Nomes homem russo

A Carreira de Luuk de Jong em Números

2020.08.27 23:41 futebolstats A Carreira de Luuk de Jong em Números

Quando cita-se um dos melhores atacantes holandeses da atualidade, o nome de Luuk de Jong que atualmente joga pelo Sevilla da Espanha e que também é presença constante nos jogos da Seleção Holandesa, deve ser levado em conta.
Luuk de Jong nasceu em 27/08/1990 em Aigle, na Suíça. Apesar de ter nascido em outro país, Luuk é filho de pais holandeses. Inclusive, de Jong iniciou sua carreira como jogador de futebol em um clube holandês, o De Graafschap. Porém, o que mais se sabe sobre Luuk de Jong? Por quais clubes atuou até aqui? Quais feitos atingiu ao longo de sua carreira?

Juvenil

Da esquerda para a direita: Luuk de Jong aos 6 anos de idade e o mesmo na época em que atuava pelo TwenteComo já foi dito acima, Luuk de Jong nasceu na Suíça. Os pais do atacante – George de Jong e Loekie Raterink – jogavam vôlei neste país. Anos depois, seu pai também se tornou um treinador de vôlei na Suíça. Luuk de Jong viveu no país alpino – Suíça – até os 4 anos de idade e depois mudou-se para a Holanda. Seu irmão, Siem de Jong que também tornou-se jogador de futebol, tinha 6 anos nessa época. Como você só obtêm a nacionalidade suíça se morar naquele país até os 14 anos, De Jong só tem passaporte holandês. Ele cresceu em Achterhoek depois dos 4 anos de idade. Posteriormente, Luuk começou a jogar futebol na associação amadora DZC ’68.
Luuk de Jong foi admitido na academia de juniores do De Graafschap aos 10 anos de idade e depois, foi queimando as etapas necessárias para chegar aonde queria, tornar-se um jogador de futebol.

A Carreira de Luuk de Jong em Números

De Graafschap

Categorias de Base

Sabe-se que Luuk de Jong ingressou nas categorias de base do De Graafschamp em 2001 e depois de queimar todas as etapas necessárias, em abril de 2008, assinou seu primeiro contrato com o clube de Doetinchem, De Graafschap. Esse contrato era válido por 3 temporadas e sendo assim, estendeu seu vínculo com o clube até junho de 2011.

2008-09

Em 7 de novembro de 2008, em jogo da 10ª rodada da Eredivisie (Campeonato Holandês), Henk van Stee – técnico do De Graafschamp nessa época – promoveu a estreia de de Jong quando o colocou em campo aos 32 minutos da segunda etapa no lugar de Peter Jungschläger no revés por 2-0 ante o NAC Breda em pleno Stadion De Vijverberg (estádio do De Graafschap).
Em 17 de janeiro de 2009, em partida válida pela 18ª rodada do Campeonato Holandês, van Stee escalou Luuk de Jong como titular pela primeira vez e na sua estreia como titular, deu o passe para Ben Sahar marcar o único gol da vitória do time da cidade de Doetinchem sobre o Willem II, em outras palavras, o De Graafschap venceu por 1-0.
Em 08/02/2009, em jogo da 22ª rodada da Eredivisie, de Jong marcou seu primeiro tento como profissional no empate em 2-2 com o Twente no Stadion De Vijverberg.
Desde o momento em que de Jong chegou a titularidade no De Graafschap, houve muito interesse no jovem atacante. Foi noticiado pela primeira vez que o Twente e o Heerenveen estariam interessados ​​no atacante, então com 18 anos. Posteriormente, também foi relatado que o Groningen queria trazer o atacante para o norte do país (Holanda). No entanto, Luuk indicou numa entrevista que estava conversando com 2 clubes: o FC Twente, o sc Heerenveen. Dias depois, também foi noticiado que o PSV e o Ajax estavam de olho no jovem atacante.
Em 07/03/2009, em jogo da 26ª rodada da Eredivisie, de Jong marcou seu 2º tento nessa temporada e sendo assim, o De Graafschap venceu o Heracles Almelo no De Vijverberg por 1-0. Na rodada seguinte do campeonato nacional, em 15/03/2009, o time de Doentinchem iria enfrentar o Ajax. Depois que, no início da temporada, o Ajax venceu o De Graafschamp por 6-0 em pleno De Vijverberg e os irmãos De Jong estiveram no banco de reservas durante todo o jogo e o clube de ambos estavam para se enfrentar. Ainda assim, isso não aconteceu, pois Siem estava se recuperando de uma lesão na clavícula. Luuk jogou como titular, mas não conseguiu evitar que o De Graafschap perdesse esse confronto por 3-0.
Em 11/04/2009, em partida válida pela 30ª rodada do Campeonato Holandês, de Jong se machucou e teve de deixar o campo ainda aos 37 minutos do primeiro tempo. Sem contar com sua joia, o De Graafschap empatou em 2-2 com o NEC Nijmegen. Posteriormente, de Jong voltou a jogar nos play-offs que valia a permanência do clube na 1ª divisão. Apesar de um gol dele contra o RKC Waalwijk em 31/05/2009, jogo no qual o time de Doentinchem venceu por 2-1. No segundo confronto entre essas equipes, o De Graafschap perdeu 1-0 e com isso, o clube foi rebaixado para a 2ª divisão ao término dessa temporada.
PdGmACACVMj na temporada 2008-09
1932201273
Pd – Partidas disputadas, Gm – Gols marcados, A – Assistências, CA – Cartões amarelos, CV – Cartões vermelhos e Mj* – Minutos jogados

Twente

2009-10

Antes do fim da temporada 2008-09, enquanto ainda era jogador do De Graafschap, em 6 de abril de 2009 o Twente e o atacante – Luuk de Jong – haviam chegado a um acordo e sendo assim, os “Tukkers” – Twente – anunciaram que ele se apresentaria ao clube no final dessa temporada e que assinaria um contrato de 3 temporadas com opção de mais um ano. Além disso, também se sabe que essa transferência envolveu um montante de 850 mil euros (cerca de 5,6 milhões de reais).
Na primeira metade dessa temporada, de Jong não teve muito espaço no time comandado por Steve McClaren, mas em uma das poucas chances dadas pelo técnico, mais precisamente em 23 de setembro de 2009, em confronto válido pela 2ª fase da Copa KNVB, fez a sua estreia pelo novo clube depois de entrar no lugar de Dario Vujičević e no primeiro jogo com a camisa do Twente, deu o passe para o gol de Nikita Rukavytsya na goleada por 8-0 sobre o SC Joure.
Em 28/10/2009, em confronto válido pela 3ª fase da Copa KNVB, Luuk ganhou mais uma chance de iniciar entre os titulares e foi o principal destaque da vitória por 3-0 sobre o VV Capelle, pois marcou seu primeiro doblete – ocorre quando um jogador faz 2 gols numa mesma partida – da carreira. Na fase seguinte desse torneio – oitavas-de-finais – que ocorreu em 23/12/2009, de Jong marcou seu segundo e último doblete nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Helmond Sport.
Em 25 de fevereiro de 2010, no segundo confronto da fase de 16 avos da Europa League, de Jong ganhou a oportunidade de iniciar entre os titulares e marcou o único gol do Twente no revés por 4-1 ante o Werder Bremen da Alemanha fora de casa e com um placar de 4-2 a favor – o time holandês venceu o primeiro confronto por 1-0 -, a equipe alemã seguiu adiante na competição. Três dias após a eliminação, o Twente entrou em campo para jogar contra o NEC Nijmegen em partida válida pela 25ª rodada do Campeonato Holandês, a qual Luuk marcou o primeiro gol da vitória dos Tukkers por 2-1 no De Grolsch Veste (estádio do Twente).
Em 10/04/2010, em jogo da 31ª rodada da Eredivisie, de Jong entrou em campo aos 21 minutos do segundo tempo no lugar de Kenneth Pérez e 25 minutos depois, fez o gol que selou o resultado do jogo; vitória do Twente por 2-0 sobre o Heerenveen no De Grolsch Veste.
Em suma, na sua 1ª temporada com a camisa dos Tukkers, Luuk de Jong disputou 21 jogos, fez 7 gols e proveu 4 assistências. Quanto ao Twente, foi campeão do Campeonato Holandês, chegou até a semifinal da Copa KNVB e caiu na fase de 16 avos da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2009-10
217410870
7 gols dos quais 4 foram pela Copa KNVB, 2 pela Eredivisie e 1 pela UEFA Europa League

2010-11

Após o fim da temporada 2009-10, Steve McClaren deixou o comando do Twente e com a saída do técnico inglês, Michel Preud’homme – treinador belga – assume o comando dos Tukkers.
Na estreia do novo técnico em 31 de julho de 2010, decisão da Supercopa dos Países Baixos contra a equipe pela qual seu irmão jogava – Ajax -, Luuk marcou o único gol da vitória do Twente e com isso, conquistou seu 2º título como profissional.
Em 21/08/2010, em jogo da 3ª rodada da Eredivisie, de Jong marcou seu primeiro doblete nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Vitesse fora de casa. Na rodada seguinte do campeonato nacional, em 29/08/2010, marcou seu 2º doblete da temporada na goleada por 4-0 sobre o Utrecht no De Grolsch Veste.
De Jong celebrando o gol marcado contra o Werder Bremen na Liga dos CampeõesEm 27/10/2010, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Holandês, o jovem atacante de 20 anos marcou seu 3º doblete nessa temporada no triunfo por 3-1 sobre o Willem II fora de casa. Seis dias depois, em confronto válido pela 4ª rodada da fase de grupos da Champions League (Liga dos Campeões), de Jong marcou de cabeça seu primeiro gol nesse torneio na vitória por 2-0 sobre o Werder Bremen da Alemanha.
Em novembro desse ano (2010), Luuk de Jong estendeu o seu vínculo com o FC Twente até o ano de 2014.
Em 20/11/2010, em jogo da 15ª rodada da Eredivisie, de Jong marcou seu 10º tento nessa temporada na derrota por 2-1 ante o AZ Alkmaar em pleno De Grolsch Veste.
Em 21/12/2010, em confronto válido pelas oitavas de final da Copa KNVB, Luuk marcou seu 4º doblete nessa temporada na goleada por 5-0 sobre o Vitesse. Além de ter feito 2 gols, também contribuiu com assistência para o gol de Nacer Chadli.
Em 27 de fevereiro de 2011, em jogo da 25ª rodada da Eredivisie, o jovem atacante de 20 anos marcou seu 15º tento nessa temporada no revés por 2-1 ante o AZ Alkmaar.
Em 10/03/2011, no primeiro confronto das oitavas de final da Europa League contra o Zenit da Rússia, de Jong marcou seu 5º e último doblete nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o time russo no De Grolsch Veste. No segundo confronto entre as duas equipes, o Zenit venceu a equipe holandesa por 2-0, mas com a vantagem de 3-2 no placar agregado, o Twente seguiu adiante na competição. Posteriormente, o Twente foi eliminado pelo Villarreal da Espanha na fase seguinte.
Em 01/05/2011, em jogo da penúltima rodada (33ª) dessa edição da Eredivisie, o atacante de 20 anos marcou seu último tento nessa temporada na goleada por 4-0 sobre o Willem II no De Grolsch Veste. Uma semana depois, em confronto válido pela final da Copa KNVB, Luuk de Jong foi um dos destaques da vitória por 3-2 sobre o Ajax na prorrogação com assistências para os tentos marcados por Wout Brama e Theo Janssen. Com essa vitória, os Tukkers se sagraram campeões desse torneio pela 3ª vez na sua história.
Em suma, na sua 2ª temporada com a camisa dos Tukkers, Luuk de Jong disputou 49 partidas, fez 20 gols e proveu 16 assistências. Quanto ao Twente, além de ter sido campeão da Supercopa dos Países Baixos e da Copa KNVB, foi vice-campeão do Campeonato Holandês, terminou em 3º lugar na fase de grupos da UEFA Champions League e com isso, herdou vaga automática na fase de mata-mata da UEFA Europa League, onde chegou até as quartas de final.
PdGmACACVMj na temporada 2010-11
492016503632
20 gols dos quais 12 foram pela Eredivisie, 3 pela UEFA Europa League, 3 pela Copa KNVB, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Supercopa dos Países Baixos

2011-12

Após o fim da temporada 2010-11, Michel Preud’homme aceitou o convite para ser treinador de um time da Arábia Saudita e com isso, deixou o comando do Twente e com a saída desse técnico, o clube resolveu apostar suas fichas em Co Adriaanse.
Em 30 de julho de 2011, de Jong foi um dos destaques da vitória por 2-1 sobre o Ajax ao sofrer o pênalti que foi convertido por Marc Janko. Assim como ocorreu na temporada anterior, o Twente iniciava essa temporada com a conquista do título da Supercopa dos Países Baixos.
Em 16/08/2011, no primeiro confronto da última fase pré-eliminatória da Champions League contra o Benfica de Portugal, o atacante de 21 anos marcou seu primeiro tento nessa temporada no empate em 2-2 com a equipe portuguesa no De Grolsch Veste. Posteriormente, o time português venceu o Twente por 3-1 em Lisboa – em Portugal – e com isso, o clube holandês ficou de fora da fase de grupos da UEFA Champions League 2011-12.
Em 20/08/2011, em jogo da 3ª rodada da Eredivisie, o camisa 9 dos Tukkers – Luuk de Jong – fez 1 gol na goleada por 5-1 sobre o Heerenveen fora de casa. Além do gol marcado, de Jong também sofreu o pênalti que foi convertido por Janko. Na rodada seguinte do campeonato nacional, em 27/08/2011, o atacante de 21 anos marcou seu primeiro doblete nessa temporada na vitória por 4-1 sobre o VVV-Venlo no De Grolsch Veste.
Em 18/09/2011, em partida válida pela 6ª rodada do Campeonato Holandês, de Jong marcou seu 2º doblete nessa temporada na goleada por 5-2 sobre o ADO Den Haag. Três dias depois, em confronto válido pela 2ª fase da Copa KNVB, foi um dos destaques da goleada por 8-1 sobre o Zwaluwen com mais um doblete e assistências para o gol de Marc Janko e para 1 dos 4 gols marcados por Steven Berghuis.
Em 29/09/2011, em confronto válido pela 2ª rodada da fase de grupos da Europa League, o camisa 9 dos Tukkers marcou seu 10º tento nessa temporada na goleada por 4-1 sobre o Wisla Kraków da Polônia.
Após o fim da primeira metade dessa temporada, Co Adriaanse foi despedido e com a saída dele, o Twente optou por trazer um velho conhecido, trata-se de Steven McClaren.
Em 21 de janeiro de 2012, em jogo da 18ª rodada da Eredivisie, Luuk marcou seu 4º doblete nessa temporada na goleada por 5-0 sobre o RKC Waalwijk. Além de ter feito 2 gols, também proveu assistência para o gol de Emir Bajrami. Na rodada seguinte do campeonato nacional, em 29/01/2012, de Jong marcou seu primeiro hat-trick – ocorre quando um jogador faz 3 ou mais gols numa mesma partida – da carreira na vitória por 4-1 sobre o Groningen no De Grolsch Veste.
Em 10/02/2012, em partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Holandês, o camisa 9 dos Tukkers marcou seu 5º doblete nessa temporada no revés por 3-2 ante o Heracles Almelo no De Grolsch Veste.
Em 14/04/2012, em jogo da 30ª rodada da Eredivisie, de Jong marcou seu 6º doblete nessa temporada e sendo assim, empate em 2-2 com o NAC Breda.
Em 02/05/2012, em partida válida pela penúltima rodada da Eredivisie, o atacante de 21 anos marcou seus 2 últimos tentos com a camisa do Twente na derrota por 4-3 ante o Heerenveen em pleno De Grolsch Veste.
Em suma, na sua última temporada com a camisa dos Tukkers, Luuk de Jong disputou 51 jogos, fez 32 gols – sendo 25 destes tentos marcados na Eredivisie 2011-12, o que fez dele o vice-artilheiro do campeonato ao lado de Sanharib Malki do Roda Jc e atrás apenas de Bas Dost do Heerenveen (32 gols) – e proveu 17 assistências. Quanto ao Twente, foi campeão da Supercopa dos Países Baixos, terminou em 6º lugar no Campeonato Holandês, caiu na fase pré-eliminatória da Liga dos Campeões e com isso, herdou vaga na fase de grupos da UEFA Europa League, competição na qual chegou até as oitavas de final, mesma fase na qual foi eliminado na Copa KNVB.
PdGmACACVMj na temporada 2011-12
513217404507
32 gols dos quais 25 foram pela Eredivisie, 4 pela UEFA Europa League, 2 pela Copa KNVB e 1 pela fase pré-eliminatória da UEFA Champions League
Títulos que conquistou pelo Twente - Eredivisie2009-10 - Copa KNVB2010-11 - Supercopa dos Países Baixos2010 e 2011
- O vídeo abaixo mostra alguns dos melhores momentos de Luuk de Jong com a camisa do Twente - Este vídeo foi publicado no YouTube em 14 de maio de 2012por YRC1997TV

