Livre namoro e relacionamento

Quando compensa ou não reatar um relacionamento? *texto grande*

2020.10.13 19:20 __hollow Quando compensa ou não reatar um relacionamento? *texto grande*

Primeira vez postando no reddit, achei este lugar apropriado, é algo que vem me atormentando e que não comentei sobre isso com ninguém mais próximo. Se você tiver tempo de ler metade de um artigo científico, então eu agradeço sua opinião (e boa vontade) ;v
Tive meu primeiro relacionamento, foram ótimos momentos que duraram cerca de 2 anos e uns 7 meses, e durante os 3 últimos meses, em 2019, minha ex passou a agir de um jeito estranho, mais reservado e digamos, menos "conectada" comigo. Sempre a via jogando e conversando com as supostas colegas online (é, ela joga games) com mais intensidade do que comigo, o que já me indicava que algo estava diferente. Éramos membros de uma igreja local (faziamos parte de uma banda de jovens e praticamente todo nosso tempo livre era reservado a isso e a alguns eventos), então, de natureza, sua família era mais rigorosa com nosso relacionamento e eram muito poucas as vezes em que conseguíamos sair juntos sem estarmos por perto deles. Enfim, ela sempre foi uma pessoa boa, muito carinhosa e era realmente uma coisa incrível poder estar do lado dela, mas muitas vezes ela se abalava com esse tipo de comportamento da família que era imposto sobre ela e eu sempre a apoiei durante esse tempo, até que, em uma das suas crises, ela simplesmente não voltou pra casa depois do trabalho e dormiu numa colega de serviço por alguns dias, até finalmente voltar e anunciar pra família que ela iria embora para morar em Curitiba (sou do RJ) e ficaria na casa de uma amiga que jogava com ela, com uma desculpa de que tinha passado e iria estudar em uma federal de lá.
Nos encontramos alguns dias antes disso acontecer e ela me explicou que simplesmente queria se afastar da família dela e se aproveitou dessa situação da universidade como um gancho pra poder ir embora. Insistiu em manter um relacionamento a distância, coisa que eu não concordei e recusei de imediato e depois de diversas tentativas falhas de convencer ela a ficar, passamos o resto da noite um com o outro. Foi um choque pra mim, afinal, depois de tanto sacrifício que nós fizemos durante esse tempo, depois de tantas coisas planejadas, ver tudo se desmoronar. Eu não quis submeter ela a algo que ela não queria, portanto, eu somente permiti que ela fosse embora. Às vezes ainda penso que foi uma decisão estúpida...
Enquanto nos despediamos, seus olhos se enchiam de lágrimas e foi o que me fez pensar que essa decisão não era totalmente da vontade dela. Entretanto...
Meses depois, descobri que ela e essa tal amiga passaram a namorar...
É, isso mesmo.
Resumidamente, ela decidiu se aventurar com uma pessoa que ela mal sabia quem definitivamente era de verdade.
Depois dela ter ido, continuei frequentando a igreja, servindo e me prestando da melhor forma possível, mas, infelizmente eu acabei parando de frequentar pouco antes da pandemia e com o passar do tempo, perdi também a vontade de orar e simplesmente me projetei mais na faculdade e no trabalho. Embora eu esteja ocupado em grande parte do meu tempo na semana, não consigo parar de pensar nela e em tudo o que aconteceu.
Eu cortei contato com ela por volta de outubro do ano passado até meados de abril, quando ela me enviou uma mensagem pelo Discord (foi o único lugar onde eu esqueci de ter excluído seu contato, já que eu mal entrava lá) e desabafou comigo sobre como estavam as coisas e sobre como ela se arrepende e sente falta de estar comigo. Eu percebi que ela não estava bem, não estava feliz, não se sentia como antes e estava profundamente arrependida. Ela tinha fotos, vídeos e todo tipo de coisa que eu mandei pra ela guardados, e meio que ao ver aquilo, eu me senti bastante abatido. Desde então ela sempre vem procurando manter conversas em dia e me disse que quer voltar pra cá quando as coisas melhorarem com o único motivo de reatar as coisas e recomeçar tudo de novo, isso, é claro, se também for da minha vontade.
Nessa situação, eu gostaria de uma orientação, pois no fundo eu realmente quero, mas, conforme o que contei aqui, não é tão simples assim. Ao meu ver mais racional, ela só simplesmente sente falta do relacionamento e das sensações que ela tinha durante esses 2 anos e não necessariamente sente falta de mim. Embora eu perceba muito nitidamente o arrependimento dela e sua vontade de voltar o namoro, ainda fico com um pé atrás.
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2020.10.10 10:04 biel2907 Muitos problemas mentais

Boa madrugada, ou nem tão boa assim... Pra você que vai ler o que vou dizer, entenda que sua mente tem que ser muito aberta, principalmente a perdão, e o que você vê como ser humano ou não...
Enfim, indo do passado ao presente, meus pais nunca tiveram um relacionamento muito bom, desde que eu me entendo por gente, e estou falando disso porque é o que eu penso que pode ter provocado algo em mim do que vai vir a seguir... desde que eu me entendo por gente eles sempre brigaram, meu pai é muito mulherengo e minha mãe era bem menos "fogosa" que ele, e o casamento não deu muito certo, nunca vi meu pai bater nela, mas a pior briga que eu já vi foi ele ameaçando bater nela, mas isso nunca aconteceu, e eu não queria que eles terminassem de jeito nenhum até os meus 14/15 anos mais ou menos, pra mim era como se fosse o fim do mundo, depois eu entrei em uma escola técnica/ensino médio e vivia lá porque era muito tempo estudando e em uma cidade vizinha, conheci uma garota 2 anos mais velha que eu, foi a primeira pessoa que fiquei e assim que ficamos a primeira vez ela me pediu em namoro eu aceitei, não sei bem porque, mas foi indo, meu pai foi pra são paulo trabalhar porque tinha mais oportunidade (sou do rio de janeiro com minha mãe) e vinha as vezes 1 ou 2x por mês só visitar a gente, então o casamento foi só piorando... mas meu pai já tinha traido minha mãe antes e ela "perdoou" uma vez. Agora entra outro problema, eu não sei o porque, mas eu comecei a exercer um relacionamento tóxico/abusivo com essa garota que eu namorava, ela fazia tudo por mim me amava de verdade, e eu não conseguia confiar de jeito nenhum! E eu fui doente demais, fiz ela passar por coisas horriveis, a mãe dela controlava ela também, e eu também, e acabei brigando com a mãe dela (só discussão), enfim, mas a minha namorada foi a que mais sofreu, sério, são coisas terriveis, durou 4 anos nosso namoro, mas eu só ia piorando nas humilhações a ela,principalmente quando terminei a escola e fui pra faculdade em outra cidade, já fiz ela passar papel higienico no rosto, etc, inclusive já cheguei a agredir ela fisicamente (especificamente dei um tapa no rosto, não foi forte pra deixar marca nem nada disso, mas mesmo assim é TOTALMENTE errado, e eu nunca mais quero repetir algo do tipo), durante esse tempo meu pai engravidou outra mulher em SP minha mãe descobriu e eles finalmente terminaram (e eu agradeci por isso, não aguentava mais o relacionamento deles), uns meses depois a minha ex namorada finalmente se ligou com a ajuda das amigas dela e etc, e eu acabei terminando com ela por uma besteira minha e ela não voltou mais, e cortamos o contato dali, a partir daquele momento eu fui instantaneamente pro psiquiatra/psicólogo e comecei a frequentar bastante, eu passava mal durante meu relacionamento também por ansiedade de vomitar, ter caimbra no corpo todo, entortar ir pro hospital etc, isso já aconteceu varias vezes, eu acordava assim, em viagem de onibus sozinho, e era duro pras pessoas perto de mim ver aquilo, mas meus pais não gostavam de médicos de saúde mental, e só depois de tudo isso que eles resolveram que eu "deixar" eu ir. Eu ia bem na faculdade, porém nunca tive um sonho do meu curso em especifico, mas meu sonho era ter uma familia e só, nunca fui muuuito social, mas tinha uns amigos, até hoje tenho, depois que terminamos, eu não via motivo pra continuar na faculdade que pra mim era só pra dar um futuro pra minha familia que eu construiria, uma vez que fiquei sozinho perdi totalmente a vontade, tranquei voltei pra casa pra ficar com minha mãe, e ela também trabalha em algo bem simples e nunca teve vontade de melhorar na vida em questão de estuadr etc, e acho que acabei pegando esse jeito dela, mas é mais problema meu, n posso culpr os outros, hoje com 21 anos em plena quarentena com muito tempo livre eu não tenho emprego, não consigo lidar com os estudos EAD da faculdade (que tentei voltar) não tenho vontade, mas também não tenho vontade de fazer nada, eu queria um sonho, um motivo, algo profissional pra eu tentar aprender e melhorar, mas eu não consigo ter vontade de nada disso, chorei uma ou 2x e liguei pra uns amigos pra desabafar, mas sinto que já não tenho mais amigos pra isso... e também não adianta muito, porque eu quero uma solução, e acho que só tem como vir de mim, eu dei uma parada nos médicos mas já marquei psiquiatra/psicólogo novamente, tenho uma relação horrivel com meu pai desde então também, ele ja ameaçou brigar comigo e eu ameacei matar ele (falei da boca pra fora, bem eu acho) e tenho sonhos em que ele volta de SP pro RJ e sou obrigado a conviver com ele e é pertub ador, porque ele sempre foi uma pessoa mt grossa, e eu não sei mas tenho uma raiva guardada dentro de mim dele e não consigo lidar com isso, eu só queria esquecer q ele existe, mas sei que ele vai voltar aqui uma vez ou outra pra querer me ver, ver minha mãe, os pais dele q são meus vizinhos, etc. Enfim, a ansiedade eu consegui melhorar bastante com os remédios, os problemas de ser abusivo e tóxico eu falei tudo isso em diversas terapias, e acho que lido bem melhor hoje (só pondo a prática, eu namorei uma menina depois dessa mas foi por menos de 1 mes, foi bom pra nós apesar de ser curto kkkkk porque eu passei um tempo em SP assim que eu terminei o primeiro namoro, mas só piorou as coisas com meu pai lá e eu voltei e acabei terminando com a menina, na verdade foi bem consensual, ela gostou de mim mas também nem tanto pra namorar kk n tinha a magia, mas de verdade fui uma pessoa bem boa pra ela no tempo curto que tivemos e foi legal pra mim tentar me provar que melhorei mesmo que um pouco. Enfim é isso, não sei se pode ser curiosidade de vocês, mas eu me desculpei com minha ex 1 mes depois q terminamos, e ela tava bem melhor, acredito que possa ter buscado ajuda profissional depois de ter passado tantos problemas comigo, mas a ultima vez que vi algo dela, inicio desse ano (terminamos ano retrasado), ela aparentava estar bem, não nos falamos, eu até hoje me sinto culpado pelas merdas, mas isso n apaga o passado... enfim, eu to tentando reconstruir tudo, inclusive quero tentar esquecer isso com meu pai, mas primeiro preciso achar um futuro pra mim profissionalmente, e isso tá foda, porque preciso não depender mas da minha mãe, mas ajudar ela em casa que não é nada fácil nos dias de hoje...
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2020.10.04 16:31 111DarkGuy A mulher que eu amo tá com outro cara e eu tô me sentindo um lixo.

