Namorando um pai solteiro

Namorar pai solteiro : Tenho 20 anos e estou namorando um pai solteiro estou com medo da filha dele de 5 anos atrapalhar nossa namoro oque fazer - BabyCenter Namorar/Casar com Pai solteiro. 24/04/2020. 6. ... Namoro/namorei (situação está a cada dia mais complicada) um cara que tem três filhos, e até gostaria muito de ter mais descendentes comigo (coisa que eu não quero, e acredito que nunca vou querer). ... estou namorando mas ainda gosto de um antigo amor; Viajar solteiro x viajar namorando. Crédito: Shutterstock. Tomando como base uma viagem para o mesmo destino, o gasto depende do tipo de programa e do propósito que cada um tem para o seu rolê. O cara que namora pode gastar mais na acomodação, já que provavelmente irá optar por um pouco mais de conforto com a namorada. Namorando a atriz Grazi Massafera, Caio mantém a discrição sobre o relacionamento, mas detalhou um pouco mais seus planos para o futuro 'Eu tenho vontade de ter família, não quero ser pai ... Letra: Hugo & Guilherme – O Pai Tá On. Eu tava namorando e dando uma de solteiro Vivia machucando meu amor verdadeiro Até que um belo dia ela se cansou de mim Solteiro não. É leve como uma pluma. Ser pai solteiro é ser um pai responsável, carinhoso e autônomo e continuar curtindo a vida de solteiro, além de trabalhar, cuidar da casa, orientar a empregada, fazer compras, etc. sem se esquecer que você tem na mãe da criança uma parceira nessa linda e às vezes cansativa tarefa. Depois de compreender a realidade de ter um compromisso com um pai solteiro, reavalie o que você honestamente espera de um relacionamento. Com base nisso, pergunte a si mesma se as suas necessidades podem ser preenchidas nessas circunstâncias. Decida-se, então, se vai sair do relacionamento ou se vai assumi-lo. Um pai solteiro sabe que um encontro pode eventualmente ter um papel na vida de seu filho, e é por isso que ele valoriza qualidades como lealdade e compromisso muito acima das superficiais em um parceiro em potencial. Ele está interessado no que você tem a dizer. A primeira delas é que há diversas teses que comprovam que o pai é biologicamente capaz de cuidar dos filhos, com isso perdi um pouco do medo em ser pai solteiro. A segunda (desculpem, mas vou ser machista por um momento) foi a que mais gostei: o nome do tópico é “Feromônios de pai”, e diz o seguinte: Estou a fim de um homem de 31 anos, pai de uma menininha linda de 2 anos de idade. Ele nem namorou com a mãe da criança, ficou com ela 3 vezes e aconteceu de engravidarem... Ele diz que conversa apenas o necessário com a mãe, e que ela não faz nenhum tipo de cobrança e não o impede de visitar a criança. Ele pega a menina quase toda semana, mas parece que somente a leva para a casa da ...

Me sinto um acessório pra garota que eu gosto

2020.08.02 22:09 TheGoldenMorn Me sinto um acessório pra garota que eu gosto

Hey, gente! Tentando desabafar por aqui de novo e, bem, cá estou. Bom, em março engatei numa webrrelação (coisa que nunca imaginei fazer) e sempre tive minhas dúvidas em como iria funcionar. Como no começo da pandemia toda relação deveria ser uma webrrelação (em teoria), decidi dar uma chance. Passados alguns meses de muita harmonia e contato, ela voltou a trabalhar no final de junho, coisa que já tínhamos tentado estipular como seria, então eu tinha alguma confiança de que saberíamos lidar com a mudança de rotina.
Pois bem, a coisa tá bem diferente do que eu imaginava. Digo, ela tem o cotidiano dela, tem os amigos dela, a rotina dela e isso não é errado de maneira alguma, é só que... Isso tem me afetado. Ela é rica, bem rica, vive fazendo coisas ricas e comprando coisas ricas. Eu sou um cara de classe média baixa (essa classificação existe?), desempregado, nem bico posso fazer como antes por conta da pandemia, sustentado pelos pais. Então, bom, ela tá lá, trabalhando, curtindo eventos, saindo pra casas de amigos e conhecidos ricos, passeando de lancha, indo pra festinhas e eu tô basicamente isolado na minha casa. Os pais dela são separados e ela vive indo dormir na fazenda enorme do pai no tempo livre. Quando tento sugerir da gente separar um dia "pra gente", conversar, se relacionar, assistir algo, provocar um ao outro, ela diz que acha essa ideia muito engessada, que prefere a gente vendo espaço na agenda e coisa do tipo. Eu super concordo com isso normalmente e é como sempre tentei guiar meus relacionamentos, mas eu percebo que isso não vai funcionar. Não agora.
No fim, ela tá vivendo a vida dela normalmente e eu tô sempre na expectativa da gente fazer algo "como um casal", coisa que aconteceu acho que 3 vezes no último mês. A gente mora a mais de 1000km de distância e as aulas da faculdade dela ainda vão ser retomadas agora em agosto. Me sinto só, mesmo num relacionamento. Já sei o que fazer, com certeza, mas vou tentar ter uma conversa como ultimato e explicar o quanto isso tá me fazendo mal. Eu sei que não deveria ficar pensando "nossa, ela é rica e faz coisas, eu sou fudido e tô sozinho" durante um relacionamento, mas isso acaba brotando na cabeça eventualmente. Quando se tá numa relação, você acaba criando expectativas, mesmo que mínimas. Aquela mensagem de boa noite, aquele compartilhamento de cotidianos e momentos engraçados, faz falta, não dá pra simplesmente a gente ficar no "eu te amo" e não brotar na vida do outro. Ou só brotar quando sobra tempo.
E, vou falar pra vocês, é MUITO ruim tá namorando alguém de uma classe social muito diferente da sua quando você tem depressão/ansiedade. Ainda mais pela internet. Ainda mais quando você é um "fudido" na visão da sociedade e sabe que ela tá cercada de pessoas bem sucedidas. Ainda mais homens bem sucedidos e solteiros. Já tomei porrada demais pra saber que não é só amor que constrói uma relação.
submitted by TheGoldenMorn to desabafos [link] [comments]