Borussia Mönchengladbach

2012-13

Luuk de Jong sendo apresentado como novo reforço do Borussia MönchengladbachEm 18 de julho de 2012, de Jong assinou contrato com o Borussia Mönchengladbach da Alemanha. Um contrato de 5 temporadas com uma taxa de 15 milhões de euros (cerca de 98,3 milhões de reais). Oito meses depois da transferência, Luuk de Jong afirmou que a Bundesliga – Campeonato Alemão – era “um ótimo lugar para se desenvolver como jogador”.
Em 18/08/2012, em confronto válido pela 1ª fase da Copa da Alemanha, Lucien Favre – técnico do Gladbach nessa época – promoveu a estreia de de Jong como titular e o holandês foi um dos destaques da vitória por 2-0 sobre o Alemannia Aachen ao dar o passe para o gol de Juan Arango. Posteriormente, o Borussia Mönchengladbach foi eliminado pelo Fortuna Düsseldorf na fase seguinte.
Em 21/08/2012, no primeiro confronto da última fase pré-eliminatória da Liga dos Campeões, o atacante holandês marcou seu primeiro tento pela nova equipe no revés por 3-1 ante o Dínamo de Kiev da Ucrânia. Vale ressaltar que ele fez o gol do lado errado, marcou seu primeiro gol contra da carreira. No segundo confronto entre as duas equipes, o Gladbach venceu a equipe ucraniana por 2-1, mas com a desvantagem de 4-3 no placar agregado, ficou de fora da fase de grupos da UEFA Champions League 2012-13.
Em 15/09/2012, em jogo da 3ª rodada da Bundesliga, de Jong marcou seu primeiro tento pelo novo clube no revés por 3-2 ante o Nuremberg no Stadion im Borussia-Park (estádio do Borussia Mönchengladbach).
Em 04/10/2012, em partida válida pela 2ª rodada da fase de grupos da Europa League, o novo camisa 9 do Gladbach marcou seu 2º tento nessa temporada na derrota por 4-2 diante do Fenerbahçe da Turquia no Stadion im Borussia-Park. Três dias depois, o Borussia Mönchengladbach estava em campo novamente para jogar contra o Eintracht Frankfurt em jogo válido pela 7ª rodada da Bundesliga e de Jong marcou seu 3º tento nessa temporada e com isso, vitória do Gladbach por 2-0.
Em 25/10/2012, em partida válida pela 3ª rodada da fase de grupos da Europa League, o atacante holandês ficou em campo até os 20 minutos do segundo tempo, quando teve de deixar o campo devido à uma lesão. Quanto ao resultado da partida, vitória do Borussia Mönchengladbach por 2-0 sobre o Olympique de Marselha da França.
Após o jogo contra o time francês, de Jong ficou sem poder jogar por 1 mês e meio até que no dia 06/12/2012, em confronto válido pela última rodada da fase de grupos da Europa League, o novo camisa 9 do Gladbach entrou em campo aos 22 minutos da segunda etapa no lugar de Mike Hanke e 12 minutos depois, fez o gol que definiu o resultado da partida; vitória do time alemão por 3-0 sobre o Fenerbahçe da Turquia fora de casa. Com um total de 11 pontos somados em 6 rodadas – 3 vitórias, 2 empates e uma derrota -, o Gladbach se classificou para a fase de mata-mata da UEFA Europa League 2012-13.
Em 9 de fevereiro de 2013, em jogo da 21ª rodada da Bundesliga, de Jong marcou seu 5º tento nessa temporada no empate em 3-3 com o Bayer Leverkusen no Stadion im Borussia-Park.
Em 06/04/2013, em partida válida pela 28ª rodada do Campeonato Alemão, o atacante holandês marcou seu último tento nessa temporada e com isso, o Gladbach venceu o Greuther Fürth por 1-0. No entanto, de Jong se desentendeu com Lucien Favre e em decorrência disso, o holandês foi parar no banco de reservas nas últimas rodadas do campeonato, entrando no decorrer dos jogos, mas ainda assim, ele reiterou que estava confiante de que poderia provar a si mesmo como o melhor atacante.
Em suma, na sua 1ª temporada na Alemanha, Luuk de Jong disputou 31 jogos, fez 8 gols e proveu 4 assistências. Quanto ao Borussia Mönchengladbach, terminou o Campeonato Alemão em 8º lugar, foi eliminado na fase de 16 avos da UEFA Europa League e caiu na 2ª fase da Copa da Alemanha.
PdGmACACVMj na temporada 2012-13
3184402023
8 gols dos quais 6 foram pela Bundesliga e 2 pela UEFA Europa League

2013-14

Em 4 de agosto de 2013, em confronto válido pela 1ª fase da Copa da Alemanha, de Jong saiu do banco aos 25 minutos da segunda etapa para entrar no lugar de Lukas Rupp e mesmo com a entrada do atacante holandês, Borussia Mönchengladbach e Darmstadt empataram em 0-0 e com a persistência desse placar na prorrogação, houve decisão por pênaltis onde de Jong foi o segundo jogador do time a bater e para piorar, ele teve o seu pênalti defendido e como consequência, o Darmstadt venceu o Gladbach nas penalidades por 5-4 e seguiu adiante na competição.
Após a eliminação precoce na Copa da Alemanha, Luuk de Jong perdeu espaço entre os titulares e quando entrava em campo, era para jogar os finais das partidas e com apenas 14 jogos disputados na primeira metade dessa temporada, o Borussia Mönchengladbach resolveu emprestá-lo para o Newcastle da Inglaterra.
PdGmACACVMj na temporada 2013-14
140000122


Newcastle

2013-14

Em 29 de janeiro de 2014, Luuk de Jong foi apresentado como novo reforço do Newcastle da Inglaterra, ficou estabelecido que ele jogaria pelo clube até o fim da temporada 2013-14.
Em 01/02/2014, em jogo da 24ª rodada da Premier League (Campeonato Inglês), Alan Pardew – técnico do Newcastle nessa época – promoveu a estreia do atacante holandês quando o colocou em campo logo após o intervalo no lugar de Sammy Ameobi, porém essa foi uma estreia para se esquecer, pois o Newcastle perdeu para o Sunderland por 3-0 em pleno St James’ Park (estádio do Newcastle). Na rodada seguinte do campeonato nacional, em 08/02/2014, de Jong jogou os 90 minutos do revés por 3-0 ante o Chelsea fora de casa.
Em 19/04/2014, em partida válida pela 35ª rodada do Campeonato Inglês, o holandês ganhou a chance de iniciar entre os titulares e deu o passe para Shola Ameobi marcar o único gol dos Magpies (Newcastle) na derrota por 2-1 ante o Swansea no St James’ Park. Além disso, de Jong teve de deixar o campo ainda aos 40 minutos da primeira etapa para dar lugar a Loïc Rémy devido à uma lesão.
Em maio de 2014, foi anunciado que de Jong voltaria ao Borussia Mönchengladbach depois de não ter marcado nenhum tento em 12 partidas pelo Newcastle.
PdGmACACVMj na temporada 2013-14
120100669

PSV Eindhoven

2014-15

Luuk de Jong sendo apresentado como novo reforço do PSV EindhovenEm 12 de julho de 2014, o PSV Eindhoven da Holanda anunciou a contratação de Luuk de Jong. O clube holandês desembolsou 5,5 milhões de euros (cerca de 36 milhões de reais) para contar com o atacante de 24 anos por 5 temporadas. O jogador passou a ganhar cerca de 1,4 milhões de euros (9,1 milhões de reais) por ano no PSV, metade do seu salário no Borussia Mönchengladbach. No entanto, o clube alemão também deu a de Jong um salário anual na saída, que foi pago a ele durante 3 anos.
Em 30/07/2014, no primeiro confronto da fase pré-eliminatória da Europa League contra o SKN St Pölten da Áustria, Philip Cocu – técnico do PSV nessa época – promoveu a estreia de de Jong como titular e ele não desapontou e marcou o único gol da vitória do time holandês sobre a equipe austríaca no Philips Stadion (estádio do PSV). No segundo confronto entre as duas equipes em 07/08/2014, o novo camisa 9 da equipe de Eindhoven marcou seu 2º tento nessa temporada no triunfo por 3-2 sobre o time austríaco fora de casa.
Em 31/08/2014, em jogo da 3ª rodada da Eredivisie, Luuk de Jong marcou seu 3º tento nessa temporada na vitória por 2-0 sobre o Vitesse no Philips Stadion. Posteriormente, nos 3 jogos seguintes do PSV, 3 tentos marcados por de Jong; na derrota por 3-1 ante o Zwolle na 4ª rodada da Eredivisie, na vitória por 1-0 sobre o Estoril de Portugal na fase de grupos da Europa League e na goleada por 4-0 sobre o Cambuur na 5ª rodada da Eredivisie.
Em 06/12/2014, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Holandês, o novo camisa 9 do PSV marcou seu 10º tento nessa temporada no triunfo por 3-1 sobre o Dordrecht fora de casa.
Em 17/12/2014, em jogo da 17ª rodada da Eredivisie, de Jong marcou seu primeiro hat-trick nessa temporada na vitória por 4-3 sobre o Feyenoord no Philips Stadion.

PdGmACACVMj na temporada 2014-15
452614103930
26 gols dos quais 20 foram pela Eredivisie, 2 pela UEFA Europa League, 2 pela fase pré-eliminatória da UEFA Europa League e 2 pela Copa KNVB

2015-16


PdGmACACVMj na temporada 2015-16
443212703849
32 gols dos quais 26 foram pela Eredivisie, 2 pela UEFA Champions League, 2 pela Supercopa dos Países Baixos e 2 pela Copa KNVB

2016-17


PdGmACACVMj na temporada 2016-17
3999503388
9 gols dos quais 8 foram pela Eredivisie e 1 pela UEFA Champions League

2017-18


PdGmACACVMj na temporada 2017-18
331312202493
13 gols dos quais 12 foram pela Eredivisie e 1 pela Copa KNVB

2018-19


PdGmACACVMj na temporada 2018-19
433210603891
32 gols dos quais 28 foram pela Eredivisie, 3 pela UEFA Champions League e 1 pela fase pré-eliminatória da UEFA Champions League
Títulos que conquistou pelo PSV Eindhoven - Eredivisie2014-15, 2015-16 e 2017-18 - Supercopa dos Países Baixos2015 e 2016
- O vídeo abaixo mostra todos os gols marcados por Luuk de Jong com a camisa do PSV Eindhoven - Este vídeo foi publicado no YouTube em 1º de julho de 2019pelo PSV

Sevilla

2019-20


PdGmACACVMj na temporada 2019-20
46104202703
10 gols dos quais 6 foram pela La Liga, 3 pela UEFA Europa League e 1 pela Copa do Rei
Títulos que conquistou pelo Sevilla - UEFA Europa League2019-20
- O vídeo abaixo mostra 5 dos 10 gols marcados por Luuk de Jong com a camisa do Sevilla na temporada 2019-20 - Este vídeo foi publicado no YouTube em 26 de janeiro de 2020por Galaxy Games 10

Números de Luuk de Jong na Seleção Holandesa

Holanda

Seleções de Base


Seleção Principal


Euro 2012


Eliminatórias da Euro 2016 e da Copa do Mundo FIFA de 2018


Liga das Nações da UEFA A


Eliminatórias da Euro 2020


TOTAL

PdGmACACVMj
245110484
Prêmios individuais - Equipe da Eurocopa Sub-21 de 2013 - Equipe ideal da Eredivisie: 2017–18 e 2018–19 - Final da UEFA Europa League 2019-20: The Man of the Match (Homem do jogo)
Artilharia - Eredivisie 2018-19 (28 gols)

Considerações Finais

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2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.08.10 16:32 Vl4dimirPudim História "completamenta" e básica da Pudinisland

O início de tudo
Todo começou com a chegada dos egípcios na Ilha, há 5 mil anos atrás, não se sabe muito como eles chegaram aqui, nem se sabe porque, mas o fato é que eles vinheram. Eles fizeram poucas coisas além de fundar a pirâmide 2 na região onde hoje é Pepinopolis [ que hoje só há ruínas ], e entrarem em contato com alienígenas. Eles basicamente moravam em cavernas é só existiam. Também havia no arquivo uma ilha com um formato do Acre, nada mais era que o próprio acre, lá vive as últimas espécies conhecidas de dinossauros.
Foi então que em 1684, um aventureiro da coroa inglesa, Lorde da casa Bacon, acabou naufragando nessa ilha específica, ele fez contato com esses povos antigos, que por motivos desconhecidos falavam perfeitamente o inglês, seu contato foi bem produtivo, e ele acabou voltando dias depois a Inglaterra e contando o que havia visto. Meses depois a Inglaterra invade a ilha por que sim, e mata quase todos egípcios dessa terra, mas deixa os dinossauros por eles eram legais, a Inglaterra usa essa ilha pra aprisionar irlandeses. Houve também muito migração da russia, após a descoberta de minérios de vodka na ilha, o que ocasionou a chegada de rasputin, um mago russo que era amigo de Nicolau II da russia, bom as coisas na russia começaram a esquenta aí o rasputin vai pra Pudinisland. Ele ficou bem famoso, acabou criando um cidade chamada Rasputown, e também ele odiava os irlandeses, aí um belo dia ele decidiu trazer o maior pesadelo deles a vida, ele cria um portal do planeta dos gnomos para Pudinisland, e isso ocasionou uma migração em massa de irlandeses para fora do Pudinisland, assim gnomos foram criado. Rasputin não era bem visto pela sociedade da ilha, nem mesmo pelos gnomos, pois ele era maluco poderoso e rico, uma péssima combinação, após a morte de rasputin os gnomos fizeram da ilha sua casa, fazendo parte da ilha, eles migram para o sul da ilha. Mas os gnomos não foram vistos com bons olhos pelos habitantes humanos do lugar, ele foram maltratados e muitos eram mortos sem motivo algum, era uma vida difícil para eles, eles eram vistos como inferiores, e em algumas províncias eles eram escravizados. Apesar disso os gnomos sempre eram em sua maioria passifica e até enriqueceram.
Em resumo tudo ia bem... até que um membro do exército Inglês teve uma visão de Renatinho, ele manda pregar a sua existência para todos da ilha, esse é Teemotio, ele pega em armas e decreta o estado livre de Renatinho, deixando a ilha livre dos inglês. Teemotio ele consegue unificar toda a Ilha em seu Império, fez grandes obras e muitos monumentos, até deu mais liberdade a gnomos ( apesar de muitos ainda adiaram gnomos ), ele falava de Renatinho e como ele era belo. Depois de seu reinado que durou até sua morte, os novos gonvernate não souberam gonvernar bem, eles ficavam só comendo Dogões e vinas, ficavam conversado com rolas, e dançando e ouvindo Teemo Tango ( uma espécie de Teemowave da época), o grande estado de Teemotio o Grande, que durou 6 décadas se fragmentou novamente.
Agora Com força e mais juntos o Império se fragmentos em 4 grandes países, O Império Russo secundário ( liderado por Nikita Vostok ), O Império de Teemotio ( liderado por Teemo III ), A regência Militar dos Gnomos ( Liderado por Mitiguer ) e Hegemonia Soberana dos Gnomos ( Liderado por Yosef ).
IMPÉRIO RUSSO 2:
Nikita Vostok era um nobre russo que chegou ao poder, ele concretizou o poder da do Império Russo 2 sobre todo o arquipélago, Fez grandes obras como o Cremilem e a KGB 2, Melhorou a economia e mostrou ao mundo a cultura slava, fazendo com que a economia russa 2 fosse a maior da ilha em seu mandato.
Império de Teemotio:
Esse país foi a continuação direta do Império de Teemotio, que também contínuo com as ostentação e os grandes gastos, o estado contínuo se deteriorando e enfraquecendo, depois da guerra ele caira para uma democracia.
Regência Militar Gnomistica:
Após a dissolução do Império de Teemotio ( em que os gnomos eram mal visto e maltratados ), acaba chegando ao poder por meio de um golpe militar, General Mitiguer, ela era bem horrível, impôs váriasleis autoritária, prendia opositores, e em geral deixou a população mais pobre ainda, sobre o pretexto de sobressai o poder dos gnomos, ele militarista o estado e se torna a mais forte nação da ilha.
Hegemonia Soberana:
Um estádo criado por gnomos extremista, que acreditavam em supremacia sobre os gnomos, e que eles deveriam impor a força seus ideais. Yosef era um líder político/religioso e deixou toda população do seu país sobre sua visão, ele era visto como um literal semi Deus, e o povo confiava nele.
Guerra civil dos gnomos:
A hegemonia soberana e o estado militar dos gnomos não se davam muito bem. Foi então que Mitiguer, com sede de poder ataca a Hegemonia, Trucidandano do o exército da Hegemonia e matando Yosef, ele toma os territórios da Hegemonia e instaura campos de concentração pra os extremista, pondo fim a guerra.
1° guerra de Pudinisland
Tudo começou quando, o estado dos gnomos atacou a Hegemonia, apesar de ninguém gostar da Hegemonia, todos sabiam que Mitiguer estava louco por poder. Então sem mais nem menos, Mitiguer declara guerra a todos os países, um espanto, pois era percetível a força de Mitger e seu estado era muito grande. Houve uma grande mobilização, mas de nada adiantou, o estado dos gnomos contínuo a expandir, o Império de Teemotio caiu, os gnomos só precisavam invadir Tarkovogrado para ganha a guerra, mas apesar da ilha ser tropical, o inverno russo era muito pesado, forçou o estado dos gnomos a recuar, e a guerra foi ganha, essa derrota e a morte de Mitger foi humilhante para os gnomos.
Após a guerra tudo ficou mais calmo, a Rússia virou um principado, o Império de Teemotio caiu e virou um estado livre e os gnomos instalaram um império, sobre a conduta de um conselho de gnomos. Nesse período houve várias pequena batalha e outras coisas.
A criação dos Estados Unidos de Renatinho
Então lembra que eu disse que os egípcios tinham contato com alienígenas, então, Renatinho era um desse Alienígenas. Um descendente de egípcio, chamado André, teve uma visão de Renatinho, na sua visão ele vê o Renatinho e Renatinho o manda fazer uma máquina pra trazer-lo a terra. André não pensa 2 vezes, e de dentro de sua garagem começa a fazer essa máquina, ele consegue, e finalmente Renatinho é convertido em matéria, direto de seu planeta Biluland, para Pudinisland. Renatinho rapidamente vira uma celebridade e convence a população a eleger André como príncipe, mais uma fez os Estados Livres é derrubado por um golpe de André, que Muda pra os Estados Unidos de Renatinho.
A guerra dos Texugos:
Há mais ou menos 30 anos após o término da 1°guerra de Pudinisland, em Teemo City ( cidade que concentrava 79% da população de Texugos da ilha e 90%da população de Guaxinis ), acaba sofrendo uma guerra civil, os texugos não se davam bem com os Guaxinis, os Textos pegam em armas e começam a matar Guaxinis, os Guaxinis retalha, no fim 50% dos 90% da população de Guaxinis foram mortas, Muitos foram torturados e outras fuzilados, os texugos perderam a guerra, e fugiram para uma ilha deserta ao leste, lá fizeram seu Império. [F pelos mais de 500 mil de Guaxinis mortos]
Guerra dos Kogamas.
Kogama é uma minoria étnica de USR que vive entre tarkov e BarryTown, sua principal cidade é Kogamópolis, há 60 quilômetros de Kogamópolis tem Roblox vile, cidade dos Roblox mais uma minoria étnica de USR, elas tiveram uma guerra entre elas, o motivo era o contra da região, forma 3 semanas de intenção batalha, Muitos morreram e no final os Kogamas ganharam, tendo a soberania local.
A criação dos Estado Livre do Acre:
Após centenas de anos de total isolamento, os dinossauros que viviam na ilha do Acre desenvolveram a capacidade do pensamento lógico, e como seres totalmente Racionais, não houve guerras, A separação foi discutida em votação, Foi unânime é todos e hoje todos vivem em paz.
Após esses breves relatos da situação da ilha de Pudinisland, vamos a contextualização da próxima guerra, o gonverno do Império Gnomisticos, após a morte de Mitger e a instalação de um novo gonverno, a população começou mais a tolêrar mais os gnomos extremista, o gonverno passou a apoia-los de forma que eles expandiram. Então houve esse episódio em que sequestraram o príncipe André III. O caos repercutiu, foram meses sem André.
O sequestro de André III:
Gnomos extremista, sequestraram o príncipe André III, e seu paradeiro é desconhecido. Foi então que uma operação foi formada, a operação Barba Negra, no comando o jovem general russo Vladimir Pudim, que fez um grande trabalho na criação de um grupo tático conhecido Piratas. A inteligência foi rápida e poucos dias, os piratas invadem o local onde o príncipe está como refém é o resgata. Vladimir Pudim se destaca nessa operação o que lhe concede o gonverno da russia 2 poucos anos depois.
2° guerra de Pudinisland
Tudo começou quando gnomos extremista em um ataque terrorista matou o Renatinho, a Rússia 2 corta relações de paz com UGK, e começa a atacar as bases militares de gnomos extremista dentro do estado russo. UGK vê isso como um ataque e declara guerra a Rússia 2, Como retaliação Rússia 2 ativa o protocolo de ataques vermelho, ativando todas suas 37 ogivas nucleares. Os eua entra na guerra ao lado da UKG e realiza uma série de ataques a bases militares Russas 2, A China também entra do lado da UKG, mais é completamente destruída por mísseis nucleares vindo da russia 2, com esse taque, os EUA vira de lado e começa a apoiar a Rússia 2 na guerra. A RÚSSIA 2, parece um rolo compressor, e rapidamente toma a cidade de Coxinopolis, porém os gnomos consegue conter o avanço, e começam a empurrar o exército russo secundário para cima, fazendo com que USR entre na guerra no lado da Rússia, Apesar dos esforços os gnomos avançam para Moscow 2, porém Vladimir Pudim MUDA a capital para a recém conquistada tarkov, os gnomos invadem GODENOTOWN é há ocupam, chegam em tarkov porém são parados por Renatinho que foi revivida numa missão sigilosa russa que deu serto, com isso os gnomos são rapidamente mortos e obrigado a assinar um tratado de paz. Vladimir morheroicamente por salvar seu esquadrão e a ilha de Pudinisland. Ele receberá em seu enterro a medalha de mais alta honraria que um homem pode ter no mundo, e se consagrou como o maior herói de Pudinisland.
Os países atualmente
UGK
Nome oficial: Princípados Unidos dos gnomos sobre a proteção do rei População: 161.002.508 habitantes Maioria ética: GNOMO Pib per capita: 6.873 dólares Moeda oficial: Libra Gnomistica Religião oficial: profecias de Ricardo milos Capital: PC do André Primeiro ministro: GNOMO Gastos Militares: 573,1 Bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 15 Estado Atual: em paz
História
RÚSSIA 2
Nome oficial: Principados unidos da Russia secundária População: 502.037.578 habitantes Maioria ética: eslavo Pib per capita: 9.264 dólares Moeda oficial: Rublo 2 Religião oficial: COMUNISMO ortodoxos Capital: Moscow 2/Tarkov Príncipe regente: Cheeki blyat Gastos Militares: 783,4 bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 37 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Positivo
USR
Nome oficial: Estados Livres e Unidos sobre a proteção de Renatinho População: 270.537.867 habitantes Maioria ética: Anime Pib per capita: 25.284 dólares Moeda oficial: Dólar de Teemo Religião oficial: Pensamentos de Renatinho Capital: BarryTown Príncipe regente: André III Gastos Militares: 337,1 bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Positivo
Texugo island
Nome oficial: Ilha dos Texugos Felizes População: 5.387.522 habitantes Maioria ética: Texugo Pib per capita: 10.587 dólares Moeda oficial: Real de Texugo Religião oficial: Pensamentos de Renatinho Capital: Texugo Pólis Presidente: Manuel Texugo Pereira Gastos Militares: 300 milhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Não
Estado livre do Acre
Nome oficial: Estado livre do Acre sobre a proteção dos dinossauros População: 2.110.583 habitantes Maioria ética: Dinossauro Pib per capita: 29.930 dólares Moeda oficial: bitcoin Religião oficial: CIÊNCIA Capital: Pangeia dos rio branco Primeiro ministro: os três dinos Gastos Militares: 0 dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em Muita paz Favorável à uma unificação: não
Após anos de paz, felicidade e prosperidade, uma mensagem criptografada anônima revela com interferências que Vladimir Pudim estivesse vivo.
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2020.07.11 15:38 Vl4dimirPudim História completa de Pudinisland, fiquem a vontade para fazer as bandeiras dos novos países