Eu entrei pra vida "adulta" faz pouco tempo, e sinceramente minha adolescência não foi das melhores ou das mais bem vividas, então não tenho tanta experiência com relacionamentos.
Alguns anos atrás, eu conheci essa garota, ela é tudo de bom... amável, carinhosa, esperta, bonita, sei lá. É uma pessoa que eu admiro em diversos aspectos diferentes. Ela mora um pouco longe de mim, mas a gente meio que "clicou" imediatamente. A gente se aproximou muito rápido e sei lá, tava tudo dando certo, nós éramos basicamente namorados, só faltava a gente se assumir. Até que por algum raio de motivo que nem eu nem ela lembramos mais, a gente brigou. Ficamos um bom tempo sem nos falar. Reatamos contato esse ano, e eu, trouxa, me apaixonei por ela mais uma vez.
Bom, ela falou que não sente o mesmo, que não busca relacionamentos no momento, que talvez um dia, bla bla bla. Basicamente, eu tava sentindo mesmo que ela tava um tanto bloqueada comigo. Lembrando que tô resumindo muito a história pra não fazer um negócio gigante e muito detalhista. Enfim, eu conversei com alguns amigos meus e eles me ajudaram a perceber que talvez eu estava colocando a carroça na frente dos bois e sendo muito "juvenil" na minha abordagem. E parando pra pensar nisso, realmente, eu tava indo muito pra cima dela com essa de paixão, amor, namoro, mas sei lá, ela não tá bem com o emocional muito bom nos últimos meses pra isso, não é disso que ela precisa de mim, no momento.
Então eu falei "Ok, vou lidar com isso como adulto", chamei ela pra conversar e expliquei que eu acho que fui muito apressado e desengonçado na minha abordagem, que de agora em diante eu vou ser um amigo e um suporte pra ela, porque acho que ela precisa mais disso, no momento. Sugeri que ela fosse em um terapeuta (porque sinceramente, ela tá precisando), basicamente, falei que eu vou deixar esse meu sentimental em standby com ela, por enquanto, porque sinto que não é a hora. Ela me agradeceu, falou que sente que agora nós estamos sendo honestos um com o outro, que sente que o "bloqueio" que ela tinha comigo sumiu.
Aí ela disse que tá gostando de alguém. Inclusive, eles estão praticamente namorando. Eu sei lá, eu tava pronto pra deixar meus sentimentos de lado, mas essa notícia foi um baque muito grande... ela me disse isso, e eu aqui, me segurando pra não ter ciúmes, não ficar triste, pra sei lá, ficar feliz por ela. O cara em questão é conhecido meu também, ele não é babaca, não vai tratar ela mal. Mas manos... Eu não consigo me impedir de querer que esse relacionamento dela dê errado... Eu to me sentindo extremamente culpado, e é horrível esconder isso dela, mesmo sabendo que é o melhor a se fazer, pra não gerar briga e tal. Eu me propus a agir como adulto nessa situação e não ficar com esse tititi adolescente de "Ah, eu gosto dela mas ela gosta de outro", mas caramba, é um negócio que dói demais.
Bem, por enquanto os dois estão só "se conhecendo", não têm nada sério ou coisa do tipo, mas eu to percebendo que isso vai pra frente e tal... E eu não posso, nem devo fazer nada a respeito disso. Basicamente, eu perdi essa. Como praticamente tudo na minha vida amorosa até agora, eu perdi kk e eu to extremamente mal.
Então é... agora eu tô todo fragmentado aqui, metade de mim quer que ela seja feliz, quer estar lá por ela se ela precisar, quer acompanhar a jornada dela na vida mesmo que só como um amigo. A outra metade quer só que aquele relacionamento dela dê errado, que a vida me dê uma chance que seja de fazer ela feliz, eu, sozinho. E eu sei qual é o jeito certo e qual o jeito errado de agir, mas agir do jeito certo é MUITO difícil e sinceramente, dos dois jeitos eu vou me machucar bastante.
Tem muita coisa dessa história que eu não contei por preguiça e por não querer encher demais de texto, eu também não sou livre de problemas emocionais (mas diferente dela, eu estou na terapia e me cuidando e tal), mas o ponto é que eu devo MUITO a essa garota por coisas do passado. Não é só uma random que eu consigo simplesmente superar e seguir em frente, é muito, muito complicado. Eu real me apaixonei pesadamente por ela e "superar" isso vai ser um processo difícil, demorado e doloroso, se não impossível.
Enfim, obrigado pros 5 que lerem isso, é nóis galera.
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2020.09.14 22:51 bloomorte Mesmo gostando muito dela, eu terminei.

Já tem uns dois meses que tomei a decisão de terminar o meu namoro de dois anos. O relacionamento não era uma maravilha, como qualquer um tinha seus altos e baixos, mas ela é linda e assim como eu gosta muito de videogames, passávamos os fins de semana jogando até cansar. O meu maior problema com ela era ciúmes em excesso, da parte dela. Tenham em mente que eu não sou nenhum exemplo de homão da porra não...moro com a minha mãe e meu irmão, não tenho vontade de morar sozinho tão cedo e nem de me casar (o que era um outro problema a parte que tínhamos), portanto eu mesmo não estou isento de ser problemático.
Sobre o namoro, ela fazia eu me sentir um criminoso - mesmo sem nunca ter feito nada de errado. Eu nunca vi uma pessoa tão insegura. Eu não precisava fazer nada para ela acusar que eu tinha interesse em fulana ou ciclana. A exemplo, uma vez a gente saiu junto, apareceu uma menina na fila do bar, ela começou a chorar porque disse que eu tava "secando a menina" e me fez levar ela embora. Outro exemplo é que esse ano comecei em um novo emprego, saí mais tarde por alguns dias e ela logo veio me atacar dizendo que eu tava saindo com alguém do trabalho. Eu não podia interagir com ninguém em rede social, se a gente saía eu tinha medo de olhar pros lados e ter que ficar ouvindo groselha depois. Se eu desse motivos entenderia, mas nunca fiz nada.
Com base em tudo isso, tentei terminar várias vezes, sem êxito porque ela dizia que ia se matar, mandava mensagens de adeus e me deixava maluco com medo de acordar com notícia dela ter tentado alguma besteira. Isso aconteceu uma vez, embora não tenha dado em nada. Tentei falar com a família dela, mas a mãe dela só dizia pra eu não desistir e dizia não ter condições de pagar um psicólogo.
Foi passando o tempo e eu mesmo comecei a me ver infeliz e desgastado. Ela e minha mãe começaram a brigar, minha mãe queria uma coisa e ela outra, mas ninguém se importava com o que eu queria. Teve momentos de constrangimento na família. Eu não queria mais buscá-la nos finais de semana, só queria ficar em paz, sozinho, jogando meus videogames no sofá sem ter que compartilhar meu espaço com ninguém. Isso foi ficando cada vez mais intenso, e ela foi percebendo. Passei a ser mais duro com ela, fui acostumando ela aos poucos de que não tava dando certo, reduzindo a frequência que a gente se via.
Com a pandemia eu vi que seria cruel terminar e deixar ela cheia de merda na cabeça sem poder sair pra lugar algum, ela basicamente passava as semanas esperando pra me ver e poder jogar comigo, já que ela não tinha computador em casa e a família dela é um pouco pobre. Juntei umas peças que tinha de um PC antigo e consegui montar um pra ela jogar em casa. Ela pegou uma parcela do auxílio emergencial e comprou um teclado e mouse, chorou de emoção por estar conseguindo montar um cantinho pra ela. E com o sentimento de ter deixado ela preparada para lidar com o luto, terminei. Ela não ameaçou mais se matar, mas vejo que ainda sofre muito.
Eu sinto saudades as vezes, de muitas coisas. Do cheiro, dos abraços, das brincadeiras.
Mas considerando que eu não me sentia feliz e que eu não consigo me ver casando com ninguém (muito menos com alguém que faça eu me sentir "preso"), achei que a melhor decisão foi deixá-la livre para ser feliz com outra pessoa. Eu vou ficar sozinho e não pretendo me relacionar nunca mais.
Se leu até aqui, obrigado!
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2020.08.24 15:02 LeastFudge9 Se querem uma dica, procurem saber o que buscam em relacionamentos antes de sofrerem por não estarem em um (ou de efetivamente entrarem em um)