2020.07.29 20:42 AlvagorH Meus pais acham que eu sou gay

(Postei primeiro no desabafos, mas resolvi postar aqui também)
O relato pode ser um pouco longo, mas talvez seja engraçado (ou não).
Pois bem... senta que lá vem história.
Eu sou homem (ah vá), e desde sempre fui muito "sossegado". Não costumo ir pra festas, não bebo, não fumo. Sou bem caseiro e não sou de falar muito. Fui beijar uma menina pela primeira vez (e única desde então), aos 16, quase 17 (vou completar 21 muito em breve). Meus pais ficaram sabendo logo de cara, pois eu virei notícia na escola. O nerdão quieto e ranzinza da sala "pegando" a novinha da outra sala (ela era de um ano anterior ao que eu estava). Uma prima fofoqueira estudava na mesma sala que eu, então a notícia chegou em casa antes de mim.
Até então, eu nunca tinha notado nada de estranho nos meus pais. Eu notava alguns comentários homofóbicos deles as vezes, quando aparecia alguma notícia na televisão. "Ator famoso se declara gay", aí minha mãe "Nossa, que dó. Um homem tão bonito desses ser gay". Ou, no caso do meu pai "Eu tinha um professor que era bicha, mas era muito competente ensinando". Nessa época eu não ligava muito, pois até meados dos meus 14 anos (quando entrei no ensino médio em outra escola e em outra cidade), eu só conhecia duas pessoas que eram homossexuais e assumiam, e eu não gostava deles.
Eram dois caras muito barraqueiros e barulhentos, que zoam todo mundo. Basicamente, é o tipo de comportamento que eu sempre preferi evitar. Eu sou bastante tímido, então ter amigos próximos que chamem a atenção sempre foi bastante negativo pra mim. Logo, durante um bom tempo eu fiz a associação idiota "gays = chatos e barulhentos" e passei a evitar eles. Isso mudou bastante quando eu mudei de escola, onde as pessoas tinham valores bastante diferentes do qual eu estava acostumado. Foi um processo longo, mas o preconceito que eu tinha foi diminuindo aos poucos. Mais ou menos nessa época do ensino médio, eu comecei a me incomodar com os comentários dos meus pais, mas sempre ficava na minha para não causar confusão.
Voltando ao dia que eu perdi o BV. Bom, eu era um adolescente com muita testosterona sobrando e beijei uma menina e pude apalpar uma bunda diferente da minha sem tomar um tapão na cara. Até então, tava tudo indo muito bem. Eu era bastante amigo dessa pessoa antes de ficarmos, então eu já gostava bastante dela e me iludi muito com o rumo das coisas. Pensei que daria certo, que começaríamos a namorar e tal. Até sobre o nome de cachorros a gente falava hahahah.
Mas, a guria tinha outros planos, tava apenas curtindo o momento e logo passou pra outra. Durou um mês e meio ou dois. Então, após um ""chifre"" colossal, já que ela ficou com o ex e passou o rodo na escola ao mesmo tempo em que ficava comigo, a gente parou de se falar. De um jeito imaturo, talvez, pois eu juntei todas as minhas frustrações e joguei na cabeça dela, sendo que ela já havia deixado claro que a gente não tinha nada sério e eu continuava insistindo.
É claro que, graças a minha querida prima fofoqueira, meus pais souberam que eu e a fulaninha não estávamos mais nos falando, e mesmo assim perguntavam sobre ela em toda oportunidade que tinham. Nisso, eu ouvi alguns comentários estranhos da minha mãe, ela dizia que na escola onde eu estava tinham muitas pessoas que namoravam gente do mesmo sexo e eu tinha que tomar cuidado. Eu estranhei, mas como sou lerdo, não entendi na hora, e resolvi conversar sobre isso com um amigo.
Quando eu percebi que as coisas não estavam indo bem (ainda durante aquele mês e meio), eu usava bastante as redes sociais e conheci um cara que aguentou meus desabafos por bastante tempo, sempre me dando conselhos (e umas broncas haha). Eu comentei sobre a fala da minha mãe com ele e ele respondeu "Menino, a sua mãe acha que você é gay". Eu comecei a rir horrores naquela hora, mas também fiquei bastante inconformado. Eu me perguntava "Por que?". Não que isso me afetasse, eu sempre achei graça e vez ou outra eu conto esse fato pra algum amigo. Sempre ficou a incógnita sobre o porque que os meus pais pensavam isso, e ela ainda existe porque recentemente um cara demorou para acreditar que eu não sou gay, e eu e uma amiga rimos muito dessa situação.
Esse amigo que aguentava meus desabafos é gay. É o primeiro amigo homossexual que eu tive e a primeira pessoa sobre quem eu conversei abertamente sobre sexualidade. Ele é bastante interessado por ciência e psicologia, assim como eu, e me ensinou não só o lado social (a experiência dele sendo gay, descobrindo que gostava de homens e toda a confusão que isso gerou na sua infância/adolescência), como o lado científico da coisa, Escala de Kinsey, Freud e afins. Nessas conversas, eu tive a certeza de que sou hétero, mas acabo não me comportando como é esperado de um.
Tenho muitos primos na casa dos 20, quase todos namorando e alguns morando junto e quase casando com alguém. Vão pra festas, bebem, fumam, dão dor de cabeça pra família. As vezes um namoro termina e sempre aparece um agregado novo depois de um tempo, em média eu tenho um "primo" ou "prima" nova por um ano e meio, no máximo dois. Aí, passa alguns meses e o ciclo se repete.
E eu aqui, o primo solteiro que estuda e não traz menina nenhuma pra casa (salvo em raras ocasiões quando a minha melhor amiga aparece aqui) nem nas reuniões de família. O primo estranho que compartilha muitos posts pró-feminismo e contra homofobia. Cansei de ouvir perguntas sobre namoradas vindo de tios e até da minha avó materna.
Acho que algumas pessoas até pensam que eu escondo alguma coisa dos meus pais. Uma vez eu fui em um churrasco na casa de um amigo e a mãe dele me pediu ajuda para fazer uma mistureba alcoólica qualquer, eu disse que não sabia como fazer e ela não acreditou. Meu amigo precisou ser "testemunha" de que eu não bebo nada e que estava lá só pelo churrasco mesmo hahahaha
E aqui, temos duas cerejas nesse bolo.
A primeira é que o meu melhor amigo, o qual eu conheço desde a segunda série, há pelo menos 14 anos, começou a trabalhar na mesma empresa que a minha mãe. Ele é uma pessoa que eu costumo passar bastante tempo junto, já que nós fazemos trilhas de bike (ou fazíamos, antes da pandemia começar). Como a minha cidade tem grandes áreas verdes, essas trilhas demoram porque a gente sempre tenta explorar um caminho novo. Enfim, durante o trabalho dele, por algum motivo surgiu o boato de que ele é gay. Eu não sei nada sobre isso, ele próprio nunca me disse nada, e nós conversamos sobre muita coisa. Mas a minha mãe veio correndo me contar quando esse boato surgiu. Ela deve ter "adorado" somar 1+1 nessa ocasião.
A outra é meu pai. Tão preocupado em fazer comentários e cuidar da sexualidade dos outros, adorador do capitão cloroquina, e outro dia eu precisei fazer algo no celular dele e percebi que tinha uma aba aberta naquele site com X, e na barra de pesquisas estava escrito, adivinhem? "Bicha" hahahahahaha
Bom, como eu disse, não me incomoda o fato de acharem que eu sou gay. Não faz diferença nenhuma pra mim, na verdade, eu faço piada com isso e boa. O que me afeta nessa história é que eu tenho agora muitos amigos que são "Do Vale" e eu sinto que nunca vou poder convidar eles para me visitar aqui em casa. Tenho medo que ouçam alguma merda aqui.
Enfim, é isso. A quarentena está me fazendo sentir a necessidade de desabafar sobre alguns assuntos e esse foi um deles. Obrigado por ler até o final.
submitted by AlvagorH to sexualidade [link] [comments]