O início de tudo
Todo começou com a chegada dos egípcios na Ilha, há 5 mil anos atrás, não se sabe muito como eles chegaram aqui, nem se sabe porque, mas o fato é que eles vinheram. Eles fizeram poucas coisas além de fundar a pirâmide 2 na região onde hoje é Pepinopolis [ que hoje só há ruínas ], e entrarem em contato com alienígenas. Eles basicamente moravam em cavernas é só existiam. Também havia no arquivo uma ilha com um formato do Acre, nada mais era que o próprio acre, lá vive as últimas espécies conhecidas de dinossauros. Foi então que em 1684, um aventureiro da coroa inglesa, Lorde da casa Bacon, acabou naufragando nessa ilha específica, ele fez contato com esses povos antigos, que por motivos desconhecidos falavam perfeitamente o inglês, seu contato foi bem produtivo, e ele acabou voltando dias depois a Inglaterra e contando o que havia visto. Meses depois a Inglaterra invade a ilha por que sim, e mata quase todos egípcios dessa terra, mas deixa os dinossauros por eles eram legais, a Inglaterra usa essa ilha pra aprisionar irlandeses. Houve também muito migração da russia, após a descoberta de minérios de vodka na ilha, o que ocasionou a chegada de rasputin, um mago russo que era amigo de Nicolau II da russia, bom as coisas na russia começaram a esquenta aí o rasputin vai pra Pudinisland. Ele ficou bem famoso, acabou criando um cidade chamada Rasputown, e também ele odiava os irlandeses, aí um belo dia ele decidiu trazer o maior pesadelo deles a vida, ele cria um portal do planeta dos gnomos para Pudinisland, e isso ocasionou uma migração em massa de irlandeses para fora do Pudinisland, assim gnomos foram criado. Rasputin não era bem visto pela sociedade da ilha, nem mesmo pelos gnomos, pois ele era maluco poderoso e rico, uma péssima combinação, após a morte de rasputin os gnomos fizeram da ilha sua casa, fazendo parte da ilha, eles migram para o sul da ilha. Mas os gnomos não foram vistos com bons olhos pelos habitantes humanos do lugar, ele foram maltratados e muitos eram mortos sem motivo algum, era uma vida difícil para eles, eles eram vistos como inferiores, e em algumas províncias eles eram escravizados. Apesar disso os gnomos sempre eram em sua maioria passifica e até enriqueceram. Em resumo tudo ia bem... até que um membro do exército Inglês teve uma visão de Renatinho, ele manda pregar a sua existência para todos da ilha, esse é Teemotio, ele pega em armas e decreta o estado livre de Renatinho, deixando a ilha livre dos inglês. Teemotio ele consegue unificar toda a Ilha em seu Império, fez grandes obras e muitos monumentos, até deu mais liberdade a gnomos ( apesar de muitos ainda adiaram gnomos ), ele falava de Renatinho e como ele era belo. Depois de seu reinado que durou até sua morte, os novos gonvernate não souberam gonvernar bem, eles ficavam só comendo Dogões e vinas, ficavam conversado com rolas, e dançando e ouvindo Teemo Tango ( uma espécie de Teemowave da época), o grande estado de Teemotio o Grande, que durou 6 décadas se fragmentou novamente. Agora Com força e mais juntos o Império se fragmentos em 4 grandes países, O Império Russo secundário ( liderado por Nikita Vostok ), O Império de Teemotio ( liderado por Teemo III ), A regência Militar dos Gnomos ( Liderado por Mitiguer ) e Hegemonia Soberana dos Gnomos ( Liderado por Yosef ).
IMPÉRIO RUSSO 2:
Nikita Vostok era um nobre russo que chegou ao poder, ele concretizou o poder da do Império Russo 2 sobre todo o arquipélago, Fez grandes obras como o Cremilem e a KGB 2, Melhorou a economia e mostrou ao mundo a cultura slava, fazendo com que a economia russa 2 fosse a maior da ilha em seu mandato.
Império de Teemotio:
Esse país foi a continuação direta do Império de Teemotio, que também contínuo com as ostentação e os grandes gastos, o estado contínuo se deteriorando e enfraquecendo, depois da guerra ele caira para uma democracia.
Regência Militar Gnomistica:
Após a dissolução do Império de Teemotio ( em que os gnomos eram mal visto e maltratados ), acaba chegando ao poder por meio de um golpe militar, General Mitiguer, ela era bem horrível, impôs váriasleis autoritária, prendia opositores, e em geral deixou a população mais pobre ainda, sobre o pretexto de sobressai o poder dos gnomos, ele militarista o estado e se torna a mais forte nação da ilha.
Hegemonia Soberana:
Um estádo criado por gnomos extremista, que acreditavam em supremacia sobre os gnomos, e que eles deveriam impor a força seus ideais. Yosef era um líder político/religioso e deixou toda população do seu país sobre sua visão, ele era visto como um literal semi Deus, e o povo confiava nele.
Guerra civil dos gnomos:
A hegemonia soberana e o estado militar dos gnomos não se davam muito bem. Foi então que Mitiguer, com sede de poder ataca a Hegemonia, Trucidandano do o exército da Hegemonia e matando Yosef, ele toma os territórios da Hegemonia e instaura campos de concentração pra os extremista, pondo fim a guerra.
1° guerra de Pudinisland:
Tudo começou quando, o estado dos gnomos atacou a Hegemonia, apesar de ninguém gostar da Hegemonia, todos sabiam que Mitiguer estava louco por poder. Então sem mais nem menos, Mitiguer declara guerra a todos os países, um espanto, pois era percetível a força de Mitger e seu estado era muito grande. Houve uma grande mobilização, mas de nada adiantou, o estado dos gnomos contínuo a expandir, o Império de Teemotio caiu, os gnomos só precisavam invadir Tarkovogrado para ganha a guerra, mas apesar da ilha ser tropical, o inverno russo era muito pesado, forçou o estado dos gnomos a recuar, e a guerra foi ganha, essa derrota e a morte de Mitger foi humilhante para os gnomos.
Após a guerra tudo ficou mais calmo, a Rússia virou um principado, o Império de Teemotio caiu e virou um estado livre e os gnomos instalaram um império, sobre a conduta de um conselho de gnomos. Nesse período houve várias pequena batalha e outras coisas.
A criação dos Estados Unidos de Renatinho:
Então lembra que eu disse que os egípcios tinham contato com alienígenas, então, Renatinho era um desse Alienígenas. Um descendente de egípcio, chamado André, teve uma visão de Renatinho, na sua visão ele vê o Renatinho e Renatinho o manda fazer uma máquina pra trazer-lo a terra. André não pensa 2 vezes, e de dentro de sua garagem começa a fazer essa máquina, ele consegue, e finalmente Renatinho é convertido em matéria, direto de seu planeta Biluland, para Pudinisland. Renatinho rapidamente vira uma celebridade e convence a população a eleger André como príncipe, mais uma fez os Estados Livres é derrubado por um golpe de André, que Muda pra os Estados Unidos de Renatinho.
A guerra dos Texugos:
Há mais ou menos 30 anos após o término da 1°guerra de Pudinisland, em Teemo City ( cidade que concentrava 79% da população de Texugos da ilha e 90%da população de Guaxinis ), acaba sofrendo uma guerra civil, os texugos não se davam bem com os Guaxinis, os Textos pegam em armas e começam a matar Guaxinis, os Guaxinis retalha, no fim 50% dos 90% da população de Guaxinis foram mortas, Muitos foram torturados e outras fuzilados, os texugos perderam a guerra, e fugiram para uma ilha deserta ao leste, lá fizeram seu Império. [F pelos mais de 500 mil de Guaxinis mortos]
Guerra dos Kogamas:
Kogama é uma minoria étnica de USR que vive entre tarkov e BarryTown, sua principal cidade é Kogamópolis, há 60 quilômetros de Kogamópolis tem Roblox vile, cidade dos Roblox mais uma minoria étnica de USR, elas tiveram uma guerra entre elas, o motivo era o contra da região, forma 3 semanas de intenção batalha, Muitos morreram e no final os Kogamas ganharam, tendo a soberania local.
A criação dos Estado Livre do Acre:
Após centenas de anos de total isolamento, os dinossauros que viviam na ilha do Acre desenvolveram a capacidade do pensamento lógico, e como seres totalmente Racionais, não houve guerras, A separação foi discutida em votação, Foi unânime é todos e hoje todos vivem em paz.
Após esses breves relatos da situação da ilha de Pudinisland, vamos a contextualização da próxima guerra, o gonverno do Império Gnomisticos, após a morte de Mitger e a instalação de um novo gonverno, a população começou mais a tolêrar mais os gnomos extremista, o gonverno passou a apoia-los de forma que eles expandiram. Então houve esse episódio em que sequestraram o príncipe André III. O caos repercutiu, foram meses sem André.
O sequestro de André III:
Gnomos extremista, sequestraram o príncipe André III, e seu paradeiro é desconhecido. Foi então que uma operação foi formada, a operação Barba Negra, no comando o jovem general russo Vladimir Pudim, que fez um grande trabalho na criação de um grupo tático conhecido Piratas. A inteligência foi rápida e poucos dias, os piratas invadem o local onde o príncipe está como refém é o resgata. Vladimir Pudim se destaca nessa operação o que lhe concede o gonverno da russia 2 poucos anos depois.
2° guerra de Pudinisland:
Tudo começou quando gnomos extremista em um ataque terrorista matou o Renatinho, a Rússia 2 corta relações de paz com UGK, e começa a atacar as bases militares de gnomos extremista dentro do estado russo. UGK vê isso como um ataque e declara guerra a Rússia 2, Como retaliação Rússia 2 ativa o protocolo de ataques vermelho, ativando todas suas 37 ogivas nucleares. Os eua entra na guerra ao lado da UKG e realiza uma série de ataques a bases militares Russas 2, A China também entra do lado da UKG, mais é completamente destruída por mísseis nucleares vindo da russia 2, com esse taque, os EUA vira de lado e começa a apoiar a Rússia 2 na guerra. A RÚSSIA 2, parece um rolo compressor, e rapidamente toma a cidade de Coxinopolis, porém os gnomos consegue conter o avanço, e começam a empurrar o exército russo secundário para cima, fazendo com que USR entre na guerra no lado da Rússia, Apesar dos esforços os gnomos avançam para Moscow 2, porém Vladimir Pudim MUDA a capital para a recém conquistada tarkov, os gnomos invadem GODENOTOWN é há ocupam, chegam em tarkov porém são parados por Renatinho que foi revivida numa missão sigilosa russa que deu serto, com isso os gnomos são rapidamente mortos e obrigado a assinar um tratado de paz. Vladimir morheroicamente por salvar seu esquadrão e a ilha de Pudinisland. Ele receberá em seu enterro a medalha de mais alta honraria que um homem pode ter no mundo, e se consagrou como o maior herói de Pudinisland.
Os países atualmente
UGK
Nome oficial: Princípados Unidos dos gnomos sobre a proteção do rei
População: 61.002.508 habitantes
Maioria ética: GNOMO
Pib per capita: 6.873 dólares
Moeda oficial: Libra Gnomistica
Religião oficial: profecias de Ricardo milos
Capital: PC do André
Primeiro ministro: GNOMO
Gastos Militares: 573,1 Bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 15
Estado Atual: em paz
RÚSSIA 2
Nome oficial: Principados unidos da Russia secundária
População: 102.037.578 habitantes
Maioria ética: eslavo
Pib per capita: 9.264 dólares
Moeda oficial: Rublo 2
Religião oficial: COMUNISMO ortodoxos
Capital: Moscow 2/Tarkov
Príncipe regente: Cheeki blyat
Gastos Militares: 783,4 bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 37
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Positivo
USR
Nome oficial: Estados Livres e Unidos sobre a proteção de Renatinho
População: 70.537.867 habitantes
Maioria ética: Anime
Pib per capita: 25.284 dólares
Moeda oficial: Dólar de Teemo
Religião oficial: Pensamentos de Renatinho
Capital: BarryTown
Príncipe regente: André III
Gastos Militares: 337,1 bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Positivo
Texugo island
Nome oficial: Ilha dos Texugos Felizes
População: 387.522 habitantes
Maioria ética: Texugo
Pib per capita: 10.587 dólares
Moeda oficial: Real de Texugo
Religião oficial: Pensamentos de Renatinho
Capital: Texugo Pólis
Presidente: Manuel Texugo Pereira
Gastos Militares: 300 milhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Não
Estado livre do Acre
Nome oficial: Estado livre do Acre sobre a proteção dos dinossauros
População: 110.583 habitantes
Maioria ética: Dinossauro
Pib per capita: 29.930 dólares
Moeda oficial: bitcoin
Religião oficial: CIÊNCIA
Capital: Pangeia dos rio branco
Primeiro ministro: os três dinos
Gastos Militares: 0 dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em Muita paz
Favorável à uma unificação: não
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2020.02.09 12:36 silveringking O Verão Quente (Factos Engraçados)

