Vagas para aulas em casa

Não aguento mais viver sem poder "pensar" no que estou vivendo

2020.10.16 03:54 leofreak66 Não aguento mais viver sem poder "pensar" no que estou vivendo

vou explicar
Não é novidade que no geral, ta tudo uma merda em quase todos os sentidos possíveis. E é TANTA desgraça ao mesmo tempo que é difícil lidar. O que mais escuto (e boto em prática) é evitar notícias, comentários ou coisas que remetam a estes problemas. De fato me ajudou um pouco, maaaass...
Parei de me informar diariamente sobre política, os escândalo diários não me faziam bem. Diminuí meu consumo de informações sobre a pandemia, pois aceitei que não tenho controle da situação, e ficar buscando informações não vai melhorar as coisas. Não vejo mais nada sobre a crise ambiental do brasil, tão pouco sobre a crise econômica, pois são coisas que aumentam minha ansiedade com o futuro. Pois bem, não aguento mais viver em um mundo onde para me preservar o mais prático a se fazer é literalmente fingir que nada está acontecendo.
Vivo em um país que teve uma péssima gestão da pandemia, com um governo de bosta, com um descontrole ambiental absurdo (ja vai fazer um mês que minha cidade não amanhece com o céu azul, é TANTA fumaça que você sente o gosto na boca dentro de casa nos piores dias, resultado das queimadas no Pantanal)...enfim, vivo atolado na merda, mas tenho que fingir que está tudo bem para minha própria sanidade mental, tem algo muito errado aqui.
Me sinto uma criança em uma sala de aula insuportável, onde te mandam calar a boca e aguentar firme. Sei que isso pode ser usado inclusive como instrumento de controle e dominação, me sinto TÃO apático, impotente e entorpecido, que praticamente qualquer coisa de ruim feita pelo governo não iria me despertar indignação. Se saísse no jornal amanhã que todos os reitores das universidades públicas serão substituídos por pastores ou militares eu ia ficar "ah ta". Se saísse amanhã que as queimadas no pantanal são legalizadas e a fiscalização está proibida eu ia ficar "ta bom"...acho que você me entendeu.
Eu tenho com o que ocupar meu tempo. Eu trabalho, leio, converso com minha família e amigos, jogo um pouco nas horas vagas, mas sempre sabendo que no fundo...laaa no fundo, existe um fantasma que eu não estou querendo encontrar, e cada dia ele cresce, e quanto mais cresce, mais eu finjo que ele não existe, isso não vai terminar bem.

Estou cansado disso.
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2020.10.07 02:06 121105 Meu filho está com problemas escolares que poderiam ter sido evitados se o pai dele me ouvisse.

Meu filho reprovou no ano passado, no 6º ano do Fundamental anos finais, estudava numa escola estadual a 12km de casa. Mas o pai do meu filho não aceitou a reprovação de jeito nenhum e procurou por escolas que fizessem progressão parcial. Então meu filho ingressou numa escola privada. Eu tinha conseguido uma vaga numa escola municipal da cidade vizinha super conceituada, em turno integral - no 6º ano, em que ele poderia fazer uma prova e ser promovido para a série seguinte ainda em maio. O pai não aceitou e eu fiquei mal vista pelos servidores da escola, meus colegas de empregadora. Acabou que deu tudo errado: pandemia, a escola não fez a progressão parcial ainda e pra melhorar está fingindo dar aulas online e atribuindo notas e meu filho agora vai reprovar o 6º e o 7º ano ao mesmo tempo. Pq? Pq os professores estão insistindo em fazer atividades em grupo e meu filho não é aceito por ser novato e pelo histórico de reprovação no ano anterior. Por não aceitar a reprovação do filho ano passado provavelmente meu filho fará o 6º ano ano que vem graças ao pai e a ele mesmo.
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2020.10.05 14:48 umnickqualquer Visita Matinal

O garoto corria tanto quanto a bola. Naquela época, ele chegava junto com os amigos no campinho, pouco depois do meio-dia, ainda com o sol a pino, e o futebol continuava mesmo depois que a luz da tarde morria no horizonte, quando os postes da rua se acendiam e suas mães os mandavam entrar. Bom, agora, daqueles amigos, o homem perdera contato com mais da metade, sua mãe já falecera há 10 anos e os postes da rua não eram mais do que tubos cinzentos com as lâmpadas quebradas, como cadáveres de pedra que por algum motivo permaneciam de pé.
O frio da manhã fez o homem apertar os braços de encontro ao corpo enquanto encarava o terreno baldio diante de si. Ele tinha saído mais cedo de casa e tinha que ficar de olho na hora para não se atrasar para o trabalho, mas, naquele dia, não conseguira sufocar a vontade de apenas passar por ali. A maioria das casas da rua ainda estava em silêncio - incluindo aquela onde ele passara os primeiros 20 anos de sua vida - e uma neblina matinal dava a tudo um ar cinzento, enquanto o homem se lembrava do garoto. Naquela época, ele e os amigos esperavam a manhã inteira pelo fim das aulas, a semana inteira pelo fim de semana, o ano inteiro pelas férias, para estar o máximo possível ali, naquele pequeno pedaço de terra que era o único espaço aberto da rua inteira e que nunca tinha sido grande coisa, mas que era o seu mundo, um espaço diferente de casa, da escola, de todos os outros em que os adultos ditavam as regras. Aquele era um território onde as normas eram conhecidas por todos e zeladas por cada um, um lugar que eles poderiam ter chamado de autônomo, se conhecessem a palavra.
Agora, servia como depósito de lixo para a vizinhança, o canto gramado em que o garoto e os amigos costumavam se sentar pra descansar depois de uma partida atulhado de restos de comida estragada vasculhados pelos animais. O homem olhava da calçada para 20 anos atrás e tentava imaginar o que tinha acontecido com o garoto. Ele sabia, é claro. Adolescência, trabalho, casamento e divórcio. Quando notou que pensava naquele menino como outra pessoa, soube que ele não existia mais. A vida chegou sorrateira, feito um estranho com voz macia pedindo informações, atraindo com doces que se era jovem demais, inocente demais pra recusar.
Aqueles foram bons tempos, com certeza. Entre os jogos de bola, os amigos, o tédio das aulas, a chegada do parque ao bairro a cada seis meses e a presença que parecia eterna dos pais, o garoto poderia acreditar que aquele contentamento tranquilo e constante era o estado natural das coisas. O homem não diria que era infeliz atualmente, apenas que a ideia de felicidade se adaptou à realidade. Tinha um emprego, tinha um filho que via quinzenalmente, tinha saúde e até mesmo saia às vezes, quando não estava muito cansado e algum conhecido o convidava para uma festa de aniversário de casamento ou coisa do tipo.
O garoto só notara que as coisas estavam começando a mudar durante aquela partida, depois do último dia de aula da 8ª série. Tinha sido o dezembro mais quente dos últimos anos, mas o garoto e os amigos não estavam dispostos a deixar passar em branco o fim do ginásio. Eles nem se deram ao trabalho de trocar os uniformes, não iriam mais usá-los, e a bola correu como não fazia há tempos, tão atulhados tinham estado com as provas finais. Não estavam todos ali; alguns estavam saindo com garotos de outras classes, ou já tinham começado uma rotina de estudos para tentar vaga numa escola técnica, ou estavam ocupados com as primeiras namoradas, ou simplesmente tinham perdido o interesse. Aqueles que estavam, porém, jogaram a tarde inteira. O garoto pensara que estavam jogando porque gostavam, porque podiam e porque foi o que sempre fizeram quando estavam juntos. O homem acha que jogaram porque depois de todo o Fundamental juntos estavam indo pra escolas diferentes, porque depois da massa maleável que suas mentes e vontades tinham sido até então, começavam a se solidificar em formas diferentes e sabiam disso, porque estavam crescendo e levaria anos para que aqueles moleques percebessem o quanto isso podia ser traiçoeiro. Quando terminaram o jogo naquele dia já tinha escurecido e a única iluminação do campo eram as lâmpadas dos postes, que começavam a falhar. O garoto se despediu dos amigos naquela noite de modo trivial, do mesmo modo que sempre fizera, e, em algum momento depois daquilo, deu por si como um homem contando os anos que tinham passado. Não se lembrava de outros jogos depois daquele, mal se deu conta de quando deixou de se preocupar com os estudos pra se preocupar com o trabalho – deve ter sido mais ou menos na mesma época em que começaram a jogar lixo no campinho – e às vezes perguntava a algum conhecido da época se ele sabia como estava um ou outro daqueles garotos. Parece que quase todos tinham se mudado ou perdido o contato.
O terreno, porém, continuava ali. Mesmo não morando mais naquela vizinhança, o homem tinha ido até lá no dia em que descobrira que fora reprovado no vestibular, na manhã em que fora demitido do primeiro emprego e alguns dias depois do divórcio. Só pra dar uma passada. Essas vontades de visitar aquele lugar pareciam estar aumentando com o passar dos anos e o homem achava que devia parar com aquilo antes que se tornasse um hábito. Não tinha tempo pra desperdiçar com essas visitas, tinha um trabalho para ir, prestações e uma pensão a pagar, se queria jogar bola devia entrar no clube da empresa e ver se tinha vaga para si no time do setor de contas.
O homem pôs as mãos nos bolsos para protegê-las do frio e começou a andar, deixando para trás o terreno baldio e tomando o caminho do ponto de ônibus. Não costumava pensar no que teria que fazer no serviço, mas sabia que teria bastante trabalho ao decorrer do dia e logo aquela visita seria esquecida. Naquele fim de semana veria o filho, talvez devesse ensiná-lo a jogar bola, se já não soubesse. Por um momento imaginou que deveria falar com ele sobre o garoto, sobre o campinho, sobre aquela tarde de dezembro e sobre acordar assustado como se tivesse ficado dormindo por anos. Achou melhor não. O filho na certa não entenderia, porque também era um garoto e se lhe dissesse algo poderia apenas acelerar o efeito que queria evitar. Não importa a conversa que tivessem, era inevitável, a tarde de dezembro chegaria mais cedo ou mais tarde para ele, então era melhor que ao menos por enquanto ficasse sem saber a quantidade de lixo que as pessoas podem deixar acumular em um campinho abandonado.
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2020.08.30 03:58 KatarinaMolovSOP Cansada

Como todo mundo sabe, nunca foi fácil achar emprego. Desde que me formei no ensino médio eu procurei e não conseguia, pois sempre perdia a vaga para alguém com experiência. Eu era humilhada diariamente pela minha mãe por não conseguir emprego, mas depois de dois anos, finalmente consegui meu primeiro emprego aos 20, e as humilhações pararam.
Comecei em fevereiro num call center de banco, onde estou até hoje, porém estou me sentindo muito mal nesse emprego, especialmente pela falta de comunicação da empresa com os empregados, falta de treinamento adequado e ameaças de demissão por dificuldade de bater meta.
Trabalho de manhã e largo o expediente no início da tarde, e faço faculdade no turno noturno, mas não estou conseguindo me concentrar nas aulas, e até quando eu durmo, tenho pesadelos com o trabalho, porém não posso sair de lá, visto que preciso do dinheiro pra pagar contas da casa. Só posso sair se eu já tiver arrumado outro emprego, mas tá difícil pra cacete. Mando currículo adoidada mas raramente recebo resposta. Tô quase largando tudo e indo vender brigadeiro no semáforo.
Meu medo é acabar largando o trabalho e voltar a ser humilhada diariamente. Se eu fico, eu enlouqueço, se eu saio, eu enlouqueço. Minha psicóloga não acha meu emprego adequado pro meu quadro de depressão crônica, e eu honestamente acho que ela tá certa, pq eu já entrei no callcenter com anos de doença na bagagem, e eu tô ficando mais doente a cada dia. Ela sugeriu que eu peça atestado para a minha psiquiatra, mas eu tenho medo.
O povo do RH não sabe que eu tenho depressão crônica, pois eu menti no admissional por medo de me reprovarem no exame pela doença. Olhando pra trás, acho que isso pode me complicar frente à empresa caso eu pegue atestado.
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2020.08.30 03:42 Trinta_Caralho [Sério] Sou professor de guitarra (aulas de grupo) numa escola de música e querem retomar aulas presenciais em Setembro, mas não sei se me sinto 100% confortável. Estarei a ser alarmista? Agradecia opiniões.