2020.07.29 20:24 AlvagorH Meus pais acham que eu sou gay

O relato pode ser um pouco longo, mas talvez seja engraçado (ou não).
Pois bem... senta que lá vem história.
Eu sou homem (ah vá), e desde sempre fui muito "sossegado". Não costumo ir pra festas, não bebo, não fumo. Sou bem caseiro e não sou de falar muito. Fui beijar uma menina pela primeira vez (e única desde então), aos 16, quase 17 (vou completar 21 muito em breve). Meus pais ficaram sabendo logo de cara, pois eu virei notícia na escola. O nerdão quieto e ranzinza da sala "pegando" a novinha da outra sala (ela era de um ano anterior ao que eu estava). Uma prima fofoqueira estudava na mesma sala que eu, então a notícia chegou em casa antes de mim.
Até então, eu nunca tinha notado nada de estranho nos meus pais. Eu notava alguns comentários homofóbicos deles as vezes, quando aparecia alguma notícia na televisão. "Ator famoso se declara gay", aí minha mãe "Nossa, que dó. Um homem tão bonito desses ser gay". Ou, no caso do meu pai "Eu tinha um professor que era bicha, mas era muito competente ensinando". Nessa época eu não ligava muito, pois até meados dos meus 14 anos (quando entrei no ensino médio em outra escola e em outra cidade), eu só conhecia duas pessoas que eram homossexuais e assumiam, e eu não gostava deles.
Eram dois caras muito barraqueiros e barulhentos, que zoam todo mundo. Basicamente, é o tipo de comportamento que eu sempre preferi evitar. Eu sou bastante tímido, então ter amigos próximos que chamem a atenção sempre foi bastante negativo pra mim. Logo, durante um bom tempo eu fiz a associação idiota "gays = chatos e barulhentos" e passei a evitar eles. Isso mudou bastante quando eu mudei de escola, onde as pessoas tinham valores bastante diferentes do qual eu estava acostumado. Foi um processo longo, mas o preconceito que eu tinha foi diminuindo aos poucos. Mais ou menos nessa época do ensino médio, eu comecei a me incomodar com os comentários dos meus pais, mas sempre ficava na minha para não causar confusão.
Voltando ao dia que eu perdi o BV. Bom, eu era um adolescente com muita testosterona sobrando e beijei uma menina e pude apalpar uma bunda diferente da minha sem tomar um tapão na cara. Até então, tava tudo indo muito bem. Eu era bastante amigo dessa pessoa antes de ficarmos, então eu já gostava bastante dela e me iludi muito com o rumo das coisas. Pensei que daria certo, que começaríamos a namorar e tal. Até sobre o nome de cachorros a gente falava hahahah.
Mas, a guria tinha outros planos, tava apenas curtindo o momento e logo passou pra outra. Durou um mês e meio ou dois. Então, após um ""chifre"" colossal, já que ela ficou com o ex e passou o rodo na escola ao mesmo tempo em que ficava comigo, a gente parou de se falar. De um jeito imaturo, talvez, pois eu juntei todas as minhas frustrações e joguei na cabeça dela, sendo que ela já havia deixado claro que a gente não tinha nada sério e eu continuava insistindo.
É claro que, graças a minha querida prima fofoqueira, meus pais souberam que eu e a fulaninha não estávamos mais nos falando, e mesmo assim perguntavam sobre ela em toda oportunidade que tinham. Nisso, eu ouvi alguns comentários estranhos da minha mãe, ela dizia que na escola onde eu estava tinham muitas pessoas que namoravam gente do mesmo sexo e eu tinha que tomar cuidado. Eu estranhei, mas como sou lerdo, não entendi na hora, e resolvi conversar sobre isso com um amigo.

Quando eu percebi que as coisas não estavam indo bem (ainda durante aquele mês e meio), eu usava bastante as redes sociais e conheci um cara que aguentou meus desabafos por bastante tempo, sempre me dando conselhos (e umas broncas haha). Eu comentei sobre a fala da minha mãe com ele e ele respondeu "Menino, a sua mãe acha que você é gay". Eu comecei a rir horrores naquela hora, mas também fiquei bastante inconformado. Eu me perguntava "Por que?". Não que isso me afetasse, eu sempre achei graça e vez ou outra eu conto esse fato pra algum amigo. Sempre ficou a incógnita sobre o porque que os meus pais pensavam isso, e ela ainda existe porque recentemente um cara demorou para acreditar que eu não sou gay, e eu e uma amiga rimos muito dessa situação.
Esse amigo que aguentava meus desabafos é gay. É o primeiro amigo homossexual que eu tive e a primeira pessoa sobre quem eu conversei abertamente sobre sexualidade. Ele é bastante interessado por ciência e psicologia, assim como eu, e me ensinou não só o lado social (a experiência dele sendo gay, descobrindo que gostava de homens e toda a confusão que isso gerou na sua infância/adolescência), como o lado científico da coisa, Escala de Kinsey, Freud e afins. Nessas conversas, eu tive a certeza de que sou hétero, mas acabo não me comportando como é esperado de um.
Tenho muitos primos na casa dos 20, quase todos namorando e alguns morando junto e quase casando com alguém. Vão pra festas, bebem, fumam, dão dor de cabeça pra família. As vezes um namoro termina e sempre aparece um agregado novo depois de um tempo, em média eu tenho um "primo" ou "prima" nova por um ano e meio, no máximo dois. Aí, passa alguns meses e o ciclo se repete.
E eu aqui, o primo solteiro que estuda e não traz menina nenhuma pra casa (salvo em raras ocasiões quando a minha melhor amiga aparece aqui) nem nas reuniões de família. O primo estranho que compartilha muitos posts pró-feminismo e contra homofobia. Cansei de ouvir perguntas sobre namoradas vindo de tios e até da minha avó materna.
Acho que algumas pessoas até pensam que eu escondo alguma coisa dos meus pais. Uma vez eu fui em um churrasco na casa de um amigo e a mãe dele me pediu ajuda para fazer uma mistureba alcoólica qualquer, eu disse que não sabia como fazer e ela não acreditou. Meu amigo precisou ser "testemunha" de que eu não bebo nada e que estava lá só pelo churrasco mesmo hahahaha
E aqui, temos duas cerejas nesse bolo.