Tenho algum tempo livre decidi, por isso, fazer um pequeno post de história... Não se preocupem, eu não me esqueci da Queda do Império, mas tenho andado um pouco ocupado, peço desculpa.
Mas este post serve um pouco de introdução. Ora o Verão Quente de 1975, foi quente em dois sentidos, no sentido de que foi um Verão que atingiu temperaturas altas e no sentido de que houve uma crise politica bastante grande. Para quem não muitos dos partidos "clássicos" que conhecemos hoje e que estão à direita, CDS, PSD, têm nas suas siglas de alguma forma as palavras "Social" e "Democracia", porque após o 25 de Abril, a direita estava impedida de se expressar em Portugal. A nossa constituição durante uns bons anos foi essencialmente um manifesto comunista. Por falar em comunistas, há duas coisas que deveriam saber:
Primeira: Cuba tentou meter mão em Portugal, isto porque após o 25 de Abril o Partido Comunista estava forte, havia forças cubanas por todo o lado. Por exemplo eu falei aqui há uns tempos com um velho militante do PS, que me contou uma história caricata de como um cubano matou um homem ao lado do Centro de Saúde de Fafe. Por isso a revolução não foi assim tão limpa de sangue como alguns dizem.
Segunda: Estivemos muito perto de sermos anexados ou pelo ficarmos um estado cliente dos Estados Unidos, naquela altura o PCP tinha grandes chances de ganhar as eleições. E na altura o secretário de estado americano, Henry Kissinger, um individuo que eu no meu post sobre Timor já disse não morrer de amores, teria mandado invadir Portugal. Isto porque Portugal faz parte da NATO, e os Estados Unidos não queriam um membro na NATO sobre influência da União Soviética. Btw um comentário à parte: a piada ficou lhes cara, a Turquia liderada por Erdogan hoje em dia é a segunda maior força militar na NATO e está mais virada para o lado russo do que para o americano.
Na verdade no período que antecedeu o Verão Quente, houve tantas revoluções que eu até me admiro como acabámos por nos tornar uma democracia de pleno direito. Por exemplo o Spínola tentou um golpe à direita pró colonialista mal entrou para a presidência, na verdade, e para quem não sabe, o Spínola foi o nosso primeiro Presidente pós 25 de Abril pois o Marcelo Caetano só acedeu capitular caso o presidente fosse o Spínola.
Correção: O Spínola foi um dos líderes do movimento, e o Marcelo exigiu o Spínola pois não queria capitular a um capitão. Obrigado u/CristianoBerardo pela correção, a minha fonte estava errada. Confirmei agora no "Breve história de Portugal" de A. H. de Oliveira Marques.
Fonte: https://imgur.com/a/93M7czj
Correção 2: No entanto em Março de 1975 houve um tentativa de golpe por membros do centro e da direita, o que levou a exílio do Spínola e outros.
https://imgur.com/a/fhJYPDH
Já agora vou vos deixar uns factos engraçados sobre o Marcelo Caetano, ele foi o padrinho do nosso Presidente da Republica actual, o pai do Marcelo Rebelo de Sousa foi um ministro durante um Estado Novo, chamava-se Baltazar, e era conhecido em alguns meios como o Baltazero, porque supostamente e segundo as más línguas, ele formou-se em Medicina com a nota mínima (10). Tornou-se politico e o aliado próximo de Marcelo Caetano, daí dar o nome de Marcelo ao filho.
Espero que estes factos sejam do vosso agrado. Tentarei fazer alguns posts durante este mês, mas está complicado, tenho umas coisas a resolver que me dedicam bastante tempo, veremos se em Março e Abril as coisas melhoram.
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2020.01.18 01:09 livrosetal A Outra Mulher, de Daniel Silva (Gabriel Allon, Livro 18)

Sinopse
Num lugarejo isolado da Andaluzia vive uma misteriosa mulher de nacionalidade francesa que começou a escrever umas memórias mais do que perigosas.
É a história de um homem que em tempos amou em Beirute, e de um filho que lhe foi arrebatado em nome da traição. A mulher é a guardiã do segredo mais bem guardado pelo Kremlin: há décadas o KGB infiltrou um agente duplo em pleno coração do ocidente, um traidor que hoje se encontra à beira do poder absoluto. Só uma pessoa é capaz de pôr esta conspiração a nu: Gabriel Allon, o já lendário restaurador de arte e assassino que na atualidade exerce o cargo de diretor dos eficacíssimos serviços secretos israelitas.
Já anteriormente Gabriel se vira obrigado a combater as sombrias forças da nova Rússia, com repercussões pessoais custosas. Desta feita, ele e os russos travarão um confronto final épico em que o destino do mundo que conhecemos está em causa. Gabriel vê-se empurrado para o meio da conspiração quando o seu ativo mais importante no seio dos serviços secretos russos é assassinado enquanto tentava desertar em Viena. A procura da verdade levá-lo-á a recuar no tempo, até à maior traição do século xx para terminar nas margens do Potomac em Washington. A mil por hora, estranhamente belo e cheio de sentidos duplos e reviravoltas na ação, este livro é um verdadeiro golpe de mestre que demonstra mais uma vez que Daniel Silva é pura e simplesmente o melhor escritor de romances de espionagem dos nossos tempos.
Epub retail
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2019.12.10 19:05 JairBolsogato Jovem russo enfrentou o regime com um discurso de resistência formidável na corte corrupta de Putin

O estudante universitário de 21 anos, Yegor Zhukov, foi acusado de "extremismo" por ter postado vídeos no YouTube falando de protestos não-violentos, sua campanha para vereador de Moscow e abordagens sobre o poder político. Há 4 meses atrás ele citou Vladimir Putin como "louco" que vê o poder como um fim em si mesmo, ao contrário dos ativistas como ele que vê como instrumento de ação comum. Em vários de seus vídeos ele tem a bandeira de Gadsden no fundo ("Don't Tread On Me/Não Pise Em Mim").
O promotor de acusação pediu 4 anos de prisão, mas a corte o sentenciou a 3 anos de liberdade condicional devido à repercussão da fala de Zhukov e centenas de pessoas comparecendo em frente à corte. Como parte da punição, ele está proibido de postar na Internet e sua bandeira foi confiscada e destruída.
Aqui está uma tradução do discurso de Zhukov:
“Esta audiência está preocupada principalmente com as palavras e seu significado. Discutimos sentenças específicas, as sutilezas do fraseado, diferentes interpretações possíveis, e espero que tenhamos conseguido mostrar ao honorável tribunal que não sou extremista, nem do ponto de vista da lingüística nem do ponto de vista de senso comum. Mas agora eu gostaria de falar sobre algumas coisas que são mais básicas do que o significado das palavras. Gostaria de falar sobre por que fiz as coisas que fiz, principalmente porque o especialista do tribunal deu sua opinião sobre isso. Eu gostaria de falar sobre meus motivos profundos e verdadeiros. As coisas que me motivaram a assumir a política. As razões pelas quais, entre outras coisas, gravei vídeos para o meu blog.

“Mas primeiro eu quero dizer isso. O estado russo afirma ser o último protetor dos valores tradicionais do mundo. Dizem-nos que o estado dedica muitos recursos para proteger a instituição da família e para o patriotismo. Também nos dizem que o valor tradicional mais importante é a fé cristã. Meritíssimo, acho que isso pode ser uma coisa boa. A ética cristã inclui dois valores que considero centrais para mim. Primeiro, responsabilidade. O cristianismo é baseado na história de uma pessoa que se atreveu a assumir o fardo do mundo. É a história de uma pessoa que aceitou a responsabilidade no maior sentido possível dessa palavra. Em essência, o conceito central da religião cristã é o conceito de responsabilidade individual.

“O segundo valor é o amor. "Ame o seu próximo como a si mesmo" é a sentença mais importante da fé cristã. Amor é confiança, empatia, humanidade, ajuda mútua e cuidado. Uma sociedade construída com esse amor é uma sociedade forte - provavelmente a mais forte de todas as sociedades possíveis.

"Para entender por que fiz o que fiz, tudo o que você precisa fazer é ver como o Estado russo, que orgulhosamente afirma ser um defensor desses valores, na realidade. Antes de falarmos sobre responsabilidade, precisamos considerar qual é a ética de uma pessoa responsável. Quais são as palavras que um indivíduo responsável repete para si mesmo ao longo de sua vida? Penso que estas palavras são: Lembre-se de que seu caminho será difícil, às vezes insuportavelmente. Todos os seus entes queridos morrerão. Todos os seus planos darão errado. Você será traído e abandonado. E você não pode escapar da morte. A vida é sofrimento. Aceite isso. Mas uma vez que você aceita, depois de aceitar a inevitabilidade do sofrimento, você ainda deve aceitar sua cruz e seguir seu sonho, porque, caso contrário, as coisas só piorarão. Seja um exemplo, seja alguém em quem os outros possam confiar. Não obedeça déspotas, lute pela liberdade de corpo e alma e construa um país em que seus filhos possam ser felizes. '

“É realmente isso que nos ensinam? Essa é realmente a ética que as crianças absorvem na escola? Esses são os tipos de heróis que honramos? Não. Nossa sociedade, como atualmente constituída, suprime qualquer possibilidade de desenvolvimento humano. [Menos de] dez por cento dos russos possuem noventa por cento da riqueza do país. Alguns desses indivíduos ricos são, é claro, cidadãos perfeitamente decentes, mas a maior parte dessa riqueza é acumulada não através de trabalho honesto que beneficia a humanidade, mas, claramente, através da corrupção.

“Uma barreira impenetrável divide nossa sociedade em duas. Todo o dinheiro está concentrado no topo e ninguém lá em cima vai deixar passar. Tudo o que resta na parte inferior - e isso não é exagero - é desespero. Sabendo que eles não têm nada a esperar, que, por mais que tentem, não podem trazer felicidade a si mesmos ou a suas famílias, os homens russos atacam suas esposas ou bebem até a morte ou se enforcam. A Rússia tem a [segunda] maior taxa de suicídio do mundo entre os homens. Como resultado, um terço de todas as famílias russas são mães solteiras com seus filhos. Gostaria de saber: É assim que estamos protegendo a instituição da família?

“Miron Fyodorov [um artista de rap que se apresenta sob o nome Oxxxymiron], que participou de muitas das minhas audiências na corte, observou que o álcool é mais barato que um livro em russo. O estado está pressionando os russos a fazer uma escolha entre responsabilidade e irresponsabilidade, a favor deste último.

"Agora eu gostaria de falar sobre amor. O amor é impossível na falta de confiança. Confiança real é formada por ação comum. Ação comum é uma raridade em um país onde poucas pessoas se sentem responsáveis. E onde a ação comum ocorre, os guardiões do estado imediatamente a vêem como uma ameaça. Não importa o que você faz - esteja ajudando os presos, defendendo os direitos humanos, lutando pelo meio ambiente - mais cedo ou mais tarde você será considerado um 'agente estrangeiro' ou será simplesmente trancafiado. A mensagem do estado é clara: "Volte para a sua toca e não participe de uma ação comum. Se virmos mais de duas pessoas juntas na rua, prenderemos você por protestar. Se você trabalhar em conjunto em questões sociais, atribuiremos a você o status de "agente estrangeiro". De onde vem a confiança em um país como esse - e onde o amor pode crescer? Não estou falando de amor romântico, mas do amor da humanidade.

“A única política social que o estado russo segue consistentemente é a política de atomização. O estado nos desumaniza nos olhos um do outro. Aos olhos do estado, paramos de ser humanos há muito tempo. Caso contrário, por que trataria seus cidadãos do jeito que é? Por que pontua seu tratamento das pessoas através de espancamentos diários, tortura na prisão, inação em face de uma epidemia de HIV, o fechamento de escolas e hospitais, e assim por diante?

"Vamos nos olhar no espelho. Deixamos que isso seja feito conosco e em que nos tornamos? Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu responsabilidades. Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu o amor. Mais de duzentos anos atrás, Alexander Radishchev [amplamente considerado como o primeiro escritor político russo], enquanto viajava de São Petersburgo a Moscou, escreveu: ‘Olhei em volta de mim e minha alma foi ferida pelo sofrimento humano. Eu então olhei dentro de mim e vi que os problemas do homem vinham do próprio homem. 'Onde estão esses tipos de pessoas hoje? Onde estão as pessoas cujos corações doem tanto pelo que está acontecendo em nosso país? Por que quase nenhuma pessoa assim restou?

“Acontece que a única instituição tradicional que o Estado russo realmente respeita e protege é a instituição da autocracia. A autocracia visa destruir qualquer pessoa que realmente queira trabalhar em benefício da pátria, que não tenha medo de amar e assumir responsabilidades. Como resultado, nossos cidadãos sofredores tiveram que aprender que a iniciativa será punida, que o chefe está sempre certo apenas porque ele é o chefe, que a felicidade pode estar ao seu alcance - mas não para eles. E tendo aprendido isso, eles gradualmente começaram a desaparecer. Segundo a autoridade estatística do estado, os russos estão desaparecendo lentamente, à taxa de quatrocentas mil pessoas por ano. [As mortes excederam os nascimentos em quase duzentos mil nos primeiros seis meses de 2019.] Você não pode ver as pessoas por trás das estatísticas. Mas tente vê-los! Estas são as pessoas que se bebem até a morte por desamparo, as pessoas morrendo de frio em hospitais sem aquecimento, as pessoas assassinadas por outros e as que se matam. Essas são pessoas. Pessoas como você e eu.

"A essa altura, provavelmente já está claro por que fiz o que fiz. Eu realmente quero ver essas duas qualidades - responsabilidade e amor - em meus concidadãos. Responsabilidade por si mesmo, pelos vizinhos e pelo país. Este meu desejo, Meritíssimo, é outra razão pela qual eu não poderia ter chamado por violência. A violência gera impunidade, o que gera irresponsabilidade. Da mesma forma, a violência não suporta amor. Ainda assim, apesar de todos os obstáculos, não tenho dúvidas de que meu desejo se realizará. Estou olhando para o futuro, além do horizonte de anos, e vejo uma Rússia cheia de pessoas responsáveis ​​e amorosas. Será um lugar verdadeiramente feliz. Quero que todos imaginem a Rússia assim. E espero que esta imagem possa guiá-lo em seu trabalho, como me levou no meu.

“Concluindo, gostaria de afirmar que, se o tribunal decidir que essas palavras são ditas por um criminoso verdadeiramente perigoso, os próximos anos da minha vida serão marcados por privações e adversidades. Mas olho para as pessoas [que foram presas na última onda de prisões de ativistas] e vejo sorrisos em seus rostos. Duas pessoas que conheci brevemente durante a prisão preventiva, Lyosha Minyaylo e Danya Konon, nunca reclamaram. Vou tentar seguir o exemplo deles. Esforçarei-me por ter alegria por ter essa chance - a chance de ser testado em nome de valores que considero importantes. No final, Meritíssimo, quanto mais assustador for o meu futuro, mais amplo será o sorriso com o qual olho para ele. Obrigado."

https://www.newyorker.com/news/our-columnists/a-powerful-statement-of-resistance-from-a-college-student-on-trial-in-moscow
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2019.12.10 05:19 JairBolsogato Jovem russo enfrentou o regime com um discurso formidável de resistência na corte corrupta de Putin

O estudante universitário de 21 anos, Yegor Zhukov, foi acusado de "extremismo" por ter postado vídeos no YouTube falando de protestos não-violentos, sua campanha para vereador de Moscow e abordagens sobre o poder político. Há 4 meses atrás ele citou Vladimir Putin como "louco" que vê o poder como um fim em si mesmo, ao contrário dos ativistas como ele que vê como instrumento de ação comum. Em vários de seus vídeos ele tem a bandeira de Gadsden no fundo ("Don't Tread On Me/Não Pise Em Mim").
O promotor de acusação pediu 4 anos de prisão, mas a corte o sentenciou a 3 anos de liberdade condicional devido à repercussão da fala de Zhukov e centenas de pessoas comparecendo em frente à corte. Como parte da punição, ele está proibido de postar na Internet e sua bandeira foi confiscada e destruída.
Aqui está uma tradução do discurso de Zhukov:
“Esta audiência está preocupada principalmente com as palavras e seu significado. Discutimos sentenças específicas, as sutilezas do fraseado, diferentes interpretações possíveis, e espero que tenhamos conseguido mostrar ao honorável tribunal que não sou extremista, nem do ponto de vista da lingüística nem do ponto de vista de senso comum. Mas agora eu gostaria de falar sobre algumas coisas que são mais básicas do que o significado das palavras. Gostaria de falar sobre por que fiz as coisas que fiz, principalmente porque o especialista do tribunal deu sua opinião sobre isso. Eu gostaria de falar sobre meus motivos profundos e verdadeiros. As coisas que me motivaram a assumir a política. As razões pelas quais, entre outras coisas, gravei vídeos para o meu blog.

“Mas primeiro eu quero dizer isso. O estado russo afirma ser o último protetor dos valores tradicionais do mundo. Dizem-nos que o estado dedica muitos recursos para proteger a instituição da família e para o patriotismo. Também nos dizem que o valor tradicional mais importante é a fé cristã. Meritíssimo, acho que isso pode ser uma coisa boa. A ética cristã inclui dois valores que considero centrais para mim. Primeiro, responsabilidade. O cristianismo é baseado na história de uma pessoa que se atreveu a assumir o fardo do mundo. É a história de uma pessoa que aceitou a responsabilidade no maior sentido possível dessa palavra. Em essência, o conceito central da religião cristã é o conceito de responsabilidade individual.

“O segundo valor é o amor. "Ame o seu próximo como a si mesmo" é a sentença mais importante da fé cristã. Amor é confiança, empatia, humanidade, ajuda mútua e cuidado. Uma sociedade construída com esse amor é uma sociedade forte - provavelmente a mais forte de todas as sociedades possíveis.

"Para entender por que fiz o que fiz, tudo o que você precisa fazer é ver como o Estado russo, que orgulhosamente afirma ser um defensor desses valores, na realidade. Antes de falarmos sobre responsabilidade, precisamos considerar qual é a ética de uma pessoa responsável. Quais são as palavras que um indivíduo responsável repete para si mesmo ao longo de sua vida? Penso que estas palavras são: Lembre-se de que seu caminho será difícil, às vezes insuportavelmente. Todos os seus entes queridos morrerão. Todos os seus planos darão errado. Você será traído e abandonado. E você não pode escapar da morte. A vida é sofrimento. Aceite isso. Mas uma vez que você aceita, depois de aceitar a inevitabilidade do sofrimento, você ainda deve aceitar sua cruz e seguir seu sonho, porque, caso contrário, as coisas só piorarão. Seja um exemplo, seja alguém em quem os outros possam confiar. Não obedeça déspotas, lute pela liberdade de corpo e alma e construa um país em que seus filhos possam ser felizes. '

“É realmente isso que nos ensinam? Essa é realmente a ética que as crianças absorvem na escola? Esses são os tipos de heróis que honramos? Não. Nossa sociedade, como atualmente constituída, suprime qualquer possibilidade de desenvolvimento humano. [Menos de] dez por cento dos russos possuem noventa por cento da riqueza do país. Alguns desses indivíduos ricos são, é claro, cidadãos perfeitamente decentes, mas a maior parte dessa riqueza é acumulada não através de trabalho honesto que beneficia a humanidade, mas, claramente, através da corrupção.