Vejo muitos posts de "nunca namorei" por aqui, entendo cada um de vocês e digo que me vejo um pouco nesses posts também. Talvez meu post ajude. Isso aqui vai ser longo.
Sou homem, hétero e tenho quase 25 anos. Até os 22, nunca tinha namorado, nem transado, e entre essa idade e meu primeiro beijo (aos 11 anos de idade), eu havia beijado quatro garotas, uma delas talvez eu não devesse contar, pois foi uma amiga de minha mãe bem mais velha que praticamente me forçou a fazer isso quando eu tinha 14 anos. Mas ok, contemos quatro garotas dos 11 aos 22 anos. Isso me deixava triste nos mesmos moldes que vejo aqui em muitos posts.
No dia do meu aniversário de 22 anos, uma conhecida 16 anos mais velha avançou nas investidas por WhatsApp e me enviou nudes. A partir de então, foi tudo muito rápido, tive minha primeira vez com ela e foi fantástico. Ela estava em um processo de divórcio iniciado havia menos de um mês e tinha um filho de oito anos. Daí começa meu inferno.
Ela era uma mulher muito inteligente, bonita e, para me convencer a iniciar um namoro, praticou o famoso "love bomb", eu me sentia o cara mais foda do mundo, ela inflava minha autoestima de uma forma que ninguém jamais havia feito. Iniciamos um relacionamento sério e entrei no fogo cruzado de uma guerra que envolvia minha então namorada, o filho único dela de oito anos de idade e um ex marido extremamente agressivo e descontrolado.
Cheguei a receber ameaça por WhatsApp do tal ex, o filho dela levava recadinhos velados do pai pra mim, me ligava quando estava com os coleguinhas e me xingava das piores coisas e dos piores nomes possíveis (palavras que uma criança da idade dele não devia saber). Tudo isso enquanto frequentemente o garoto chegava da casa do pai quebrando a casa e gritando, eu acho que isso de esperar o inferno toda vez que ele ia pra casa do pai provavelmente foi o que me fez desenvolver um grau de ansiedade. E como já deve ter sido possível perceber, rapidamente eu ficava mais na casa da minha então namorada que na minha própria casa, por livre espontânea pressão.
Como se não bastasse, minha então namorada era extremamente controladora. Com o tempo, eu não podia mais conversar com outras mulheres, ela gritava comigo e quebrava a casa quando estava - nas palavras dela - "surtada". Pra ajudar a ilustrar, lembro-me que uma vez bocejei enquanto estávamos em um restaurante (EU organizei a ida, foi meu presente de dia dos namorados) e ela começou a brigar, perguntando se eu não queria estar ali (e então passei a ter receio de bocejar perto dela - e eu bocejava bastante, porque trabalhava e fazia faculdade).
Houve também uma situação em que recebi uma proposta profissional que significaria passar quatro meses em outro país. Ela surtou, passei uma noite em claro com ela gritando, quebrando a casa, tentando me expulsar de lá (como eu iria embora com a mulher naquela situação?). Enfim, foi um inferno, nem gosto de lembrar. Acabou que eu neguei a proposta profissional, ao mesmo tempo em que ela saiu falando para meus amigos (que viraram amigos dela também) sobre como ela, apesar de triste com a distância, achava uma oportunidade e um projeto muito importantes. E também encontrou meios de me manipular ao ponto de eu ficar na dúvida sobre por que eu tinha negado a proposta. Recentemente, depois de mais de um ano de terminados, ela disse pra uma prima minha sobre essa história e confessou que "fez de tudo que foi possível" para que eu não fosse. Me senti um idiota.
O cúmulo, na verdade, foi quando minha família alugou um sítio para comemorar o aniversário da minha irmã mais nova, a festa consistia em as pessoas mais chegadas ficarem um fim de semana inteiro neste sítio. Nessa época, minha ex já tinha desenvolvido uma posse sobre mim que incluía ter uma espécie de ciúme do tempo que eu dedicava à minha família (que já era quase zero). Justamente por isso, percebi que minha ex estava resistente a ir para este sítio, optei por fingir que não tinha percebido. No dia de ir pro sítio, como eu já suspeitava, ela estava em surto e passou a manhã inteira deitada. O filho dela estava ansioso pra ir, pois tinha piscina e outras crianças, então resolvi que iríamos eu e ele, disse isso pra minha ex e falei pra ela me ligar assim que quisesse ir, que eu a buscaria. O sítio ficava a uma hora de carro.
Vou resumir o que aconteceu, embora para passar o meu terror eu devesse contar detalhadamente. Basicamente, para fazer-me sentir-me culpado por ter ido sem ela, ela resolveu colocar fogo em umas toalhas (muitas!) no chão do banheiro, a ideia - isso tudo eu só concluí passados meses - era criar uma cena de horroincêndio pra quando eu chegasse. O que ela não calculou é que o álcool evapora rápido, então ela queimou o rosto, parte do cabelo, o pescoço, parte dos seios e da barriga. Ela me ligou em pânico e eu corri de carro tarde da noite em uma estrada deserta. Daí em diante nossos dias foram de hospitais (eu fiquei nos hospitais o tempo todo) e cirurgias plásticas. Ela não ficou com nenhuma sequela física. Depois que a ajudei com as queimaduras (em casa, eu fazia os curativos) e cicatrizes temporárias, terminamos (e no dia seguinte ao término ela bateu o carro e, pela forma como foi, parece ter sido proposital). Mas, enfim, consegui sair desse relacionamento abusivo depois de quase dois anos. Esse textão que escrevi é só uma porcentagem do que passei.
Menos de um mês após esse término, retomei contato com uma amiga (e paixonite platônica) de adolescência, acabou que ficamos e veio outro "love bomb". Caí nessa de novo pra depois de dois meses ela me tratar feito lixo, me dar respostas mal educadas, me ignorar e perder a paciência por coisas banais. Essa noite tive um pesadelo com o desdém dessa última ex (faz nove meses que terminamos) e acordei mal, por isso vim aqui desabafar. Felizmente, esse outro relacionamento não durou mais que quatro meses.
Hoje, olhando pra trás, percebo que caí nessas porque tenho uma carência advinda de um abandono afetivo na infância/adolescência, fruto de situações com meus pais. Ou seja, eu estive buscando suprir com relacionamentos uma carência paternal/maternal, então virei alvo fácil para pessoas complicadas ("love bomb" e visões idealizadas e fantasiosas de relacionamentos me fisgaram fácil). Eu estou bem atualmente e bastante feliz com vários projetos pessoais e profissionais, talvez esteja na melhor fase da minha vida nestes termos. No entanto, estou quebrado para relacionamentos e sei que precisarei de terapia para superar a resistência que adquiri com os traumas que relatei. A conclusão é: procure conhecer a si próprio e reflita bastante sobre porque não estar em relacionamentos lhe afeta, pois você pode estar tentando tapar um buraco que na verdade lhe fará ser presa fácil. Esteja em um relacionamento por ter descoberto alguém que te leve para frente, não somente por estar. Inclusive, não faz sentido estar em um relacionamento apenas porque você quer estar em um relacionamento. Não sei se estou sendo claro.
É isso, obrigado.
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2020.08.16 20:32 AltinoAlagoinhas Amizade, Sexo E a escolha das Mulheres.

Ok, textão pq eu não tô sabendo organizar essas ideias na minha cabeça.
Primeiramente, eu sou um cara relativamente "presença" eu tenho 1,89 de altura, isso é relevante pois aqui na cidade onde eu vivo o caras não são tão altos e isso combinado com eu ser jogador de Vôlei em uns times amadores por aqui, meio que me dão uma certa vantagem em conseguir atenção de mulheres. Eu não tenho talento suficiente pra ser profissional e altura não é tudo, mas eu gosto de jogar.
Recentemente meu namoro acabou e eu comecei a refletir mais sobre minha posição e atitudes e como eu sou percebido por homens e mulheres e se isso esta me impedindo de manter um relacionamento solido.
Do ponto de vista dos meus amigos homens, eu tenho a vida que eles pediram a Deus e não ganharam na loteria. Eu tenho relacionamentos bem curtos,, variando de semanas a meses, onde esse ultimo foi o mais longo uns 10 meses e o Covid foi o que provavelmente deu essa vida extra. E nesses períodos sem relacionamento eu sou um tanto quanto bem eficaz em conseguir sexo casual(digo não mais que algumas transas com cada pessoa).O que desperta uma certa inveja nos caras, eles me elogiam e brincam, mas eu sinto o tom de rancor escondido por trás das brincadeiras e que as vezes escapam quando eles estão mais alcoolizados.
Uma vez eu cometi o erro de tentar animar um camarada que tava sofrendo depois de uma serie de rejeições, ele veio com "tu pega todo mundo e eu não pego nem as sobras" e tentei dizer algo assim "Calma, isso não é uma competição,qualquer hora vc se da bem,podia aproveitar pra malhar um pouco e etc". Pra que eu fui dizer isso, o cara ficou em tempo de chorar de raiva,"Não é competição pra vc que é um gigante e as mulheres fazem fila, nenhum treino no mundo vai me deixar mais alto ou bonito". Na hora eu não entendi o que eu falei de errado, depois eu vi que ele entendeu o que falei como pena pela inabilidade dele de conseguir atrair mulheres.
Aqui eu tenho que dar um contexto, aqui no meu circulo de amigos,talvez essa cidade (não tenho como saber), tem essa crença entre os homens que é mais fácil transar de cara(logo nos primeiros encontros) com uma mulher que não gosta de vc, mas te acha sexualmente atraente do que se ela tiver intenção de te namorar, a logica por trás disso é que ela pode sentir desejo pelo cara, mas não gosta dele como pessoa ou acha que vai ser traída o que deixa ela livre pra "dar" de primeira sem se preocupar se o cara vai perguntar se ela chegou em casa bem no dia seguinte. E tem os caras que elas tem intenção de criar algo solido e esses vão ralar pra levar elas pra cama,pois elas tem medo de ser vistas como fáceis. No geral nunca me importei com isso pq com o tinder outros app e o modo mais agressivo que as mulheres se aproximam de mim faz essa teoria soar muito machista e produto de ressentimento de caras rejeitados.
Mas ai uma semana atras, essa conhecida minha da academia começou a falar de amizade e sexo e então descobri que ela é lésbica, e na conversa ela disse que era opção pessoal dela nunca se envolver com amigas que ela não quisesse perder, mesmo existindo o conceito de amizades com beneficio(que ela abomina) e tal ela só se relacionou com 2 "amigas" que ela não se importava em cortar relações,o argumento dela é que relacionamentos sexuais dificilmente acabam amigavelmente e ela não quer correr esse risco com amigas que ela preza muito.
Enfim, essa duas ideias tão se chocando na minha cabeça agora, pq eu tô achando que eu sou vitima disso, que as mulheres já se aproximam de mim achando que vai ser só pra passar uma chuva(com medo de ser traídas ou simplesmente não gostam da minha pessoa mas me acham atraente).O que meio aponta pra ideia dos caras, nesse últimos 3 anos eu tive muitos casos de "uma noite" onde eu nem sei se fiquei no final da lista de contatinhos delas. Eu não uso Apps de encontros onde ´sexo casual é supostamente a norma, Meus encontros são sempre da academia, trabalho, cursinho e etc. O que deveria facilitar relacionamentos sólidos.
Eu sei que um relacionamento depende de inúmeros outros fatores, mas se os meus ja começam com data pra expirar, vale a pena investir nisso?
É isso, quem leu até aqui sem ficar entediado agradeço, quem se decepcionou foi mal. só precisava escrever pra tentar organizar melhor minha mente, pq segunda eu volto ao batente.
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2020.07.30 04:19 Alucard181 Me apaixonar pela minha melhor amiga foi o pior erro que cometi.

Estou me arriscando bastante ao postar isso aqui pois há uma grande chance dela ler esse post e descobrir quem foi que escreveu (pelo vocabulário dela eu percebo que ela frequenta fóruns na internet e se ela ver meu nick aqui, ela descobrirá que foi eu)
Vai ser um pouco difícil para eu escrever essa história e expôr publicamente, por mais que anonimamente, mas sinto que preciso tirar isso do meu peito...
Nos conhecemos pela internet nos tornamos ótimos amigos, conversavamos todos os dias sobre diversos assuntos, jogavamos minecraft juntos, enfim... Ela é uma pessoa maravilhosa, sempre me ajudou, sempre se preocupou comigo - se eu estava bem, sempre me apoiou e me incentivou a fazer as coisas que eu gosto - eu me sentia muito bem quando estava com ela, tudo parecia flores...

Foi aí que eu percebi que estava apaixonado por ela, tentei suprimir ao máximo, pois eu sabia que ela gostava de outro rapaz. Mas me mantive otimista, já havíamos conversado sobre relacionamentos, namoro, etc. e ela disse que namoraria comigo e eu retribuí dizendo que ela era uma pessoa incrível e que adoraria namorar com ela; mas a conversa não passou disso. E então eu recebi a notícia que ela estava namorando, e isso simplesmente me destruiu, eu não consegui mais manter a amizade, constantemente ela vem me dizer que sente minha falta e isso corta meu coração. Eu também sinto a falta dela, penso nela todos os dias e quero estar com ela a todo momento...

Me sinto perdido, por não saber o que fazer, se devo ter esperanças que um dia vamos ficar juntos, se devo e como esquecer ela e superar; Me sinto um trouxa por me apaixonar por uma pessoa que mora tão longe; Me sinto triste por ter perdido minha amiga, me sinto só, tenho poucos amigos e ninguém era tão especial como ela. Me apaixonei pela minha melhor amiga e isso custou toda a minha sanidade mental.