A primeira é que o meu melhor amigo, o qual eu conheço desde a segunda série, há pelo menos 14 anos, começou a trabalhar na mesma empresa que a minha mãe. Ele é uma pessoa que eu costumo passar bastante tempo junto, já que nós fazemos trilhas de bike (ou fazíamos, antes da pandemia começar). Como a minha cidade tem grandes áreas verdes, essas trilhas demoram porque a gente sempre tenta explorar um caminho novo. Enfim, durante o trabalho dele, por algum motivo surgiu o boato de que ele é gay. Eu não sei nada sobre isso, ele próprio nunca me disse nada, e nós conversamos sobre muita coisa. Mas a minha mãe veio correndo me contar quando esse boato surgiu. Ela deve ter "adorado" somar 1+1 nessa ocasião.

A outra é meu pai. Tão preocupado em fazer comentários e cuidar da sexualidade dos outros, adorador do capitão cloroquina, e outro dia eu precisei fazer algo no celular dele e percebi que tinha uma aba aberta naquele site com X, e na barra de pesquisas estava escrito, adivinhem? "Bicha" hahahahahaha

Bom, como eu disse, não me incomoda o fato de acharem que eu sou gay. Não faz diferença nenhuma pra mim, na verdade, eu faço piada com isso e boa. O que me afeta nessa história é que eu tenho agora muitos amigos que são "Do Vale" e eu sinto que nunca vou poder convidar eles para me visitar aqui em casa. Tenho medo que ouçam alguma merda aqui.
Enfim, é isso. A quarentena está me fazendo sentir a necessidade de desabafar sobre alguns assuntos e esse foi um deles. Obrigado por ler até o final.
submitted by AlvagorH to desabafos [link] [comments]


2020.03.22 19:05 Oi1235 A atual (noiva) do meu ex veio brigar comigo

Eu mandei mensagem pro meu ex xingando ele pq descobri tudo (que me traiu e começou a namorar com ela quando ainda está namorando comigo). Ele não foi homem de me responder e mandou ela fazer isso no lugar. E já estão noivos (noivaram em 1 mês).
Ela ficou falando de um monte de coisa da minha vida, várias coisas que ele contou pra ela que é mentira. Falou que inventei o caso de racismo da minha ex-sogra (o que eu ganharia com isso?), me chamou de interesseira (quem é Maria Batalhão é ela). Em momento nenhum negou que foi amante dele, e jogou toda a culpa da traição dele em mim. E me chamou de atoa sustentada pelos pais pq eu faço curso integral na federal e ainda estudo pra passar no vestibular de medicina.E ela é bolsominion (dá pra ver o caráter).
Além disso veio me ameaçar, falando que se eu mandasse mensagem pra ele, ela ia me bater. Eu ri e falei: "Vem então". Eu já tô brava e ela vem pagar de gostosa me provocando, vai apanhar. Essa galera que paga de moralista são os piores, essa moça acha bonito ser amante, roubar namorado das outras (eu sei que meu ex não vale nada) e me culpar. Falei pra ela que ela não tem capacidade de arrumar homem solteiro e que não sabe nem escrever. E que ela não passa de uma puta de 5a (ela veio me xingando, xinguei de volta). E que ela pode ficar com esse traste, vai levar chifre dele no lugar que eu tava mesmo.
Edit: ele se acha pq tem um carro, ela falou que pegou ele mesmo pq eu não cuidei direito (eu lá sou babá de homem ? Fui visitar a minha família). A desculpa dele de falta de tempo (pra trabalho, curso técnico e relacionamento é mentira), pq além de noivos tão morando juntos (ela que me falou), e ela arregou de brigar.
submitted by Oi1235 to desabafos [link] [comments]


2019.06.27 03:41 Zolku Brasil eu preciso de ajuda, de um conselho, sei lá, to desesperado.

Minha cabeça dói, tem um nó na minha garganta e meu peito parece que vai explodir.
Um pouco de contexto:
Quando eu tinha 20 anos eu fui estudar na UFSC em Florianópolis, 1.000km longe da casa dos meus pais no interior de SP, no meu segundo ano lá eu conheci essa menina, a quimica foi meio instantanea, a gnt trocava olhares nos corredores e tal, mas ela tinha namorado na época e eu tbm namorava outra garota.
6 anos depois, no ano passado, eu tava solteiro denovo ja fazia 2 anos e ela também estava, eu tinha largado a faculdade depois de uma crise de identidade fodida e tinha acabado de vender uma cafeteria lá que comprei com o dinheiro da herança do meu avô e trabalhado nela por um ano inteiro. Tinha acabado de decidir que depois de 7 anos morando sozinho e me virando como dava, tava na hora de recolher os sonhos e voltar a morar com minha mãe no interior de SP. falltando exatamente 1 semana pra eu me mudar de voltei, começamos a nos falar pelo instagram, descobri que ela tbm tinha voltado pra casa dos pais na cidadezinha do interior de SC daonde ela é e tinha aberto uma lanchonete lá, então tinhamos bastantem em comum, bem rapido nos apaixonamos e agora ja passou 1 ano, oficialmente namorando, mesmo morando longe conseguimos nos ver algumas vezes, ela veio pra cá e eu fui pra lá, nos viramos como da.
Por tipo um mês já as coisas não estão tão boas como costumavam ser, a lanchonete dela não ta indo bem e ela ta fechando as portas, vendendo as coisas e tal, e por cima disso a vó dela ficou bastante doente, ta cega, surda, não anda e precisa de alguem cuidando 24h por dia, essas ultimas semanas ela passou algumas noites acordada cuidando da vó. Então por conta disso tudo, a ultima vez que conseguimos nos ver foi em março, 3 meses atras, e a maioria das vezes que eu ligo pra ela, ela não me atende, desliga na hora, depois diz que ta ocupada, ou tem parente no quarto ou ta trabalhando e nunca conseguimos nos falar, eu sinto saudades da proximidade que tinha comela.
Mas eu acho que o núcleo do problema é que, desde que eu voltei a morar aqui, 1 ano atras, ainda não consegui achar um emprego, mando meu curriculo pra um monte de lugar e ninguem liga de volta, então passo meus dias sentado na frente do computador jogando video game e vendo videos. Eu não tenho um tustão então deixei de sair com os poucos amigos que ainda tinha aqui e acabei aos poucos me afastando deles, então acho que acabei colodando nela toda a necessidade de atenção que eu tenho, e com tudo que ta acontecendo lá, acho que ela ta sobrecarregada. Mas eu pedi pra ir pra lá, trabalhar na lanchonete, dar uma força. ajudar com a vó dela, até dirigir ela pros lugares, eu quero ajudar, mas ela diz que se eu for vai ser mais uma coisa pra ela ter que lidar e não quer que eu vá.
Eu a amo, com todo meu coração e todo meu amor, eu realmente amo, eu quero fazer dar certo, ficar velho do lado dela, construir uma vida, uma familia, ter filhos e tudo aquilo, é oq eu mais quero em todo o mundo.
Hoje de tarde começamos uma conversa que tomou um rumo pesado, meio que ela colocou as coisas em perspetiva, agora ela ta trabalhando mas quando ela voltar disse que vai me ligar pra conversarmos, eu acho que é isso Reddit, acho que ela vai terminar comigo, e eu to desesperado. O que poosso fazer pra melhorar as coisas e fazer dar certo?
submitted by Zolku to brasil [link] [comments]


2019.03.08 14:00 SynC666 É normal sentir isso sobre ela?!?!