Antes de mais estas aulas são um complemento extra, que me ocupa umas 3 horas semanais durante uma tarde, dado que tenho outro trabalho (que faço a partir de casa).
Resumindo, desde o início da quarentena e até ao fim do ano lectivo as aulas foram dadas por Zoom e a coisa correu bastante bem, visto que o ensino da guitarra funciona na perfeiçâo por video-conferência (ao contrário de aulas de coro, por exemplo, que funcionam péssimamente, dado o lag da net e o nº de pessoas).
A escola de música obviamente quer aulas presenciais o mais rápido possível, diria que para mantecativar novos alunos e porque certas actividades não funcionam online.
Mas a perspectiva de estar fechado 3 horas numa sala relativamente pequena, com 4/5 miúdos à vez, não me deixa confortável, mesmo que seja só uma vez por semana.
As escolas primárias e básicas vão abrir e temo uma nova vaga de Covid com todos os contactos que isso vai gerar. Tenho 12/15 alunos ao todo, divididos em grupos, todos eles entre os 6 e os 14 anos. Eu acabaria por ser o factor comum, caso aceitasse a voltar dar aulas presenciais, e estaria exposto a essa malta toda, todos de escolas diferentes e com centenas de contactos diários.
A minha ideia é sugerir a continuação das aulas online, pelo menos numa primeira fase, mas duvido que a escola de música receba bem esta notícia.
Isto é razoável ou estou só com cagufa?
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2020.08.26 09:34 marvinpls desesperado para conseguir um trabalho, e ao mesmo tempo arrependido

sobre o desespero:
eu sei o que vão dizer, que a hora chega pra todo mundo, que é só continuar tentando e não desistir e yada yada, mas é frustrante demais isso tudo.
estou no pior ano da minha vida. tenho 22 anos, estou no 10° de psicologia, tenho uma situação "estável" em casa (financeiramente), e estou há semestres procurando uma forma de trabalhar na minha área. esse ano foi bomba demais, problemas severos no meu relacionamento e família, eu sei que o ano não acabou ainda, mas se ficasse pior de como foi nesses últimos meses, acho que teria me matado já.
estou socando meu currículo em todas as vagas possíveis para estagiário, mas acho que não vai rolar mais visto que estou muito avançado no curso pra continuar procurando estágio, e um contrato empregatício seria um desperdício por um único semestre que já se iniciou.
e como se não fosse bastante, estou sem muitas expectativas para o futuro pós formado. eu tenho uma vida muito conturbada em casa (brigas quase diárias, delegação de problemas emocionais que não são meus, etc... mas pelo menos não estou morrendo de fome, né?), e também já sou meio torto das ideias. tudo o que eu mais quero é acabar a faculdade e começar a trabalhar. na verdade eu queria estar trabalhando há muito muito tempo, há anos, mas nunca consegui, e hoje não sei mais o que fazer.
todos os dias vou dormir super tarde mesmo tendo aula às 7 da manhã. sou esforçado, sempre tive notas boas e fui muito interessado pela minha área, então ter 2 3 horas de sono pra assistir aula não é um problema, eu só quero resolver essa merda de desemprego, quero capitalizar meu conhecimento de alguma forma mas não consigo. eu sei que muitos vão dizer que ficar empregado não mudaria todos os meus problemas, mas eu digo que resolveria pelo menos a maioria esmagadora.
sobre o arrependimento:
o "semancol" veio tarde. eu percebi que deveria estar investindo em apenas uma única coisa desde o primeiro período, ainda mais numa área que mal dá dinheiro no brasil. algumas pessoas tiveram oportunidades incríveis na minha frente, e eu só fui entender o porque dela ter conseguido isso muito tempo depois.
como faço faculdade particular, não tem muitas vagas remuneradas para estudantes, e as que houve não se encaixava no meu perfil por eu ser FIES. e como estou numa particular, eu tenho obrigação de estar ganhando dinheiro o quanto antes pra pagar minha dívida e ter alguma liberdade financeira.
por fim:
tô desesperado, sem cartas na manga. eu sempre quis fazer concurso público, mas sempre me pareceu muito incerto visto que não se sabe quando vai abrir e por onde. ando acompanhando alguns editais, e por conta do COVID não se sabe quando eles vão reabrir.
eu quero começar do zero. quero me sentir menos inútil por ser só um estudante medíocre que não consegue ganhar dinheiro e está atrás de todo mundo que conhece. preciso de um caminho certeiro que eu possa trabalhar duro sem pensar que vou engavetar meu diploma.
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2020.08.23 19:44 tDAYyHTW Estou cada vez mais desmotivada devido ao isolamento social, tenho medo de dar tudo errado na minha vida, acho que o meu esforço vai dar em nada e estou me sentindo inútil a cada dia que passa

Primeiramente eu gostaria de pedir desculpas por algum erro de português, moro aqui no Brasil mas sou estrangeira então sou insegura com a minha segunda língua.
No começo do isolamento eu sentia que podia conseguir realizar tudo na minha rotina por ter mais tempo ao estar em casa mas ainda me sentia inútil, o ano está passando muito rápido que sinto que fiz absolutamente nada esse tempo todo. Já virei noite estudando na quarentena mas ainda sinto que estudei absolutamente nada que eu não vou passar até em um curso de baixa ocorrência com a nota do enem por exemplo. Ainda vou fazer 18 anos e tinha esquecido que o meu aniversário está chegando e estou sem motivação para completar mais um ano sentindo que vou morrer de qualquer jeito (assalto, covid... etc) em que não vejo razão de ter esperança de dar tudo certo, cresci com uma família pessimista com esse senso de realidade, não fui uma pessoa de falar o que sinto achando que é besteira mas nesses últimos meses fico com uma turbulência na minha mente entre "aceitar a realidade como ela é ou ter uma razão para continuar". Sempre tive a ideia de que não vou conseguir um emprego no futuro desde pequena e agora fico com esse sentimento a cada vez mais, cancelei o meu aniversário mesmo marcando vaga em um restaurante respeitando o isolamento pensando que os meus pais vão morrer então preferi não arriscar do mesmo jeito, mesmo tentando me esforçar nos estudos fico com agonia e culpa por não estar estudando ao comer ou dormir por exemplo, acho que não vou conseguir um futuro decente e que vou ser uma pessoa inútil na sociedade. Não estou conseguindo dormir bem com a preocupação de acordar e faltar uma aula ou que vou acordar muito tarde que vou perder mais um dia, já acordei às 4 horas da manhã nos finais de semana pensando que estou "vagabundando" e tenho que fazer alguma coisa. Estou tão desmotivada que estou ficando cada vez mais preguiçosa e cansada, estou na minha mesma rotina com o peso na consciência que é obrigação minha mas no fundo não sei porque continuo tentando me esforçar, parece um ciclo sem fim que é como se fosse "nada correndo sobre o nada", tento conversar com pessoas com discursos como "todo mundo está assim, não se preocupe! tudo vai ficar bem" mas acho isso utópico demais e falta algo a mais em mim que não sei o que é. Estive preocupada demais com o meu futuro nesses meses mas agora estou aceitando a probabilidade de dar tudo errado, me comparo com os outros que aprenderam uma nova língua ao estar em casa por muito tempo por exemplo, sempre senti esse vazio por ter feito nada, fico assustada como setembro está chegando e fico pensando que estou perdendo o meu tempo especialmente nesse ano.
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2020.07.31 17:11 batimabernards Estou pagando pela língua? Preciso de um conselho!

Bom, resumidamente: sou Diretor de Arte (Designer Gráfico) e estudante de Publicidade e trabalhava em uma agência. Trabalho legal mas com muitos parênteses - o fato de eu ser apaixonado pelo que faço me deu muito força nos momentos de muita pressão e raiva.
Não tínhamos contrato, nem direitos (mas era um emprego, ok?), e com o início das medidas de restrição e com a falta de previsibilidade de ter algum evento ainda a empresa deu um "stop" (foi assim que chamaram, rs, falar "demissão" é pesado) e mandou a gente pra casa com a promessa de que nos contrataria de volta. Tchau, brigado - simples assim. Agradeci a oportunidade e toquei o bonde. (Mas fica um ressentimento, óbvio).
Tinha umas reservas e uns clientes por fora que me deixaram segurando as pontas, mas confesso que comecei a dar uma boa refletida em algumas coisas, pesando bem e calculando danos e prioridades. Em algumas conversas com colegas, o assunto convergia para nossa pouca vontade de voltar - só se fosse a unica opcao do deserto. Muito desgaste, preciso focar no meu curso, mas não me vejo mais sem trabalhar, tentei outras vagas (ate queria estágio - porque vou ter aula em 2 turnos proximo semestre, adiantei umas materias) e me surgiu uma muito boa (com CLT e tudo), mas não obtive resposta. Vida que segue.
Hoje estou tranquilamente pensando na morte da bezerra, quando me ligam:
"eai, tamo voltando segunda feira e precisamos de voce, ce topa? meio periodo, meio salario"
Parece boa, dentro da minha expectativa. To triste, porque parece que to pagando pela lingua e dizer que não trabalharia mais lá e nem me sujeitaria ao que me sujeitei. Mas enfim. Já que não tem nada melhor, não vou fazer c* doce e na situação que tamos, to 80% inclinado a aceitar.
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2020.07.23 10:24 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 6 Quantas horas devo estudar por dia?

Quantas horas devo estudar por dia? Quantos meses/anos são necessários para a aprovação? Acho que todo mundo já deveria saber isso, mas sempre vejo essa pergunta em fóruns na internet. É óbvio que não existe “receita de bolo”. Se alguém falar “estudei duas horas por dia” ou “estudei quinze horas por dia”, isso n~o quer dizer nada. Se você estudar o que n~o deve, pode ficar um ano inteiro com quinze horas ininterruptas diárias de estudos que não adiantará muita coisa. Eu, mesmo, nunca cronometrei e nunca parei para pensar direito sobre quantas horas eu estudava por dia. O que importava, de fato, era ter conseguido render bastante, e isso não se mede em horas de estudo, em páginas lidas, em exercícios feitos ou em livros resumidos. Para quem tem problemas de concentração ou mora com a família, por exemplo, pode ser aconselhável estudar em uma biblioteca ou em uma sala de estudos (de cursinhos preparatórios, por exemplo). Como morava sozinho em Brasília e consigo me concentrar facilmente, estudei em casa mesmo (apesar da maldita reforma do revestimento externo do bloco exatamente em frente à minha sacada, que começou semanas antes da primeira fase e durou até depois do fim do concurso, com barulho de furadeira, com rádio ligado no volume máximo e com pedreiro gritando o dia todo).
Não vou fazer propaganda contra ou a favor de nenhum cursinho. Em vários sites e blogs e nos grupos do Facebook e do Orkut informados acima, há bastante informação sobre dinâmica de cursinho, professores recomendados etc. Falando da utilidade dos cursinhos de maneira geral, é, obviamente, tudo muito relativo. Depende de sua familiaridade com a matéria e de sua facilidade de aprendizado. Muitas vezes, se você estudar sozinho, aprenderá mais e ganhará mais tempo que fazendo cursinho, especialmente para a primeira fase (além de economizar dinheiro, já que os preços dos cursinhos não são, em geral, muito camaradas). Nada como sentar na cadeira e estudar, observando, sempre, alguns pontos mais importantes, como: temas de maior recorrência nos últimos concursos, temas contemplados no Guia de Estudos etc. Cuidado apenas com a segunda fase (para Redação, sugiro que todos façam, sim, curso preparatório).
A gente tende a achar que há algumas coisas que só aprenderemos no cursinho (macetes de prova, orientação teórica que a banca prefere), mas, por incrível que pareça, há alguns professores que, por mais que (às vezes) saibam a matéria, não conhecem bem as provas do concurso. Tive, por exemplo, um professor (bem recomendado por alguns) que falou tanta coisa errada, mas tanta coisa errada, que, quando fui revisar as anotações, acho que perdi mais tempo conferindo tudo e corrigindo todos os erros do que se houvesse apenas estudado sozinho. No fim das contas, desisti das anotações e ignorei-as por completo. Outro professor (também muito bem recomendado por algumas pessoas) dava a matéria muito superficialmente e mostrava desconhecer completamente o concurso, a banca e a própria matéria. No fim das contas, acabei abandonando a matéria no meio. É frustrante, principalmente, porque os cursinhos são, em geral, bastante caros.
Não adianta um professor saber bem a matéria (a propósito, nem todos sabem), é necessário conhecer as provas a fundo. Isso significa não apenas saber todas as questões da primeira e da terceira fases dos últimos concursos ou todos os Guias de Estudos de cor, mas também, especialmente para a segunda e para a terceira fases, experiência tanto com relação às preferências acadêmicas da banca quanto com relaç~o { “jurisprudência” das correções. Esta última habilidade só se adquire vendo muitos espelhos de prova e recursos (deferidos e indeferidos). Como os espelhos de prova não têm vindo com marcações (você recebe apenas a nota nas questões, sem nenhuma marcação ou comentário), acho que, pelo menos, o estudo detido dos Guias de Estudos anteriores já é um passo importante.
Há, sim, alguns professores muito bons que valem cada um dos muitos centavos que você paga pela aula, mas meu alerta é: não se deixe levar por preço (já vi gente fazendo matérias em alguns cursinhos, sem sequer saber se os professores eram bons ou não, apenas porque era mais barato), por aulas experimentais (em um dos casos que eu citei acima, eu achava as primeiras aulas excelentes; só depois fui perceber o tanto de “abobrinha” que ele falava e o tanto de datas, de informações e de argumentos errados que ele passou) ou por fama do cursinho. Procure, sempre, onde quer que seja, informações sobre o professor (e, de preferência, com mais de uma indicação). Não vou falar de quais gostei e de quais não gostei porque acho que este não é o meio adequado para isso, mas, caso você não conheça alguém que já tenha feito algum cursinho, procure em fóruns na internet e nos grupos do Facebook e do Orkut indicados acima, sempre há alguma coisa útil (encontrei várias informações que estava procurando de professores em diversos cursinhos).
Para quem pensa em mudar-se para Brasília, por exemplo, para fazer um curso preparatório, as maiores dúvidas são, frequentemente, relativas ao custo de vida e à relação custo-benefício de morar na capital. O aluguel de imóveis em Brasília não é dos mais baratos (consulte, por exemplo, http://www.wimoveis.com.bdf), o que, somado aos preços um pouco “salgados” de alguns cursos preparatórios, pode implicar altos gastos. Como eu já morava na cidade antes de iniciar a preparação para o CACD, não sei se há alternativas de moradia mais próxima a algum dos cursinhos (são quase todos bem distantes um do outro). Sei que o curso O Diplomata oferece aluguel de apartamentos, mas não sei como funciona direito [informações: (61)3349-0311]. Acho que boa parte das pessoas que optam por mudar-se para Brasília tem diversos objetivos: concentrar-se mais nos estudos (o que pode ser difícil em uma casa com os familiares, por exemplo), ter acesso aos cursos preparatórios, conhecer outras pessoas que estão estudando para o CACD etc. Não foi meu caso, pois já morava em Brasília anteriormente, portanto não posso dizer se acho que, realmente, vale a pena por esses motivos. De todo modo, na comunidade “Coisas da Diplomacia”, no Orkut, j vi diversos comentários a respeito. H, também, o grupo do Facebook “Moradia – IRBr”, voltado para a discussão desses assuntos: http://www.facebook.com/groups/168135273239644/.
Principalmente para aqueles que não conhecem muita gente que também está se preparando para o concurso, o ambiente de cursinho pode ser interessante, para conhecer outras pessoas que estão na mesma situação que você e que podem contribuir com algumas dicas e sugestões úteis para a preparação. De todo modo, se você for daqueles que preferem estudar sozinhos a gastar tempo e dinheiro indo para o cursinho, ótimo! Para a primeira fase, eu diria que o cursinho pode ser, se você tiver boas orientações, disciplina de estudos e/ou boa bagagem de conhecimentos, dispensável.
Quanto à segunda fase, considero quase indispensáveis os cursos de Redação Português. Acho muito difícil alguém conseguir passar na segunda fase, se não houver feito cursinho preparatório. Há, obviamente, alguns casos de que já ouvi falar, mas são a minoria. Não vou falar sobre o já batido tema das idiossincrasias da banca da segunda fase, mas, mesmo quanto a coisas que não são “frescuras” da banca, achei muito bom o tanto de coisas (sobre Português de uma maneira geral) que aprendi no cursinho preparatório para a segunda fase. Desde os anos de colégio, sempre fui cético quanto à eficácia das aulas de Redação, mas devo admitir que valeu a pena: é inegável que a escrita melhora muito (nos padrões requeridos pela banca) com o cursinho. Se é necessário fazer um curso regular, que dura vários meses, ou se basta só o intensivo, às vésperas da segunda fase, depende de cada um. Acho desnecessário dizer que fazer cursinho também não é garantia de nada. Fiz tanto o curso regular quanto o curso intensivo e não me arrependi.
Com relação à terceira fase, também acho o cursinho muito importante. Em primeiro lugar, porque alguns professores realmente levam o trabalho a sério e ficam alucinados, procurando tudo o que os membros da banca têm estudado, escrito etc., e isso rende bons frutos, como alguns professores que acertam algumas questões que serão cobradas nas provas da terceira fase. Em segundo lugar, ainda que alguns professores não acertem muitas questões (o que não é uma tarefa muito fácil), a oportunidade de treinar a resolução de questões é fundamental por dois motivos: aprender a escrever na forma requerida pela banca e conseguir controlar o tempo de resolução das questões. Muitas pessoas têm problemas com o tempo para algumas provas da terceira fase (especialmente, para as provas de História do Brasil, de Geografia e de Política Internacional, que são as mais extensas). Não tive grandes problemas com isso e consegui escrever e revisar todas as questões de todas as provas, mas sei que muitos mal têm tempo de terminar de escrever.
Dito isso, já adianto: para essas três provas, é impossível fazer rascunho. Se você fizer, é muito provável que não conseguirá passar a limpo no tempo estabelecido. Para as provas de Direito e de Economia, não diria que é impossível (o número de linhas é menor, logo há tempo de sobra, pelo menos foi assim comigo), mas também considero desnecessário. No CACD, fiz rascunho apenas das provas de Português, de Inglês, de Francês e de Espanhol (em todas, sobrou algum tempo, mas não muito, após as revisões), pois são provas que eu alterava muito depois da redação inicial, trocava frases, palavras etc. Eu já sabia disso por causa de minha experiência com a resolução de questões no cursinho preparatório para a terceira fase, razão pela qual estive, sempre, atento ao relógio, para não perder tempo. Para todas as demais provas, o que se recomenda é, no máximo, um esquema inicial dos principais tópicos a ser discutidos nas questões, como um “brainstorming”. N~o fiz esse esquema em quase nenhuma questão, porque funciono melhor escrevendo direto, mas reconheço que nem todo mundo consegue fazer isso. Alguns podem preferir, ao menos, um momento de reflexão inicial, para fazer um esquema mental dos tópicos que serão desenvolvidos na questão, mas também não consigo fazer isso. A vida inteira, escrevi sem pensar, e deu certo. Não tive grandes problemas com isso no CACD, mas já alerto que não aconselho isso a todos. Muitos não conseguem manter o raciocínio, se não houver um planejamento a ser seguido, e acabam perdendo- se no meio da questão. Cuidado!
Conhecer os concursos anteriores é fundamental por várias razões. Não apenas para saber o que já foi objeto de cobrança, o que mais se repete, o que está ausente há algum tempo (e pode ser, eventualmente, trazido de volta), mas também para entender a lógica de formulação das questões em função dos contextos internacionais recentes, por exemplo. Isso é mais útil para a prova de Política Internacional, as demais não são tão influenciadas por acontecimentos recentes dessa maneira (Geografia e Economia também podem levantar alguns tópicos mais ou menos em voga, em face do que aconteceu em suas respectivas áreas nos meses anteriores ao concurso, mas não é uma regra tão forte quanto em Política Internacional).
Com relação aos conteúdos a ser estudados, atenção especial aos aniversários (10, 20, 30, 40... anos) dos principais tratados, organizações internacionais, acontecimentos marcantes etc., que costumam ser objetos de questões de Direito e de Política Internacional na primeira fase (na terceira fase, também podem ser cobrados, mas com menos frequência; em 2011, os cinquenta anos da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas foram lembrados em uma das questões). Visitas presidenciais a países mais importantes e visitas de chefes de Estado de outros países ao Brasil (destaque para EUA, China, Índia, Argentina...) no ano da prova, por exemplo, podem ser indícios de que poderá haver alguma questão nesse sentido. Obviamente, tudo isso não é regra (a pedra mais cantada de 2011, que foram os 20 anos do MERCOSUL, não apareceu em nenhuma questão da terceira fase; de todo modo, as relações com a Argentina, destino da primeira viagem presidencial de Dilma Rousseff, foram tema de questão da prova de Política Internacional).
Para a quarta fase, não há muito mistério. A cobrança de Francês e de Espanhol é bem básica, e conhecimentos de nível intermediário nos dois idiomas podem garantir uma nota razoável. De todo modo, vale observar que, nos últimos concursos, a quarta fase tem tido um peso enorme para a colocação final (especialmente, para as últimas vagas). Dessa maneira, confiar nos aprendizados de última hora de Francês e no Portunhol pode custar-lhe caro. Não recomendo deixar para estudar as duas línguas apenas após a segunda fase (como já vi que muita gente faz). Se você nunca estudou Francês e/ou Espanhol, recomendo começar um pouco antes (professores particulares podem ser mais úteis nesse caso, uma vez que você não precisará de atenção excessiva à conversação e à compreensão auditiva, como ocorre em muitos cursos em grupo). É difícil dizer quantas aulas ou meses são necessários, pois isso, obviamente, depende do rendimento e da facilidade de cada um.
De qualquer maneira, as provas não têm nada de complicado: não é necessário dominar os dois idiomas perfeitamente, as provas são instrumentais (leitura e compreensão de textos). Na prova de Espanhol, tive certo problema com algumas questões pontuais sobre o texto que poderiam ser respondidas em menos de uma linha (há previsão de mínimo de três linhas, máximo de cinco, sem copiar do texto), ou que não estavam, diretamente, no texto. Optei pelo tradicional método da “enrolaç~o”. Adicionei informações que não estavam sendo pedidas, só para conseguir escrever todas as cinco linhas. Em Francês, não tive grandes problemas com isso, a prova estava mais tranquila nesse aspecto. As duas correções foram pesadas, e notas acima de 40/50 foram raridade.
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2020.07.23 10:19 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 4