Obrigado por ler até aqui, deixe um comentário ou só um upvote que eu já estarei feliz. Tudo de bom a você.
EDIT: Nossa, quando eu postei esse texto, eu imaginava que não iria receber sequer o mínimo de atenção, principalmente sendo meu primeiríssimo post aqui no Reddit. Muito obrigado a todos que usaram o tempo livre de seu dia para comentar aqui; um abraço.
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2020.07.20 00:59 astral1999 fui praticamente obrigado a me casar com 18 anos ( atenção pf)

eu namorava uma menina, e o pai dela é uma daquelas pessoas rígidas de costumes antigos, pedi para ele para namorar com a filha, e ele autorizou, depois de um ano mais ou menos tivemos nossa primeira relação sexual, e o pai dela ficou sabendo, então ele chegou a me ameaçar, e tambem falou que ou eu casava com ela ou ele levaria ela embora pra muito longe, de acordo com ele nós tinhamos que nos casar para a filha dele não ficar com o nome manchado, e eu entrei em um grande conflito com minha familia para casar, o que causou muito sofrimento pra mim, mas casei com 18 anos de idade, foi um dia muito triste e eu tive que fingir sorrir a noite toda, e hj em dia estamos a 3 anos juntos, com um casamento que é um namoro, pois nós ainda não moramos juntos nem trabalhamos, mas assim, as vezes, eu passo na praça da minha cidade, vejo pessoas da minha idade se divertindo, aproveitando a juventude, e sinto vontade de estar lá, as vezes sinto vontade de ter uma vida de solteiro, conhecer novas pessoas, novas experiencias, as vezes me sufoca sabe, mas não posso terminar isso, ela me ama tanto sabe, me ama muito, quer ficar cmg pra sempre, se eu terminasse nosso relacionamento, a vida dela viraria um inferno, mas como eu disse, as vezes eu sinto a necessidade de me sentir livre, a vontade, até mesmo curtir uma solidão. o que vcs acham da minha história?

edit: vcs acham que eu deveria tentar me adaptar e tentar viver uma vida feliz com ela, ou terminar tudo e aproveitar minha juventude?
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2020.07.16 16:22 fobygrassman ENCONTRE MULHERES CASADAS PORÉM CARENTES em menos de 2 horas e desfrute de um caso esta noite e curta um caso agora!

5 Maiores Razões Mulheres Casadas Traem & Como Conhecê-las De uma dona de casa traidora real
Como uma mulher casada há mais de 7 anos e que “pulou a cerca” várias vezes, fui convidada a escrever este artigo e fornecer algumas idéias para vocês, curiosos sobre o que faz com que uma mulher casada traia e como vocês podem seduzi-las.
As mulheres casadas traem por muitas das mesmas razões que os homens casados traem; Elas são felizes em certas partes do casamento e muito infelizes em outras.
Maiores Razões Mulheres Casadas Traem: 1. Seu marido não a faz mais se sentir sexy / desejável. Depois do meu terceiro ano de casamento, encontrei meu marido e eu “familiarizados de mais” um com o outro. Eu percebia que ele não olhava para mim da mesma forma que ele costumava, com luxúria e desejo, apesar de estar muito mais em forma agora que quando nos casamos.E me vi procurando homens que me olhassem como meu marido quando nos conhecemos.
  1. Quer explorar desejos sexuais (kinks) aos quais ela era imatura demais ou desconhecia em sua juventude. Casei aos 25 anos e, para ser sincera, eu era relativamente inexperiente sexualmente. Eu tive alguns relacionamentos de longo prazo antes do meu marido, mas éramos jovens e o sexy era baunilha, e eu era jovem demais para realmente saber que tipo de “kinks” eu gostava naquela idade. Agora estou casada há 6 anos e o pensamento de fazer meu marido explorar essas fantasias sexuais parece impossível.
  2. Seu marido a vê como uma cuidadora e não um ser sexual. Depois do meu primeiro filho, notei uma queda imediata no sexo e na intimidade, mas isso é de se esperar. No entanto, faz três anos desde então e a intimidade nunca se recuperou. Ele vê eu como uma cuidadora e uma mãe em vez de um ser sexual agora, e é sua perda. Até perdi o peso da gravidez o mais rápido possível e voltei imediatamente à academia, na esperança de que ele aumentasse a vida sexual novamente.
  3. Seu marido a vê como uma cuidadora e não um ser sexual. Nas raras ocasiões em que meu marido inicia a intimidade, geralemnte é apressado e unilateral, e geralmente sem preliminares; tenho certeza que é bom para ele, mas não me satisfaz. Isso me faz sentir como uma “ferramenta” para ele ter orgasmo e tenho certeza que ele percebe que não estou entusiasmada.
  4. Sem paixão, sem excitação, sem emoção. Quando a gente fica íntimo, é sempre em casa, na cama e provavelmente planejado. Quero experimentar lugares novos e emocionantes, ao ar livre, etc. Quero um homem que rasgue minhas roupas no segundo em que chegarmos ao quarto do hotel.
Como atraí-las: 1. Lembre-se de que as mulheres casadas que procuram casos online começam aos poucos e ficam nervosas, excitadas e inseguras. Portanto, comece devagar e deixe-as saber que você pode se relacionar.
  1. Faça-a sentir-se desejável, porque o marido não faz. Comece com um elogio sobre uma de suas fotos ou seu perfil.
  2. Após a apresentação, pergunte a ela o que ela está procurando “idealmente” ou qual é o seu “cenário perfeito”?
  3. Após a apresentação, pergunte a ela o que ela está procurando “idealmente” ou qual é o seu “cenário perfeito”?
  4. Planeje algo emocionante com ela para que ela se comprometa com a reunião. Não precisa ser grande, mas talvez uma nova cafeteria popular ou uma livraria. O fato de você se reunir em segredo é suficiente para tornar a reunião tentadora.
Sites de namoro de casados ​​como Ashley Madison oferecem aos usuários um lugar seguro e discreto para interagir com pessoas com a mesma ideia em um ambiente livre de julgamento. Sites como Ashley Madison tiraram a maior parte do risco e suposições do flerte de casados e provaram ser uma alternativa mais segura aos antigos casos no trabalho.
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2020.05.27 08:01 jotaporque primeiro amor verdadeiro, namorada, e relação sexual...

Meus caros, venho aqui na tentativa de não chorar contar brevemente o que estou passando.
Eu namorei uma garota por 1 ano e 3 meses, sendo que somente 7 meses depois de nos conhecermos ela falou para os pais, ela sempre quis manter isso discreto durante esse tempo, nao podíamos segurar muito a mão na rua, ficar em lugares muito abertos, eu só via ela uma vez por semana e as vezes nem isso, pois sempre que os país saiam ou ela tinha um compromisso ela ia e eu ficava só, a nao ser em uma festinha, quermesse, etc. Porém detalhe, ela só contou para os pais dela após ela terminar comigo dizendo que nao era uma pessoa pra namorar, mas mesmo assim me amava, e 1 semana depois veio atras de mim pedindo pra voltar alegando que nao via a sua vida sem mim, etc, obviamente eu apaixonado, voltei e namoramos "normalmente" após isso; ao mesmo tempo quero ressaltar que eu fui bastante insistente neste tempo pedindo para ela contar para os pais, eu coloquei um pouco de pressao, estava doido pra namorar de verdade com ela, não fiz por mal.
Sempre fui romântico clichê, fofo, um toque de melosidade, e eloquente no modo de tratá-la, havia um brilho nos meus olhos quando olhava, porém eu nunca vi o mesmo brilho em seus olhos, tenho a impressao de que ela nao conseguia nem olhar por 1 mimuto em mim sem desviar o olhar. Ela desde o começo falava para eu não fazer dela o meu mundo, porém eu fiz, pois ela sofria com baixa autoestima, inseguranças, medo, e eu sempre apoiei (durante aqueles 7 meses) e dei 100% de mim à ela.
Enfim, depois do primeiro término eu percebi que ela era uma pessoa extremamente orgulhosa ao ponto de as vezes só pedir desculpas quando eu pedia também, nao somente isso como eu tinha que pedir pra ela dar desculpas também. Percebi que ela não me priorizava quanto eu priorizava ela, eu nunca deixei de ficar uma semana por compromisso ou rolê meu, até com meus pais eu chegava a desmarcar, que numa discussão ela quando ficava estressada simplesmente sumia e me deixava de mãos abanando querendo resolver o problema, até eu pedir desculpas, e no maximo se eu desse gelo ela falava "vai ficar por isso mesmo?". Percebi que ela menozpresava meus sonhos, e que em quase todas as situações acima ela falava uma das 3 coisas como justificativa, que eu estava impondo e ela nao gostava disso, que eu estava jogando na cara erros do passado, e erros em geral, e que eu estava querendo mandar ou mudar ela, e falava "esse é o meu jeito".
E é ai que começei a pedir para ela mudar (na verdade até antes pedia mas nao era tanto motivo de briga assim, enfim, daí o motivo das brigas), e ela mudou do começo para este ponto, pois começou a fazer o mínimo, que seria demonstrar, mas ainda sim pedia pra ela ser mais recíproca, pra ela me escutar mais, me respeitar mais (houve uma vez que ela falou na minha cara que nao se sentia protegida por mim), pra ela me priorizar mais, pra ela parar de ser orgulhosa, enfim eu forcei a barra nesses quesitos, mas era por que eu me sentia infeliz com as atitudes dela em relação à mim, e como eu amava muito ela e estava apaixonado sentindo uma coisa indescritível, uma paz, não queria perder ela. Quero ressaltar que depois de todas as brigas, conversávamos pessoalmente, e ela chorava e dizia que iria mudar e que nao queria me perder, que me amava e me abraçava, isso quando estavamos a ponto de terminar, dizia que ia mudar, mas não mudava, eu acho que sou muito exigente tambem, não sei ao certo em o quê acreditar.
Eu fiz erros sim, fui realmente mandão, abusivo, chantageador e joguei na cara algumas vezes, fiz mal algumas vezes, mas eu sempre fui bom, toda vez que ia na casa dela eu levava uma florzinha, talvez um chocolate, fazia uma declaração, demonstrava querer ver ela toda semana, todo dia, perguntava do dia, dos planos, eu literalmente caçava ela. Portanto acho que meus erros foram, idealizar, amar e querer ser amado e cobrar demais, assim me demonstrei frágil, desgastei, cansei.
Bom para finalizar a ópera, eu não sei como terminar, só sei dizer que têm 2 meses que terminamos, ela fazia coisas por mim também, mas só em datas comemorativas como mês-versario de namoro, meu aniversário, ou quando fomos a praia juntos. Eu não sei em o que acreditar, se ela me amou, ou nao amou tanto que eu pensei, ou não me amou de verdade.
O termino ocorreu de forma muito ruim, 2 semanas antes do término tinhamos ficados 2 semanas sem se ver, por que ela ia em uma festa com a familia e uma formatura, e eu na minha rotina, numa terça tive que dar um puta corre para podermos se ver, comprei vinho barato, foi um super dia legal. Porém depois eu iniciei a discussão, sobre ficar 2 semanas sem se ver, que a minha rotina é apertada, propus nos vermos de semana, e o fim de semana ela tava livre pra ir com os pais (o que custava me chamar para ir junto? ou não ir uma vez ou outra? formaturau até entendo, pois era do melhor amigo dela), ela resistiu como sempre, falou e falei coisas que não lembro, só lembro que ficamos 2 dias discutindo e inclusive fizemos 1 ano e 3 meses discutindo, e ela falou "olha essa discussao tá apontando pra uma coisa e você sabe qual é", e eu lembro que prometi pra mim mesmo que a próxima vez que ela me ameaçasse de término ou que chegasse num ponto de quase, que eu iria terminar, dito e feito, terminei alegando nossas diferenças como principal ponto.
3 dias depois ela tentou voltar comigo falando para mudar por definitivo, eu falei que deveriamos esperar para o "dia da conversa" para decidir nosso futuro, porém numa terça ela me chama e fala que quer decidir já, eu falei que achava melhor continuar assim, entre outras coisas, ela nem relutou, não falou nada, só falou "concordo contigo". O ponto é que uns 3 dias depois eu mudei minha opinião e tentei voltar, ela falou que não, que não quer mudar, que nao queria passar por tudo aquilo de novo, tentamos manter contato depois disso mas só lembro que falamos coisas muito ruins uns para os outros, inclusive ela falou que eu destrui o pscioclogico dela com proibições (sendo que eu nunca proibi de nada), cobranças (okay, isso talvez mas eram coisas tão simples, eu acho), e comentários (eu nunca falei mal dela, nem de qualquer modo no relacionamento), e eventualmente paramos de nos falar em questão de 1 semana e meia. Foi quando eu descobri que 2 semanas após o término ela já estava falando de namoro com uma pessoa numa rede social (eu tinha bloqueado ela), e que inclusive postou seu número de celular no meio da rede social, fiquei insano e descarreguei muito ódio e energia ruim nela, mas não xinguei, e também pedi todos os presentes que dei pra ela de volta, até de aniversário, a aliança, o potinho com coisas fofas, uma meia, tudo, peguei todas as roupas que ela me deu e devolvi também. Enfim ela me bloqueou, peguei as coisas de volta, coloquei em um saco as coisas que eu dei pra ela e as coisas que ela me deu (potinho, desenho meu, etc) e martelei tudo e postei em um status. Após isso me senti muito mal, pedi desculpas à ela, e até agora nao nos falamos mais, inclusive estou até namorando uma menina nova, pois já que ela estava com papo torto, eu também decidi estar, e o meu deu certo aparentemente, mas não 2 semanas depois.
Desculpem o texto longo, mas eu não sei o que sentir, ao mesmo tempo me sinto culpado por ter desgastado ela pedindo, manipulado (por sexo, o qual nos dávamos muito bem, e mentalmente), não amado, que vivi uma mentira, remorso, ódio, amor, perdão, hipócrita, sujo, que coloquei muita expectativa, que na verdade estava tudo bem e eu estava problematizando e reclamando de tudo, eu só queria a mesma intensidade que eu estava tratando ela.
Eu não sou uma pessoa ruim, sempre tentei ser a melhor versão de mim, me deixa muito mal ver que tive determinada reaçao, atitude, não quero ser odiado pela pessoa que mais amei, só queria ser feliz. Mas ao mesmo tempo fico mal de ver que fui tratado mal e não recebi o que eu merecia.
Eu estava tão apaixonado, e eu simplesmente nunca consegui saber ao certo se ela também estava da mesma forma com o fogo dentro de si, levando a sério o namoro e pensando junto comigo, talvez por puro orgulho, mas nem isso eu tenho como saber direito pois aparentemente ela não se conhece tão bem quanto eu a conheço.
Quero poder um dia chamar ela na praça, e simplesmente dar, e receber o perdão, deixar as coisas bem resolvidas, talvez, tentar de novo com uma cabeça mais madura, um abraço reconfortante, um beijo longo, um olhar fixo, sem ódio ou amargura, nunca fui de fazer mal à alguém.
De uma coisa eu tenho certeza, eu senti, todos os sentimentos possíveis com alguém, um caminhão de sensações passou por mim, não sei se foi a mesma coisa com ela.
Quem leu até aqui muito obrigado, eu sou novo no reddit e ao escrever esse texto eu estou melhor, coloquei um pouco meus pensamentos e indagações em ordem.
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2020.04.26 08:37 gabr10 Um resumo dos meus últimos meses.