Bem meus caros, vou tentar ser o mais breve possível.
Todos nós já fomos apaixonados quando criança/adolescente, e é bem estranho por ser um sentimento novo, algo puro... Enfim, quando eu tinha uns 8 anos minha mãe começou a cuidar de uma garota, filha da vizinha, loirinha, olhos azuis, padrão de patricinha, comecei a frequentar a casa dela e ela a minha, e com isso fomos crescendo juntos e próximos.
É estranho de dizer mas nessa idade já sentia algo diferente por ela. Fomos crescendo e esse sentimento só aumentando, eu realmente amava ela mas nunca disse ou demonstrei na frente de ninguém, e tudo indicava que ela também. Mesmo depois de grandes (ambos com uns 15/16 anos) ela vivia indo em casa, ficávamos abraçados assistindo tv, de mãos dadas, chegamos até a se beijar diversas vezes, mas tudo isso longe dos outros.
Com o tempo comecei a perceber que sei lá, pra ela eu era apenas um passa tempo, ou um porto seguro caso ela não conseguisse nada com ninguém, e isso com o tempo passou a ficar cada vez mais nítido. Ela começou a sair com outros amigos(as), começou a ficar com outros caras, ficava sumida mas depois de um tempinho voltava a me procurar e tudo voltava a rolar novamente.
Eu queria não acreditar nisso, que eu era um brinquedo pra ela, ver também meus pais que gostavam muito dela, e os dela de mim, eles imaginavam que a gente meio que namorava, porém estava mais pra amizade colorida. Tinha vezes que ela demonstrava querer algo sério, e tinha vezes que ela simplesmente cagava pra mim...
Até que chegou um belo dia onde ela começou a namorar com um amigo muito próximo meu, e ele não tinha ideia de que eu amava ela muito, pois nunca cheguei a dizer pra ele, fiquei super magoado com os dois, me afastei completamente dela e um pouco dele.
Decidi virar a página e comecei a namorar com uma outra garota que era do nosso circulo de amizade, e quando ela descobriu ficou super irritada comigo, e demonstrava nitidamente isso, foi então que começou a rolar histórias de que ela me amava, que não aceitava meu namoro, e terminou o namoro com esse meu amigo.
Infelizmente meu namoro também não rendeu muito, e lá estávamos nós novamente solteiros, foi quando ela tentou se aproximar novamente de mim, dizendo que mesmo namorando pensava muito em mim. Foi dai que realmente decidi me afastar de vez dela, e nunca mais nos falamos.
A gente se via na rua, trocava olhares, mas não se falava. Até que o tempo passou, ela mudou de casa, e hoje em dia ela esta casada.
Esses dias eu estava tomando umas e conversando com esse meu amigo (que até hoje é o melhor amigo que tenho) e tocamos no assunto de infância/adolescência e como foi aquela época, foi então que ele me disse das safadezas que ele fazia na época com essa garota quando eram namorados, quando ficavam sozinhos na casa dela, foi quando decidi dizer a verdade do que rolava comigo e com ela, nossa história e tudo que aconteceu.
Meu amigo ficou super sem graça, pediu desculpas mas realmente ele não me devia nada disso, ele nunca soube do que eu sentia por essa garota, e ele mesmo disse que se soubesse, nunca teria namorado ela por me considerar muito. E demos muitas risadas por tudo isso, e também fazem anos que tudo isso aconteceu.
Mas mesmo depois de anos, sempre que vejo ela nas redes sociais, me bate uma nostalgia, e me recordo de tudo que aconteceu, pois de alguma forma ela ficou marcada na minha vida, não sei se é pelo fato de ter sido a primeira garota que eu realmente amei, ou por ela ter me magoado, sei lá é uma sensação estranha, creio que não deveria ter essa nostalgia... bem confuso.
Fico me perguntando se ela realmente sentia algo por mim, ou era só balela... creio também por ela ser linda, e ser acostumada a ter muita atenção dos outros, fez com que tudo isso acontecesse. Mas realmente são coisas que eu nunca irei saber ;D
Só quis desabafar mesmo, por ter essa sensação estranha e confusa sempre quando falo sobre ela, ou a vejo. Não me sinto triste, muito menos arrependido de nada que rolou.
E realmente, muito obrigado por quem leu até aqui.
submitted by SynC666 to desabafos [link] [comments]


2018.10.11 20:30 LuanScunha Como agir em um relacionamento tendo opiniões políticas diferentes?

Para contextualizar:
Eu e ela estamos namorando a 1 ano, ambos temos 26 anos, a família dela tem opiniões políticas bem diferentes da minha(e mais parecidas com a família do meu pai, que também são bem diferentes da minha), mas até então isso não havia se tornado um problema muito grave, eu apenas pensava no futuro as vezes e se isso poderia impactar em nosso convívio, sendo que eu já havia reparado que temos opiniões bem diferentes sobre a liberdade individual.
Enfim, trazendo para ontem, ela deu a opinião dela sobre o segundo turno, e como esperado, fugiu bastante com o que eu penso e priorizo, são prioridades diferentes, justificativas diferentes e acabou que eu preferi não discutir.
Porém eu fiquei muito pensativo desde ontem, estou cogitando terminar o namoro mas ainda não me decidi, queria saber de desconhecidos da internet(visto que meus amigos são muito enviesados e muito voltados ao 'ficar solteiro').
Eu penso que as pessoas não mudam de opinião tão fácil e nem deveriam, você deve ter suas convicções baseadas nas suas vivências, mas também não sei se as coisas um dia vão ser piores e adiar isso será pior.
O que vocês acham que seria uma atitude correta? Terminar é justificável e é possível que eu não me arrependa?
Não faz sentido misturar as coisas e é mais natural que a gente possa se dar bem ignorando esse tipo de assunto?
submitted by LuanScunha to brasil [link] [comments]