Há três tipos de candidatos no CACD: os que sabem muito, os que sabem um pouco e os preguiçosos. Os aprovados vêm, sempre, de um dos dois grupos iniciais (ainda que muita gente desses dois grupos fique de fora, por motivos óbvios de limite de vagas). Os preguiçosos não passam pelo simples motivo de que mesmo uma metodologia de estudos mais objetiva e pragmática, como a que eu indicarei a seguir, n~o tem o objetivo de “levar com a barriga”. Mesmo se você fizer cursinho de todas as matérias e ler todos os textos e livros recomendados, há grande possibilidade de não passar por outra razão também muito simples: o que mais importa é o estudo individual. Sozinho, o cursinho não aprova ninguém. Não ache que só fazer o cursinho adiantará muita coisa. Veja como os cursinhos são lotados e quantos candidatos passam por ali, todos os anos. De todos esses, apenas uma parcela pequena é aprovada, e, sem dúvida, você não encontrará preguiçosos nessa parcela. “Ah, mas eu conheço Fulano que passou, sem estudar muito”. Tudo bem, mas não estudar muito não é sinônimo de ser preguiçoso. Preguiçoso é quem acha que fazer o mínimo já está de bom tamanho, e não está.
Para ser aprovado, saber é importante, mas mostrar que sabe é fundamental. Eu disse que passam dois tipos de candidatos, os que sabem muito e os que sabem um pouco, porque só saber algo também não significa nada. Uma pessoa que soubesse todas as matérias do concurso de cor poderia não ser aprovada, e um sujeito que estudou um pouco de cada coisa pode passar. Para a primeira fase, não há muito segredo. O estilo do Cespe é cruel, e sei que muita gente boa fica de fora, mas são as regras do jogo. Infelizmente, não há melhor estratégia que estudar bastante e resolver provas anteriores. Nas provas discursivas do CACD, o que faz a diferença é sua capacidade de demonstrar conhecimento (mesmo que você não o tenha). Em algumas questões da terceira fase, por exemplo, você para e pensa: “o que é isso? Por onde vou começar? Nunca ouvi falar disso”. É nessas horas que a diferença entre o que você sabe e o que você consegue transmitir importa muito. A forma de apresentação das respostas, a sequência lógica de ideias, sua argumentação, tudo isso pode ser mais importante que o conteúdo que você está transmitindo. Muitos podem achar que isso significa que você tem de “escrever difícil”, o que n~o tem nada a ver. Um texto bom e claro n~o tem de ser difícil de ler e cheio de expressões “eruditas”, pelo contrário. O que, realmente, faz a diferença e garante a aprovação, de acordo com meu ponto de vista, é sua capacidade de demonstrar conhecimento, mesmo que você não o tenha, de maneira clara e sintética. Para isso, há estratégias distintas em cada uma das fases do concurso, o que será detalhado a seguir.
Depois de ser aprovado na primeira fase, você tem muito pouco tempo de estudo até a segunda, o que faz essencial começar a preparação para a prova de Redação o quanto antes possível (assim que você conferir o gabarito provisório e perceber que está próximo à média estimada para aprovação, normalmente acima de 60%, comece sua preparação). Não invente de ler todos os livros clássicos da literatura brasileira nesse período curto de preparação. Seja pragmático: a essa altura do campeonato, acho que apenas apostilas ou livros de ensino médio de Literatura e o Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos (Lourenço Dantas Mota) podem valer a pena. Não li nenhum livro da bibliografia antiga (Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e companhia), só estudei pelos livros indicados acima. Mais detalhes serão dados na Parte IV. Na segunda fase, uma das coisas mais importantes é não errar gramática. Atenção aos três erros mais comuns dos alunos no cursinho preparatório para a segunda fase: regência (incluindo uso do acento grave), colocação pronominal e pontuação (especialmente a vírgula). Para isso, faça todos os exercícios propostos no cursinho preparatório (por mais chatas que sejam as propostas), veja o máximo de espelhos antigos que conseguir (não consegui quase nenhum, apenas alguns muito antigos, que não serviram para muita coisa; de preferência, veja espelhos com vários erros, para você aprender o que não deve repetir).
Aproveitando o assunto “espelhos de prova”, minha opini~o é que s~o muito úteis para as provas de idiomas: Redação/Português, Inglês, Espanhol e Francês. Para as demais provas, acho bastante inúteis. Em primeiro lugar, nas provas discursivas de Política Internacional, de História do Brasil, de Geografia, de Direito e de Economia, não há nenhuma marcação feita pela banca corretora. Assim você não sabe o que está certo e o que não está, o que foi valorizado pela banca e o que foi apenado, nada disso. Para essas matérias, muito mais úteis que os espelhos de prova são as respostas selecionadas nos Guias de Estudos publicados anualmente pelo IRBr (todos os Guias de Estudos, desde o de 1996, est~o disponíveis na pgina do “REL UnB” (http://relunb.wordpress.com). As respostas selecionadas são aquelas que corresponderam ao que a banca julgou ser a melhor resposta fornecida à questão por um dos candidatos aprovados. Assim, você saberá o estilo de escrita, a organização e os argumentos preferidos da banca corretora. Minha recomendação quanto aos Guias de Estudos é: leia, estude e faça um fichamento de todos os guias mais recentes (antes de 2003 não é tão importante, mas pode valer a pena passar o olho nas questões, pelo menos). Esse fichamento será muito útil nos estudos de revisão para a terceira fase. Para a prova de Redação, é evidente que não é necessário fichar as respostas, mas ter uma noção dos conteúdos cobrados pode ser importante. Na segunda fase de 2011, havia uma questão sobre preconceito racial. Como eu me lembrava de haver visto, na prova de segunda fase de 2010, uma quest~o sobre o “equilíbrio de antagonismos” em Gilberto Freyre, adicionei essa referência em meu texto, o que parece ter agradado a banca, já que foi minha melhor nota de texto (fiquei com 18,07/20 nesse exercício – 10/10 em Gramática e 8,07/10 em Texto). O espelho de minha prova de Redação está disponível no “REL UnB”, indicado anteriormente.
Depois que você fizer a segunda fase, terá muito tempo até o resultado provisório, e é fundamental não esperar o resultado final da segunda. Comece a estudar para a terceira fase no dia seguinte à prova de Redação, como se já houvesse passado. É claro que muitos ficam ansiosos com a expectativa do resultado da segunda fase, mas não há mais nada que você possa fazer para essa etapa. As provas já estão nas mãos da banca, o que você precisa e deve fazer é procurar voltar toda a atenção para os estudos das matérias da terceira fase (e da quarta também, obviamente). Deixar para estudar só depois do resultado da segunda fase é enorme perda de tempo. Mesmo que você não seja aprovado, já adiantará os estudos para o concurso seguinte. Conhecimento nunca é perdido.
Passada a segunda fase, acelere o ritmo ainda mais. É muito cansativo e desgastante, mas, depois que a terceira fase começa, o tempo voa. Dividi meus estudos para a terceira fase em dois períodos: até uma semana antes do primeiro fim de semana de provas, continuei sistematizando meus fichamentos, buscando dados mais atuais de Geografia e de Política Internacional, fazendo os últimos fichamentos dos Guias de Estudos antigos etc.; na segunda-feira da semana da primeira prova, comecei a revisão das matérias daquela semana. A seguir, vou dar mais detalhes de minha preparação ao longo das semanas de terceira fase, mas, antes de tudo, deixo claro que a ordem das provas pode mudar de um ano para outro (o que acontece frequentemente).
Nosso primeiro fim de semana de provas era História do Brasil no sábado e Inglês no domingo. De segunda a sexta-feira, estudei apenas História do Brasil dia, tarde e noite. No sábado, após a prova de História do Brasil (todas as provas da terceira fase foram das 9h às 13h), almocei e estudei um pouco de Inglês (apenas revisei alguns exercícios que havia feito no curso preparatório para a terceira fase e gravei algumas palavras e expressões úteis para a redação). Inglês é um conhecimento de mais longo prazo, não senti necessidade de estudar durante a semana. Foquei só em História do Brasil mesmo.
O segundo fim de semana de provas foi de Geografia e de Política Internacional. Como Geografia é bem menos conteúdo, comecei a semana alternando as matérias, com Geografia na parte da manhã e Política Internacional à tarde e à noite. Na terça-feira, percebi que isso não ia dar certo, pois era muita coisa de Política Internacional, então deixei quarta e quinta-feira só para PI, e a sexta-feira foi só de Geografia. No sábado, naturalmente, estudei PI à tarde e à noite.
O terceiro fim de semana de provas foi de Direito e de Economia, somados às duas provas da quarta fase. Como tenho facilidade com Economia, estudei só Direito de segunda a sexta-feira. No sábado, após a prova de Direito, estudei apenas a parte de Economia Brasileira. Espanhol e Francês eu revisei apenas algumas poucas notas do caderno no domingo mesmo, entre a prova de Economia e as provas de línguas.
Nas semanas de revisão, acho que foi fundamental, em primeiro lugar, esquecer a possibilidade de ler qualquer livro novo ou coisa parecida. Eu já estava com todos os fichamentos de livros e de artigos que queria fazer prontos e passei a semana inteira lendo-os exaustivamente, grifando, decorando, revisando os fichamentos dos Guias de Estudos etc. Li artigos novos na semana da prova, sim, porque eu sabia que eram indispensáveis (e todos os que li o foram; li apenas para História do Brasil e Direito, e eles estão indicados na Parte IV), mas ler livros inteiros ou artigos que você acha que podem ser úteis pode ser enorme prejuízo.
Imprimi todos os fichamentos de livros e de artigos que eu tinha e fiz uma apostila enorme que eu carregava para todo lado. Nos dias das provas, lá estava eu com a apostila de fichamentos, lendo até o último segundo antes do início da prova.
Na realização das provas de terceira fase, acho que, em meu caso, duas coisas foram importantes para um resultado positivo: fazer letra pequena e escrever até a última linha, em todas as questões. Ainda que você não dê conta de tudo o que a questão exigia, é mais provável ter alguma coisa ali que salve. Todo mundo está cansado de saber que prova discursiva não mede, necessariamente, quem sabe mais, mas quem, além de saber alguma coisa, faz prova melhor (ou seja, quem sabe demonstrar conhecimento, ainda que não o tenha). Para isso, não há segredo. Vou insistir mais uma vez quanto à letra. Faça letra pequena na terceira fase11! Não precisa ser aquela coisa mínima que ninguém consegue ler, é óbvio, mas não faça letra grande (minha média é de 10-13 palavras por linha, acho que é um tanto razoável; menos de 10 pode ser preocupante). Você pode falar bastante coisa que não tem muito a ver com a pergunta, mas, pelo menos, o corretor verá que há muita informação ali. Lembre-se de que a forma é algo muito importante na terceira fase, tão ou mais importante que o conteúdo. Por isso, não adianta muito só responder a pergunta diretamente. Exemplificar, fazer correlações, mostrar conhecimento é, sem dúvida, muito importante.
Se você ficar nervoso na hora da prova, não sei no que posso ajudar nesse sentido, pois sou bem calmo, não sei o que é ficar nervoso antes de prova, faço-as na mesma tranquilidade que as faria se fossem em minha casa. De todo modo, acho que, se o nervosismo bater, o melhor pode ser pedir para beber água ou para ir ao banheiro, respirar fundo e essas coisas todas que eu não sei se funcionam de verdade, mas tome cuidado com o tempo. Muitos candidatos têm de fazer conclusões apressadas, pois o tempo pode ser escasso. Ao contrário do que muitos falaram, entretanto, tive tempo de sobra em todas as provas da terceira fase, mas reconheço que alguns gastam mais tempo, então cuidado com o relógio.
📷Uma coisa para a qual o cursinho preparatório para a terceira fase foi muito útil foi, especialmente, nas matérias de Política Internacional e de Direito. Os professores Paulo Afonso e Tanguy (PI), do Rio de Janeiro, e Ricardo Victalino (Direito), de São Paulo, deram dicas e palestras fantásticas, aproveitei muito do que me falaram, para responder as questões da terceira fase, ainda que indiretamente. Em Política Internacional, conceitos básicos sobre a política externa brasileira atual e as relações do Brasil com a Argentina e com a China, por exemplo, foram fundamentais em três das quatro questões da terceira fase. Em Direito, algumas considerações a respeito das teorias do Estado Constitucional Cooperativo, de Peter Häberle, e do Constitucionalismo Global, de J. J. Gomes Canotilho, foram muito úteis em duas questões da terceira fase (no “REL UnB”, h alguns artigos sobre essas teorias). Além disso, o Ricardo também sugeriu um artigo excelente, que me foi muito útil para outra questão da terceira fase, que envolvia o Órgão de Apelação da OMC (artigo: Efetividade do Orgao de Soluçao de Controversias da OMC: uma analise sobre seus doze primeiros anos de existencia e das propostas para seu aperfeiçoamento "de Marcelo Dias Varella – foi esse o artigo que, como mencionei anteriormente, li na semana da prova; eu tinha certeza de que seria importante, logo não foi perda de tempo). Nas demais matérias, muita coisa foi útil também (o professor de Economia Daniel Sousa, do Rio de Janeiro, chegou a “acertar” duas questões da prova; o professor de História do Brasil, João Daniel, também havia dado aula sobre todo o conteúdo da primeira questão da prova da terceira fase, além de algumas considerações sobre parte da segunda questão; o professor de Geografia, Thiago, também “acertou” uma questão que resolvi só com base na aula dele e ganhei pontuação integral nela)12.
11 Na terceira fase, só não é necessário na prova de Inglês.
12 Os professores do Rio de Janeiro e de São Paulo a que me referi nesse parágrafo deram aulas e palestras (presenciais ou telepresenciais) no cursinho em Brasília.
Apesar de todos esses aspectos positivos, acho que é fundamental dizer, e os próprios professores dizem isso nas aulas, que cursinho para a terceira fase não é santo milagreiro. Isso significa dizer que, ainda que acertem alguns conteúdos que serão cobrados nas provas, alguma coisa acabará passando, o que implica o fato de que a maior parcela de responsabilidade com relação aos estudos para a terceira fase está com os próprios candidatos. Além disso, mesmo quando acertam o conteúdo das questões, isso pode não significar muita coisa, já que é necessário, também, que os candidatos saibam expressar o que aprenderam de maneira clara e objetiva, nos moldes apreciados pela banca. Algum tempo antes do concurso, eu tinha a ilusão de que o cursinho de terceira fase seria o remédio para todos os males, mas sinto desapontar aqueles que também achavam isso. É importante? Sem sombra de dúvida, sem o cursinho para a terceira fase, meu rendimento teria sido bem abaixo do que foi, talvez nem fosse aprovado. De todo modo, só cursinho não aprova ninguém. A maior parte da responsabilidade pelos estudos está, em qualquer fase do concurso, com você. É exatamente por isso que julgo primordial saber estudar (o que implica saber como e o quê estudar).
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2020.07.03 17:37 Pereira_Rosa Eu estava com depressão anos atrás e disse ao meu chefe que precisava de ajuda