“Uma barreira impenetrável divide nossa sociedade em duas. Todo o dinheiro está concentrado no topo e ninguém lá em cima vai deixar passar. Tudo o que resta na parte inferior - e isso não é exagero - é desespero. Sabendo que eles não têm nada a esperar, que, por mais que tentem, não podem trazer felicidade a si mesmos ou a suas famílias, os homens russos atacam suas esposas ou bebem até a morte ou se enforcam. A Rússia tem a [segunda] maior taxa de suicídio do mundo entre os homens. Como resultado, um terço de todas as famílias russas são mães solteiras com seus filhos. Gostaria de saber: É assim que estamos protegendo a instituição da família?

“Miron Fyodorov [um artista de rap que se apresenta sob o nome Oxxxymiron], que participou de muitas das minhas audiências na corte, observou que o álcool é mais barato que um livro em russo. O estado está pressionando os russos a fazer uma escolha entre responsabilidade e irresponsabilidade, a favor deste último.

"Agora eu gostaria de falar sobre amor. O amor é impossível na falta de confiança. Confiança real é formada por ação comum. Ação comum é uma raridade em um país onde poucas pessoas se sentem responsáveis. E onde a ação comum ocorre, os guardiões do estado imediatamente a vêem como uma ameaça. Não importa o que você faz - esteja ajudando os presos, defendendo os direitos humanos, lutando pelo meio ambiente - mais cedo ou mais tarde você será considerado um 'agente estrangeiro' ou será simplesmente trancafiado. A mensagem do estado é clara: "Volte para a sua toca e não participe de uma ação comum. Se virmos mais de duas pessoas juntas na rua, prenderemos você por protestar. Se você trabalhar em conjunto em questões sociais, atribuiremos a você o status de "agente estrangeiro". De onde vem a confiança em um país como esse - e onde o amor pode crescer? Não estou falando de amor romântico, mas do amor da humanidade.

“A única política social que o estado russo segue consistentemente é a política de atomização. O estado nos desumaniza nos olhos um do outro. Aos olhos do estado, paramos de ser humanos há muito tempo. Caso contrário, por que trataria seus cidadãos do jeito que é? Por que pontua seu tratamento das pessoas através de espancamentos diários, tortura na prisão, inação em face de uma epidemia de HIV, o fechamento de escolas e hospitais, e assim por diante?

"Vamos nos olhar no espelho. Deixamos que isso seja feito conosco e em que nos tornamos? Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu responsabilidades. Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu o amor. Mais de duzentos anos atrás, Alexander Radishchev [amplamente considerado como o primeiro escritor político russo], enquanto viajava de São Petersburgo a Moscou, escreveu: ‘Olhei em volta de mim e minha alma foi ferida pelo sofrimento humano. Eu então olhei dentro de mim e vi que os problemas do homem vinham do próprio homem. 'Onde estão esses tipos de pessoas hoje? Onde estão as pessoas cujos corações doem tanto pelo que está acontecendo em nosso país? Por que quase nenhuma pessoa assim restou?

“Acontece que a única instituição tradicional que o Estado russo realmente respeita e protege é a instituição da autocracia. A autocracia visa destruir qualquer pessoa que realmente queira trabalhar em benefício da pátria, que não tenha medo de amar e assumir responsabilidades. Como resultado, nossos cidadãos sofredores tiveram que aprender que a iniciativa será punida, que o chefe está sempre certo apenas porque ele é o chefe, que a felicidade pode estar ao seu alcance - mas não para eles. E tendo aprendido isso, eles gradualmente começaram a desaparecer. Segundo a autoridade estatística do estado, os russos estão desaparecendo lentamente, à taxa de quatrocentas mil pessoas por ano. [As mortes excederam os nascimentos em quase duzentos mil nos primeiros seis meses de 2019.] Você não pode ver as pessoas por trás das estatísticas. Mas tente vê-los! Estas são as pessoas que se bebem até a morte por desamparo, as pessoas morrendo de frio em hospitais sem aquecimento, as pessoas assassinadas por outros e as que se matam. Essas são pessoas. Pessoas como você e eu.

"A essa altura, provavelmente já está claro por que fiz o que fiz. Eu realmente quero ver essas duas qualidades - responsabilidade e amor - em meus concidadãos. Responsabilidade por si mesmo, pelos vizinhos e pelo país. Este meu desejo, Meritíssimo, é outra razão pela qual eu não poderia ter chamado por violência. A violência gera impunidade, o que gera irresponsabilidade. Da mesma forma, a violência não suporta amor. Ainda assim, apesar de todos os obstáculos, não tenho dúvidas de que meu desejo se realizará. Estou olhando para o futuro, além do horizonte de anos, e vejo uma Rússia cheia de pessoas responsáveis ​​e amorosas. Será um lugar verdadeiramente feliz. Quero que todos imaginem a Rússia assim. E espero que esta imagem possa guiá-lo em seu trabalho, como me levou no meu.

“Concluindo, gostaria de afirmar que, se o tribunal decidir que essas palavras são ditas por um criminoso verdadeiramente perigoso, os próximos anos da minha vida serão marcados por privações e adversidades. Mas olho para as pessoas [que foram presas na última onda de prisões de ativistas] e vejo sorrisos em seus rostos. Duas pessoas que conheci brevemente durante a prisão preventiva, Lyosha Minyaylo e Danya Konon, nunca reclamaram. Vou tentar seguir o exemplo deles. Esforçarei-me por ter alegria por ter essa chance - a chance de ser testado em nome de valores que considero importantes. No final, Meritíssimo, quanto mais assustador for o meu futuro, mais amplo será o sorriso com o qual olho para ele. Obrigado."

https://www.newyorker.com/news/our-columnists/a-powerful-statement-of-resistance-from-a-college-student-on-trial-in-moscow
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2019.12.05 19:55 AntonioMachado [2003] Tatiana Khabarova - O bolchevismo hoje: lições, problemas, perspectivas

1ª parte: http://www.hist-socialismo.com/docs/Khabarova_Bolchevismo_hoje_I.pdf
-------------------------------------------------------------------------------
2ª parte: http://www.hist-socialismo.com/docs/Khabarova_Bolchevismo_hoje_II.pdf
-------------------------------------------------------------------------------
3ª parte: http://www.hist-socialismo.com/docs/Khabarova_Bolchevismo_hoje_III.pdf
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2019.10.22 00:43 NatanaelAntonioli Desmistificando: 1444

AVISO: Os links desse post contém imagens de violência gráfica. Justamente por isso não vai haver desmistificando no YouTube. Não inserirei imagens de violência gráfica na postagem.
Recentemente, surgiu um vídeo de nome "1444" no YouTube. O vídeo tinha uma quantidade grande de visualizações e mostrava um homem atirando com uma espingarda na cabeça. Evidentemente, acontece o que se espera que aconteça quando alguém atira com uma espingarda na cabeça: a porção da cabeça acima dos olhos é praticamente "aniquilada", e pedaços do cérebro são vistos caindo sobre ombro do homem.

https://preview.redd.it/nmiox9dtzyt31.png?width=780&format=png&auto=webp&s=9746d409741f1645ab8b54c93bf7fb26fedca74b
Junto com o vídeo, surgiram boatos a respeito de uma maldição posta pelo homem: aquele que assistisse deveria comentar a data da visualização do vídeo, se não estariam amaldiçoados. Dezenas de pessoas reuparam o vídeo no YouTube, contribuindo para a propagação do boato.

Pois bem, nessa postagem pretendo esclarecer (a) como isso começou e (b) o que sabemos sobre o homem.

A postagem mais antiga do vídeo que encontrei data do dia 17 de outubro de 2019 (https://www.documentingreality.com/forum/f166/russian-dude-records-himself-taking-shotgun-dome-206769/). Nela, um usuário do fórum "Documenting Reality", cujo objetivo é, conforme o nome diz, "documentar a realidade como ela é", compartilha o vídeo com os demais usuários.
No momento da publicação até o dia 21 de outubro, apenas o vídeo havia sido postado.

https://preview.redd.it/oh5kj0e80zt31.png?width=629&format=png&auto=webp&s=da4ae8928beadfb90e6811251e8707352ffd0d67
Posteriormente, no dia 18 de outubro de 2019, outros usuários enviaram a filmagem para outros sites, como o LiveGore, em https://www.livegore.com/6581/russian-dude-records-himself-taking-a-shotgun-to-the-dome.
https://preview.redd.it/ij82yfwk0zt31.png?width=598&format=png&auto=webp&s=ad84096d30a5aaa007d8f624885b490d56b8d6a7
Já no dia 19 de outubro de 2019 (https://trends.google.com.btrends/explore?date=2019-10-17%202019-10-21&q=1444%20video), alguém decidiu upar o vídeo no YouTube com o título "1444", o que tornou o fenômeno viral, especialmente na Indonésia.
https://preview.redd.it/jo7ida2y0zt31.png?width=945&format=png&auto=webp&s=67c082b4b881c08ed6a2272eabdccbe5c2d8a52c
Posteriormente (entre o dia 20 e 21 de outubro de 2019), o usuário do Documenting Reality adicionou novas imagens à publicação, algumas mostrando o cadáver após a chegada das autoridades, e outras mostrando o jovem antes de sua morte.

https://preview.redd.it/v7h9fyo31zt31.png?width=347&format=png&auto=webp&s=0ae8e3662b8433d99c9bb0f48584cc0da4288637

https://preview.redd.it/0om18sd41zt31.png?width=1012&format=png&auto=webp&s=be1c1d9467c4212ca908bca21281ac00ab0c9b59

https://preview.redd.it/y2sfkvp51zt31.png?width=1528&format=png&auto=webp&s=00da762da3dc64f63f32266213b5fc6e46258f35
https://preview.redd.it/f25x36h61zt31.png?width=660&format=png&auto=webp&s=1284236f0040963a95c2720fec48b10cc96f494b
https://preview.redd.it/n8y2szy71zt31.png?width=1412&format=png&auto=webp&s=24c42dec813d1b24e52a2cb5309db894dfa0f6c9
Essas imagens foram retiradas da página de discussão russa presente em https://m2ch.hk/b/res/205763952.html, e foram enviadas no dia 19 de outubro de 2019. O nome do jovem, de apenas 18 anos, era Глеба Кораблева, ou, traduzindo os caracteres, Gleba Korableva. Os motivos do suicídio ainda não estão claros.
Sabemos também que Gleba diz "Nya, tchau" antes de morrer. Nenhuma referência a maldições é feita. Seu perfil do VK situava-se em https://vk.com/kgb2001 (off-line, sem arquivo) e sua página no MIIT (universidade ou escola em que Gleba estudava) situava-se em https://miit.ru/people/1036094 (off-line, sem arquivo). Um dump dos amigos de Gleba pode ser encontrado em https://pastebin.com/gBvSbk1N.
Outros tópicos antigos, presentes em https://arhivach.ng/thread/495500/, https://arhivach.ng/thread/495742/, https://arhivach.ng/thread/495821/, https://arhivach.ng/thread/495730/ e https://arhivach.ng/thread/495715/ mostram a notícia surgindo, primeiramente, em páginas russas. É informado que o estudante transmitiu o suicídio em seu perfil na rede social.
Conclusões:
  1. O vídeo 1444 mostra o suicídio de Gleba Korableva, e trata-se de uma filmagem real, que ocorreu no dia 17 de outubro de 2019.
  2. Gleba era estudante do MIIT, possuía perfil na rede social VK, e os motivos do suicídio ainda não estão claros.
  3. O vídeo surgiu primeiramente em portais russos, depois no site Documenting Reality, depois no site LiveGore e, por último, no Youtube, onde se espalhou de forma viral.
  4. Nenhuma maldição foi lançada por Gleba, conforme o boato afirma. E mesmo que fosse, maldições não existem.
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2019.09.30 17:30 altovaliriano [Segundas de SSM] Perguntas e Respostas em São Petersburgo em Agosto/2017

Ao invés de iniciar a rotina com os "So Speak Martin" (SSM) em ordem cronológica (farei isso na semana que vem, provavelmente), preferi iniciar com o último SSM interessante que li.
Após a 75ª Worldcon em Helsinki, Finlândia, GRRM foi de trem até São Petersburgo e, em 19 de agosto de 2017, participou de um evento público com seus tradutores russos em que respondeu algumas perguntas. O evento não foi televisionada, tampouco há uma transcrição, mas um resumo foi feito no tumblr e o link foi foi arquivado no portal Westeros.
As partes negritadas foram destacadas por mim.
---------------------
Hoje eu conheci GRRM e ele realizou uma sessão de 2 horas de perguntas e respostas. Fomos convidados a escrever nossas perguntas em um pedaço de papel que foi colocado em uma caixa, e GRRM e seus tradutores os escolheram aleatoriamente. Havia perguntas tolas e perguntas que ele já havia feito muitas vezes, mas algumas eram boas e tomei nota de tudo o que ele disse.
- Ele foi questionado sobre a influência da história americana em ASOIAF e GRRM disse que não havia. Ele foi influenciado pela história medieval européia, notadamente a história escocesa, que era muito violenta, e não a americana.
- Minha pergunta sobre Daenerys foi escolhida como a terceira (eu tive sorte!), Mas ele se recusou a responder lol… eu perguntei: “Quantos anos Daenerys tinha quando saiu da Casa da porta vermelha e ela ficava perto do Palácio do Senhor do Mar de Braavos?” (agradeço a Butterfly por me sugerir) Não sei por que ele se recusou a responder sobre a idade dela, mas sobre a Casa da porta vermelha, ele disse que haverá mais revelações sobre isso nos próximos livros...
- Ele foi perguntado sobre seus futuros projetos (depois de ASOIAF) duas vezes e disse que se concentra em ASOIAF por enquanto, e que após os principais romances, ele tem de 6 a 8 histórias de Dunk e Egg para escrever.
- Ele foi perguntado onde está Rickon e o que acontecerá com ele (por um leitor que esqueceu uma parte de ADWD, ao que parece). GRRM disse que Rickon aparecerá em TWOW (por que ele respondeu a essa pergunta, mas não a da idade de Daenerys, é algo que não compreendo).
- Houve uma boa pergunta sobre os gêneros dos dragões, mas toda a platéia riu (“Como distinguir um dragão macho de uma fêmea?”. Acho que quem pediu isso foi um leitor de verdade, enquanto que o resto da platéia era mais casual quanto ao conhecimento sobre ASOIAF), então a questão foi um meio descartada por GRRM como sendo uma piada. Ele disse que não é fácil entender o sexo dos dragões, às vezes até os dragões não compreendem isso e que, caso ponha ovos, o dragão é considerado fêmea.
- GRRM disse que ele não lerá nenhum novo capítulo de TWOW. Ele já leu o suficiente deles e, se continuar fazendo isso, metade do livro será lida antes de ser publicado. Acho que não teremos material novo de TWOW até que seja lançado.
- O que o inspirou a criar Ramsay Snow? GRRM disse, e cito, que ele precisava de algo "para morder Theon na bunda". Ramsay foi criado para o enredo de Theon, e ele é apresentado pela primeira vez como prisioneiro e servo e depois sobe para uma posição elevada enquanto Theon se torna prisioneiro e servo. Depois, houve uma pergunta sobre a Casa Bolton em geral (que eles são uma casa muito interessante e misteriosa) e se saberemos mais sobre a história deles. GRRM respondeu que não planeja escrever um livro sobre eles, mas provavelmente em Fogo e Sangue haverá algo.
- “Há rumores de que existem 4 descendentes de Dunk em ASOIAF. Você pode dizer algo sobre isso?” George: “É Possível, possível”.
- Uma pergunta interessante foi: "Por que existem tantos filhos que não são amados por seus pais, como Sam, Jon, Tyrion e Theon?" Eu observei a reação de George com cuidado (eu estava sentada perto dele) e ele não teve problemas com o pressuposição de que Jon Snow faz parte dos "filhos não amados" (obviamente, a dinâmica mencionada é Jon-Eddard, não Rhaegar). Ele acenou com a cabeça e disse que não tinha a citação completa com ele, mas o grande escritor russo Tolstoi disse certa vez que famílias felizes são entendiantes - isso foi seguido por uma grande salva de palmas, porque todo russo conhece essa citação muito bem ( a citação de Tolstoi é: Todas as famílias felizes são iguais; cada família infeliz é infeliz à sua maneira.)
- Ele foi perguntado sobre o equivalente do mundo real aos Outros, e ele respondeu que o mais próximo disso seriam as mudanças climáticas. Ele falou bastante sobre isso e disse que a humanidade precisa se unir para enfrentar esta ameaça e que é urgente.
- “Saberemos mais sobre as origens dos Outros?” Sim.
- “Existem indústrias em ASOIAF?” Não.
- Uma boa foi sobre Sansa - se ela tivesse contado a verdade em Darry, Lady ainda estaria viva? O GRRM disse que é possível - Robert não era um pensador, mas um homem impetuoso, governado por suas emoções, por isso poderia ter dirigido sua raiva a Joffrey, em vez de aos lobos gigantes. Mas isso não era garantido, pois Robert queria manter a paz em seu casamento e poderia ter decidido fazer Cersei feliz com a questão dos lobos gigantes.
- “GRRM acredita no mal absoluto?” Não, não há mal absoluto. Até as piores pessoas da história tinham boas qualidades, as quais, infelizmente, não usavam com frequência, e há “sempre a possibilidade de redenção”.
- A pessoa que escreveu esta pergunta gritou "E o mal absoluto como um conceito, como a morte e o oblívio?", que era um pouco filosófica e o GRRM falou sobre religiões por um tempo, dizendo que todas prometem a vida eterna, mas somente após a morte. Ele então afirmou novamente que não acredita no mal absoluto e disse que explora a noção de "a morte ser um alívio" com a história de Arya entre os Homens sem Rosto em Braavos.
- Ele sempre escreve o livro do ponto de vista de seus personagens, ele se torna esse personagem e vê as coisas ao seu redor como o personagem faria.
- Ele foi convidado a comentar sobre as diferenças entre o livro e os personagens da série de TV, particularmente Daenerys. O GRRM ignorou todos os outros personagens e falou apenas sobre Daenerys - ele disse que a da série é mais velha porque existem leis nos EUA que impedem menores de fazer cenas de sexo, então a decisão foi tomada para envelhecer Daenerys. Fora isso, a da Daenerys dos livros e da série "são muito parecidas" e "Emilia Clarke fez um trabalho fantástico". (Acho que ele não pode realmente dizer coisas negativas sobre a série, não é?)
- “Jorah sairá da friendzone?” (Olhando de soslaio para a pessoa que perguntou isso). GRRM: "Eu não apostaria nisso."
- Aqui vou precisar da sua ajuda para descobrir de quem o GRRM estava falando - ele foi perguntado por que ele matou Ned Stark, e ele disse que já havia respondido muitas vezes sobre por que costuma matar seus personagens principais. Então ele citou um autor chamado “Faulkner” (eu não o conheço, então pesquisei e encontrei esse nome, mas poderia ser “Folkner” ou qualquer outra grafia semelhante) que disse uma vez que “para ser um herói às vezes você precisa morrer". Hmmmm
- Ele foi perguntado sobre "Hodor = Hold the door" e se isso foi planejado desde o início, e o GRRM disse que ele é ótimo em planejar e prenunciar [foreshadow] coisas, e que o mistério do nome Hodor estava com ele desde o livro 1. Infelizmente a série chegou o ultrapassou e chegou a esse enredo antes dele, mas ele espera que chegar logo nisso.
Isso foi basicamente tudo sobre as coisas de ASOIAF. Algumas coisas legais não relacionadas à ASOIAF que ele disse:
- Ele adora gatos (muitos aplausos).
- Em uma pessoa, ele respeita a integridade, a honestidade e ser fiel aos próprios princípios.
- Ele foi questionado sobre a viagem no tempo e disse que era fascinante - ele falou por um tempo sobre o efeito borboleta e do romance Um Som de Trovão, e como pisar em uma borboleta no passado resultou em mudanças dramáticas no presente do protagonista principal, que retorna e vê loucos extremistas de direita em seu país. Ele então fez menção indireta a Trump e disse: "alguém deve ter pisado em uma borboleta" (salva de palmas) (GRRM postou sobre isso em seu Facebook agora).
- Ele adora caviar e “São Petersburgo é uma cidade incrível”, ele gostaria de poder conhecê-la melhor.
- Qual seria a tripulação ideal para Marte? Outra referência a Trump, eu acho, porque o GRRM respondeu "depende se a tripulação planeja voltar". lol (grande salva de palmas).
- O Senhor da Luz, de Roger Zelazny, é um dos seus livros favoritos.
Ok, então é isso :)
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COMENTÁRIOS:
Sobre a Casa da Porta Vermelha, a aparição de Rickon e a origem dos Outros é sempre bom ter citações como essas à mão para refutar teorias de que nunca mais ouviremos falar sobre estes assuntos.
Sobre o número de descendentes de Sor Duncan, o Alto, a citação é muito útil. Felipe Bini escreveu um excelente artigo sobre isso em Gelo & Fogo, mas relatou que foi incapaz de achar a origem do boato para poder melhor fundamentar suas teorias. No momento em que li este SSM, passei-o imediatamente a Felipe. Estou na expectativa de ver que conclusões ele extrairá dessas novas informações.
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2019.08.11 01:39 AntonioMachado [1895] V. I. Lénine - Friedrich Engels