2017.09.25 21:45 botafora01 Sinto que a minha vida já está traçada

Desde já peço desculpas pela muralha e pelo throw away
OK, desde o Ensino Médio eu sofria com algo que eu imagino 90% do Reddit sofreu: não conseguia pegar sequer resfriado. Era extremamente zoado pela sala toda por isso (meus amigos até hoje dizem que eu sou o único da turma que nenhuma mulher chegou), cheguei até a apanhar por isso. Só fui perder meu BV no meu ano de calouro na faculdade e a minha virgindade quando fui num bordel. Eu ficava triste com isso, mas também estava esperançoso: afinal, era um adolescente, estava entrando na faculdade, e todos sempre me louvavam por, segundo eles, eu ser muito inteligente. A menina que eu gostava na época, e que até hoje é uma amiga (e que eu passei a maior vergonha da minha vida, ao me declarar pelo fucking MSN), vivia brincando dizendo "O nerd de hoje é o cara rico de amanhã". Boas memórias.
Chegou 2013, e eu entrei na faculdade. Não fui maravilhosamente bem no ENEM, mas consegui uma bolsa integral em Administração em uma bela universidade. Escolhi Adm por pensar que o mercado estava bom e por ser noturna, o que me permitiria trabalhar. Nesse período, perdi meu BV e fiquei com outra menina uma vez, num espaço de 9 meses. Pra mim, isso era o ápice, eu era o deus da conquista, mesmo que meus novos amigos me zoassem de "pega ninguém" do mesmo jeito. Nessa época, eu baixei o Tinder e conheci o meu primeiro namorico, vamos chamar de Ana. Ana morava a 3h30 de viagem, então era praticamente um namoro à distância. Ficamos algumas vezes, 3 meses depois começamos a namorar e, depois disso, ela passou o mês seguinte dando desculpas para eu não ir lá. Chegou fevereiro, veio o carnaval, e ela disse que estava passando mal. Foi para o hospital e detectaram leucemia. Óbvio que eu pirei, queria ir pro hospital dela de todo jeito, mas ela nunca deixava, dizia que os pais me viriam, iria arrumar encrenca, ela iria ver um momento que estivesse sozinha. Se passaram 5 meses nesse tormento, hora ela dizia que estava boa, hora dizia que estava mal, quimio e afins, até que meus amigos de sala fizeram uma intervenção comigo, mostrando que não havia nada em rede social nenhuma dela a respeito de câncer, mostrando que ela estava postando normalmente sobre coisas cotidianas e que era a maior retardadice do mundo eu não ter ido nenhuma vez ver ela. Eu fiquei meio balançado, até porque meus pais concordavam com este ponto de vista, mas fiquei meio irregular com ela. Pouco mais de um mês depois disso, ela disse que tinha tido alta, tinha encontrado um ex, tinha ficado com ele e queria terminar. Não lamentei muito, até porque isso ocorreu em um espaço de uma semana, no máximo. Terminei e, desde então, ouvi dela duas vezes na vida. Passou.
Vale mencionar que, nesse meio tempo, a minha vida em casa havia melhorado demais: durante meu período de Ensino Médio, minha adolescência se resumia a passar finais de semana com minha mãe em bares, vendo ela entrar quase em coma alcoolico com as amigas e outros finais de semana na casa do meu pai, vendo ele ficar bêbado e chorar no meu ombro sobre ele ser um fracassado que não conseguiu sequer manter um casamento. Quando eu terminei, minha mãe já estava mais centrada (como está agora), saindo ocasionalmente e socialmente, e meu pai parou de beber após enfartar e voltou a ser o cara extremamente trabalhador que eu sempre admirei. No fim do meu primeiro ano de faculdade, eu passei a estagiar em um instituto federal. Ao mesmo tempo do término que eu disse acima, eu fui chamado para um concurso temporário, em outro órgão público, bem mais perto de casa.
Poucos meses após eu terminar com a Ana, entrou em cena a pessoa que eu, de fato, considero como a única que eu namorei. Vamos chamar ela aqui de Beatriz. Beatriz me chamou no Facebook, para brincar sobre uma postagem que eu havia feito (já havíamos tido pequeno contato ainda no colégio), e daí começamos a conversar. Dois meses depois, ficamos e, 5 meses depois, começamos a namorar. Ela perdeu a virgindade comigo e, na prática, eu também perdi com ela (transei com prostitutas umas 4 vezes antes. Fiz exames, por precaução, e não deram nenhum reagente). Eu aprendi demais a me aceitar com ela, nós tínhamos a mesma personalidade, ela era a primeira pessoa que não só não me julgava por meus interesses, como me incentivava a seguir eles. Não me cobrava nada, eu não cobrava nada dela, mas conversávamos de forma quase ininterrupta das 7 até meia noite. Com ela, no entanto, eu descobri algo que já havia visto antes nos bordeis: não sei o que me causa, mas com certeza eu tenho ejaculação precoce. Fui em um urologista, que me disse que era algo psicológico, que eu só precisava "me desligar". Tentei os exercícios que o próprio Reddit indica, mas nunca funcionava. Usei camisinha anestésica 2 vezes: uma vez foi uma maravilha, na outra estourou e eu traumatizei. Sempre me sentia extremamente culpado e furioso comigo mesmo após cada fim de penetração, mas o que atenuava era a presença dela, que sempre me dizia que não ligava, que eu conseguia deixar ela no céu somente com as preliminares, que não ligaria de passar por isso por não sei quanto tempo. Tudo que eu me julgava errado, ela me mostrava que não ligava. Eu me sentia num porto seguro com ela, e isso me impulsionava na faculdade: eu imaginava que iria me formar em um emprego na iniciativa privada, sem "data de validade" como meu emprego temporário, e que, 1 ou 2 anos após isso, estaria casado com ela. O único motivo de discussão que tínhamos era que ela tinha total ojeriza de tornar público: não podia postar nada com ela no Facebook, não podia atualizar status de relacionamento, não podia ir conhecer os pais dela, que "iriam proibir completamente". Mesmo os amigos eu só vi 2 vezes (uma outra vez eu não pude ir por motivos profissionais). Eu sempre entendi que isso era um receio dela, então, mesmo um pouco frustrado, eu aceitava. No que eu terminei minha monografia, estava preocupado com a questão do mercado, mas nada demais. Até que veio o dezembro, 1 ano e 4 meses após começarmos a ficar.
Eu estava na faculdade, pegando os convites de formatura, quando ela mandou o tradicional "precisamos conversar". Resolvemos por texto mesmo: ela disse que gostava de outra pessoa, e que se sentia culpada namorando comigo com interesse em outro. Aceitei, triste, e demos um tempo. 2 dias depois, um amigo me manda uma foto no perfil de um rapaz, que era o mesmo que ela gostava: ambos deitados, ela de top e ele sem camisa, e uma descrição bem...insinuante. Óbvio que eu pirei, liguei para ela, tivemos uma baita discussão, mas, depois disso, esfriou. Acabamos nos vendo, e ficando de novo. Ela terminou com o rapaz, mas ainda jurava de pés juntos que aquela foto era uma coincidência, que ela não havia me traído, que jamais faria isso, que era íntegra. E ficamos uns bons 3 meses indo e voltando até que, em abril, ela me mandou um testamento contando tudo: numa segunda, ela estava na casa de uma amiga, com este rapaz e o cara que a amiga estava pegando. A amiga e o peguete dela começaram a dar uns amassos no local e, segundo ela, ela não conseguiu "resistir" e montou no cara. Uma traição espetacular, que até hoje eu uso como humor auto depreciativo. Fiquei em choque por um tempo, mas, contra os conselhos de todos, perdoei ela e voltamos a namorar. Mas não era a mesma coisa. Ainda era maravilhoso por um aspecto, mas, por outro, ela estava insegura com o relacionamento (dizia que se sentia culpada por ter "estragado tudo por um impulso") e eu estava inseguro com tudo, precisava de validação dela pra tudo, principalmente no que tangia sexo. Eu já era inseguro sexualmente antes, agora era 3x mais, então eu basicamente a induzi a me contar toda a experiência sexual dela com ele, até eu me sentir menos perdedor. No entanto, eu estava começando a me recuperar em junho, estava me reencontrando, entendendo que estava apertando ela desnecessariamente (uma amiga teve essa conversa esclarecedora comigo). Então, tanto como solidificação como um pedido de desculpas, eu planejei uma viagem para nós, no dia que ficamos pela primeira vez, que cairia num sábado. Disse para ela os planos, ela ficou elétrica, empolgada, começou a me mandar links do local, brincar com meus planejamentos e afins...e, na semana seguinte, pediu para terminar. Disse que nunca esteve certa sobre nós termos voltado, que ela ainda me amava, que ainda sentia tesão comigo, mas que não se sentia pronta para um relacionamento sério, e "não queria me magoar". Aceitei, até mantive o contato, pq, nesse meio tempo, ela virou a minha melhor amiga. Mas o mesmo amigo da vez anterior me mandou um print de uma conversa dela com a irmã dele, dizendo que tinha terminado por estar afim de outro cara, e eu reconheci o sujeito: era um cara que ela falava horrores bem dele, "ah, fulano fez isso, fulano fez aquilo, me ajudou com x, um cara foda, faz não sei o que". Não sei se ela me traiu, mas tal conversa era de 1 dia e meio após termos terminado, e ela já havia ficado com tal cara. Não sei se ela me traiu de novo, mas a confrontei (não falei do meu amigo, obviamente, disse que a vi na rua) e ela manteve que não me traiu, mas que, dessa vez, poderia ficar com quem quisesse pq "fez a coisa certa". Eu disse que não conseguiria conversar com ela enquanto ainda tivesse sentimentos, ela disse que entendia, mas que queria saber de mim, que eu ainda era "o melhor amigo" dela.