... ele me levou na paróquia pra falar com o padre Júlio.
Contexto:
Eu estava na universidade em uma cidade que não há vagas de emprego. minha mãe sempre me ajudou com as contas da casa, mas sempre eu achava um jeito de pedir cada vez menos.
Batalhando muito eu consegui um emprego numa academia. Fiquei muito feliz pq era dentro da minha área e tal. Não existem flores no caminho:
-nao tinha contrato -nao tinha férias remunerada -nao tinha nenhum direito, basicamente -O chefe escolhia os dias que eu trabalhava
Meu salário inicial, tenho vergonha de falar isso, foi 5 Reais por hora trabalhada. O que não incluir horas de planejamento e de reuniões. Trabalhei lá por 5 anos e quando saí estava recebendo 25 por hora.
Meu trabalho era dar aulas de arte marcial para públicos de todas as idades. O salário era baixo e eu pensava comigo mesmo -pelo menos posso treinar de graça- e isso me mantinha motivado.
Se eu me machucasse em trabalho (o que já ocorreu inúmeras vezes) e não conseguisse dar aulas eu não recebia nada. Eu já fui trabalhar de muleta e sob efeitos de remédios para dor pra conseguir completar meu aluguel no fim de mês.
Chegou num ponto que o trabalho estava cada vez mais pesado e atrapalhando meus estudos acadêmicos. Era difícil convencer o chefe que o estágio era obrigatório e que eu não podia escolher os horários nas escolas (estágio para licenciatura). Minha rotina estava cada vez mais pesada e meu salário não estava dando para comprar comida pra repor meu gasto calórico (trabalhar com lutas é extremamente pesado).
Eu não tinha dinheiro pra comprar passagem de ônibus para ir a universidade, minhas roupas eram furadas e não havia espaço para lazer. Tentei várias vezes explicar para o chefe que eu precisava ganhar mais, que meu estado estava deplorável. Em contrapartida ele me dava suas roupas usadas, tênis velho, essas coisas... E eu aceitava pq não tinha mais opções.
Eu entrei em depressão -ou pelo menos acho que entrei- pq eu tentei ajuda pelo SUS e pela minha universidade e nunca consegui atendimento. Eu tinha ataques de Pânico e não conseguia falar ficar confortável em público. Era um esforço tremendo para realizar coisas básicas como comer, lavar o rosto, tomar banho, escovar dentes, beber água...
Pedi ajuda ao meu chefe pensando que já que eu n tinha direito nenhum e recebia tão pouco, talvez ele pudesse me ajudar com um psicólogo... e ele me levou no padre Júlio mesmo sabendo que eu sou ateu.
No momento estou aqui com os mesmos sintomas de antes. Mal consigo sair da cama, quem dirá terminar minhas tarefas que se acumulam. Essa história só me deixa mais triste.
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2020.06.30 08:07 arrux1 Eu odeio meu estágio e não aguento mais mesmo estando de Home Office

Oi gente, eu sei de toda a situação econômica do país, que está muito difícil conseguir um emprego ou um estágio e quem consegue parece ser muito privilegiado por isso (e é) mas existe o outro lado da moeda.
Há uma quantidade enorme de pessoas que estão em empregos que não tem absolutamente nada a ver com ela (isso me inclui), aturando chefes com egos do tamanho do mundo, presenciando cenas que te violentam e te deixam desconfortáveis diariamente para poder se sustentar, se alimentar e as vezes ajudar sua família. É uma estrutura que me deixa profundamente triste, o quanto a sociedade cobra um trabalho para que você sobreviva e se edifique como pessoa mas a que custo emocional? Eu odeio como todas as minhas forças o meu chefe e a minha empresa e o meu sonho é conseguir um outro emprego e trocar de estágio, e eu estou aceitando ate vagas que paguem um pouco menos para sair do ambiente tóxico que é o meu trabalho. Lá é um lugar que o salário para os estagiários da minha área *humanas* é bem acima da média e recentemente eu recebi um aumento, o que acaba me prendendo lá é justamente a questão da remuneração.
Atualmente faço faculdade fora do meu Estado de origem, porém devido a pandemia estou trabalhando em home office e acabei voltando para casa dos meus pais nesse meio tempo. Tenho uma relação complicada com meus pais e por isso mesmo decidi me virar em outro estado, tive uma criação estupidamente sexista, religiosa e superprotetora e meus pais surtaram quando eu decidi ser sincera com eles e falar que não era mais virgem e bebia bebida alcoolica AOS 21+ ANOS. Para além disso eu sou bissexual e bem esporadicamente (uso menos de 1 vez no mes) uso algumas drogas sinteticas (estou pensando em parar depois da faculdade) e maconha, porém eles não sabem disso e são tópicos que eu nem ouso entrar em acordo com eles no momento atual pois minha relação já é conturbada o bastante e eu acho que nem tem sentido. O ponto é que quando comecei a ganhar meu dinheiro e pagar minhas contas etc, me senti muito mais livre para ser quem eu sou e viver a vida que eu queria e querendo ou não meus pais acabam me "respeitando" mais por isso.
Porém tenho muitos problemas com o meu estágio. Primeiro que atuo em um ramo majoritariamente masculino e eu sofro um assédio sexual muito pesado por parte dos funcionários. Eu tento ser educada com todo mundo e tratar todo mundo bem, pois isso é da minha personalidade e para além disso eu sou estagiária né mas isso me consome e me deixa fodidamente triste. Os caras nitidamente se aproveitam da minha posição para me tratar como bem querem. Eu já tomei "fiu fiu" de funcionário saindo do transporte público a caminho do trabalho, já passaram a mão em mim no horário de almoço, constantemente ficam pedindo meu whatsapp com a desculpa que é para algo do trabalho e eu acabo recebendo propostas altamente indevidas fora do meu expediente. O meu escritório é devastadoramente barulhento pois dividimos espaço com uma oficina e o fato de estar de home office tem me poupado muito dessas coisas. Outro problema é algo que muita gente aqui com certeza também passa: o meu chefe é uma pessoa com uma personalidade muito difícil de lidar. Ele é aquela figura autoritária, ranzinza e que não entende muito o lado dos funcionários. As vezes ele me lembra um pouco ao michael do the office na parte do ego, pois ele acha que todo mundo da empresa ama muito ele se acha ele a pessoal mais legal e bondosa do mundo mas na real ele é um crápula machista. Ele é metódico, tem mania de perseguição, nunca acata nossas sugestões e acha que qualquer resultado ruim é culpa nossa (nunca é a gerência ruim dele), inclusive ele simplesmente quer colocar a culpa do resultado dos lucros não terem atingindo a meta desse último quadrimestre na gente, ignorando completamente o fato que ESTAMOS NO MEIO DE UMA PANDEMIA E PASSANDO POR UMA RECESSÃO ECONOMICA HISTÓRICA!!!!!!!!!!!! Nossa eu to muito possessa. E olha que eu não estou no escritório, imagina se estivesse.
Minhas aulas da univ estão suspensas devido a pandemia e terei ead logo logo, porém pensar na volta presencial do meu estágio é um pesadelo. Eu sei que isso uma hora ou outra vai acontecer e está cada vez mais próximo, mas eu não queria de jeito nenhum nesse momento, não queria voltar a trabalhar presencialmente lá nunca mais e isso tem me consumido demais durante esse período de reclusão.
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2020.06.28 23:21 MAD-PT [AMA] Após quatro anos nos arredores de Zurich, acabei de sair da Suíça.