Artigo: https://www.marxists.org/portugues/lenin/1895/mes/engels.htm#tn64
submitted by AntonioMachado to investigate_this [link] [comments]


2017.09.11 11:00 deuszebu Confiança & Arrependimento [Nine-Nine] Mais Uma Vez

Nasci em 91. Tenho uma família arcaica, assim como a maioria das pessoas de idade avançada do interior onde moro. Não os culpo por isso, uma vez que se reflete na falta de instrução dos mesmos. Desde criança, gostei muito de jogar e, naturalmente, meu PC tem sido meu melhor amigo desde então. Durante anos me envolvi com jogos de interpretação de papéis (RPG) e, pra mim, essa era uma proposta perfeita para a fuga da realidade. Uma vez imerso em tais aventuras, fiz alguns amigos virtuais. Eram eles transeuntes, os quais marcavam bons momentos e apenas se iam, sem despedidas. Já não tenho contato com quase nenhum destes.
Interpretar papel é algo que faço bem, as vezes, inclusive, me perco de quem sou ou deveria ser, segundo o que espera-se da minha pessoa. Nunca enxerguei a vida real com um real brilho nos olhos, tive bons amigos, com os quais me diverti bastante, com ou sem drogas envolvidas, mas até então não havia nenhuma conexão com alguém que eu considere tão admirável quanto os personagens que eu mesmo interpretara em tais aventuras. Eis que surge em minha vida um elemento conhecido pelo vulgo Bruxo. Em primeira instância não tinhamos importância alguma um pro outro e, durante anos, nos viamos ocasionalmente e não nos falávamos muito. Sua presença geralmente era aguardada por muitos, se não todos e, onde quer que estivesse, se fazia atração.
Pelo pouco que pude observar, era nítido o seu poder de retórica, enquanto eu, por minha vez, era extremamente introspectivo e imerso em minha mente. O silêncio não me incomodava a mim, talvez sim aos que estivessem ao meu redor. A partir do momento que fui alertado sobre ser tão calado, passei a me sentir um tanto quanto um espião e, de certo modo, evitei estar em locais onde a minha presença não era uma necessidade. Meu primeiro contrato com o Bruxo foi um celular o qual ele me vendeu num valor bem barato e me fez acreditar que eu era alguém especial para ele, segundo seu diálogo envolvente. O mesmo me alertou para não comentar sobre a aquisição com as pessoas em comum ao nosso meio, que se resumia à cerca de umas vinte pessoas, na época.
A partir desse momento, me senti em débito de fidelidade com o mesmo e, gradualmente, acabei me afastando da maioria dessas pessoas do nosso ciclo. Eram todas elas, aparentemente, de ótima índole e algumas já haviam me avisado sobre quão tóxico ele poderia ser. O Bruxo já me causara dúvida em relação à raiz fundamental de suas atitudes. Por outro lado, sua habilidade de omitir o que importa e ludibriar, ao falar o que importa aos ouvidos alheios, me fascinava e eu invejava tamanha eloquência e perspicácia. Vendo em mim um devoto seguidor, o solitário lobo abriu uma vaga na sua carruagem para que eu embarcasse em algumas aventuras com ele. Desde então, tornamo-nos cúmplices em várias peripécias.
O tempo passou e eis que tivemos nosso primeiro conflito em relação à confiança cega. Conheci a cocaína através dele e isso não chegou ser algo relevante, já que eu sabia que se trata de uma droga cara e eu, vindo de família humilde, sabia que não podia me dar o luxo de usar uma química capaz de elevar tanto o ego. Já ele, era viciado nessa maravilha em forma de pó. Em determinado momento de nossa trajetória, eu fui despedido do trabalho, sem seguro desemprego e recorri ao bruxo pra me defender em relação à essa grana que o patrão deveria ter me pago e o mesmo me auxiliou até que eu conseguisse vencer esse valor sem necessidade de recorrer à justiça.
Metade dessa quantia recebida me foi requisitada pelo bruxo, com a promessa de me retornar a o mesmo valor em pouco tempo. De pronto, aceitei, até porque eu fui até ele em primeiro lugar, caso contrário, eu iria me conformar em sair do trabalho de mãos atadas. Foi um conflito tenso entre eu e meu chefe, diga-se de passagem. Não bastando o débito, o bruxo me persuadiu a fazer um empréstimo com o banco através de meu crédito especial. Sacou tudo quanto foi possível, na promessa de retorno. Nunca vi a cor desse dinheiro de volta e a dívida se acumulou, já que meus pais também não tiveram condição de pagar. Quando conseguiram juntar uma grana pra não deixar meu nome ficar no SPC, os juros já tinham mais que dobrado. Não chegou aos cinco dígitos, mas já tinha caminhado meio caminho até lá.
Dívida à parte, ainda éramos cúmplices de aventuras e houve um episódio extremamente marcante pra mim, onde eu me envolvi com uma garota que conheci através de outra com quem eu já ficava. Era uma conexão rasa, para ambos, mas eis que o bruxo se envolve na cena e resolve propor que a gente vá estudar morar na casa dessa garota, que morava só. Ela era lésbica, a princípio, mas acabamos ficando e, posteriormente, percebi que ela não estava mais afim de mim e, aparentemente, estava bem suscetível ao bruxo. Me limitei a expressar tal frustração através de desenhos. Nunca fui de desenhar, mas parecia apropriadamente inspirado para isso.
Mais tarde, ainda nesse episódio da morada com a desconhecida, houveram alguns maus momentos entre nós e ele me ofereceu uma coca de boa procedência, a tal nine-nine. Não sei explicar se foi a química ou a situação e o ambiente, mas eu me senti muito mais afetado, dessa vez, com uma dose muito menor da que eu já havia experimentado outrora. Em um certo momento, tive uma discussão com ela e isso se tornou em uma agressão física da parte dela. Como calado não poderia ficar, sob efeito da bendita, eu apanhava sorrindo, de sangue quente e dentes trincados, então a retribuia com questões agressivas, sem me preocupar com o quanto aquilo estava por ferir a moral da mesma. Eu não faria isso de cara, já que ela era uns cinco anos mais nova que eu.
A situação melhorou quando o bruxo teve a brilhante ideia de ligar para a polícia e reportar agressão, antes disso, ele havia ligado pra minha casa e aviso à minha mãe para reunir tantas pessoas quanto fosse possível, pois eu estava impossível de ser contido e estaria chegando lá em breve. Os homens da lei chegaram, viram a bagunça na casa, eu havia quebrado uns ovos da geladeira pela casa, quando ele ligou. Madness. Ouviram-no por um curto período e já foi o suficiente pra me algemarem e me levarem até minha casa, o bruxo me acompanhou na viatura. Desci gritando "Socorro!", já que é o nome da minha mãe. Eu já estava num estado de espírito em que não me importava mais com quase nada, nem mesmo em desrespeitar as autoridades com tamanha ironia, de pedir socorro, colocando-os em posição de quem está a me por em perigo, quando na verdade deveriam representar o oposto.
Antes de me remover as algemas, o oficial me deu um mata leão dentro de casa, sob gritos de minha vó e apelo de vários presentes pra que ele parasse com aquilo. Segui como se nada tivesse acontecido e me dirigi ao meu quarto, tirei minha roupa e saí de lá nu, na vista de todos. Peguei minha toalha e tomei um banho gelado, sem pressa em parar de receber aquele jato frio na cabeça. De fato, eu sabia que precisava estar tão sóbrio quanto possível. Saí e dialoguei com todos os presentes, como se nada tivesse acontecido. Estavam todos espantadíssimos, com minha capacidade de estar tão na boa, ao invés de rastejando por perdão pelo incidente. Como haviam bem umas dez pessoas presentes, todas elas importantes, não souberam nem o que dizer, em relação à sermões. Ao menos tiveram respeito pela situação de crise que se apresentara.
Meu pai foi o primeiro a abrir a boca, tomou a cena aos berros de uma oração e fez da situação uma justificativa para dizer que havia em mim um demônio. Como sempre o vi como hipócrita, acreditei que ele tivesse fazendo aquilo pra me defender de uma degeneração maior. Eu dei atenção aos que eu realmente gosto. A partir daquele momento, passei a agir como um animal selvagem, sempre alerta e pronto pra agir, fazia apenas o que me apetecia e não me sentia mais como um ser domesticado. A história repercurtiu por toda minha família por parte de pai e mãe, pseudointelectuais e ovelhas de cristo, respectivamente. Neste caso, não sei o que é pior, o conhecimento e o desdém ou a ignorância e a misericórdia.
Me afastei do bruxo, isso havia sido explicitamente deixado claro pelos meus pais desde o momento em que pagaram a dívida que o mesmo deixou sob meus ombros e eu ignorara. Passei a frequentar psicólogos e psiquiatras do CAPS e particulares, a fim de satisfazer meus pais, que tentavam descobrir o que havia de errado comigo. Todos diagnósticos explicitavam que eu estava são e bem consciente sobre tudo que aconteceu e eu sabia disso, assim como sabia que eles não aceitavam aquela atitude vinda de mim, o que me fez acreditar que eu poderia ter borderline. Foi uma fase complicada, me afastei de todos contatos possíveis. Todos! Desenvolvi um certo pânico, derivado da superproteção, em que eu sentia que estava sendo perseguido e que as pessoas as quais eu me considerava próximas poderiam estar em perigo. Cheguei a interpretar mensagens subliminares pra mim, na TV.
Passaram-se alguns anos e o bruxo apareceu novamente. Se aproximou aos poucos e, de repente, estávamos juntos em missões suicidas novamente. Narrando essa história, me sinto na posição daquele ser imbecil dos filmes de suspense, que sabe que vai dar merda se continuar e, mesmo assim, segue rumo ao perigo. De algum modo, ele foi a única pessoa que me entendeu, até hoje. Por mais escroto que o mesmo tenha sido comigo, eu não conseguia vê-lo como um inimigo e, mais uma vez, abri a guarda. Seguimos uma nova fase da aventura em que ele viera morar num bairro próximo de onde eu moro, com uma namorada a qual ele não ama, nem mesmo dizia ter relações e ainda dizia que se eu ficasse com ela, que era um alívio pra ele.
Várias coisas altamente insanas aconteceram. Pela primeira vez eu tinha um pico legalize pra dar um dois, beber sem me preocupar sobre onde cair morto e também dava pra levar umas parceiras. Como é de se esperar, nem tudo são flores. Eu estava à caminho do bruxo, às três da manhã, para entregar a ele uns cartões de sua namorada. Por fruto de um acaso infeliz e de um ser infernal de má índole atrás do volante, aconteceu um acidente comigo e eu quase morri. Por incrível que pareça, eu me preocupava mesmo era com minha moto, que fora destruída e estava sem seguro. Caí inconsciente e somente no outro dia fui saber o que estava acontecendo, foi quando meus pais souberam que novamente eu estava conectado com o ser o qual eles mais abominam em minha vida, chegam a dizer, com convicção, que ele é o demônio.
Levou um tempo até eu me recuperar do acidente e algumas sequelas seguem até hoje, mas eu ainda tinha contato com o abominável homem das neves do sertão. Eu sempre fui o rei da evasão, mas já tava ficando complicado inventar nome de pessoas pra justificar minhas saídas e dormidas fora. Quisera eu que houvesse uma cúmplice pra justificar como namorada, essa sorte não tive. Como se não bastasse tanta desgraça em minha vida, eu aceitei o pedido do bruxo em emprestar meu cartão de crédito ao bruxo e ele torrou mais quatro dígitos, na promessa de que ele pagaria nos meses seguintes. Ele pagou o mínimo da primeira, as restantes foram parceladas com altos juros.
Tenho passado maior perrengue pra pagar essa conta. Já fiz uma dívida alta com minha prima, pra pagar uma parcela a qual ele me deu o valor de pagar, depois pediu pra guardar e, quando pedi pra ele pegar, o mesmo disse que já havia me dado e que eu perdi. Eu tava certo de que nunca perderia uma alta quantia de dinheiro, mas acreditei no que havia me dito, já que negar também não ia dar em nada, já que não haviam provas. Atualmente, estou à uma semana com atraso na fatura do cartão e não tenho condição alguma de conseguir a grana. Hoje foi o dia que planejei contar à minha mãe sobre essa situação, na esperança de que ela pague e não me mate. O clima aqui em casa tem estado tão bom que a última coisa que eu queria fazer é estragar, mas é o preço que estou tendo que pagar, mais uma vez, pela confiança.
Não sei se posso afirmar se estou arrependido, nem sei se eu voltaria a ter contato com o bruxo. É sempre o mesmo drama mental e isso me consome como nada antes na vida. Um bônus delicioso nessa história é que na semana passada chegou uma cara em minha casa de cobrança do meu plano de saúde. Tal fatura o bruxo havia me dito pra emprestá-lo o valor de pagar e me tranquilizou dizendo que me daria o valor no início da semana, depois pediu o boleto e o restante do valor que eu tinha, afirmando que pagaria na lotérica no próximo dia útil. Bom, a cobrança já deixa bem claro que ele não teve consideração em honrar com sua palavra. Me sinto vítima de estelionato pela única pessoa que cheguei a considerar ser um amigo de verdade.
TL;DR: Confiei em um amigo único e o mesmo me causou arrependimento, ao me dar toco financeiro consecutivamente e, aparentemente, sem remorso.
Esse depoimento me faz lembrar da música Mais Uma Vez de Legião Urbana. Nela, o Renato Russo inicia com palavras que parecem levar luz aos corações desesperados e suicidas:
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez, eu sei Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã Espera que o sol já vem
Em seguida, ele completa com alertas que servem perfeitamente como desfecho pra essa tragédia narrada:
Tem gente que está do mesmo lado que você Mas deveria estar do lado de lá Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar Tem gente enganando a gente Veja a nossa vida como está Mas eu sei que um dia a gente aprende Se você quiser alguém em quem confiar Confie em si mesmo Quem acredita sempre alcança!
E quando você pensa que não tem mais saída, que tudo que foi vivido foi um erro, vem o conselho final:
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena Acreditar no sonho que se tem Ou que seus planos nunca vão dar certo Ou que você nunca vai ser alguém
E é com a letra dessa linda música, que tanto marcou minha adolescência, mas só agora parece fazer sentido visceral, que me despeço de vocês.
Salaam Aleikum ^-^
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2017.06.10 15:44 feedreddit O pior da agenda tóxica de Donald Trump só será desencadeado com uma grande crise nos EUA