Isso faz um mês e meio. Eu não consigo deixar de me sentir mal. Eu podia ter feito tanta coisa melhor, mas não fiz. Ela me traiu, possivelmente duas vezes, e tudo que eu consigo fazer é me culpar. Eu só não a chamei ainda pq imagino ela ficando com esse cara, que é melhor que eu em tudo: mais bonito, com uma barba farta de lenhador, com uma carreira já estabelecida, carro na garagem, mora sozinho e afins. O que me leva ao lado profissional: a sala da faculdade se reuniu para um churrasco há 3 semanas, estávamos conversando sobre empregos e eu concluí algo: apesar de que eu (e eu sei quão arrogante isso soa) ter feito que metade da sala ganhasse um diploma, eu sou o único dali sem um emprego minimamente fixo e tenho um salário que é o menor de todos, com vantagem. Todos falam que eu vou ganhar 3k, 4k logo, mas eu já cansei de tomar portadas de empresas. Gasto com passagem, gastei com um terno novo, gravata, e tudo que eu consegui foram muito obrigados, mas uma parcela da minha sala que literalmente não consegue entender que 50% e 0,5 são a mesma coisa (eu tive que ensinar manualmente regra de 3 simples e cálculo com números decimais quando estudamos Matemática Financeira) estão em empregos bons na iniciativa privada, comprando casas e carros. E, de todos ali, só uma me arrumou entrevista na empresa dela (que eu não consegui, principalmente por dita empresa estar num processo de fusão). Quatro conversam ocasionalmente, e o resto só entra em contato pedindo para que eu faça para eles provas de inglês de processos seletivos ou provas da faculdade (para os que ainda não se formaram).
Eu estou fazendo Contabilidade agora, vendo se consigo recomeçar, mas estou extremamente desiludido. Não sei o meu problema, mas o que eu imaginava quando entrei na faculdade não aconteceu. Eu sou um total fracassado no mercado de trabalho, e dificilmente vou conquistar algo além de pular de trabalho em trabalho de escritório, para tirar 2 salários e soltar rojão de alegria por não estar desempregado. Na verdade, eu já imaginava algo nessa linha desde o último semestre, mas, além da esperança mínima, eu carregava que iria ter uma família. Alguém me aceitava, alguém me amava. Hoje, eu vejo que nem isso. Nesse mês e meio pós-término, eu percebi como meu stock está horrorosamente baixo. Ouvi diretamente de uma estranha (no Tinder, vale dizer) como eu sou "feio, com cabelo estranho e roupas deprimentes". A maior parte dos meus amigos disse que eu vou achar alguém, mas só uma amiga me apresentou para alguém (Spoiler: eu quis levar pra amizade pq esta pessoa demonstrou 0 interesse romântico em mim, mas temos muitas afinidades de gostos. Não quero que alguém legal se perca só por não querer abrir as pernas pra mim em qualquer futuro).
Então, qual a conclusão? Para relacionamentos, eu sou a tempestade perfeita: meus gostos não são nada pop, meu estilo de roupa desagrada geral, minha voz é deprimente, eu sou lerdo, distraído, amo entrar em rants gigantes quando me empolgo (vide este texto) e, mesmo que alguma garota um dia resolva passar por isso tudo, o prêmio dela será ter de viver com sexo oral recheado por 30s de penetração, num dia bom. Nenhuma mulher no mundo quer se relacionar com um homem que precise fazê-la ter um orgasmo com masturbação pq não aguenta chegar a 1min de penetração. Ou seja, eu até posso tropeçar em alguma peguete (sim, essa é a palavra, tropeçar. Um incidente do acaso, como foi com a minha ex), mas nenhuma jamais chegará a ser de longo prazo. Dificilmente eu terei uma família. E, sem uma família, não há nada para contrabalancear o fato de que eu sou um fiasco profissional. O "menino gênio" do colégio, o "cara que vai ganhar 7000 daqui 3 anos" da faculdade nada mais era que uma pessoa com um par de neurônios no meio de um grupo de pessoas com bases educacionais mais fracas que a minha e, principalmente, sem interesse algum em estudar. Numa sala focada, eu teria de me esforçar para estar no meio do pelotão. Eu sou mediano intelectualmente e, profissionalmente, sou um lixo que não conseguiu fazer networking na faculdade e, hoje, irá ter de viver de escritório em escritório, sem nenhum breakthrough.
Minha vida parece estar desenhada para ser a definição de um fiasco, de um total e completo desperdício de oxigênio. Mas eu tenho uma missão: cuidar dos meus pais. Ambos dependem demais de mim psicologicamente, ambos me amam mais do que qualquer outra coisa. Sem a minha presença aqui, a vida dos dois colapsaria. Sinto que eu só vim ao mundo para ser o pilar da vida de ambos. Então, eu tenho que ir empurrando a minha vida enquanto ambos estão vivos, tentando ao máximo não embaraçar eles mais. Decidi que vou viver a vida no limite nesse meio tempo: finalmente comecei a fazer academia (minha postura sempre foi torta e, nos últimos 2 meses, eu ganhei peso. Quero eliminar essa pança antes que ela vire um problema), fui ao Maracanã mês passado ver a ida da Copa do Brasil (sou de MG), devo receber uma indenização boa quando sair daqui e estou planejando um mês de curso de inglês na Europa (meu inglês é bom, mas não é perfeito e isso sempre me incomodou horrores, sem falar que conhecer a Europa é O sonho que eu tenho de vida). Será o meu maior highlight, e a única loucura que eu me permiti fazer. Quando voltar, vou fazer o que gosto e, mais importante, vou cuidar dos meus pais, de tudo que eles precisarem de mim.
Não sei o que o futuro reserva pra mim, mas, pensando com lógica, eu devo chegar nos meus 35/40 anos quando ambos meus pais falecerem. Quando isso acontecer, serei um solteiro entrando na meia idade, possivelmente com pouca experiência sexual que não envolva garotas de programa, num emprego pouco satisfatório e sem nenhum amor que tenha sido recíproco e que não acabe na mulher se cansando de um cara patético e percebendo que praticamente qualquer coisa é melhor que eu. Será covardia, alguns sentirão tristeza, mas será temporário, todos irão superar, e haverá um pouco mais de oxigênio no mundo.
A minha mente ainda tenta, em alguns momentos, achar alguns cenários de ilusão, de que algum milagre irá acontecer, mas não irá. Eu sei que não. Profissionalmente eu fracassei. Academicamente eu fracassei. E, amorosamente, eu também fracassei. Vi que não basta achar alguém que aguente a minha personalidade, ela não irá suportar alguém que trata preliminares como Evento Principal, e eu irei morrer com esta condição.
Por mais paradoxal que seja, pensando assim eu estou aprendendo a abraçar o que eu gosto. Eu gosto de ler. Eu gosto de sair para comer e voltar para casa. Eu gosto de esportes. Eu gosto de escrever. Eu gosto de viajar. Não vou mudar o que eu gosto pelos outros, até porque será inútil, resolver um sintoma não cura a doença, e não há remédios o bastante para curar todos os sintomas dessa doença chamada eu. Fico feliz pelos meus pais existirem, pq, se não fosse por eles, eu teria sido um fiasco absoluto em vida. Fico feliz pelo meu último namoro, pq eu nunca me senti mais feliz do que numa tarde de sábado, quando ela disse "te amo" pouco antes de cochilar no meu peito. Eu fui feliz com o amor, e, por causa dela, eu aprendi que todo relacionamento que eu entrar, obrigatoriamente, terá um fim unilateral. Eu vou ser feliz com meus outros desejos, concluir meus hobbies, fazer o que eu gosto, e cuidar de quem me ama incondicionalmente, até o fim deles. Dali, serei eu que terei meu livramento.
Eu precisava contar isso pra alguém, mas não quero que tratem isso como um pedido de ajuda, pq não é. Meu real objetivo de vida sempre foi ter uma família minha, ter um filho em uma casa estruturada e passar meu conhecimento adiante. Eu já sei que, por questões psicológicas e físicas, isso jamais acontecerá. Quando meus pais se forem, eu literalmente não terei mais o que fazer aqui e, se tudo der certo, eu terei realizado ao menos uma parcela boa dos meus outros sonhos. Eu estou tranquilo quanto a isso. Talvez ainda sinta, de novo, a dor de ver alguém me trocando por outra pessoa melhor, mas agora eu sei que isso acontecerá. Doerá menos, eu espero. E, se nem isso eu conseguir, bem...dois salários por mês dá para pagar por sexo.
De novo, desculpem pelo texto gigante.
tl;dr: Todos confiavam em mim, todos achavam que meu futuro seria brilhante. Meu futuro será medíocre, patético e, ao menos, tem uma data para acabar
submitted by botafora01 to desabafos [link] [comments]


