente, o porque quieren votar en las elecciones. O donde los hermanos que han sido mejores amigos han perdido todo contacto, quizás por el resto de sus vidas, porque uno se ha convertido en ateo. Todos los expulsados tienen en común que en un momento dado fueron bautizados como testigos de Jehová: el bautismo es un fenómeno único, una inmersión solemne en el agua, dedicando su vida a Jehová -en la práctica a la iglesia de Jehová en la tierra- y luego se hace. El bautismo es irrevocable. Serás responsable de ser bautizado por el resto de tu vida, y nunca podrás, con respeto y agradecimiento, levantar la cabeza y abandonar la congregación. Porque en el momento en que caminas, te rechazan.
Todos los años se bautiza a niños de entre 10 y 14 años como testigos de Jehová, incluso en Noruega. Hoy en día, no puedo comprender y comprender que algunos dejarán que sus hijos se comprometan con una congregación en tales términos. Pero sé que esto es precisamente lo que muchos testigos de Jehová quieren más que nada en el mundo, que sus hijos "escojan a Jehová".
Cómo tratar a los expulsados. En la literatura de los testigos de Jehová, gran parte de la cual se puede buscar en Internet, se dice con toda claridad que tanto los amigos como los parientes deben dejar de relacionarse con alguien que ha sido expulsado. Permítanme citar primero una cita general sobre la expulsión:
"Por lo tanto, también evitamos el compañerismo social con una persona expulsada. Esto descartaría acompañarlo en un picnic, fiesta, juego de pelota, o un viaje al centro comercial o al teatro, o sentarse a comer con él ya sea en casa o en un restaurante". (Ministerio Nuestro Reino, Agosto 2002)
Así que sobre los miembros de la familia expulsados:
"A pesar de nuestro dolor de corazón, debemos evitar el contacto normal con un miembro de la familia expulsado por teléfono, mensajes de texto, cartas, correos electrónicos o medios sociales." (La edición de estudio de la Atalaya, octubre de 2017)
"La situación es diferente si el expulsado o disociado es un pariente que vive fuera del círculo familiar inmediato y del hogar. Puede que sea posible no tener casi ningún contacto con el pariente. Incluso si hubiera algunos asuntos familiares que requirieran contacto, esto ciertamente se reduciría al mínimo". (La Atalaya, 15 de abril de 1988)
Los miembros leales de la familia cristiana no buscan excusas para tratar con un pariente expulsado que no vive en casa. Más bien, la lealtad a Jehová y a su organización los mueve a defender el arreglo bíblico de la expulsión. (Manténganse en el amor de Dios, pp. 208, 209)
Preciosa verdad. Sæterhaug y Kristoffersen, de los Testigos de Jehová, obviamente han tratado de predicar la verdad a las autoridades noruegas. Es posible que crean que han mantenido sus palabras utilizando su propia comprensión de lo que significa "la familia inmediata": que sólo se refiere a aquellos que viven en el mismo hogar. Porque, como muestran estas citas de la propia literatura de los testigos de Jehová, sólo cuando los expulsados siguen viviendo en el mismo hogar que sus parientes creyentes puede, según las enseñanzas de los testigos de Jehová, "hablar con ellos e interactuar con ellos con normalidad". Pero esto no es lo que las autoridades noruegas o el público en general piensan con el término "familia inmediata".
También es posible que el público y las autoridades tengan una visión diferente de lo que es "presión" y "amenazas" que Sæterhaug y Kristoffersen. Al fin y al cabo, afirmaron que "los testigos de Jehová no ejercen presión ni amenazan con asustar a nadie para que no vote". En mi opinión, esto también es una tontería. Ser expulsado de la congregación automáticamente resulta en la terminación de amistades y relaciones familiares normales. Después de todo, cuando esto es una consecuencia de la renuncia o despido de los Testigos de Jehová, es un medio de presión, un castigo. Llamarlo de otra manera es deshonesto. Como la propia Atalaya dijo en 2017: "nuestro dolor de corazón".
Lealtad a todo costo. ¿Qué pasó con la chica que fue expulsada en el video de la convención de 2016? Después de ser desalojada de su casa, no vio a sus padres y hermanos durante doce años. Tenía hijos propios que cuidaba lo mejor que podía. Luego, finalmente, regresó arrastrándose con su cruz y comenzó a asistir a las reuniones de nuevo. Fue allí dos veces por semana durante todo un año sin que nadie le hablara. Eventualmente, fue reincorporada formalmente por los ancianos, y desde el momento en que esto fue anunciado a la congregación, pudo reunirse con sus padres, quienes luego pudieron saludar a sus nietos, obviamente por primera vez. (Puede buscar el vídeo usted mismo en Internet en google con las palabras clave "Jehovah shunning video.")
Para los testigos de Jehová, la lealtad consiste ante todo en obedecer a Jehová Dios. En la práctica, debe ser obedeciendo a la congregación y siguiendo las decisiones que se toman allí. Tal obediencia debe triunfar sobre todo, incluyendo la relación con los miembros de la familia que deciden dejar el grupo religioso. Sin embargo, como hemos visto, el liderazgo de los testigos de Jehová se esfuerza por negar su propia fe y enseñanzas a las autoridades mundanas cuando puede ser de beneficio financiero para la congregación.
Es altamente fraudulento.
submitted by ucjw to Extj [link] [comments]