Boas pessoal,
Visto que já fiz vários comentários sobre a minha estadia na Suíça e tive várias pessoas a enviarem-me mensagens com várias perguntas, decidi criar um AMA (Ask Me Anything) / Pergunte-me Qualquer Coisa.
Muito do que vou escrever já escrevi noutros posts/mensagens e é com base na minha ou na experiência de pessoas conhecidas/amigas. Acredito que nem toda a gente tenha passado pelo mesmo que eu passei por isso convido a todos os que vivem / já viveram na Suíça a partilharem a vossa experiência e darem os vossos conselhos.
Espero que isto ajude a todos os que estejam a ponderar mudar-se para a Suíça e aos que chegaram há pouco tempo. Estejam à vontade para perguntar o que quiserem.
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Pequena intro:

Despesas:

Troques e dicas:

Como é viver na Suíça:

Coisas que me aconteceram (e a conhecidos meus):
TL;DR;
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2020.06.23 13:49 iamdaviiid Trabalhar e fazer faculdade ao mesmo tempo??

Olá pessoal, venho aqui à procura de relatos e conselhos a respeito dessa rotina desafiadora. Eu tenho 17 anos e ano que vem estarei ingressando em uma faculdade privada no curso de ciência da computação porque consegui uma bolsa parcial, é uma faculdade muito boa, inclusive, o governador daqui foi formado lá. Mas como eu disse é uma bolsa parcial, ainda tenho que pagar cerca de 700 reais, vai ser bem complicado para o meu pai bancar, então pensei na possibilidade de entrar em um empreguinho que me dê ao menos um salário mínimo: operador de caixa de supermercado, frentista, atendente de loja e etc. Dei uma pesquisada nas vagas de emprego da minha região e conclui que a minha rotina seria da seguinte forma, das 07h30 às 16h30 eu estaria no trabalho, aí depois, eu iria direto para a faculdade e estudaria antes da aula começar, das 17h00 às 19h00, em seguida iria para a aula, que vai das 19h10 às 22h40 e finalmente voltaria para casa e chegaria por volta das 23:10 e iria direto para a cama. Eu ficaria nessa rotina até o fim do curso, ou seja, por 4 anos. Vocês já estiveram ou estão em uma rotina parecida? Difícil eu sei que será, mas é possível ter um bom rendimento com essa rotina? Me ajudem, por favor!
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2020.06.23 04:56 rafiuzky Loop Infinito

Este loop que entrei começou no começo do ano passado(2019) quando entrei na faculdade de Engenharia de Software. Parecia que todos meus dias eram iguais, até mesmo nos finais de semana que eu não tinha aula, porém este ano parece que está situação se agravou um pouco mais. Eu tenho o intuito de entrar na área de desenvolvimento web(programo desde 2016, seriamente desde 2019), então comecei a correr atrás de alguns trabalhos, e com isso veio certos “tapas na cara”, vi que eu realmente não manjo tanto da área e que quanto mais tento estudar para aprender menos aprendo. A área de desenvolvimento web é gigante, tem tantas ferramentas e linguagens que você se sente perdido. Eu já tenho certas ferramentas que direciono meu foco total, mas nunca é o suficiente, não consigo perceber minha evolução, parece que todos são melhores que eu, e por isso, nestas horas da noite que eu reservo um tempo para mandar currículos e candidatar-me a vagas de emprego acabo entrando num buraco negro de pensamentos ruins e autodepreciativos que realmente me fazem me sentir horrivelmente mal, que ao acordar parece que nunca existiram. Tem até uma analogia que gosto de fazer, que tem um “mini eu” dentro de minha cabeça que surge nos momentos que estou a sós com meus pensamentos, que só fala coisas ruins e me deixam para baixo. Até tento me ocupar socialmente, conversar com amigos, familiares, etc, mas é meio difícil, eu me mudei por conta da faculdade, e com a chegada do COVID-19 não quis arriscar a pegar um ônibus para casa, então estou “preso” no interior de MG com familiares que mal tenho contato. Então com tudo isso meu dia-a-dia tem se resumido em acordar 7:00, variar entre jogar, programar e assistir Netflix até 23:00 quando vou dormir. Tenho vontade as vezes de largar tudo, e tentar acabar com essa intermitente “angústia” interna mas nunca encontrei uma solução “saudável” para isso. E é isso aí, desculpe pelo texto todo desorganizado, meu pensamentos nesse horário não são tão lineares como gostaria que fossem. E para quem leu até aqui, tenha uma ótima semana.
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2020.06.04 21:31 lysguil Preciso de conselhos e analisem a situação pra mim por favor

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda. Eu estou abrindo minha alma e coração nesse texto, direi toda a verdade
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.06.04 19:02 lysguil Preciso de um conselho ou dois

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda.
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.05.18 16:43 neropericias Quais profissões estão em alta daqui a 5 anos?

Quais profissões estão em alta daqui a 5 anos?

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Se você está se preparando para o mercado de trabalho, com certeza precisa saber quais profissões estão em alta daqui a 5 anos. Digo isso, pois, com as altas e baixas nas mais diversas áreas, fica difícil escolher uma área para se especializar ou um curso superior, não é mesmo?
Então veja ao longo desse conteúdo quais são as melhores opções para você investir hoje e, certamente, ter mercado garantido daqui cinco anos, vamos lá!

Especialistas em Big Data


https://preview.redd.it/je40uybmcjz41.png?width=1163&format=png&auto=webp&s=2818317d2fdce780ecfc5517465cbe8115a95671
Se especialistas em Big Data são profissionais essenciais nos dias de hoje, saiba que, em cinco anos, esses profissionais serão ainda mais necessários.
Digo isso, pois, é através do cientista de dados (Nome denominado para profissionais que trabalham com Big Data), que as empresas conseguem processar e, é claro, utilizar, o enorme volume de informações despejados todos os dias na internet.
Caso você não saiba, diariamente, são produzidos cerca de 2500 petabytes, isso é, nada menos, que 2,5 quintilhão de bytes por dia.
Se ainda não se impressionou, saiba que 1 quintilhão de dados é equivalente a: 220 bilhões de músicas ou 153 milhões de filmes.
Se você gostou da ideia de analisar grandes fluxos de dados e ajudar empresas a tirarem o melhor proveito das informações, veja abaixo quais são os pré-requisitos para que você consiga atuar na área:

Conhecimento em áreas exatas e tecnológicas

Aqui podemos citar estatísticas, computação e matemática.

Quanto ganha um especialista em big data?

O salário atual desse profissional possui uma grande variação, de: R$ 2 mil reais podendo chegar a R$ 30 mil reais.
O salário acima com certeza sofrerá alguns reajustes e, em cinco anos, será ainda mais atrativo. Se você estava em dúvida de quais as profissões em alta para 2020, esta é uma delas; tanto para 2020 como daqui há cinco anos.

Engenheiro com foco em Agronegócios

Com certeza os setores de agronegócios estarão em alta daqui cinco anos e, dentre as profissões dessa área, se destaca o engenheiro com foco em agronegócios.
Esse profissional é essencial, pois, é através dele que é possível obter os melhores resultados de produção. Para se ter uma ideia, o engenheiro de agronegócios é responsável por:
  • Gestão e análise do solo
  • Controle de pragas
  • Encontrar a melhor solução de adubagem e irrigação
  • Planejamento do plantio
  • Reprodução/alimentação/abate de animais
  • Encontrar soluções ambientais
O salário desse profissional pode variar de acordo com as atribuições e cargo que o mesmo desempenhar no setor agrícola, mas podemos dizer, com certeza, que a média salarial é de R$ 5 mil reais.
Esta é sem dúvida mais uma das profissões em alta 2020 e que continuará em alta para os próximos 5 anos.

Área de TI

Podemos afirmar que a área de TI e todas as suas subdivisões estarão em alta daqui cinco anos, pois, o mundo caminha, cada vez mais, para tecnologia da informação.
Abaixo segue algumas subdivisões da área de TI:

Infraestrutura

Aqui podemos citar analistas de suporte técnico e, é claro, os administradores de redes.

Software

Na área de software temos os programadores e desenvolvedores.

Banco de dados

Aqui estão os especialistas e administradores de banco de dados
Claro que a área de TI possui ainda mais subdivisões, mas, listamos aqui as que, certamente, serão muito buscadas daqui cinco anos.
Devido a falta de um teto salarial nas áreas de TI, não é possível estipular um valor salarial médio, podemos apenas dizer que esse profissional já está em falta no Brasil e, por esse motivo, os salários estão crescendo cada vez mais.

Gestor de Resíduos

Diferentemente da terceira revolução industrial, quando o foco era a evolução e não o meio ambiente, hoje o mundo olha, primeiro, para o meio ambiente e depois para a indústria, o que levou as empresas a adotarem medidas seguras de operação.
Por esse motivo o gestor de resíduos é o profissional ideal para atender tanto, a demanda pública, quanto privada, buscando soluções que não agridam o meio ambiente. Logo abaixo é possível observar um pouco do que esse profissional faz e o que ele representa para a sociedade em geral:
  • Criar estratégias seguras para destinação de rejeitos residenciais e industriais
  • Criar projetos que possibilitem a transformação do lixo em algo útil
  • Criar medias e planos de ação voltados a redução do descarte incorreto
  • Incentivar a utilização de materiais recicláveis
Se você quer ajudar o meio ambiente, então essa é a carreira ideal para você daqui cinco anos. Lembre-se que os cursos superiores desejados são: Ecologia, Ciência ambiental, geologia, engenharia civil, etc.

Profissionais da área da saúde


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A pandemia mostrou, sem dúvida, que a área da saúde é defasado e carece de profissionais em todos os setores, desde o técnico em enfermagem até os cirurgiões, clínicos, especialistas, etc.
Portanto, se você deseja uma vaga garantida no futuro, opte por se especializar em algum curso voltado a saúde, como por exemplo:
  • Enfermagem
  • Medicina
  • Técnico em enfermagem
Claro que a faixa salarial irá depender, exclusivamente, da sua formação e, também, a instituição que você irá trabalhar, portanto, escolha com sabedoria.

Desenvolvedor de Software

Investir em cursos superiores na área de desenvolvimento de software é, sem dúvida, uma maneira de garantir um emprego daqui a cinco anos.
Vale ressaltar que, apesar da grande procura por profissionais que possuem curso superior em alguma área da computação, alguns cursos técnicos também podem abrir as portas para entrar para o mundo do desenvolvimento de software e, com o tempo, continuar se qualificando para o mercado de trabalho.
Abaixo segue o salário de desenvolvedor de software:

Quanto ganha um desenvolvedor de software?

Um desenvolvedor de software ganha, em média, R$ 6 mil reais, podendo chegar a R$ 8 mil reais.
Ressalta-se que o salário estipulado acima é o atual, em cinco anos o mesmo estará reajustado e, sem dúvida, será ainda maior.

Empreendedor digital

O empreendedorismo digital nunca para. Pessoas em todo o mundo já ganham muito dinheiro hoje com esse tipo de atividade que consiste, nada menos, que abrir um negócio totalmente online.
Veja abaixo algumas maneiras de ganhar dinheiro na área do empreendedorismo digital:
  • Vender produtos digitais
  • Prestar serviços terceirizados
  • Trabalhar com criação e desenvolvimento
Essas são apenas algumas dicas, saiba que ainda há outros nichos de mercados que, sem dúvida serão muito lucrativos e, como o mundo caminha para uma era digital, sem dúvida em cinco anos isso irá dar muito dinheiro.

Perito de Assinatura

Outra que faz parte do time das profissões em alta não só para 2020 mas como para os próximos 5 ou 10 anos é de perito de assinatura ou perito grafotécnico. É este o profissional capaz de identificar se uma escrita foi feita por determinada pessoa ou não.
A perícia grafotécnica, que é o trabalho que este profissional executa para poder afirmar com certeza sobre a origem de uma escrita é feita baseada nos elementos genéticos e genéricos que uma pessoa deixa ao fazer a escrita.
A perícia grafotécnica não analisa a forma da escrita como pensam os falsificadores, ela analisa estes elementos que são únicos para cada indivíduo.
O perito grafotécnico é também conhecido como perito de assinatura por ser esta a principal aplicação da técnica: a de identificar se uma assinatura foi feita por uma determinada pessoa ou não.
A profissão está em alta devido a diversos fatores, sendo os principais:
📷excelentes ganhos
📷falta de profissionais
📷possibilidade de exercer a atividade nas horas vagas
📷possibilidade de ter outra atividade em paralelo
📷facilidade para se formar
📷rapidez para se formar
📷baixo investimento para se formar: curso muito barato
Vamos agora explicar melhor cada uma destas vantagens.

Excelentes Ganhos

Este sem dúvida é o principal atrativo desta profissão em alta e certamente o que mais causa curiosidade nas pessoas que ouvem dizer que esta profissão é uma das profissões em alta de 2020. Mas afinal, quanto ganha um perito grafotécnico ?
Antes de mais nada é preciso esclarecer que este profissional não ganha salário, ou seja, não trabalha de acordo com as convenções da CLT.
O perito grafotécnico é um profissional autônomo e seu ganho é por cada perícia grafotécnica que faz.
Apesar de não ter salário fixo, seus ganhos são bem atrativos! Em média em uma perícia em assinatura simples este profissional ganha R$ 2.500,00; se a assinatura for mais complexa este ganho pode chegar a R$ 7.500 por assinatura. Faça as contas e veja quanto dinheiro ganha o perito grafotécnico.
Se ele fizer 2 perícias por semana das mais simplesinhas ele ganha R$ 5.000,00 por semana ou R$ 20.000,00 por mês. E olha que esta é uma meta bem baixa de perícias por semana.
Se o perito dedicar mais tempo à profissão e dobrar esta quantidade semanal de perícias, seus ganhos chegam a R$ 40.000,00 por mês!
Sem dúvida os ganhos de um perito grafotécnico é de fazer inveja!
Continue lendo e veja as outras atratividades da profissão

Falta de profissionais

Você já tinha ouvido falar da profissão de perito grafotécnico ? Se sim, parabéns, você faz parte de um time seleto de pessoas. Saiba que a grande maioria nunca ouviu falar da profissão.
A verdade é que ela não é regulamentada como é a de advogado, engenheiro, médico, etc e, por isso, é muito pouco divulgada.
Para se ter idéia, não existe faculdade de perícia grafotécnica.
Por ser pouco divulgada, poucas pessoas conhecem e, portanto, poucos profissionais existem atuando.
E, por ter poucos profissionais atuando, ela é uma das profissões em alta do momento e, certamente, será daqui há cinco anos.
Retrato disso são os milhares de processos parados há anos na justiça por falta de peritos na área.