Estou tendo uma crise que nunca tive antes e precisava colocar isso tudo pra fora. Esses foram os momentos mais recentes da minha vida e que me fizeram estar sentido o que estou sentindo agora. Talvez seja uma crise de ansiedade? Pânico? Depressão? Não sei.
Final do ano passado conheci uma pessoa maravilhosa, a gente saiu, nós curtimos muito. Quando ela tava mal eu ia pra casa dela, me preocupava demais. Teve um dia que eu fui lá e ela tava bem mal, numa crise fodida de ansiedade por se sentir sozinha, ela morava solo e estudava pra medicina. Fiquei lá com ela até umas meia noite e decidi chamá-la para dormir comigo em casa, pra tentar ocupar a cabeça e fazer algo diferente, ela topou.
Foi a primeira vez em 24 anos que levei uma mulher pra casa, e a gente não tava nem namorando ainda. Era um sábado, ela dormiu comigo e melhorou bastante, no domingo minha família tava reunida e minha mãe perguntou se a gente queria ir lá, ela hesitou mas decidimos ir, todo mundo tava com a atenção em nós dois pq até então nunca me viram com ninguém, eu tava nervoso mas foi tudo bem, passamos o dia lá com minha família, ela curtiu bastante e voltamos pra casa, deitamos, conversamos um pouco e ela me pediu em namoro. Sinceramente fui pego de surpresa, falei pra ela que não tava satisfeito com umas coisas em mim e achei melhor não oficializarmos naquela hora. Até ai tudo bem, continuamos sem o título de namorados. Gosto dela como nunca gostei de ninguém, pra ficar claro. Só não achei a melhor hora pra aceitar o pedido.
O "problema" é que dois dias depois ela me deu a notícia que tinha passado em medicina em outro estado. E foi. Fiquei muito feliz por ela, que entraria no seu curso dos sonhos mas também fiquei triste por mim - talvez me chamem de egoísta - que acabara de perder uma pessoa que me fez sentir coisas que nunca tinha sentido, que pela primeira vez me faria sentir 100% feliz com minha vida.
No dia que ela foi embora eu me lembrei o que era chorar, na minha vida toda chorei em situações muitíssimo raras, mas assim que entrei no ônibus sentei no fundo, já sabendo o que iria acontecer comigo. Chorei o caminho todo, mais um sentimento novo que ela me fez sentir. Nunca senti a tristeza de uma despedida.
Ela foi para o estado novo e eu comecei a pensar no futuro, valeria a pena um relacionamento à distância? Quando conseguiria vê-la? Será que ela sente o mesmo por mim?
Até hoje penso muito nisso tudo. Após várias conversas mais choradeiras ela preferiu que a gente continuasse a se falar porém não queria nada sério com essa distância. Me deixou livre pra sair com outras pessoas, e ela claro, também. Ainda assim eu queria muito a ver novamente, estava (e estou) morrendo de saudades - outro sentimento que nunca havia sentido tão intensamente. Aliás, essa é a palavra, intensidade. Tudo o que vivemos foi muito intenso, mesmo que breve: as vezes que estávamos juntos, as conversas, os sentimentos.
Ela viajou uma semana antes do carnaval, eu já estava monitorando os preços das passagens aéreas para num futuro próximo matar essa saudade. Mal sabia eu novamente me frustaria com a vida. Pouco tempo tempo o corona vírus começa a assustar o mundo. Tudo e todos pararam. Agora não faço ideia de quando a verei novamente... se ela ainda sente a mesma coisa que eu. Essa é uma pergunta que me faço frequentemente, sou muito inseguro. Acho que ainda não estou preparado para aceitar que talvez a gente não se veja nunca mais. . . Com esse coronavírus comecei a ficar preocupado com mais outras coisas... trabalho no aeroporto, passei umas semanas indo antes de adiantarem minhas férias. Acompanhei a quantidade de vôos ir de centenas por dia para unidades, o movimento reduziu em cerca de 95% no meu trabalho. A equipe é de 5 pessoas e colocaram 3 de férias. Meu retorno é no próximo mas mas não faço ideia se irão me manter oh me demitir. Está tudo muito volátil, trabalho com turismo e essa área está sendo profundamente impactada, não sei como vai ser a volta do movimento no aeroporto. Meses? Anos? Essa incerteza com o futuro está me corroendo por dentro de uma forma que não sei explicar.
Estava pretendendo fazer o curso para virar comissário (trabalhava diretamente com tripulações e achei muito interessante) porém agora também não tenho perspectiva nenhuma. A azul, que é a companhia que mais voa aqui colocou milhares de tripulantes de licença não remunerada, agora há todos esses que já fizeram o curso, a prova da Anac e já possuem experiência numa fila de espera sem previsão de retorno. Não sei se vale a pena fazer o curso e esperar tudo isso melhorar. . . Falando da quarentena, logo no começo tive um episódio leve onde me senti verdadeiramente triste, sem vontade de fazer nada, que durou um ou dois dias. Agora, há poucos momentos atrás tive uma bem mais pesada, onde fiquei pensando sobre tudo na minha vida, minhas relações, meus planos, meu futuro. Acho que o que piorou também foi o fato de ter ido pra emergência com minha mãe recentemente, ela foi tratada e voltou pra casa melhor mas hoje, ela foi novamente para o médico, achava que era a tireóide desregulada, não se sentia bem. Quando voltou me contou que era uma crise de ansiedade, o médico deu 60 dias de atestado.
Meu cachorro também teve que fazer uma cirurgia antes de ontem, e temos que cuidar dele esses dias.
Acho que tudo isso me fez sentir assim.
É isso, acho que me prolonguei muito mais do que queria. Peço desculpas e se você leu até aqui muito obrigado.
TLDR: Conheci uma pessoa massa, quase começamos a namorar mas ela passou no curso em outro estado e foi embora. Pretendia visitá-la mas o corona acabou não só com esses planos mas com minhas perspectivas futuras, trabalho com turismo e não sei como serão os próximos meses. Pretendia fazer o curso pra virar comissário e isso também foi por água a baixo pq agora há milhares deles sem emprego. Minha mãe teve algumas crises de ansiedade e meu cachorro fez uma cirurgia recentemente. Meu pai continua indo trabalhar mesmo sendo grupo de risco.
TLDR do TLDR: estou muito fodido, triste, minha mãe mal; sem mulher, talvez sem emprego e não sei o q vou fazer no futuro.
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2020.04.26 07:30 gabr10 Um resumo dos meus últimos meses até hoje.