O pior da agenda tóxica de Donald Trump só será desencadeado com uma grande crise nos EUA
by Naomi Klein via The Intercept
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Durante a campanha presidencial, algumas pessoas achavam que os pontos mais abertamente racistas da plataforma de Donald Trump eram apenas uma estratégia para causar irritação, não um plano de ação concreto. Porém, na primeira semana de seu mandato, quando ele vetou a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, a ilusão logo foi desfeita. Felizmente, a reação foi imediata: marchas e protestos em aeroportos, greves de taxistas, manifestações de advogados e políticos locais. Por fim, o veto foi considerado ilegal pela Justiça americana.
Esse episódio mostrou a força da resistência e a coragem da Justiça; havia muito o que comemorar. Alguns chegaram a dizer que essa primeira derrota havia disciplinado Trump, que a partir de então seguiria uma rota mais convencional e racional.
Outra perigosa ilusão.
É verdade que muitos dos itens mais radicais da agenda do governo ainda não foram realizados. Mas não se enganem; ele não abandonou seus projetos. Eles estão bem guardados, à espreita, e uma grande crise pode trazê-los à tona.
Grandes choques costumam ser aproveitados para nos empurrar goela abaixo medidas impopulares e antidemocráticas a favor dos grandes empresários que jamais seriam aprovadas em tempos de estabilidade. É a “Doutrina do Choque”, nome que utilizei para descrever esse fenômeno. Ela foi utilizada repetidamente nas últimas décadas, seja por ditadores como Augusto Pinochet ou por presidentes americanos, como no caso do furacão Katrina.
Vimos a Doutrina do Choque em ação recentemente, antes da eleição de Trump, em cidades americanas como Detroit e Flint, onde a falência financeira do município foi usada como pretexto para dissolver a democracia local e nomear “gestores emergenciais”, que declararam guerra aos serviços e educação públicos. O mesmo está acontecendo em Porto Rico, onde a crise da dívida foi a desculpa utilizada para a criação do Conselho de Gestão e Supervisão Financeira, uma entidade que, sem precisar prestar contas a ninguém, tem o poder de implementar medidas de austeridade como cortes previdenciários e fechamento de escolas. A mesma tática está sendo usada no Brasil, onde, após o bastante questionável impeachment da presidente Dilma Rousseff, instalou-se um regime ilegítimo e ferventemente pró-empresariado. Entre as medidas adotadas estão o congelamento dos gastos públicos por 20 anos e o leilão de aeroportos, usinas de energia e outros ativos públicos, em um verdadeiro frenesi privatizante.
Como escreveu Milton Friedman, muitos anos atrás, “apenas uma crise – real ou presumida – produz mudanças. Quando uma crise ocorre, as medidas adotadas dependem das ideias presentes na paisagem política. Esta é a nossa função primordial: desenvolver alternativas às políticas existentes, mantendo-as ao alcance da mão até que o politicamente impossível se torne politicamente inevitável”. Certos alarmistas estocam comida enlatada e água para o caso de um grande desastre natural; outros estocam ideias espetacularmente antidemocráticas.
Agora, como muitos já perceberam, a história está se repetindo com Donald Trump. Durante a campanha, ele não disse a seus admiradores que iria cortar verbas de programas de fornecimento de alimentos a pessoas necessitadas. Ele também nunca admitiu que iria tentar tirar o plano de saúde de milhões de americanos ou adotar cada uma das medidas sugeridas pelo grupo Goldman Sachs. Não, ele disse o contrário de tudo isso.
Desde que assumiu a presidência, Donald Trump não fez o menor esforço para dissipar a atmosfera de caos e crise. Algumas turbulências, como o dossiê russo, surgiram contra a sua vontade ou por pura incompetência, mas muitas delas parecem ter sido deliberadamente fabricadas. Em todo caso, enquanto estamos distraídos pelo espetáculo Trump, ávidos por notícias sobre suas supostas crises conjugais ou globos luminosos, seu projeto de concentração de renda segue em frente, metódico e silencioso.
A velocidade das mudanças também contribui para isso. Com o tsunami de decretos presidenciais assinados nos 100 primeiros dias do governo de Trump, logo ficou claro que seus assessores estavam seguindo o conselho dado por Maquiavel em O Príncipe: “As injúrias devem ser feitas todas de uma vez, de forma que, sendo menos saboreadas, causem menos ofensa”. A lógica é simples: é mais fácil resistir a mudanças graduais e contínuas; se as transformações acontecem de uma só vez, a população não consegue se organizar para lidar com todas ao mesmo tempo, acabando por engolir o sapo.
Mas tudo isso não passa de uma versão light da Doutrina do Choque; é o máximo que Trump pode fazer com as pequenas crises que ele mesmo cria. Embora seja necessário denunciar e resistir ao que está sendo feito agora, também deveríamos nos preocupar com o que Trump fará quando puder se aproveitar de uma verdadeira crise. Talvez seja um _crash_econômico, como a crise das hipotecas _subprime_de 2008; ou uma catástrofe natural, como a Supertempestade Sandy; ou então um terrível ataque terrorista, como o atentado a bomba de Manchester. Qualquer uma dessas crises poderia alterar radicalmente a conjuntura política, transformando subitamente o que hoje parece improvável em algo inevitável.
Vamos analisar alguns cenários de choques possíveis, e como eles poderiam ser utilizados para tornar realidade a nociva agenda de Donald Trump.
Policiais se juntam ao público em St Ann’s Square, em Manchester, para observar as flores e mensagens em homenagem às vítimas do atentado de 22 de maio na Manchester Arena. (31 de maio de 2017)
Foto: Oli Scarff/AFP/Getty Images

Choque terrorista

Os recentes atentados em Londres, Manchester e Paris nos dão um indício de como o governo Trump tentaria explorar um grande ataque terrorista contra os EUA em seu próprio território ou no exterior. Depois do terrível atentado a bomba de Manchester, no mês passado, o governo conservador inglês lançou uma campanha feroz contra o Partido Trabalhista e Jeremy Corbyn, por este ter sugerido que o fracasso da “Guerra ao Terror” estaria alimentando o terrorismo. As declarações de Corbyn foram qualificadas de “monstruosas” – uma atitude muito parecida com a retórica “ou vocês estão conosco, ou com os terroristas” usada por George W. Bush após o ataque de 11 de Setembro de 2001. Para Donald Trump, o atentado foi consequência das “milhares e milhares de pessoas que estão entrando em vários países”, embora o terrorista – Salman Abedi – tenha nascido no Reino Unido.
Da mesma forma, logo após o atentado de Westminster, em março 2017, quando um motorista jogou um carro contra uma multidão de pedestres, matando quatro e deixando dezenas de feridos, o governo conservador logo declarou que a privacidade das comunicações digitais era uma ameaça à segurança nacional. A ministra do Interior, Amber Rudd, disse em um programa da BBC que a criptografia de programas como o Whatsapp era “totalmente inaceitável”. Ela afirmou estar negociando a “colaboração” das grandes empresas de tecnologia, para que elas forneçam ao governo um acesso especial a essas plataformas. Depois do atentado da London Bridge, ela voltou a atacar a privacidade na internet de forma ainda mais veemente.
De maneira ainda mais preocupante, depois dos atentados de Paris, em 2015 – que deixaram 130 mortos –, o governo de François Hollande declarou o estado de emergência na França, proibindo manifestações políticas. Estive na França uma semana depois daqueles horríveis acontecimentos e não pude deixar de estranhar o fato de que, embora os ataques tenham sido perpetrados contra os símbolos da vida parisiense cotidiana – um show, um estádio de futebol, restaurantes etc. –, apenas a atividade política nas ruas havia sido proibida. Grandes shows, mercados natalinos e eventos esportivos – alvos perfeitos para futuros atentados – continuaram funcionando normalmente. Nos meses seguintes, o estado de emergência foi repetidamente prolongado. Ele ainda está em vigor e deve durar pelo menos até julho de 2017. Na França, o estado de exceção virou a regra.
Isso foi feito por um governo de centro-esquerda em um país com uma longa tradição de greves e manifestações. Só uma pessoa ingênua acreditaria que Donald Trump e Mike Pence não aproveitariam um ataque terrorista nos EUA para ir ainda mais longe. A reação seria imediata, declarando manifestantes e grevistas que bloqueassem rodovias e aeroportos – os mesmos que reagiram ao veto à entrada de muçulmanos – uma ameaça à “segurança nacional”. Os líderes dos protestos seriam alvo de rigorosa vigilância e jogados na prisão.
Temos que nos preparar para o uso de crises de segurança como pretexto para intensificar a criminalização de grupos e comunidades que já estão na mira do governo: imigrantes latinos, muçulmanos, líderes do movimento Black Lives Matter, ativistas ambientais e jornalistas investigativos. Essa é uma possibilidade concreta. Em nome da luta contra o terrorismo, o secretário de Justiça, Jeff Sessions, poderia finalmente acabar com a supervisão federal das policias estaduais e municipais, favorecendo a impunidade nos casos de abuso policial contra negros e outras minorias.
E não há nenhuma dúvida de que o presidente se aproveitaria de um atentado terrorista para atacar o Judiciário. Ele deixou isso bem claro ao escrever em sua conta no Twitter, após a suspensão judicial do veto migratório: “Como um juiz pode colocar nosso país em risco? Se algo acontecer, a culpa será dele e do sistema judicial”. Na noite do atentado da London Bridge, no dia 3 de junho, ele foi ainda mais longe: “O Judiciário tem que nos devolver os nossos direitos. Precisamos do veto de entrada como uma segurança extra!” No contexto de histeria coletiva e revolta que se instalaria depois de um ataque terrorista em solo americano, talvez os juízes não tenham a mesma coragem para barrar uma nova proibição à entrada de muçulmanos nos EUA.
Nesta foto tirada em 7 de abril de 2017 pela marinha americana, no Mar Mediterrâneo, o contratorpedeiro USS Porter (DDG 78) lança um míssil Tomahawk contra uma base aérea síria. O bombardeio foi uma retaliação a um terrível ataque com armas químicas realizado naquela mesma semana.
Foto: Mass Communication Specialist 3rd Class Ford Williams/U.S. Navy via AP

Choque bélico

A reação mais exagerada e letal de um governo a um ataque terrorista é se aproveitar do clima de medo para declarar guerra a outro(s) país(es). Não importa se o alvo não tem nenhuma relação com o atentado terrorista em questão; o Iraque não tinha nada a ver com o 11 de Setembro, mas foi invadido mesmo assim.
Os alvos mais prováveis de Trump estão no Oriente Médio, incluindo países como Síria, Iêmen, Iraque e, principalmente, Irã. Outro inimigo em potencial é a Coreia do Norte, sobre a qual o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que “estamos abertos a todas as opções”, se recusando a descartar a possibilidade de um ataque preventivo.
Os colaboradores mais íntimos de Trump – principalmente aqueles oriundos do setor de defesa – têm diversas razões para apoiar mais ações militares. O lançamento de mísseis contra a Síria em abril de 2017 – realizado sem a aprovação do Congresso e, portanto, ilegal, segundo alguns especialistas – rendeu-lhe a cobertura midiática mais positiva de seu mandato até então. Os assessores mais próximos do presidente aproveitaram para declarar que o ataque era uma prova de que não havia nada de indecoroso nas relações entre a Casa Branca e a Rússia.
Mas há uma outra razão, menos evidente, para usar uma crise de segurança como desculpa para entrar em guerra: essa é a maneira mais rápida e eficaz de forçar um aumento no preço do petróleo, principalmente se o conflito prejudicar o fornecimento global da commodity. Isso traria grandes vantagens para gigantes como a Exxon Mobil, cujos lucros diminuíram drasticamente com a queda do preço desse produto. Feliz coincidência para a Exxon: Rex Tillerson, antigo diretor-executivo da empresa, é o atual secretário de Estado dos EUA. Tillerson trabalhou na Exxon durante praticamente toda a sua carreira – 41 anos; ao se aposentar, ele fechou um acordo com a empresa para receber espantosos US$ 180 milhões.
Além de empresas como a Exxon, talvez o único beneficiado com um aumento do preço do petróleo advindo da instabilidade global seria a Rússia de Vladimir Putin, um país que depende da venda dessa matéria-prima e que tem atravessado uma crise econômica desde a queda dos preços no mercado internacional. A Rússia é o maior exportador mundial de gás natural e o segundo maior de petróleo – depois da Arábia Saudita. Uma alta de preços seria uma boa notícia para Putin; antes de 2014, metade das receitas do Estado russo era proveniente do setor de óleo e gás.
Porém, quando os preços desabaram, a Rússia perdeu centenas de bilhões de dólares, uma catástrofe econômica com sérias consequências para o povo russo. Segundo o Banco Mundial, em 2015, os salários reais caíram quase 10% no país; o rublo perdeu quase 40% de seu valor e o número de pobres subiu de 3 para 19 milhões. Putin tenta manter sua imagem de homem forte, mas a crise econômica o deixa vulnerável.
Também já se falou muito sobre o vultoso acordo entre a Exxon Mobil e petroleira estatal russa Rosneft para a extração de petróleo no Ártico. Putin chegou a se gabar do montante envolvido – meio trilhão de dólares. É verdade que a negociação saiu dos trilhos com as sanções americanas à Rússia; porém, apesar da postura conflitante dos dois países em relação à Síria, é possível que Trump decida suspender as sanções e abrir caminho para a concretização do negócio, o que ajudaria a Exxon a superar seu momento difícil.
No entanto, mesmo se as sanções forem retiradas, ainda haveria outra pedra no caminho do projeto: o baixo preço do petróleo. Tillerson fechou o acordo com a Rosneft em 2011, quando o preço do barril chegou a altíssimos US$ 110. Em um primeiro momento, o consórcio faria a prospecção de petróleo nas águas ao norte da Sibéria, onde a extração seria difícil e cara. Para ser viável economicamente, o petróleo do Ártico teria que vendido a cerca de US$ 100 o barril – ou até mais caro. Portanto, mesmo se as sanções forem suspensas pelo governo Trump, o projeto da Exxon e da Rosneft só valerá a pena se o preço do petróleo estiver suficientemente alto. Consequentemente, qualquer instabilidade que empurre a cotação do petróleo para cima seria do interesse de muita gente.
Se o barril de petróleo ultrapassar a marca dos US$ 80, a corrida desenfreada para encontrar, extrair e queimar combustíveis fósseis vai recomeçar, mesmo se for preciso perfurar nossas calotas polares em derretimento ou extrair petróleo altamente poluente das areias betuminosas. Se isso acontecer, podemos acabar perdendo a nossa última chance de evitar uma catástrofe climática.
Portanto, evitar um conflito internacional e deter as mudanças climáticas são duas batalhas de uma mesma guerra..
Uma tela mostra dados financeiros no dia 22 de janeiro de 2008.
Foto: Cate Gillon/Getty Images

Choque econômico

Uma das marcas do projeto econômico de Trump tem sido o frenesi de desregulamentação financeira, o que aumenta em grande medida o risco de novos choques e desastres econômicos. O presidente americano anunciou que pretende revogar a Lei Dodd-Frank, peça fundamental da reforma financeira implementada pelo governo Obama após o colapso bancário de 2008. Embora não seja rigorosa o suficiente, a lei impede que a especulação desenfreada de Wall Street crie novas bolhas, que, quando explodem, causam novos choques econômicos.
Trump e sua equipe sabem disso, mas os lucros obtidos com as bolhas são sedutores demais para que eles se importem. Além do mais, os bancos nunca foram realmente à falência, e continuam sendo “grandes demais para quebrar”. Trump sabe que, no caso de outra grande crise, teremos outro resgate das instituições financeiras, exatamente como em 2008. O presidente chegou mesmo a decretar a revisão de um mecanismo da Lei Dodd-Frank criado para evitar que o contribuinte pague a conta de um novo resgate aos bancos. Visto a quantidade de ex-executivos do Goldman Sachs no governo Trump, isso é um péssimo sinal.
Alguns membros do governo também veem a crise econômica como uma oportunidade para atacar certos programas sociais. Durante a campanha, Trump seduziu o eleitorado com a promessa de não mexer na Seguridade Social nem no Medicare, o plano de saúde público dos EUA. Mas isso pode ser impraticável devido à grande redução de impostos que vem por aí, embora o governo aplique uma matemática fictícia para argumentar que o crescimento econômico gerado compensaria as perdas. O orçamento que foi proposto já é um primeiro ataque à Seguridade Social, e uma crise econômica poderia dar a Trump um conveniente pretexto para descumprir suas promessas. Em uma conjuntura pintada como apocalipse econômico, Betsy DeVos poderia até realizar seu sonho de substituir as escolas públicas por um sistema de escolas charter e vouchers.
A camarilha de Trump tem uma longa lista de políticas que jamais seriam aprovadas em tempos de normalidade. No início do mandato, por exemplo, Mike Pence se reuniu com o governador do Wisconsin, Scott Walker, que lhe contou como havia conseguido retirar o direito à negociação coletiva dos sindicatos do setor público no estado, em 2011. E qual foi o argumento utilizado para a aprovação da medida? A crise fiscal do governo estadual, o que levou o colunista Paul Krugman, do New York Times, a declarar que “a Doutrina do Choque está sendo aplicada de forma escancarada” no Wisconsin.
Juntando as peças do quebra-cabeça, o cenário fica claro: a barbárie econômica do governo provavelmente não será realizada no primeiro ano de mandato. Ela vai se revelar mais tarde, quando, inevitavelmente, as crises orçamentária e financeira chegarem. Só então, em nome da salvação fiscal do governo – e quem sabe da economia inteira –, a Casa Branca começará a realizar os desejos mais polêmicos das grandes corporações.
Gado pastando perto de um incêndio florestal nas cercanias de Protection, Kansas. (7 de março de 2017)
Foto: Bo RadeWichita Eagle/TNS/Getty Images