Possibilidade de exercer a atividade nas horas vagas

O profissional em grafoscopia, por ser autônomo, não precisa cumprir horário e nem mesmo trabalhar em um local fixo.
Esta profissão pode ser exercida a partir de sua casa mesmo, nas horas vagas, de acordo com sua disponibilidade.
Isto é bom para você ? Então continue lendo que ficará surpreso com os outros benefícios deste profissão em alta.

Possibilidade de ter outra atividade em paralelo

Este é mais um dos benefícios da profissão; como não precisa ir a um determinado local para trabalhar e por não ter que cumprir horário, a profissão pode ser exercida em paralelo com sua atividade atual.
Você tem um emprego de carteira assinada ? Ótimo, então pode continuar trabalhando em seu emprego e atuar como perito grafotécnico nas horas livres.
Hoje em dia muitos buscam uma fonte de renda extra para completar o orçamento doméstico; alguns dão aula de inglês, outros fazem pães e doces, outros costuram, enfim, são muitas as formas que as pessoas conseguem um dinheirinho extra no final do mês.
Mas aposto que nenhuma delas dá rendimentos tão bons quanto a perícia grafotécnica! Apenas uma única perícia no mês é capaz de render muito mais do que um mês de trabalho nestas atividades extras.
Fica a dica!

Facilidade para se formar

Outra grande vantagem desta profissão é a facilidade de se formar em perito grafotécnico. Enquanto as outras profissões com salario alto exigem anos e anos de estudo em um faculdade e depois em uma especialização, a profissão de perito grafotécnico, que é uma profissão que dá excelentes rendimentos, exige apenas que você faça um curso de 22 horas/aulas.
Isso mesmo, você só precisa fazer um curso de 22 horas/aula para começar a ganhar muito dinheiro com esta profissão e, lembrando, que pode ser exercida nas horas vagas e em paralelo com sua atividade atual.
E mais, você só precisa assistir as aulas e assimilar o conhecimento; não é necessário fazer prova para obter o certificado e começar a atuar.

Rapidez para se formar

Como já falamos anteriormente você só precisa de 22 horas de aula para se formar na profissão. Sem dúvida esta é mais uma vantagem!
Estas 22 horas de aula você consegue fazer em 13 dias, aproximadamente!
Em qual outra profissão que te dê ganhos de R$ 20 mil mensais ou mais você consegue se formar em apenas 13 dias ?
Sinceramente, não existe!

Baixo investimento para se formar: curso muito barato

O investimento que você deve fazer para se tornar um perito de sucesso e ganhar muito dinheiro nesta profissão também é outra vantagem dela: é muito, muito baixo perto do retorno que ela proporciona e do valor necessário para se formar em outras profissões.
O investimento total que você precisa fazer com o curso de perito grafotécnico é muito baixo mesmo; ele é menor do que uma única mensalidade de uma faculdade. Se fizer a conta do quanto custa o curso todo de uma faculdade (lembrando que ela exige de 4 a 5 anos) o investimento no curso de perito é irrisório!
Ainda não está convencido de que a profissão de perito grafotécnico é uma das profissões em alta ?
Clique aqui para continuar lendo.
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2020.04.27 04:30 ezequias963 Curso de Photoshop Creative Cloud​

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2020.04.22 04:32 ihattori nerd zé droguinha fodase k k k

OBS: fiz esse texto com o objetivo de recapitular esses últimos meses conturbados na qual minha vida mudou completamente e acabou ficando um texto gigante, então não espero que alguém leia (até eu to com preguiça de ler isso).

Desde os meus 12 anos fui um clássico adolescente fracassado. Ficava praticamente o dia inteiro no computador e só saia para comer ou fazer algo que era obrigado, na escola só falava com uns três amigos mesmo que tenha ficado na mesma turma desde o primeiro ano do fundamental e no Whatsapp não falava com praticamente ninguém. Porém antes eu não era assim, dava pra se dizer que eu era uma pessoa até que normal, mesmo que desde pequeno não tinha muitas habilidades sociais e sempre fui introvertido. Até que conversava com algumas pessoas na escola, saia para dar rolê pelo bairro, praticava esportes e essas coisas. Tudo começou a mudar quando meu tio morreu e isso desestabilizou toda a minha família, comecei a sofrer bullying na escola e coincidentemente conheci a pornografia.
Então minha rotina se tornou acordar praticamente na hora do almoço, ir para a escola esperando a hora de voltar para casa e quando chegava em casa ficava no computador jogando algo, vendo vídeos fúteis no youtube ou consumindo pornografia, que acabou se tornando um vício diário. Depois eu ia dormir umas duas horas da manhã e este ciclo se repetia sempre, raramente mudava. Isso foi até meus 15 anos, quando entrei pro ensino médio e comecei a estudar de manhã, então eu pelo menos acordava cedo e não ia dormir extremamente tarde. Porém os vícios somente mudaram de hora, pois eu chegava do colégio e ficava praticamente o resto do dia inteiro no computador. Na nova turma demorei praticamente dois meses para começar a socializar de fato, eu só ficava calado no meu mundinho esperando a hora de voltar para casa.
Minha relação com as mulheres também não era muito boa, eu tinha fucking 15 anos e ainda não tinha nem beijado. Não foi por falta de oportunidades, pois minha aparência até que é boa e eu não era um beta completo que não consegue nem falar com mulheres. Tinha perdido todas as oportunidades quando criança e quanto mais o tempo passava menos elas surgiam, até que chegou a um ponto que elas nem apareciam mais e eu tava tão imerso na minha zona de conforto que nem tinha vontade de criar as oportunidades e ir atrás de mulheres. Acho que não dava nem pra se dizer que eu era um beta, creio que cheguei abaixo desse nível pois eu nem chegava a tentar.
Até que aconteceu algo que mudou tudo. Uma colega minha tinha criado um grupo de umas pessoas que sentavam próximas na sala de aula e como eu falava um pouco com ela me colocou também. Nesse grupo ela também tinha colocado uma guria que tinha me chamado a atenção desde o inicio das aulas, pois ela tinha tanto uma aparência quanto um estilo diferenciados e ao mesmo minimalista, nada muito vulgar. Por esse grupo a galera falava mais sobre algumas coisas da aula mesmo, pois a maioria ainda tava se conhecendo. Eu até que interagia um pouco nesse grupo, pois tinha percebido que não interagia com praticamente ninguém da turma em mais ou menos 2 meses de aula. Até que um dia por causa de um trabalho que uma professora tinha dado entramos no assunto de pirâmide e eu sempre me interessei por tal assunto, e é aí que tudo começa.
A conversa foi rolando e chegou uma hora que só ficou eu e aquela moça que eu tinha me interessado conversando. E, namoral, fazia tempo que eu não tinha uma conversa tão boa, fluía muito bem tanto que começou no assunto de pirâmides e quando vê estávamos falando sobre brócolis (???). Mas o que chamou minha atenção foi que ela tinha umas ideias meio diferentes, curtia falar sobre coisas alternativas (tanto que a conversa começou com pirâmides e ETs) e isso também chamou a atenção dela, pois ela mesmo disse que se interessava muito sobre essas coisas e que nunca tinha ninguém para falar sobre. (exemplos de "coisas alternativas": ETs, filosofia, sociedades secretas, teorias, leis universais, espiritualidade, arte, geometria sagrada, etc.)
As ideias fechavam tão bem que em praticamente dois dias eu já tava apaixonado (modo beta ativado KKKK). Antes disso eu achava que já tinha me apaixonado, mas nenhum sentimento que eu já tinha tido por alguém chegava perto daquilo. Com isso, comecei a refletir sobre a minha vida e cada vez mais eu me ligava que eu era um lixo, não merecia ela e nem conseguiria a conquistar. Então comecei a usar a motivação que a paixão me proporcionava para meu auto-desenvolver.
Aí comecei a pesquisar no youtube diversos canais sobre desenvolvimento pessoal e ficava grande parte do tempo vendo eles, comecei a praticar no-fap (mesmo sem saber o que era, fui descobrir depois de começar a praticar) logo depois comecei a ler livros, me exercitar, cheguei até a tomar banho gelado e ficava muito menos tempo no computador. Também via muitas coisas sobre conquista e sedução, porque eu não tinha muita experiência com mulheres e queria usar de todas as ferramentas para conseguir ficar com ela.
Até ai tudo bem, estava me sentindo vivo depois de tanto tempo vivendo com um sentimento de vazio, estava com motivação para melhor como pessoa, tinha encontrado alguém que se interessava pelas mesmas coisas que eu, etc. Maas tudo têm dois polos e isso não é diferente. Como conversava com ela praticamente todo dia, acabei me viciando nela e isso virou meio que uma droga, pois quando eu tava falando com ela ficava num estado eufórico e estava extremamente motivado, porém quando via que ela demorava pra responder ficava num estado muito depressivo. Ela também diariamente ficava em call com um colega nosso (pior que ele era um zé droguinha k k) e isso me deixava muito fudido emocionalmente.
Com o tempo começamos a nos falar menos (normal, pois conversávamos todo dia) e descobri que ela gostava de um outro mlk de outra turma (zé droguinha repetente também KKK) e mesmo sabendo que ela já gostava dele antes de me conhecer isso me deixou mais mal ainda. Mesmo com tudo isso, continuava com essas variações de humor quando falava com ela e quando não falava, porém de um modo mais extremo, muitas vezes até pensando em suicídio. E era justamente isso que me impedia de criar intimidade com ela, era por isso que ela preferia os "zé droguinhas". Eles não estavam ligando pra ela, e para mim ela era única, eu sabia que não iria achar outra moça como ela tão facilmente. Isso me impedia de ser natural e de não tratar ela como a última pessoa do mundo, mesmo que eu tentasse isso é sútil e faz toda a diferença.
O tempo foi passando e eu estava perdido, sem saber o que fazer. Cheio de informação e sem saber como aplicar, e ai entra outro erro meu. Fiquei vendo diversos vídeos sobre conquista chegou um ponto que não sabia o que por na prática, se me declarava pra ela ou deixava rolar, se dava atenção para ela ou vivia minha vida normalmente pra mostrar para ela que ela não era prioridade arriscando perder contato com ela, etc. E eu acabei ficando nessa inércia, continuava falando direto com ela mas não conseguia evoluir na relação, pois sempre que tentava algo como iniciar um flerte ela meio que se esquivava. Assim foi até que um dia descobri que ela não estava mais apaixonada, e achei muito estranho pois nem sabia que ela estava. Fiquei feliz pois melhor para mim, porém o cenário mudou completamente quando descobri que na verdade ela estava apaixonada por mim.
Isso me deixou pior do que eu já tava, pois eu fiquei me sentindo um lixo por ter perdido a oportunidade. Tipo, não importava o que eu fizesse tinha grandes chances de dar certo porque ela tava fucking apaixonada por mim, porém eu não fiz simplesmente nada. Isso explica também o motivo dela se esquivar quando eu tentava algo, porém avaliei a situação e era muito óbvio o interesse dela em mim, só que eu estava com tanto medo de agir que ignorava os sinais. Mas mesmo assim em todo esse tempo nunca paramos de nos falar, somente tinha algumas pausas temporárias e agora tinha percebido que ela estava diferente, parecia não ligar tanto pra mim.
Não bastasse isso, nesse mesmo período descobri que iria me mudar no fim do ano. Isso conseguiu me deixar pior ainda, mas ao mesmo tempo feliz pois seria para Florianópolis. Aos poucos fui perdendo o sentimento por ela e consequente a motivação para manter meus hábitos. Voltei a ficar mais tempo no computador, a consumir pornografia (bem menos que antes), no fim o único hábito que consegui manter foi o da leitura. Pior que nesse tempo eu estava estudando a obra de Nietzsche e acabei me tornando niilista, nenhuma crença fazia sentido para mim, nem a vida. Para completar, estava tendo muitos atritos com minha família.
Então formou um combo: eu tinha perdido a oportunidade de ficar com ela, descobri que iria me mudar e perder o contato com todos meus poucos amigos e que iria possivelmente nunca mais ver ela, não via sentido na vida (mesmo com bastante conhecimento sobre religião, espiritualidade, etc.), e ainda estava com problemas em casa. Pelo menos como eu já tinha conseguido melhorar no quesito social por causa desse tempo em que busquei me aprimorar, pelo menos na escola eu ficava até que bem e socializava com geral.
Como eu sabia que iria me mudar, resolvi meter o fodase. Passei a não ligar pra opinião dos outros, falava com bastante gente e não estava me importando muito com desenvolvimento pessoal. Até que um dia eu estava chegando em casa e meu vizinho que era meu melhor amigo de infância me chamou pra casa dele. A gente não se fala muito pois eu tinha virado mais "nerd" e ele tinha se tornado mais "zé droguinha", mas nos dávamos bem até. Cheguei lá e tava ele e mais dois amigos, logo ele me ofereceu uma garrafa de Coca-Cola com um líquido estranho dentro e disse pra eu beber. Logo me liguei no que poderia ser, e como não estava lingando bebi tudo e ai eles me disseram que era MDMA dissolvido e que em alguns minutos o efeito iria começar. O máximo que eu já havia usado foi maconha em bong, mas isso era outro nível. Foi a melhor sensação que eu havia sentido na minha vida. Fritamos muito, os amigos dele que já eram meus conhecidos gostaram de mim e assim eu voltei a falar com esse meu amigo.
No outro dia fui pra escola sentindo um forte vazio existencial que é normal sentir depois de usar uma droga como essa, porém isso não era problema pois as 8 horas em que o efeito da droga geralmente dura valem a pena. Então, como voltei a falar com esse meu amigo conheci outros amigos dele e sem querer querendo eu estava me tornando um "zé droguinha". Não um zé droguinha no estilo favelado brasileiro, mas num estilo mais Lil Peep (que é um artista que eu ouvia pra krl na época e ainda escuto um pouco). Começou com eu indo na praça e fumando maconha e com o tempo foi piorando..
Antes disso tudo eu havia entrado numa "escola de autoconhecimento" na qual eu continuava indo mesmo depois de tudo isso ter acontecido eu ainda tinha um pouco de motivação para me auto-desenvolver. Então chegou a um ponto em que uma hora eu estava fumando em um bong e logo depois lendo um livro sobre desenvolvimento pessoal, uma hora eu estava meditando nesse curso de autoconhecimento e no outro dia estava bebendo e jogando sinuca em um bar. Eu estava completamente dividido.
Até que teve uma vez em que meu vizinho estava fazendo uma social com uns amigos e eu decidi ir ali, isso já era mais ou menos meia noite. Logo que cheguei já vi uma movimentação estranha e chegou um cara que eu não conhecia lá e tirou um pino de cocaína do bolso e foi fazendo as linhas. Todos começaram a cheirar e chegou na minha vez. Fiquei muito na dúvida, mas sempre que ficava na dúvida entre fazer algo ou não me lembrava dos anos em que perdi na frente de um computador e ia lá e inconsequentemente fazia (isso só não funcionava com a moça que eu estava apaixonado k k). Depois decidimos ir na praça e no caminho o meu amigo foi me falando da situação, disse que era a movimentação tava meio agitada pois era a terceira vez que tinha ido pegar pó e estavam sem dinheiro e o traficante disse pros caras que tinha ido pegar deixarem o relógio e o moletom com ele de garantia e que se eles não pagassem ele no outro dia ele iria matar eles. Nisso eles já estavam com uma dívida de uns 100 reais e todos estavam sem dinheiro, então decidi ajudar com os 20 reais que eu tinha sobrando e alguns deles iriam vender fones de ouvidos e carregador na estação de trem para conseguir juntar uma grana e pagar o plug.
Se você se pergunta o que os usuários ficam fazendo de madrugada drogados, é decepcionante. Ficavam falando sobre futebol, fazendo batalhas de rimas, falando sobre mina e essas coisas. Depois nós fomos dar uma volta pelo bairro, fumamos maconha e voltamos para casa e isso já era umas cinco horas da manhã. Cheguei, fui dormir e acordei as 06:30 para ir para o colégio, possivelmente ainda no efeito da maconha. As pessoas do colégio já tinham notado que eu estava diferente e algumas suspeitavam que eu estava usando drogas (de fato, eu estava), porém eu nunca tinha chegado a comprar droga, sempre usava se estava com alguém que tinha e não tinha criado nenhuma dependência. Algo que ajudou a acharem isso foi eu ter mandado uns áudios bêbado para aquele grupo em que conheci aquela moça e uma guria mandou no grupo da turma alguns desses áudios no grupo da turma (nunca mandem áudio bêbados, sério).
As pessoas da minha turma diziam me achar estranho pois no início do ano acreditavam que eu era um nerd que não falava com ninguém e agora eu conversava com todo mundo e que era um possível zé droga. E foi realmente isso que aconteceu, eu tinha parado de desperdiçar minha vida na frente de um computador e passei a desperdiçar queimando meu neurônios. Minha mãe sempre foi protetora e com razão suspeitava de mim, porém não achava que iria me envolver com essas coisas pois sempre fui tranquilo quanto a isso e também por que isso não é muito coisa de alguém que fica a maior parte do tempo no computador.
Um dia uns me chamaram para ir na praça e depois no bar jogar sinuca. Cheguei lá e eles estavam com um pino de pó, e como eu não tinha sentido bem os efeitos na primeira vez não liguei e usei de novo. Logo depois fomos para o bar e como eu estava com dinheiro decidimos comprar uma garrafa de vinho e jogar sinuca. Tomei dois copos e meio e lá estava eu, o nerd beta gamer cheirado e bêbado de vinho num bar kk. Foi uma sensação ainda melhor do que no MDMA, eu estava me sentindo um semideus, não ligava pra nada e falava coisas sem sentido. Porém, eu tinha que ir pra casa cedo e eu estava tão alterado que nem medo de chegar em casa naquele estado eu conseguia sentir, mas sabia que tinha que evitar ao máximo o contato (algo que eu já estava acostumado). Cheguei lá e vi que minha mãe já estava meio desconfiada então tentei evitar o contato mais ainda, depois fui pro computador e fiquei ouvindo música, as músicas pareciam 300% melhores enquanto eu estava naquele estado.
Fiquei um tempinho sem usar nada além de maconha as vezes e um dia fui na casa do meu amigo e notei que eles não estavam usando nada, mas tinha uma lata com um furo e já me liguei no que era, o famoso lança de baixo custo, vulgo loló/sucesso. Eu não tinha muito conhecimento sobre essa droga, só sabia que o efeito durava pouco e forte. Por isso, imaginei que fosse relativamente leve comparado a outras que já tinha experimentado. Experimentei e logo senti o famoso "tuin", meus pés e mãos começaram a formigar, meu batimento cardíaco aumentou e fiquei extremamente eufórico. Porém, depois de uns minutos o efeito passou e fiquei com uma certa dor no peito.
Vi que essa droga era muito mais forte do que eu pensava e decidi ir pesquisar sobre os efeitos colaterais dela e descobri que na verdade o que eu usei foi spray anti-respingo de solda, considerado um "crack dos inalantes" e que eu poderia até ter morrido se tivesse inalado mais. Então depois disso decidi não usar mais drogas (demorei kk), até por que eu iria me mudar em mais ou menos um mês.
E assim foi, com o tempo fui melhorando meu emocional e aprendendo a conviver com meus arrependimentos. Já faz uns 3 meses que estou morando em floripa e uns 7 em que me apaixonei por aquela moça, é bizarro pensar que tudo que aconteceu depois disso enquanto eu ainda morava no RS aconteceu em mais ou menos 4 meses. Estou tentando repor os hábitos e por alguns outros na minha rotina para meu desenvolvimento pessoal e pôr em prática o que aprendi depois de tantos livros lidos e tantos vídeos de auto-desenvolvimento assistidos. Por mais que tenha sido um período bem difícil, foi o período na qual mais aprendi e agora consigo equilibrar meu lado "nerd" e meu lado "zé droguinha", chegando a um equilíbrio. (OBS: perdi o bvl e a virgindade, finalmente).
Escrevi isso só para organizar toda essa série de acontecimento na minha cabeça, pois até hoje eu nem tinha entendido direito o que aconteceu, as coisas ficam muito vagas somente no plano mental. Se tu leu esse texto mau escrito até aqui tu é um guerreiro, pois nem eu to com vontade de ler tudo isso.
Algumas dicas que vou usar para mim mesmo, baseado no que extrai desse período da minha vida:
-Se quiser conquistar alguém, seja você mesmo e não torne a outra pessoa o centro da tua vida.
-A mentalidade de pensar "eu vou morrer mesmo" pra alguma decisão é boa, se usada conscientemente. Memento mori, carpe diem.
-Quanto maior o extremo de algo pior seus efeitos colaterais, e isso é uma lei. As drogas demonstram isso bem, pois quanto melhor o efeito e maior a acessibilidade da droga pior são seus efeitos colaterais. Ser um "nerd" é ruim mas tem seu lado bom, com ser "zé droguinha" não é diferente. A chave é o equilíbrio.
-São nas piores situações que mais evoluímos.
-Mais vale um livro compreendido e praticado do que 30 simplesmente lidos.
-Cuidado com as influência que recebe. Certamente se eu não ouvisse Lil Peep e não andasse com quem estava andando não teria sequer tocado numa droga KKK.
-Uma conversa aleatória com uma pessoa desconhecida pode mudar toda tua vida.
-Hábitos bons vão te ajudar muito, mas não vão fazer nada por ti.
-Não espere pelo momento perfeito para agir.
-Não fique devendo pro traficante
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2020.04.02 11:10 Pedro_HereIn A Universidade Arcana de Opath, O Octante e outros Arcanismos do 3:14