Estou tendo uma crise que nunca tive antes e precisava colocar isso tudo pra fora. Esses foram os momentos mais recentes da minha vida e que me fizeram estar sentido o que estou sentindo agora. Talvez seja uma crise de ansiedade? Pânico? Depressão? Não sei.
Final do ano passado conheci uma pessoa maravilhosa, a gente saiu, nós curtimos muito. Quando ela tava mal eu ia pra casa dela, me preocupava demais. Teve um dia que eu fui lá e ela tava bem mal, numa crise fodida de ansiedade por se sentir sozinha, ela morava solo e estudava pra medicina. Fiquei lá com ela até umas meia noite e decidi chamá-la para dormir comigo em casa, pra tentar ocupar a cabeça e fazer algo diferente, ela topou.
Foi a primeira vez em 24 anos que levei uma mulher pra casa, e a gente não tava nem namorando ainda. Era um sábado, ela dormiu comigo e melhorou bastante, no domingo minha família tava reunida e minha mãe perguntou se a gente queria ir lá, ela hesitou mas decidimos ir, todo mundo tava com a atenção em nós dois pq até então nunca me viram com ninguém, eu tava nervoso mas foi tudo bem, passamos o dia lá com minha família, ela curtiu bastante e voltamos pra casa, deitamos, conversamos um pouco e ela me pediu em namoro. Sinceramente fui pego de surpresa, falei pra ela que não tava satisfeito com umas coisas em mim e achei melhor não oficializarmos naquela hora. Até ai tudo bem, continuamos sem o título de namorados. Gosto dela como nunca gostei de ninguém, pra ficar claro. Só não achei a melhor hora pra aceitar o pedido.
O "problema" é que dois dias depois ela me deu a notícia que tinha passado em medicina em outro estado. E foi. Fiquei muito feliz por ela, que entraria no seu curso dos sonhos mas também fiquei triste por mim - talvez me chamem de egoísta - que acabara de perder uma pessoa que me fez sentir coisas que nunca tinha sentido, que pela primeira vez me faria sentir 100% feliz com minha vida.
No dia que ela foi embora eu me lembrei o que era chorar, na minha vida toda chorei em situações muitíssimo raras, mas assim que entrei no ônibus sentei no fundo, já sabendo o que iria acontecer comigo. Chorei o caminho todo, mais um sentimento novo que ela me fez sentir. Nunca senti a tristeza de uma despedida.
Ela foi para o estado novo e eu comecei a pensar no futuro, valeria a pena um relacionamento à distância? Quando conseguiria vê-la? Será que ela sente o mesmo por mim?
Até hoje penso muito nisso tudo. Após várias conversas mais choradeiras ela preferiu que a gente continuasse a se falar porém não queria nada sério com essa distância. Me deixou livre pra sair com outras pessoas, e ela claro, também. Ainda assim eu queria muito a ver novamente, estava (e estou) morrendo de saudades - outro sentimento que nunca havia sentido tão intensamente. Aliás, essa é a palavra, intensidade. Tudo o que vivemos foi muito intenso, mesmo que breve: as vezes que estávamos juntos, as conversas, os sentimentos.
Ela viajou uma semana antes do carnaval, eu já estava monitorando os preços das passagens aéreas para num futuro próximo matar essa saudade. Mal sabia eu novamente me frustaria com a vida. Pouco tempo tempo o corona vírus começa a assustar o mundo. Tudo e todos pararam. Agora não faço ideia de quando a verei novamente... se ela ainda sente a mesma coisa que eu. Essa é uma pergunta que me faço frequentemente, sou muito inseguro. Acho que ainda não estou preparado para aceitar que talvez a gente não se veja nunca mais. . . Com esse coronavírus comecei a ficar preocupado com mais outras coisas... trabalho no aeroporto, passei umas semanas indo antes de adiantarem minhas férias. Acompanhei a quantidade de vôos ir de centenas por dia para unidades, o movimento reduziu em cerca de 95% no meu trabalho. A equipe é de 5 pessoas e colocaram 3 de férias. Meu retorno é no próximo mas mas não faço ideia se irão me manter oh me demitir. Está tudo muito volátil, trabalho com turismo e essa área está sendo profundamente impactada, não sei como vai ser a volta do movimento no aeroporto. Meses? Anos? Essa incerteza com o futuro está me corroendo por dentro de uma forma que não sei explicar.
Estava pretendendo fazer o curso para virar comissário (trabalhava diretamente com tripulações e achei muito interessante) porém agora também não tenho perspectiva nenhuma. A azul, que é a companhia que mais voa aqui colocou milhares de tripulantes de licença não remunerada, agora há todos esses que já fizeram o curso, a prova da Anac e já possuem experiência numa fila de espera sem previsão de retorno. Não sei se vale a pena fazer o curso e esperar tudo isso melhorar. . . Falando da quarentena, logo no começo tive um episódio leve onde me senti verdadeiramente triste, sem vontade de fazer nada, que durou um ou dois dias. Agora, há poucos momentos atrás tive uma bem mais pesada, onde fiquei pensando sobre tudo na minha vida, minhas relações, meus planos, meu futuro. Acho que o que piorou também foi o fato de ter ido pra emergência com minha mãe recentemente, ela foi tratada e voltou pra casa melhor mas hoje, ela foi novamente para o médico, achava que era a tireóide desregulada, não se sentia bem. Quando voltou me contou que era uma crise de ansiedade, o médico deu 60 dias de atestado.
Meu cachorro também teve que fazer uma cirurgia antes de ontem, e temos que cuidar dele esses dias.
Acho que tudo isso me fez sentir assim.
É isso, acho que me prolonguei muito mais do que queria. Peço desculpas e se você leu até aqui muito obrigado.
TLDR: Conheci uma pessoa massa, quase começamos a namorar mas ela passou no curso em outro estado e foi embora. Pretendia visitá-la mas o corona acabou não só com esses planos mas com minhas perspectivas futuras, trabalho com turismo e não sei como serão os próximos meses. Pretendia fazer o curso pra virar comissário e isso também foi por água a baixo pq agora há milhares deles sem emprego. Minha mãe teve algumas crises de ansiedade e meu cachorro fez uma cirurgia recentemente. Meu pai continua indo trabalhar mesmo sendo grupo de risco.
TLDR do TLDR: estou muito fodido, triste, minha mãe mal; sem mulher, talvez sem emprego e não sei o q vou fazer no futuro.
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2020.03.27 17:56 oquintoanomimo Hoje é o aniversário da minha ex.

Estudamos na mesma escola e terminamos faz 1 ano, o namoro foi incrivel para mim, eu realmente amei muito ela e demonstrei uma consideração incondicional, tinha seus defeitos mas nada que fosse motivo de termino, ela disse que não queria estar num relacionamento sério agora e dedicar essa fase da vida dela mais para si, com certas indiretas de que poderia voltar depois, então fiquei sabendo que fez curso de teatro, dança e cursinho pre-vestibular, fazendo umas peças pela cidade, vivendo para si mesma, entao a principio ela não mentiu para mim e me enganou.
O dia de hoje mexe muito comigo, pois eu sempre fazia algo especial para ela nem que seja uma carta ou texto, acordei meio bolado lembrando de varias coisas.
Ao mesmo tempo tenho a visão que ela não merece minha atenção e tempo, por tudo que eu passei em relação, eu fui atrás várias por gostar muito dela e ouve e passei por muitas situações que me senti magoado e desvalorizado.
Passei várias coisas, muito sofrimento e muitos meses acordando tendo que aceitar a realidade fria e esmagadora, tomei no cu na escola e fiquei horas chorando, sem reação ou poder, até porque acredito que todo mundo é livre para seguir o caminho que quiser, em busca de amor-proprio e felicidade.
No meu aniversário ano passado, ela nem olhou na minha cara e olha que estudamos na mesma escola e a gente se viu varias vezes no dia, só me mandou um breve e simples parabéns.
Ano passado em dezembro ela me convidou para um café numa lanchonete, eu fui e conversamos diversas coisas aleatorias até o momento que ela disse que realmente não pensava em estar em um relacionamento e queria que cada um seguisse sua vida, apesar de ter uma visão amigavel comigo e não querer perder contato.
De tempos em tempos, ela me manda uma mensagem aleatória dizendo o que você imaginar, me desejou feliz ano novo e em janeiro desse ano me mandou um AUDIO DE 24 MINUTOS super preocupada comigo, falando tudo que você pensar de preocupação, mas o mais engraçado que na escola ela nem olha na minha cara direito, só conversamos pessoalmente se tiver amigos próximos no meio.
Eu fico sem entender essa porra, a pessoa termina contigo, te faz passar diversas fitas fodidas, você se sente desvalorizado e magoado incontaveis vezes, eu gosto dela mas não espero nada serio dela, até porque faz meses que é só ela que me manda mensagem, eu fico na minha seguindo minha vida.
É tão autoritario da minha parte dizer que alguém não merece o meu tempo e minha atenção, ela me manda essas mensagens aleatórias mas sinceramente não enxergo credibilidade, porque se tivesse ela seria do mesmo jeito pessoalmente, mas ela é tão fechada pessoalmente diferente do celular.
Meus amigos/amigas e alguns amigos/amigas dela também, me dizem que ela não merece o tamanho da valorização que eu dedico e dediquei a ela, poha até lembro o aniversário dela e me preocupei de certa forma..
Me pergunto se é tão injusto comigo me manter nesse lapso emocional, nesse ciclo de emoções, ela realmente merece algo de mim?? Nem que seja uma mensagem de feliz aniversário...
Tenho a sensação que deveria cortar esse laço por uma vez por todas, já que quando chegou o momento ela fez o mesmo comigo, não com motivos ruins mas para viver certas coisas consigo mesma, mas mesmo assim passei coisas ruins demais e não sinto valorização suficiente dela, mesmo que ela me mande audios e audios de preocupação, pessoalmente é totalmente diferente.
É aquela coisa né, as pessoas que realmente se importam com você, estão com você de verdade e você sabe quem é.
Só queria desabafar isso aqui, pois fica preso em mim essa sensação.
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2020.03.05 04:26 psicopatola Eu perdi o amor da minha vida, eu acho

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Meredith e eu namorei o Derek por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Alex, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Alex. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Alex falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Alex sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente feliz, que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? A gente se vê muito pouco agora.
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2020.03.03 03:40 psicopatola Relacionamento à la Grey's Anatomy

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Meredith e eu namorei o Derek por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Alex, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Alex. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Alex falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Alex sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente , que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério. E aí eu fiquei com muuuuuita raiva. Não sei lidar com rejeição por parte dos outros. Eu inicialmente havia concordado em ser amiga dele, mas eu me senti rejeitada. Xinguei ele de todos os nomes que consegui, bem infantil mesmo, e bloqueei ele em todos os lugares. Na sexta feira de carnaval, xinguei mais ele, fiz ele sair de um bloquinho, pra voltar pra casa e conversar comigo. É isso.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? A gente se vê muito pouco agora.
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2020.03.03 03:15 psicopatola Eu tinha dois "namorados" e perdi os dois 😬

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Jane e eu namorei o Michael por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Rafael, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Rafael. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Rafael falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Rafael sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente , que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério. E aí eu fiquei com muuuuuita raiva. Não sei lidar com rejeição por parte dos outros. Eu inicialmente havia concordado em ser amiga dele, mas eu me senti rejeitada. Xinguei ele de todos os nomes que consegui, bem infantil mesmo, e bloqueei ele em todos os lugares. Na sexta feira de carnaval, xinguei mais ele, fiz ele sair de um bloquinho, pra voltar pra casa e conversar comigo. É isso.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? Eu tô com muita saudade. A gente se vê muito pouco agora.
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2020.02.11 15:41 novcam Passei na federal, mas não sei se vou..