Choque ambiental

Da mesma forma que as políticas de segurança nacional e econômica do governo certamente causarão e aprofundarão crises, o foco de Trump em aumentar a produção de combustíveis fósseis, desmontar a legislação ambiental dos EUA e sabotar o Acordo de Paris abre caminho para novos acidentes industriais e futuras catástrofes climáticas. O dióxido de carbono lançado na atmosfera leva cerca de 10 anos para ter um efeito sobre o aquecimento global; portanto, as piores consequências das políticas de Trump só devem ser sentidas quando ele não estiver mais no poder.
Mesmo assim, o aquecimento global já está em um nível tão alarmante que nenhum presidente pode chegar ao fim do mandato sem enfrentar grandes desastres naturais. Donald Trump mal havia completado dois meses na função quando teve que lidar com grandes incêndios florestais no centro-oeste dos EUA. A mortandade de gado foi tão grande que um pecuarista descreveu a situação como “o nosso Furacão Katrina”.
Trump não demonstrou preocupação com os incêndios; não escreveu um tuíte sequer. Porém, quando uma supertempestade atingir o litoral do país, teremos uma reação muito diferente desse presidente que conhece o valor dos imóveis à beira-mar, despreza os pobres e investe apenas em construções para os mais abastados. A grande preocupação é com a repetição do ataque às escolas públicas e à habitação social e do vale-tudo imobiliário que se seguiram ao desastre – o que não é nada improvável, visto o papel central do vice-presidente Mike Pence na elaboração das políticas pós-Katrina.
Mas os grandes beneficiados da era Trump nessa área serão, sem dúvida, as empresas de resgate particular, direcionadas à clientela mais rica. Quando eu estava escrevendo “A Doutrina do Choque”, o setor ainda estava engatinhando, e muitas empresas não sobreviveram. Uma delas era a Help Jet, sediada na cidade queridinha de Trump, West Palm Beach. Enquanto esteve em atividade, a Help Jet ofereceu serviços de resgate VIP para quem pagasse uma taxa de associação.
Quando um furacão se aproximava, a Help Jet mandava limusines para buscar seus clientes, fazia reservas em hotéis cinco-estrelas e spas em algum lugar seguro e despachava-os em jatos particulares. “Sem fila nem multidão; apenas uma experiência de primeira classe que transforma um problema em um feriado”, dizia um dos anúncios da empresa. “Aproveite a sensação de evitar o pesadelo dos planos de evacuação em caso de furacão”, sugeria outra propaganda. Em retrospectiva, parece que a Help Jet, longe de ter superestimado o potencial desse nicho, estava apenas à frente de seu tempo. Atualmente, no Vale do Silício e em Wall Street, os mais abastados e temerosos se preparam para o caos climático e social comprando vagas em abrigos subterrâneos personalizados no Kansas – protegidos por mercenários fortemente armados – e construindo refúgios nas alturas da Nova Zelândia. E, lá, só se chega de jatinho particular, é claro.
O que é realmente preocupante nesse fenômeno da “sobrevivência de luxo” – além da esquisitice da coisa toda – é que, enquanto os ricos criam seus suntuosos refúgios particulares, há cada vez menos investimentos em infraestruturas de prevenção e resposta a desastres que possam ajudar a todos independentemente da renda. E foi exatamente isso que causou tanto sofrimento desnecessário em Nova Orleans depois da passagem do Katrina.
Os EUA estão caminhando cada vez mais rápido em direção a um sistema privado de resposta a desastres. Em estados como Califórnia e Colorado, mais suscetíveis a incêndios, empresas seguradoras oferecem um serviço especial: em caso de incêndio florestal, uma equipe de bombeiros particulares é despachada para aplicar um tratamento antichamas nas mansões dos clientes, deixando as outras à mercê do fogo.
A Califórnia nos oferece uma amostra do que ainda vem por aí. O estado emprega no combate a incêndios mais de 4.500 presidiários, que recebem 1 dólar por hora para arriscar a vida na linha de frente e cerca de 2 dólares por dia no acampamento. Segundo estimativas, a Califórnia economiza bilhões de dólares por ano graças a esse programa – um produto emblemático da mistura entre austeridade, encarceramento em massa e mudança climática..
Migrantes e refugiados se aglomeram perto do local de travessia na fronteira nas proximidades do povoado grego de Idomeni, no dia 5 de março de 2016, onde milhares de pessoas esperam para entrar na Macedônia.
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP/Getty Images

Um mundo de zonas verdes e zonas vermelhas

Com o desenvolvimento de soluções privadas para catástrofes naturais, os setores mais abastados da sociedade têm menos motivos para pressionar o governo por mudanças na política ambiental e evitar um futuro ainda mais catastrófico para a vida na Terra. Isso pode explicar por que Trump está tão determinado a acelerar a crise climática.
Por enquanto, a discussão sobre os recuos da política ambiental de Trump gira em torno de um suposto racha no governo entre os céticos – aqueles que negam as mudanças climáticas, como o próprio Trump e o chefe da Agência de Proteção Ambiental, Scott Pruitt – e aqueles que reconhecem o fator humano do aquecimento global, como Rex Tillerson e Ivanka Trump. Mas isso é irrelevante. O que todos os assessores de Trump têm em comum é a crença de que eles, seus filhos e seus pares estarão em segurança; que sua riqueza e contatos irão protegê-los do pior. Eles perderão alguns imóveis com vista para o mar, é verdade, mas isso não é nada que não possa ser substituído por uma bela mansão nas montanhas.
Essa despreocupação é uma tendência extremamente inquietante. Em uma era de desigualdade crescente, uma boa parte das nossas elites está se isolando física e psicologicamente do destino coletivo da humanidade. Esse isolacionismo, ainda que apenas mental, permite que os ricos não só ignorem a necessidade de proteger o meio ambiente, mas também se aproveitem dos desastres e do clima de instabilidade para lucrar ainda mais. Estamos indo em direção a um mundo dividido entre “zonas verdes” fortificadas para os ricos e “zonas vermelhas” para o resto. E “zonas negras” – prisões secretas – para quem não estiver satisfeito. Europa, Austrália e América do Norte estão fortificando (e privatizando) cada vez mais as fronteiras para se isolar daqueles que fogem de seus países para sobreviver. Muitas vezes, os próprios países que agora estão se fechando são em grande parte responsáveis pelas ondas de imigração, seja por meio de acordos comerciais predatórios, guerras ou desastres ambientais intensificados pelas mudanças climáticas.
De fato, se mapearmos as áreas que mais sofrem com conflitos armados atualmente – dos sangrentos campos de batalha no Afeganistão e Paquistão à Líbia, Iêmen, Somália e Iraque –, um fato nos salta aos olhos: esses são alguns dos lugares mais quentes e secos do planeta; são regiões à beira da fome e da seca, dois catalisadores de conflitos, que, por sua vez, ajudam a produzir migrantes.
E a mesma tendência a diminuir a humanidade do “outro” – tornando-nos insensíveis às vítimas civis de bombardeios em países como Iêmen e Somália – agora está sendo aplicada aos refugiados, cuja busca por segurança é vista como a invasão de um exército ameaçador. É nesse contexto que, de 2014 para cá, 13 mil pessoas que tentavam chegar à Europa morreram afogadas no Mediterrâneo, muitas delas crianças e bebês; é nesse contexto que a Austrália está tentando normalizar o encarceramento de refugiados em centros de detenção nas ilhas de Nauru e Manus, em condições classificadas por diversas organizações humanitárias como análogas à tortura. É nesse mesmo contexto que o gigantesco acampamento de refugiados de Calais, recém-desmantelado, foi apelidado de “selva” – da mesma forma que as vítimas abandonadas do Katrina foram chamadas pela mídia de direita de “animais”.
O dramático crescimento nas últimas décadas do nacionalismo de direita, do racismo, da islamofobia e do supremacismo branco em geral está intimamente ligado às novas tendências geopolíticas e ecológicas. A única maneira de justificar essas formas bárbaras de exclusão é apostando em teorias de hierarquização racial, que determinam quem merece ou não ser excluído das “zonas verdes”. É isso que está em jogo quando Trump chama os mexicanos de estupradores e “_hombres_maus”; quando os refugiados sírios são tachados de terroristas em potencial; quando a política conservadora canadense Kellie Leitch defende um teste de “valores canadenses” para imigrantes; ou quando sucessivos primeiros-ministros australianos classificam os sinistros campos de detenção como uma alternativa “humanitária” à morte no mar.
Esse é o resultado típico da instabilidade global em nações que nunca repararam os crimes do seu passado; em países que insistem em ver a escravidão e o roubo das terras indígenas como meros solavancos em uma história gloriosa. Afinal de contas, a separação entre zonas verdes e vermelhas já existia na sociedade escravocrata: os bailes na casa dos senhores aconteciam a poucos metros da tortura nos campos. E tudo isso nas terras violentamente arrancadas dos índios – terra sobre a qual a riqueza norte-americana foi construída. Agora, as mesmas teorias de hierarquia racial que justificaram tanta violência em nome do progresso estão ressurgindo à medida que a riqueza e o conforto que elas proporcionaram começa a se desgastar.
Trump é apenas uma manifestação precoce desse desgaste. Mas ele não é o único. E não será o último.
Moradores da favela da Mangueira assistem de longe aos fogos de artifício da cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. (5 de agosto de 2016)
Foto: Mario Tama/Getty Images

Uma crise de imaginação

Cidades fortificadas exclusivas para os ricos, isolados do resto do mundo em luta pela sobrevivência. É sintomático que esse seja um tema recorrente de diversos filmes de ficção científica atualmente, como Jogos Vorazes, em que o decadente Capitólio enfrenta as colônias desesperadas; e Elysium, em que uma elite vive em uma estação espacial acima de uma enorme e violenta favela. Esta é uma visão entranhada na mitologia das grandes religiões ocidentais, com suas épicas narrativas sobre dilúvios purificadores e um pequeno grupo de eleitos; histórias de infiéis ardendo em chamas enquanto os justos se refugiam em uma cidade fortificada nos céus. A dicotomia entre vencedores e condenados está tão presente no nosso imaginário coletivo que é um verdadeiro desafio pensar em outros finais para a narrativa da humanidade; um final em que a raça humana se una em um momento de crise em vez de se separar; um final em as fronteiras sejam derrubadas em vez de multiplicadas.
Afinal de contas, o objetivo de toda essa tradição narrativa nunca foi simplesmente descrever o que inevitavelmente acontecerá com a humanidade. Não, essas histórias são um aviso, uma tentativa de abrir os nossos olhos para que possamos evitar o pior.
“Nós temos a capacidade de dar ao mundo um novo começo”, disse Thomas Paine muitos anos atrás, resumindo em poucas palavras o desejo de fugir de um passado que está no cerne tanto do colonialismo quanto do “sonho americano”. Porém, a verdade é que nós _não temos_esse poder divino de reinvenção; nunca o tivemos. Temos que conviver com nossos erros e problemas, bem como respeitar os limites do nosso planeta.
Mas o que nós temos é a capacidade de mudar, de reparar velhas injustiças e a nossa relação com o próximo e com o planeta em que vivemos. Essa é a base da resistência à Doutrina do Choque.
Adaptado do novo livro da Naomi Klein, _No Is Not Enough: Resisting Trump’s Shock Politics and Winning the World We Need. _O livro será publicado em novembro de 2017 pela Bertrand Brasil. Foto do topo: Bombeiros do Kansas e de Oklahoma lutam contra um incêndio perto de Protection, no Kansas. (6 de março de 2017)
Tradução: Bernardo Tonasse
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2017.02.01 00:58 eremita_urbano A Paixão Segundo a Revolução (PAULO LEMINSKI)

Na estratégia e na tática de ação política, a inteligência de Lenin supera em muito a de Trotski, mais hesitante, mais sujeita a erros e leituras equivocadas dos fatos.
Mas a máquina mental e intelectual de Trotski era mais complexa que a de Lenin. Seus interesses eram mais plurais. Suas leituras, mais diversificadas. Seu horizonte, muito mais amplo. Leia-se, por exemplo, o vôo utópico do final do ensaio Arte Revolucionária e Arte Socialista, capítulo oitavo do seu livro Literatura e Revolução.
Lenin jamais poderia ter escrito essas páginas de um sopro verdadeiramente épico-utópico, sobre o novo homem que o socialismo poderia criar. Nem poderia dizer, como diz Trotski, nesse mesmo livro: “a arte se fundirá com a vida, quando a vida enriquecerá em proporções tais que se modelará, inteiramente, na arte”.
Lenin sempre olhou meio de lado, desconfiado, para as manifestações de vanguarda artística que marcaram o início do comunismo na Rússia (futurismo, suprematismo, Eisenstein, Maiakovski, Meyerhold, Tatlin). Seus gostos em matéria de arte eram bem conservadores. Há testemunhos de que chorava ao ouvir o Pour Élise, de Beethoven. E sua visão de cinema era pedagógica e doutrinária: bom para educar as massas.
Dessa vanguarda, Trotski, agudíssimo crítico literário, fez leituras mais ricas, como nos ensaios O Futurismo, de 1922, e O Suicídio de Maiakovski, de 1930, incluídos em Literatura e Revolução, o mais extraordinário livro sobre literatura que um político jamais escreveu.
Quando, já exilado no México, nos anos 30, Trotski assina um manifesto surrealista com André Breton, vindo da França para conhecê-lo, o velho leão está apenas sendo fiel a algumas das suas riquezas da juventude.
A robustez e saúde de pensamento, Trotski deve ter herdado do pai. Mas a sofisticação intelectual, que sempre o distinguiu entre os bolcheviques e lhe atraiu invejas e ódios surdos, só pode ter vindo da mãe, que era assinante de uma biblioteca de livros de empréstimo, e lia em mais de uma língua.
O que importa guardar dos primórdios de Lev Davidovitch é que Trotski teve uma infância e adolescência sem penúria, como, aliás, Lenin, filho de um funcionário público, de alguma graduação na máquina burocrática. Diverso é o caso de Stalin, filho de um pobre sapateiro do Cáucaso, o único dos chefes da Revolução de Outubro a ter origens realmente populares.
Aos sete anos, os pais de Lev Davidovitch o enviaram para uma escola judaico-alemã, a quilômetros de distância da fazenda Yanovka. Não se adaptou, e os pais o trouxeram de volta, sem que tivesse chegado a aprender nem o iídiche nem o hebraico das Escrituras. Em compensação, tinha aprendido bem o russo, ele que só falava o ucraniano dos camponeses. Ao voltar, já escrevia bem em russo, e começava a ler avidamente livros na língua oficial.
Pouco depois, pelas mãos de um parente mais velho, de nome Spentzer, vai estudar em Odessa, o maior porto do Mar Negro, uma cidade de clima quente, fervilhante de vida cosmopolita.
Na casa dos Spentzer, Lev iniciou-se numa vida intelectual muito cuidada, música clássica, hábitos polidos, leituras de clássicos russos e europeus em geral (Goethe, Pushkin, Tolstoi, Dickens).
O jovem camponês ucraniano transforma-se num judeu urbano de classe média, um europeu culto e educado.
Em Odessa, frequentou uma escola alemã, ligada à Igreja Luterana, onde estudou, entre as matérias do currículo, francês e alemão. Nessa escola, a Realschule, parece ter sido aluno excepcionalmente sério, sempre o primeiro da classe.
Já podemos ver aí os germes da vaidade intelectual que sua figura sempre irradiou, a certeza de ser mais inteligente do que os outros, de ver mais longe ou pensar mais fundo, vaidade que só se transformava em modéstia diante da figura superlativamente carismática de Lenin (e isso só depois de muita briga entre os dois…).
Em Odessa, cidade esfuziante de atrações, frequenta a ópera, como os outros estudantes, veste-se com elegância (traço que sempre o distinguiu) e apaixona-se, platonicamente, por cantoras líricas, como um poeta romântico do século 19.
Aos 17 anos, o futuro chefe da Revolução de Outubro ainda não ouviu falar de marxismo. E seu talento para a matemática o inclina a sonhar com uma carreira universitária dedicada à matemática pura.
Tais eram seus dons nesse terreno que, consta, eminentes matemáticos lamentariam depois que tamanho talento se perdesse na mediocridade da vida política: que grande talento a matemática estava perdendo…
A atividade política de Trotski, percebe-se já, não vai nascer de uma revolta contra um estado pessoal de carência.
Como em Lenin, outro bem-nascido (como Mao e Fidel), em Trotski, a revolução vai ser uma paixão intelectual, uma certeza lógica, uma convicção feita de ferro em brasa. Uma das cruéis ironias da vida: só os bem alimentados podem lutar pelos famintos. Os muito miseráveis nem sequer se revoltam: deixam-se morrer à míngua. É preciso muita proteína para fazer uma revolução.
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2015.11.11 15:54 Pilantrologo Sobre política e políticos: As referências que deixaram de existir.

Ontem, na cidade de Hamburgo (Alemanha), faleceu aos 96 anos o intelectual, jornalista e ex-chanceler alemão Helmut Schmidt. Enquanto homem politico, ele era reconhecido por ser equilibrado em momentos difíceis, muito bem articulado em todas as ocasiões, disciplinador e bem-humorado. A canal de televisão ARD (e possivelmente outros também) dedicou ao menos 3 horas de programação a exibição de entrevistas e documentários falando sobre o homem. Cidadãos da cidade de Hamburgo estão deixando flores e acendendo velas em frente a casa onde ele residia. Pessoas dizem em depoimentos que a politica precisava de mais indivíduos com o caráter similar ao dele. Helmut Schmidt era um pró-EU, um socialista e um critico da politica internacional de americanos e russos.
Enquanto isso, no Brasil...
Sinceramente...
Se existe algum politico brasileiro do qual a eventual morte me provocaria alguma tristeza, este seria Eduardo Suplicy (por sinal também um dos poucos (ex-)políticos com quem eu gostaria de tomar uma breja e falar sobre a vida). Acredito, entretanto, que o falecimento dele não geraria 1/3 da comoção nacional (ou mesmo em São Paulo) que se observa agora na Alemanha.
Nem a dele nem de nenhum outro (ex-)politico. A morte de Lula geraria muita comoção, mas também estimularia a explosão de milhares de rojões comemorativos. 50% de luto, 50% de satisfação mórbida. A mesma coisa no caso de Fernando Henrique Cardoso (penso eu).
Eu me pergunto se existiria hoje ou se existirá tão cedo um politico brasileiro da envergadura de Helmut Schmidt. Acredito que o modelo de polarização politica (a.k.a. divisãozinha ideológica idiota, onde se repulsa todo e qualquer valor defendido pelo dito adversário) que infectou o país representa uma barreira para a ascensão de moderados. Ao mesmo tempo, esse jogo com regras estabelecidas por trapaceiros chamado Politica Tupiniquim não permitiria a existência, seja a curto ou a longo prazo, de uma figura que agregasse inteligência, coerência e carisma num só pacote.
Aí eu caio na armadilha de ler os nomes de alguns eleitos para representar o povo no congresso e fico com a impressão de que não é bem esse tipo de gente que o eleitorado quer. Que a democracia brasileira, disfuncional como é, têm eleitores aplicando mais zelo ao votar no sindico do prédio do que num Senador. Ai temos abominações tais como Marco Feliciano tendo presidido a CDH e ambas a câmaras atualmente sendo regidas por picaretas.
Bem... É isso.
Peço perdão aos prezados leitores pelo rant. Por favor, não confundam isso com Complexo de vira-latas. Eu apenas creio que o Brasil se beneficiaria muito se tivessemos um bom número de políticos dos quais nós nos orgulharíamos e dos quais sentiríamos falta quando nos deixassem, à exemplo de Sêo Helmut Silva aqui, entre os germânicos.
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