Antes de iniciar deixo alguns avisos.
  1. O meu universo Skyfall (3:14) tem algumas diferenças do universo do Pedrok (25:17).
  2. Na minha visão a Universidade mudou muito desde a sua fundação no 2º anel depois do Firmamento
  3. Eu me baseei em 2 fontes principais para determinar como a UAO funcionaria ( na narrativa e na ambientação). A primeira é a Universidade das Crônicas do Matador do Rei (Patrick Rothfuss). A segunda é em Hogwarts da série de livros e filmes Harry Potter (somente vi os filmes então caso tenham fatos interessantes que estejam só nos livros podem comentar)
Agora vamos ao que interessa!

As Várias Magias e suas múltiplas descobertas

A magia é tratada de muitas maneiras dependendo de com quem você conversa. Anuros produzem efeitos mágicos sem usar o Arcanum, o que para outros conjuradores seria algo impossível. Os kishins fazem uso de técnicas passadas para eles pelos povos enormes da Cordilheira de Vorax, pensando o arcano quase como uma filosofia. Elfos e gnomos por outro lado pensam a magia como um impeto da própria criação, uma força que tensiona o universo e que pode ser usado para feitos magníficos.
As ancestralidades descobriram formas diferentes de se usar a magia e em tempos também diferentes. Cada cultura aprendeu técnicas únicas. Isso sem levar em consideração as formas que cada profissional usa estas técnicas. É bem claro como que as magias feitas por um mago e as feitas por um clérigos são diferentes, mesmo que ambas no fim sejam magias, o meio e os métodos para produzir os feitiços são bem diferentes. Da mesma forma deve ser entendido que um tieferino e um tritão usam meios tão diferentes quanto o mago e o clérigo, mesmo que ambos sejam da mesma classe conjuradora.

A fundação de uma academia única

A Universidade Arcana de Opath foi fundada no dia 14 do Ciclo da Maré no 2º anel depois do Firmamento com o intuito de unir as ancestralidades ainda mais e formar uma metodologia completa sobre as formas de se fazer e usar magias.
A oeste da cidade de Alberich, fica um distrito separado da Cidade das Mil Portas. Onde a estrada cruza o rio Omêthi há uma velha ponte de pedra. É uma daquelas antigas e gigantescas obras de arquitetura espalhadas por todo o mundo, tão antiga e solidamente construída que se tornou parte da paisagem, sem que ninguém se perguntasse quem as havia edificado nem por quê. Essa é particularmente interessante, com mais de 60 metros de comprimento e larga o bastante para que duas carroças a cruzem lado a lado. Do ponto mais alto da ponte, é possível avistar algumas das construções mais importantes da Universidade.
A UAO fica no coração do Octante de Omêthi rodeada por uma cidadezinha. Embora, verdade seja dita, cidade não seria o termo apropriado. O ambiente não se assemelha em nada com Alberich e suas vielas tortuosas, seu cheiro de mercadores fresquinhos pela manhã e seu clima hiperpopuloso; mais parece um vilarejo, com ruas largas e ar puro. Gramados e jardins ocupam os espaços entre pequenas casas e lojas.
Contudo, visto que esse vilarejo tenha crescido para atender às necessidades peculiares da Universidade, o observador cuidadoso pode notar as pequenas diferenças nos serviços prestados. Por exemplo, há três boticários com um estoque completo, três metalúrgicas, dois coureiros, dois vidreiros, duas oficinas de encadernação, quatro livrarias, duas oficinas de ferragens, um alfaiate, e um número desproporcional de tabernas. Algumas com tabuletas de madeira na porta que anunciam: PROIBIDO FEITIÇOS!

O Octante e o início da Universidade Arcana.

No começo a UAO tinha somente 8 prédios. A Reitoria (espaço dos professores e reitores), a Prataria (o refeitório comum), o Paritário (os dormitórios dos estudantes), o Acervo (a grande biblioteca) e as quatro instalações para os cursos. Inicialmente a Universidade oferecia os cursos somente para artífices, clérigos, druidas e magos. Caso um aluno fosse de uma classe conjuradora diferente (digamos um bruxo) ele teria que cursar uma das quatro disciplinas (um hexblade talvez cursasse a Artificiaria, já um bruxo da arquifada talvez entrasse no curso para se tornar "druida").
Por conta de haver está disposição de oito prédios, a praça (e mais tarde toda a região) passou a ser chamada de Octante de Omêthi. Ao longo dos anos, contudo, a Universidade expandiu seus cursos passando a abraçar mais formas de usar magias e hoje conta com um total de 11 prédios principais (os 3 adicionais são para os cursos de bardos, bruxos e feiticeiros). O ambiente é bem movimentado e garante aos habitantes um dia-a-dia pouco habitual, com um toque arcano em quase tudo.

Mestres e Reitores

A Universidade é para a continuação dos estudos, não para o começo deles, por isso existe uma prova de admissão feita pelos reitores dos 7 cursos e o diretor, na prova eles testam os conhecimentos básicos do aluno. Após responder as perguntas os professores decidem a taxa pentagonal (o semestre; período de 5 ciclos) que o aluno deverá pagar. É preciso ter dinheiro ou inteligência para ingressar na Universidade. Quanto mais se tem de um, menos se precisa do outro. A taxa comum é de cerca de 70 pilares de ouro, contudo já houveram casos em que a universidade cobrou menos de 10 pilares e rumores contam que um aluno entrou sem precisar pagar. Esse é o nível intelectual dos estudantes, uma pessoa de mente tão habilidosa que a Universidade prefere pagar para formar alguém de imenso renome no futúro.
A UAO é composta por sete cursos, chamados de Métodos, cada um deles é divido em partes menores, chamadas como um todo de Disciplinas, e cada uma é dirigida por um mestre. Por exemplo o Método para magos é dividido em oito disciplinas, uma destas é o colégio da Necromancia cuja Necromante-mor é a m'bo Zarina Isínku.
Cada método possui um reitor. O reitor é um conjurador que escolheu não se espacializar em nenhuma disciplina e, ao invés disso, estudou todas, tornando-se capaz de tomar as decisões do método e direcionar os mestres. O reitor dos magos por exemplo, é Severyno Balazkova um vampiro que estudou as oito disciplina do método dos magos.
Assim temos 8 reitores, um para cada curso e um que direciona os outros. Este é o diretor (nome que significa reitor duplo, pois é reitor dos reitores, e originalmente era escrito direitor). O diretor é a palavra máxima da UAO e em alguns eventos já teve uma cadeira temporária no Senado.
Os professores e mestres usam um colar de metal com marcações e partidos (para não possibilitar portais no Anel de Fogo) na nuca para mostrar o seu cargo. As marcas dizem o método que ele faz parte.