Passei no IFSP - Campus Matão, pro curso de Engenharia de energias renováveis, a uns anos anseio pela faculdade, os cursos que sempre quis cursar são: engenharia de produção, engenharia ambiental e estética e cosmética, agora que passei não sei se quero ir, os prós e contras são fortes, tenho só até hoje pra decidir se vou ou não..
-Moro na capital, a distância em horas da minha casa pro campus beira as 6 horas no total, meu curso é a noite então teria que residir lá, e sozinha;
-A passagem não é barata, me limitaria a poucas visitas anuais aos familiares e amigos daqui (isso se der pra vir, pois acredito que o estudo é pesado e talvez meu tempo livre seja só pra estudar mesmo);
-Quanto a moradia e alimentação não sei como funciona ao certo, se não conseguir auxílio da universidade meus pais pouco conseguem se ajudar, quem dirá a mim..
-Namoro a 4 anos e ir provavelmente resultaria no fim do meu relacionamento;
-O curso não é o que eu queria, mas se relaciona de certa forma;
-Presto vestibular a 5 anos e esse ano finalmente consegui passar, em FEDERAL, e ENGENHARIA!;
-Estou atualmente cursando FATEC e teria que desistir dela também;
-Meus pais, irmão, amigos e namorado me apoiam no geral, no que eu decidir;
Por mais que falem que não querem me atrapalhar ou interferir nos meus sonhos, eles fazem parte da minha vida, eu planejei e me organizei para estudar o ano passado 2/3 horas por dia e 12 horas no sábado, mas também comecei a planejar, guardar dinheiro e até começar a reforma de uma casa só pra mim, comecei a pensar em casamento, e todo um futuro que inclui pessoas que com essa decisão não estariam comigo.
Uma outra alternativa seria continuar estudando na Fatec, e estudar pro vestibular mais um ano, tentar passar em uma universidade federal daqui em Engenharia de Produção e perder a vaga dessa vez.
Gostaria de agradecer a todos os comentários aqui desde já! Estão me ajudando MUITO!
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2020.02.07 07:08 AlguemPorAi123 Parece que a vida tá passando.. e eu ficando

Tô com uma sensação ultimamente de que a vida tá passando e eu ficando pra trás de algumas formas, estou já com 36 anos ,namoro a 14 anos a mesma mulher (única experiência sexual de fato minha, já tive várias outras ficantes mas sem sexo de fato), ela mora em outra cidade e não topa morar comigo, amo ela, a gente se dá bem na cama etc ela mas.. tenho sentido falta de outras experiências, imaginando que poderia ser feliz tb com outras pessoas,l. até cogito trai-la mas não sei se vou me arrepender e colocar tudo a perder, por outro lado tenho medo de continuar e lá.na frente me sentir mais frustrado ainda com isso.
além disso, vejo minha vida profissional empacada.. sou bem formado numa faculdade top mas não exerço todo meu potencial em boa parte por conta do relacionamento, como disse, ela mora em outra cidade e pra gente se ver mais, optei por um serviço mais flexível mas que paga menos pra ter tempo de passar uns dias com ela. mas isso também me dá a sensação de tá ficando pra trás, deixando boas oportunidades de carreira em troca de tempo.
o mais engraçado de tudo isso, é que sou muito feliz com essa pessoa, tenho aprendido que tem coisas mais importantes que dinheiro etc e como o tempo livre eh valioso! porém a sensação de tá deixando muita coisa pra trás tb eh bem forte.
sei lá oq fazer..
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2020.01.11 15:10 beantownclown ENCONTRE MULHERES CASADAS PORÉM CARENTES

Como uma mulher casada há mais de 7 anos e que “pulou a cerca” várias vezes, fui convidada a escrever este artigo e fornecer algumas idéias para vocês, curiosos sobre o que faz com que uma mulher casada traia e como vocês podem seduzi-las.
As mulheres casadas traem por muitas das mesmas razões que os homens casados traem; Elas são felizes em certas partes do casamento e muito infelizes em outras.
Maiores Razões Mulheres Casadas Traem: 1. Seu marido não a faz mais se sentir sexy / desejável. Depois do meu terceiro ano de casamento, encontrei meu marido e eu “familiarizados de mais” um com o outro. Eu percebia que ele não olhava para mim da mesma forma que ele costumava, com luxúria e desejo, apesar de estar muito mais em forma agora que quando nos casamos.E me vi procurando homens que me olhassem como meu marido quando nos conhecemos.
  1. Quer explorar desejos sexuais (kinks) aos quais ela era imatura demais ou desconhecia em sua juventude. Casei aos 25 anos e, para ser sincera, eu era relativamente inexperiente sexualmente. Eu tive alguns relacionamentos de longo prazo antes do meu marido, mas éramos jovens e o sexy era baunilha, e eu era jovem demais para realmente saber que tipo de “kinks” eu gostava naquela idade. Agora estou casada há 6 anos e o pensamento de fazer meu marido explorar essas fantasias sexuais parece impossível.
  2. Seu marido a vê como uma cuidadora e não um ser sexual. Depois do meu primeiro filho, notei uma queda imediata no sexo e na intimidade, mas isso é de se esperar. No entanto, faz três anos desde então e a intimidade nunca se recuperou. Ele vê eu como uma cuidadora e uma mãe em vez de um ser sexual agora, e é sua perda. Até perdi o peso da gravidez o mais rápido possível e voltei imediatamente à academia, na esperança de que ele aumentasse a vida sexual novamente.
  3. Seu marido a vê como uma cuidadora e não um ser sexual. Nas raras ocasiões em que meu marido inicia a intimidade, geralemnte é apressado e unilateral, e geralmente sem preliminares; tenho certeza que é bom para ele, mas não me satisfaz. Isso me faz sentir como uma “ferramenta” para ele ter orgasmo e tenho certeza que ele percebe que não estou entusiasmada.
  4. Sem paixão, sem excitação, sem emoção. Quando a gente fica íntimo, é sempre em casa, na cama e provavelmente planejado. Quero experimentar lugares novos e emocionantes, ao ar livre, etc. Quero um homem que rasgue minhas roupas no segundo em que chegarmos ao quarto do hotel.
Como atraí-las: 1. Lembre-se de que as mulheres casadas que procuram casos online começam aos poucos e ficam nervosas, excitadas e inseguras. Portanto, comece devagar e deixe-as saber que você pode se relacionar.
  1. Faça-a sentir-se desejável, porque o marido não faz. Comece com um elogio sobre uma de suas fotos ou seu perfil.
  2. Após a apresentação, pergunte a ela o que ela está procurando “idealmente” ou qual é o seu “cenário perfeito”?
  3. Após a apresentação, pergunte a ela o que ela está procurando “idealmente” ou qual é o seu “cenário perfeito”?
  4. Planeje algo emocionante com ela para que ela se comprometa com a reunião. Não precisa ser grande, mas talvez uma nova cafeteria popular ou uma livraria. O fato de você se reunir em segredo é suficiente para tornar a reunião tentadora.
Sites de namoro de casados ​​como Ashley Madison oferecem aos usuários um lugar seguro e discreto para interagir com pessoas com a mesma ideia em um ambiente livre de julgamento. Sites como Ashley Madison tiraram a maior parte do risco e suposições do flerte de casados e provaram ser uma alternativa mais segura aos antigos casos no trabalho.
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2019.08.12 07:24 echimenes SOBRE O LADO COMPLICADO DAS RELAÇÕES - HOMOAFETIVAS OU NÃO