SOLTEIRO X NAMORANDO Tô Namorando Solteiro - Israel Novaes - Villa Mix Goiânia 2017 ( Ao Vivo ) Como criar um filho sozinho, os desafios de um pai solteiro. Thiago Soares - Um pai separado - YouTube TIME NAMORANDO vs SOLTEIROS! Quem ganha??

Namorar/Casar com Pai solteiro - Desabafa

  1. SOLTEIRO X NAMORANDO
  2. Tô Namorando Solteiro - Israel Novaes - Villa Mix Goiânia 2017 ( Ao Vivo )
  3. Como criar um filho sozinho, os desafios de um pai solteiro.
  4. Thiago Soares - Um pai separado - YouTube
  5. TIME NAMORANDO vs SOLTEIROS! Quem ganha??

• Acesse http://digitalstars.com.br/dsx/atracoes/inscricoes/ para poder participar da cena final do meu filme! • FACEBOOK: https://www.facebook.com/christian... 50+ videos Play all Mix - Tô Namorando Solteiro - Israel Novaes - Villa Mix Goiânia 2017 ( Ao Vivo ) YouTube Os Anjos Cantam - Jorge & Mateus - VillaMix Rio de Janeiro 2017 ( Ao Vivo ... NAMORANDO vs SOLTEIRO #2 - Duration: 16:34. Banheiristas 574,288 views. 16:34. ... A CADA GOL GANHA UM PRODUTO DA NIKE! *DESAFIO DA BLACK FRIDAY* - Duration: 15:21. Inscreva - se no Canal ALBERGUE FILMES, Thiago Soares - Clipe Oficial CONTATO ALBERGUE FILMES - (21) 97325-0386 MÚSICA: UM PAI SEPARADO AUTORES: Maurício Mag... R$ 85,00 Promoção válida para Consultas Búzios / Cartas pelo Telefone ou Whatsapp até 28/12/2018. Apenas para quem nunca fez trabalhos espirituais com Pai Fr...