Alunos

Antes de ingressarem, os estudantes e magia costumam aprender com graduantes da Universidade, é costume estes chamarem seus aprendizes de Risuna (que significa "aquele que ouve" em língua sodori).
Os alunos da UAO durante os 2 primeiros anéis são chamados de Shonin ("aquele que vê"), depois recebem o título de Shoji ("aquele que tem") e, ao final do curso de 9 anéis, eles viram um Riyu ("aquele que causa") buscando se tornarem Jiantáns ("aquele que fala").
A idade comum de um ingressante é de 27 anéis (18 anos) e costuma terminar o método com 36 anéis (24 anos). Os alunos podem finalizar o seu curso a partir do momento que recebem o título de Shoji, com 3 anéis de Universidade. Contudo a maioria continua cursando até chegar ao 6° anel. Nem todos conseguem se tornar Jiantáns. Para receber este último título o conjurador deve produzir um feitiço autoral, por isso muitos Riyus costumam viajar para em jornadas para os confins de Opath para tentar reunir conhecimentos que poucos conseguiriam descobrir.
O termo comum para um aluno da UAO é "estudante" (ou "universitário" em algumas cidades). O uniforme comum é um poncho, que pela costura e desenho mostram o método e a disciplina que o estudante faz parte. O resto do vestuário fica a cargo dele.

Melancolia e Ímpeto aos olhos da UAO

Por conta do tamanho e da influência da Universidade, alunos de todos as ancestralidades aparecem para versar as artes místicas, porém neste caminho para se tornarem conjuradores renomados os maiores obstáculos são aqueles que vêm carregados na origem.
Melancolias e Ímpetos atrapalharam muitos ao ponto que a Reitoria Universitária Arcana (RUA) criou protocolos específicos para tais casos. Por esta razão não existem portas dentro da UAO, no lugar delas são usadas cortinas de tecido grosso; desta forma pequeninos não tem problemas para sair de suas aulas e voltarem aos seus dormitórios. Anões têm parte de seu currículo feito em aulas não presenciais (durante a diáspora) e kias possuem preferência nas chamadas para intercâmbios e excursões. Durante a temporada de inverno as aulas são realizadas em Salas (espaços dimensionais), pois seres feéricos nesta estação não poderiam realizar feitiços, segundo o Código Sazonal de Elvo'rah. A Universidade oferece um seguro de danos para kishins que venham a entrar em fúria. Um acordo entre a Universidade, a Shankir de Kravokia e a Casa Teophrina dos Gnomos de Opath, garantiu que um dos pastos de carneiros da Casa é de livre uso dos vampiros estudantes da UAO, porém estes são limitados a no máximo 8 carneiros por ciclo, quantidade definida pela Shankir.

Os conhecimentos difundidos no meio acadêmico

As aulas dentro da UAO tocam os mais diversos temas. Desde estudos astronômicos do Arcanum, até a intrincada política feérica. Conjuradores que se formam por completo na Universidade e ganham título de Riyu, saem com perspectivas de emprego em cargos importantíssimos, como conselheiros reais e defensores da sociedade de Opath, assim sendo eles devem ser versados nos mais diversos conhecimentos.

Prédios e Disciplinas

Os sete prédios de ensino da universidade, são locais de estudo, experimentação e pesquisa. De arquiteturas completamente diversas, a única coisa que une eles é o fato de alunos estarem sempre entrando e saindo deles (e de que de vez em quando alguém sai ferido de uma sala).

Mecanicamente

Alunos ingressantes devem ter no mínimo 1 nível em uma classe conjurado. Caso o personagem não tenha níveis de conjurador-completo, ele precisa ter a característica Conjuração.
Para o caso de conjuradores incompletos a quantidade de semestres de estudo necessários para subir 1 nível de classe é igual à 3 semestres (para guardiões e paladinos) e 4 (para guerreiro: cavaleiro místico e ladino: trapaceiro arcano)
Regras para Jiantáns (provavelmente farei um post só pra isso mais pra frente)
  1. Escolha uma magia já existente
Você deve conseguir conjurar esta magia. Magias de 9º círculo não podem ser escolhidas. Caso você escolha um truque ele será considerado uma magia de nível 0 para os cálculos desta regra
  1. Escolha o alvo da magia
(as categorias são bem vagas e abrangentes, o objetivo é dar espaço para DM e jogador determinarem qual seria o alvo a partir delas)
- Você mesmo ou um aliado - Um inimigo - Todos os inimigos em uma área - Todos os aliados em uma área - Magia causa dano
Caso nenhuma das categorias encaixe (magias que concedem conhecimento sobre algo ou que invocam criaturas, por exemplo). A lista possui opções que poderiam se adaptar para encaixar estas, mas você também poderia pensar em uma categoria nova. Para casos assim a recomendação é escolher "Você mesmo ou um aliado" já que você quem provavelmente estará se beneficiando da magia.
  1. Tempo de pesquisa
O tempo necessário para manter sua pesquisa é de 8 horas por dia, 4 dias em cada ciclo. Você fazer outras coisas durante o restante do dia, mas caso este tempo não seja cumprido ou ele seja interrompido, a magia escorre da sua mente e é necessário recomeçar do último ciclo que você completou. A quantidade de ciclos de pesquisa é igual à 1 ciclo (3 luas) mais uma lua por nível da magia original.
Exemplo: Sahadeva, um draconato mago do colégio da adivinhação deseja produzir uma versão mais interessante do feitiço Ligação Telepática de Rary's. Ele gasta 8 luas, ou seja 40 dias (3 luas mais 5 do feitiço) até completar o seu feitiço Iluminar de Muitas Mentes.
  1. Encontre a Tabela, Escolha ou Role
Agora basta adicionar um extra ao novo feitiço. O objetivo disso tudo é a diversão então caso o jogador não goste do efeito permite talvez que ele troque pelo efeito acima ou abaixo, ou talvez role novamente, ou quem sabe escolha. Depois disso a magia está pronta, basta dar um nome. Ela é de 1 círculo acima da original.
Exemplo: A magia de 6º nível Iluminar de Muitas Mentes Sahadeva, tem o efeito Oracular. O feitiço portanto permite que ele crie um elo telepático com até 8 criaturas dentro do alcance durante 1 hora e além disso uma delas por 10 minutos, pode ver quais itens dentro de 60 pés são mágicos, pode ver os efeitos de feitiços que persistem, e pode fazer um teste de Inteligência (Arcanismo) CD 15 para saber exatamente que itens e feitiços são esses.
Você mesmo ou um aliado
d4 - Efeito
1 - Regenerativo: Pela duração da magia, o alvo recupera uma quantidade de pontos de vida igual ao seu modificador de conjuração no início de cada um dos turnos dele.
2 - Onisciente: Por 10 minutos, o alvo tem um terceiro olho que revela criaturas escondidas, disfarçadas, e invisíveis dentro de 60 pés. Isso não se aplica a objetos em outros planos.
3 - Invulnerável: Até o final do próximo turno, o alvo é imune a qualquer tipo de dano.
4 - Topologicamente Ambíguo: Por 10 minutos, o alvo tem uma chance de 33% de no começo do turno ele se teleportar 10 pés com uma ação bônus. Essa chance é cumulativa (33% no primeiro turno, 66% no segundo, 100% no terceiro), mas as chances voltam pra 33% toda vez que o alvo teleporta. O alvo pode escolher não se teleportar, mas chances voltam a 33% ainda assim.
Um inimigo
d4 - Efeito
1 - Dispersante: Em seu próximo turno, o alvo pode se mover OU tomar uma ação, mas não ambos.
2 - Iluminante: Até o final de seu próximo turno, o alvo brilha, garantindo vantagem em todos os ataques contra ele e iluminando qualquer aliado (dele) escondido adjacente à ele.
3 - Traidor: O alvo imediatamente ataca outro alvo à sua escolha.
4 - Elucidante: O alvo solta um segredo mantido por ele.
Todos os inimigos em uma área
d4 - Efeito
1 - Sobrecarregado: Um dos alvos fica Caído.
2 - Imobilizante: Um dos alvos é mantido no lugar Agarrado até o final de seu próximo turno.
3 - Defiling: Role 1d6. Um dos alvos recebe essa quantia em dano necrótico, e você recebe pontos de vida temporários igual à soma de dano causado em todos os alvos.
4 - Telecinético: Mova todos os alvos 10 pés na mesma direção. Se movidos para cima, os alvos recebem 1d6 de dano contundente quando caírem no chão e devem ter sucesso em um teste de Destreza (Acrobacia) CD 10 ou ficam caídos.
Todos os aliados em uma área
d4 - Efeito
1 - Acelerante: Por 10 minutos, antes de tomar uma ação, um dos alvos pode se mover uma quantidade adicional de metade do seu deslocamento.
2 - Oracular: Por 10 minutos, um dos alvos pode ver quais itens dentro de 60 pés são mágicos, pode ver os efeitos de feitiços que persistem, e pode fazer um teste de Inteligência (Arcanismo) CD 15 para saber exatamente que itens e feitiços são esses.
3 - Hábil: Por 10 minutos, o movimento de um dos alvos não provoca ataques de oportunidade.
4 - Revelador: Até o final do próximo turno, um dos alvos sempre tem resultado 20 em testes de Sabedoria (Percepção).
Magia causa dano
Tipo de dano da magia - Efeito
Gélido (Frio) - Calafrios: Alvos afetados estão Agarrados até o final do próximo turno.
Ígneo (Fogo) - Incinerante: Alvos afetados continuam a queimar, recebem 1d6 de dano adicional no começo da próxima rodada até que gastem uma ação para extinguir as chamas.
Perfurante - Apunhalante: Por 10 minutos, ataques com armas feitos contra alvos afetados alcança um acerto crítico em resultados de rolagens de ataque iguais ou superiores à 15.
Psíquico - Alucinante: No próximo turno, os alvos percebem aliados como inimigos e inimigos como aliados, agindo de acordo.
Energético (Força) - Explosivo: Alvos afetados estão caídos. No próximo turno, eles devem fazer uma salvaguarda de Sabedoria para se levantar. No turno seguinte, eles podem se levantar normalmente sem fazer a salvaguarda, caso ainda não tenham conseguido.
Venenoso - Nauseante: Alvos afetados perdem o próximo turno vomitando.
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2020.03.12 16:08 the_rastaman Você tem orgulho de ser brasileiro?

Lembro que qd eu estava no ensino básico nós cantávamos e saudávamos a bandeira nacional antes da aula, realmente naquela época eu sentia o Brasil grande, o brasil era campeão do mundo, a escola q eu estudava era publica do lado de casa e muito boa o hospital publico eu ia quase todo o mes passar no pediatra, etc eram bons, novos e nao demoravam, eu fazia curso de música, tinha uma biblioteca boa, a policia ia para educar a respeito de drogas (proerd) e tudo do bom e do melhor e tudo público, porém eu fui crescendo e eu me dei conta que eu vivia numa bolha, realmente não sei se o brasil foi grande ou a minha realidade com o Brasil que era grande (isso em 2002)
Qd eu comecei a frequentar a escola pública fundamental e passei a ter acesso a internet (2004) que eu tive uma visão negativa do brasil, a escola era uma baderna, parecia mais um presídio, (salas super lotadas, barulho insano, professores que não davam aula e mais faltavam que outra coisa, aulas vagas, biblioteca caindo aos pedaços com livros vandalizados, sem sala de informatica, sem ventilador, a policia entrava na escola pra tirar aluno malfeitor na base do cassete e da força, todo dia tinha briga no final da aula e a policia vinha voando com a viatura para apartar a confusão, tiro pro alto, ambulancia, empurra empurra) e por aí vai
Logo não conseguia me orgulhar mais do país, qd vejo pessoas patriotas e eu sempre quis entender o motivo, talvez eles também vivam numa bolha de realidade, eu por exemplo não tenho nada a me orgulhar do Brasil, cada vez fico mais decepcionado. Qd eu era criança eu ouvia falar dos escravos, por exemplo, mas, aquilo soava como algo distante, depois fui perceber que oq ocorria é que nós eramos os descendentes dos escravos pagando a conta até hoje nas mazelas da sociedade, como que eu vou ser patriota e me orgulhar disso? o ultimo país pra abolir escravidão? nas ruas a única cultura é sexo, funk e drogas, na escola só oq tem é baderna, na televisão só degeneração e ptaria, a tv cultura sempre foi a unica emissora que passava algo de bom e algum valor da tv e por aí vai. (eu lembro tinha até um programa que eu assistia chamado Planeta Terra)
Engraçado é que eu sempre morei em SP, certa vez fui fazer um trabalho no nordeste em pernambuco (4 anos de trabalho) especificamente e fiquei ainda mais chocado com oq vi, não imaginava que o Brasil era assim, quando passei de avião por cima de Recife eu vi aquela cidade linda, sai do aeroporto e o caminho até onde eu ia morar em Parnamirim um bairro de Recife eu ia olhando e pensando: "esse estado é muito bom e desenvolvido", no entanto, tb era só uma bolha de realidade, foi só eu começar a ir nos bairros populares para realizar meu trabalho, (Casa Amarela, Jenipapo, eu não vou lembrar o nome de todos os bairros), que eu comecei a ficar chocado com aquilo que vi, pois a maioria da população estava vivendo em condições desumanas, casas minúsculas, sem saneamento básico, córregos usados como esgotos a céu aberto, coisas que eu não tinha visto em SP e eu já achava são paulo ruim, foi aí que realizei que pernambuco é um dos estados mais ricos e desenvolvidos do Brasil, fiquei imaginando então oq eu não veria no Piaui, etc (nao vou lembrar o nome dos estados do nordeste) mas eu sei que Pernambuco é rico perto desses estados do nordeste e também do norte.
Se eu não tivesse que ir para aqueles bairros e ficasse só em Parnamirim, Bairro do Recife etc a visão que eu teria do brasil ou do Pernambuco seria muito positiva, mas, aquilo lá era uma bolha onde a realidade de nem 1% da poopulação era aquela, por isso tem muito turista que ama o Brasil, pois eles ficam nessa bolha de bairros nobres e não sabem a realidade da população. Então como q vou me orgulhar do Brasil? como pode o povo nordestino ser patriota e se orgulhar, fazer manifestação pró governo com a camisa do brasil etc enquanto eles estão morando em condições precárias? (obs não estou criticando o povo nordestino e sim a infraestrutura que eles recebem do governo)
Talvez, os únicos q possam se orgulhar do Brasil são os que vivem nos estados do Sul como Curitiba por exemplo, onde o cabra descendente de alemão vai pra faculdade e ganha carro ou moto do papai igual meus amigos que moram lá contam, mas isso é oq 1% ou menos da população ou menos?, o brasileiro de um modo geral está vivendo em condições precárias, e como podem ter orgulho dessa país?
Eu até gosto de ouvir uma rádio chamada voz do Brasil para me iludir um pouco e achar que o Brasil é uma utopia igual aquela rádio diz ser, simplesmente para me auto enganar um pouco.
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