Ok, isso é literalmente um desabafo. Acho que já passei da fase das reclamações - e essa nem seria a função desse grupo. Mas aviso desde já: história longa a frente.
Primeiro, vou contextualizar vocês:
Eu tenho 22 anos de idade. Formado em Contabilidade em uma universidade federal. Me considero bonito, tenho boas comunicações sociais no ramo profissional e já trabalho na minha área de formação a quase 2 anos.
Sou gay. Não assumido para familiares - não por escolha, mas simplesmente por que não me preocupo com o que vão pensar de mim. Eu sou o que sou e tenho pleno orgulho de mim. Não preciso ficar anunciando a ninguém. Quem já sabe, e algumas pessoas mais próximas a mim já sabem, me aceitam sem complicações ou preconceitos imaturos.
Sempre fui mente aberta, porém apenas me reconheço como homossexual a pouco mais de 3 anos. Morava em uma cidade minúscula até mudar definitivamente para a cidade onde a minha universidade se localiza, uma das maiores do estado. Aqui, terminei minha graduação e consegui um bom emprego. Viver com a minha avó, depois do falecimento da minha mãe aos meus 11 anos, me fez crescer livre, embora minha timidez excessiva na adolescência não me permitiu ser um cara de festas e baladas, ou bebidas e outras drogas lícitas. Não sou de muitos amigos até hoje, embora seja mais extrovertido do que jamais fui.
Gosto de escrever. Muito. Meu sonho é ganhar dinheiro escrevendo um dia, seja livros ou roteiros de novelas e filmes - confesso: eu penso alto, embora meus pés estejam bem firmes no chão. Sou nerd quando o assunto é ciências, filmes, séries, livros e coisas dessa área pop. Gosto de fazer amigos que curtam o mesmo que eu.
Agora vamos ao "problema":
Eu me apaixonei por um garoto. Um ano mais velho que eu. Nem um pouco nerd e de personalidade extremamente mais dominante, mais autoritária. Um cara mandão, do tipo que não aceita "nãos" como resposta para nada.
Eu, que cresci sendo mimado pelas mulheres da minha família, jamais pensei que fosse me desarmar por outra pessoa como aconteceu. De verdade, pensei que eu fosse ser um grande babaca quando encontrasse o amor da minha vida.
"Grande engano o seu!" - disse o coração.
Pois é, o amor veio. Jamais senti o que senti por ele quando nos conhecemos. Foi bem na época em que eu "soube" que gostava de garotos e esse cara literalmente me ensinou, me introduziu ao mundo LGBTQ+. E só Deus sabe o quanto eu adorei isso. Aprendi a perder o pouquinho de preconceito que eu ainda trazia comigo desde antes de me ver nesse meio. Ele cuidou de mim, me ajudou a me adaptar nessa nova cidade e me fez pensar estar num sonho.
Obs.: sem contar que tudo o que sei 'na cama', adivinhem? Foi ele também que me ensinou. Virgem até os 20. Pronto, falei.
Eu realmente espero que outros homossexuais que lerem esse texto se identifiquem com a minha história. Eu não acho que seja tão incomum assim passar pelo que eu passo.
Começamos a namorar. Eu conheci a família dele. Passei a frequentar muito sua casa e a dormir lá mais vezes do que eu dormia na minha própria durante a semana. Seis meses haviam passado e já fazíamos planos ousados de irmos morar juntos dividir um mesmo aluguel e um mesmo lar. Ter nosso próprio doguinho.
Logo quando encontramos nossa nova casa, com menos de um ano que nos conhecíamos, resolvemos fazer nossa "lua de mel". Compramos juntos uma viagem para o Nordeste, onde ele viu o mar pela primeira vez comigo - eu já havia visto antes, durante um Simpósio no sul em que fui com minha turma da faculdade.
Foi durante essa viagem que senti as coisas começarem a desandar. Eu soube desde o início que ele era obsecado por sexo. E não me entendam mal, eu também gosto, mas no caso dele - ser assumido desde muito pequeno, ter conhecido o mundo do sexo logo com seus 14 anos de idade e nunca ter sido muito controlado pela mãe que o criou para ter cuidado com esses assuntos, creio que isso mexeu com a cabeça dele -, imagino que isso o deixou ser mais guiado pelo lado irracional da coisa.
Eu sei que muitos casais passam por isso. Apimentar a relação, encontrar uma forma nova de fazer. De repente, um brinquedo ou um até mesmo um terceiro. Sim, hoje eu sei que isso é a coisa mais normal no mundo. Não é um bicho de sete cabeças. Não é um BIG DEAL. É o ser humano. Somos nós. Cansamos do mesmo corpo, dos mesmos lábios, dos mesmos assuntos. Não tem a ver com amor. Tem a ver com adrenalina. Precisamos sempre de renovações, de viver novas aventuras. É maior do que nós. Pessoas desimpedidas passam por isso dia após dia. Mas chega a ser um tabu para os casais. E não estou falando apenas de homossexuais. Homens e mulheres se machucam o tempo todo quando chegam nesse estágio do relacionamento. É triste e desencorajador, mas devo dizer que para quem passa por isso, pode ser um grande ensinamento de vida.
Não sei se é por sermos dois homens ou se é por termos feito as coisas muito rápido, mas com menos de um ano de namoro, cansamos um do outro. O amor não diminuiu, pelo contrário, ainda é o mesmo. O que mudou foi a falta de novidade. Ele já tinha tido muito mais experiências do que eu. Havia passado por loucuras que rezo para nunca ter que passar. Mas eu, em termos, ainda sou um iniciante nesses assuntos. Ele queria mais do que isso.
Sugeri um terceiro. Sou MUITO mente aberta. A ideia não me magoou no início, embora tenha me assustado, confesso. Ele prontamente aceitou e aconteceu ainda nesse viagem. Minha primeira experiência a três, mas não a primeira dele, claro. Embora eu não tenho dito nada a princípio, isso mexeu comigo. Não soube como reagir. É estranho ver a pessoa que você ama com outro. Okay, eu deixei, eu permiti aquilo, mas quando aconteceu, fui invadido por um sentimento totalmente novo.
Depois da viagem, as coisas não melhoraram muito. Fizemos a "brincadeira" outras várias vezes, mas parecia não ser certo. Eu vejo pornografia online diariamente como todo garoto da minha idade. Isso nunca me afetou ao ponto do vício.
Então as desconfianças começaram.
Eu ia para o trabalho nos dias em que ele tinha folga e ficava imaginando o que ele estaria fazendo em casa. Ou com quem ele estaria. Vejam bem, não sou ciumento, mas eu já sabia do que ele era capaz por causa do sexo. Aliás, não se trata de ciúmes; é algo mais... ético. Poxa, somos um casal. Praticamente casados com alianças e tudo. Já fizemos ménage antes e não haveria por que pensar que pudesse haver traição no meio. Eu tinha esse sentimento dentro de mim - ainda tenho -, de querer conhecer alguém diferente, me envolver como me envolvi com ele. Sabem? Me sentir como me senti no começo com ele. Quando a chama da paixão era ardente e incontrolável. Mas não poderia deixar nada mesquinho aflorar de dentro de mim. Eu amo ele. Ponto.
E foi então que eu descobri. Eu já estava às vésperas de me formar na faculdade. Estava com emprego novo e tudo parecia correr as mil maravilhas. Eu soube através de um meio anônimo que ele estava saindo com outros caras. Não poderia dizer quantos, mas sabia que eram mais do que um. Meu mundo só não caiu por que sei me virar em situações de emergência. Sei alinhar meus pensamentos. Sei administrar o que é racional do que não é.
Não joguei nada na cara dele. Deixei as coisas fluirem. Continuei a trabalhar durante o dia e pegar o ônibus para ir a faculdade a noite. Nos finais de semana, eu limpava a casa e lavava nossas roupas. Por ter poucos amigos, praticamente não saia nas folgas.
Não demorou muito para eu também começar a sair com outras pessoas. As escondidas, claro. Era só sexo. Nada de contatos. Apenas satisfação da carne. Ele fez, por que eu não podia? Também sou jovem, bonito, por que bancar a Cinderela com a madrasta e as primas más? Podem me julgar a partir daqui, mas me senti revigorado. Senti a chama de novo. Não me senti me vingando, estava muito além disso.
As vezes ainda fazíamos nossos trios, mas com frequência menor do que antes. Então um dia, ele descobriu que eu também pulava a cerca como ele. O cara com quem eu havia saído numa folga minha em que ele trabalhou, não sei por qual motivo - talvez para ver o circo pegar fogo - mandou prints de nossas conversas para ele e aí... bem, não foi tão frio quando eu fui. Brigamos como nunca. Claro que já havíamos brigado antes por vários motivos diferentes - inclusive por sexo -, mas essa briga em especial foi a maior. Decidimos nos separar. Ele jogou varias hipocrisias na minha cara e eu, bem, eu aceitei. Foram sete dias sem nos vermos. Eu já estava pensando em me mudar para a casa de um primo até saber para onde iria, quando tivemos uma última conversa. Abri minha alma, expliquei o que eu havia feito e por quê. Lembram do que falei sobre não aceitar "nãos" como resposta? Pois é, isso vale para não aceitar que a culpa recaia sobre você também. Foi uma conversa difícil. Tínhamos um cachorro para cuidar. Uma casa alugada com um contrato de aluguel ainda longe de vencer e dívidas contraídas juntas para liquidar. Talvez tenha sido a junção de tudo isso, daquela dívida moral que eu sempre vou ter com ele por ter me ajudado tanto no começo, mas reatamos.
Continuamos juntos, embora elefantes ainda caminhem pela nossa casa. Eu sei perdoar. Já perdoei várias coisas e pessoas antes dele. Não guardo mágoas, pois sei dos malefícios que se dão com isso. Não gosto de atmosféras tóxicas dentro de um relacionamento, seja ele amoroso ou não.
Agora, sinceramente já não ligo para as folgas dele. Não ligo para o fato de quantos caras ele vai levar para a nossa cama enquanto eu Não estou por perto. Eu sou mente aberta ao extremo. Talvez se ele tivesse me pedido antes de fazer, eu tivesse deixado. Não estou decepcionado e não me sinto traído. Não choro por isso a noite depois que ele já dormiu. Minha consciência está, acreditem vocês, tranquila. Certa vez, num banheiro público, li a seguinte frase:
"Você tem certeza que não está colocando vírgulas ainda deveria estar colocando pontos finais?"
Pois é, eu sei que estou colocando vírgulas. Muitas. Sinto que metado de mim iria embora no momento em que nos separassemos definitivamente. Pois mudei muito depois que o conheci.
Mudo a cada dia estando perto dele e sabendo do que aconteceu. Me sinto preso. Preso em algo que já parou de andar. Isso me faz querer me odiar, mas eu também tenho amor próprio. Ou será que acho que tenho por pensar assim e fazer algo totalmente diferente?
Eu sou um garoto e a outra pessoa também é. Somos um casal homossexual vivendo num país predominantemente homofóbico e intolerante. Mas eu sei que essa minha história é a mesma que muitos outros casais vivem ou já viveram por aí. Eu amo esse cara. Amo ao ponto de ainda estar com ele depois de tudo. Amo ao ponto de saber que estaríamos melhor separados. Mas me faltam forças para dar esse passo.
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2019.07.01 01:38 davidbenehail Relacionamento Direita vs. Esquerda

Pessoal, alguém se relaciona (namoro, noivado, casamento, etc) com alguém que está na ponta oposta do espectro político que você se identifica?
Na polarização política atual no Brasil me refiro especificamente em um casal onde um seja "pró-governo" ou integrante do movimento bolsonarista-olavista e outra pessoa que grita Lula Livre e todo o penduricalho ideológico amarrado nisso.
Será que conviver diariamente e conversar sobre política é algo que a longo prazo pode destruir o relacionamento?
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2019.06.09 05:02 anaovich Frustrações de uma jovem apaixonada e gado demais

Namoro (= me iludo) há quase dois anos. Eu tenho 16 anos e ele tem 24. Fora os problemas naturais do nosso relacionamento causados pela diferença de idade, surgiu uma nova barreira entre nós: ele tá viciado em um jogo de 20 anos atrás. Durante as férias dele, ele só jogou isso e não veio me ver sequer uma vez. Por sinal, todas as vezes que eu pergunto se ele virá me ver ele finge que tá dormindo e quando supostamente acorda não responde a minha pergunta. Quando ele chega do serviço, em vez de dedicar um tempo pra falar comigo, começa a jogar essa bosta desse jogo. Nos finais de semana, a mesma coisa. Sempre isso. Não conversamos mais pois no tempo livre ele só joga e assiste stream. Eu mando mensagens pra ele e ele me deixa completamente no vácuo pois está jogando. E eu consigo ver que ele tá jogando, porque o onlinezinho dele fica lá pra absolutamente qualquer pessoa apreciar.
Bom, quarta-feira eu mandei uma mensagem pra ele mais ou menos na hora que ele chega do serviço e ele não respondeu. Fui lá conferir se tava sendo ignorada e, sim, ele tava online no joguinho. Daí mandei “eu sei q vc está online e me ignorando” e ele teve um pequeno surto dizendo que eu o monitorava e etc. e eu monitoro, é verdade, ele sequer tá errado. Mas deve-se entender: eu não monitoraria se ele me desse o mínimo de atenção, dedicasse um tempo pra conversar comigo ou pra vir me ver, mas prefere gastar todo esse tempo livre com jogo e stream. Daí ele falou que tava se sentindo sufocado, que era melhor a gente dar um tempo e vlablabla e disse que me chamaria em mais ou menos 15 dias. Eu ia tentar aproveitar esses 15 dias pra DESISTIR desse homem que prefere um jogo do século passado a mim, mas ele aparentemente desistiu do tempo e me mandou mensagem quinta, sexta e hoje (sábado). Nas mensagens de hoje, disse que o tempo não tava adiantando muita coisa e eu disse que não sabia o que adiantaria, porque eu sou o tipo de pessoa que ama uma atençãozinha e que não quer dividir espaço na vida dele com JOGO. Daí ele falou que ia abrir mao do jogo. Pois bem, eu respondi as mensagens todas dele SUPER CARINHOSAMENTE e ele me ignorou. Ele me ignorou pra jogar depois de dizer que abriria mão do jogo pra falar comigo. Vocês têm noção disso? Agora ele tá fingindo que tá dormindo enquanto tá online e eu to achando toda essa situação EXTREMAMENTE PATÉTICA. Eu não sei o que fazer, meu Deus do céu, como pode uma pessoa ser tão cara de pau? Pq ele simplesmente não ME DIZ LOGO que quer ficar com o jogo? Eu to puta demais.
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